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NOVO GOVERNO

Casa Civil nomeia 27 para equipe de transição de Bolsonaro

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Paulo Guedes será o ministro da Economia no governo Jair Bolsonaro (PSL) Foto: Sergio Moraes/Reuters
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Futuro ministro da Economia, Paulo Guedes comandará processo; veja lista

Sandra Manfrini/O Estado de S.Paulo

 

 BRASÍLIA – A Casa Civil oficializou nesta segunda-feira, 5, 27 nomes indicados para aequipe de transição do novo governo de Jair Bolsonaro (PSL). As nomeações estão em edição extra do Diário Oficial da União, que circula nesta tarde. Dos 27 nomes que constam da lista, 22 são indicados pela transição e cinco pelo governo de Michel Temer, por já serem servidores públicos. Até o momento, a equipe de transição não tem mulheres.
 Entre os nomeados para a equipe que comandará a transição estão Paulo Guedes, futuro ministro da Economia; Marcos Pontes, já confirmado no Ministério de Ciência e Tecnologia; e o general Augusto Heleno, que assumirá a Defesa.
Na lista ainda há outros nomes ligados à equipe que tem trabalhado com Guedes nas propostas econômicas. São eles: Arthur Bragança de Vasconcelos Weintraub, Roberto da Cunha Castello Branco, Carlos Von Doellinger, Carlos Alexandre Jorge da Costa, Abraham Bragança de Vasconcelos Weintraub. Irão ainda compor a equipe de transição na área econômica os já servidores Alexandre Xavier Ywata de Carvalho, Waldery Rodrigues Junior, Adolfo Sachsida e Marcos Cintra Cavalcanti de Albuquerque.
Pablo Antônio Fernando Tatim dos Santos foi designado para assessorar o ministro extraordinário, já nomeado em ato publicado hoje, Onyx Lorenzoni, coordenador da equipe de transição do presidente da República eleito.

Ainda constam da lista de nomeações os nomes de Marcos Aurélio Carvalho, Paulo Roberto, Luciano Irineu de Castro Filho, Paulo Antônio Spencer Uebel, Gustavo Bebianno Rocha, Gulliem Charles Bezerra Lemos, Eduardo Chaves Vieira, Luiz Tadeu Vilela Blumm, Bruno Eustáquio Ferreira Castro de Carvalho, Sérgio Augusto de Queiroz, Antônio Flávio Testa, Waldemar Gonçalves Ortunho Junior, Jonathas Assunção Salvador Nery de castro e Ismael Nobre.

Veja a lista completa da equipe de transição

Paulo Guedesfuturo ministro da Economia

Onyx Lorenzoni, ministro extraordinário da transição e futuro ministro da Casa Civil

Augusto Heleno, futuro ministro da Defesa

Marcos Pontes, futuro ministro da Ciência e Tecnologia

Gustavo Bebiannoadvogado de Bolsonaro; cotado para assumir ministério

Pablo Antônio Fernando Tatim dos Santos, designado para assessorar o ministro extraordinário Onyx Lorenzoni

Roberto Castello Branco, economista, diretor da FGV, ex-diretor da Vale

Julian Lemos, deputado federal eleito pelo PSL-PB

Paulo Uebel, secretário municipal de gestão na Prefeitura de São Paulo

Marcos Aurélio Carvalho, CEO da AM4, empresa de publicidade da campanha de Bolsonaro

Waldemar Gonçalves Ortunho Junior, coronel reformado do Exército

Paulo Roberto, tenente-coronel dos Bombeiros, auxiliará na área da educação

Luciano Irineu de Castro Filho Engenheirodoutor em matemática e professor na área de Economia na Universidade de Iowa (Estados Unidos); indicado para o setor de energia

Arthur Bragança de Vasconcellos Weintraub, Professor de Direito Previdenciário e de Direito Atuarial da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub, economista, professor da Unifesp

Alexandre Xavier Ywata de Carvalho, diretor do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea)para meio ambiente

Luiz Blumm, Consultor e coronel da reserva do Corpo de Bombeiros, para saúde e defesa

Adolfo Sachsida, pesquisador do Ipea e pós-doutor pela Universidade do Alabama; tem assessorado Paulo Guedes

Marcos Cintra, ex-deputado e atual presidente da Finep

Carlos Von Doellinger, economista, ex-secretário do Tesouro Nacional

Carlos Alexandre Jorge da Costa, ex-diretor do BNDES e doutor em economia pela Universidade da Califórnia

Bruno Eustáquio Ferreira Castro de Carvalho, diretor da secretaria especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI)

Sérgio Queiroz, procurador da Fazenda Nacional em João Pessoa

Antônio Flávio Testa, cientista político e professor da FGV

Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro, engenheiro, diretor da secretaria especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI)

Waldery Rodrigues Junior servidor, irá compor a equipe de transição na área econômica

Ismael Nobre

Eduardo Chaves Vieira

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NOVO GOVERNO

Quem tem problemas com a Justiça não entrará no governo, diz Bolsonaro

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 Bolsonaro diz que não escolherá para seu governo quem tiver problemas com a Justiça - Valter Campanato/Agência Brasil
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Por Wellton Máximo e Pedro Rafael Vilela /Agência Brasil  

Brasília – O presidente eleito Jair Bolsonaro descartou a possibilidade de que pessoas com problemas com a Justiça integrem seu governo. Ao apresentar o futuro chanceler, o embaixador Ernesto Araújo, o futuro mandatário negou que esteja negociando indicações para embaixadas ou ministérios com qualquer integrante do atual governo.

“Quem estiver devendo para a Justiça não terá a mínima chance de continuar num governo meu. Quem não estiver devendo, podemos até conversar”, declarou Bolsonaro. Ele disse que pretende concluir a definição dos nomes para ocupar o primeiro escalão até 30 de novembro.

Sobre o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, Bolsonaro declarou que ele está isento de acusações e tem qualidades para ocupar o cargo. O presidente eleito disse que as indicações não estão levando em conta critérios políticos.

“O Onyx é a pessoa mais adequada para responder a essa pergunta para vocês. Pelo que eu saiba, ele não é réu em nada. Não tem critério político [nas indicações]”, acrescentou Bolsonaro.

O ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, negou hoje (14) que tenha sido beneficiado com um segundo repasse da JBS, em 2012. Ele reconheceu que houve, sim, um repasse em 2014, e disse ter admitido o erro publicamente. De acordo com o ministro, a informação veiculada na imprensa nesta quarta-feira (14) tem a intenção de desestabilizar o governo eleito Jair Bolsonaro.

Perguntado se confiava plenamente na isenção de Lorenzoni, o futuro presidente respondeu: “Cem por cento da minha confiança, ninguém tem. Só meu pai e minha mãe”. Neste momento, Bolsonaro foi aplaudido por populares que acompanhavam a entrevista na porta do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, local onde está a equipe de transição.

Depois de sair do CCBB, Bolsonaro dirigiu-se ao Aeroporto de Brasília, de onde voltou para o Rio de Janeiro.

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Guedes promete dividir com Estados recursos do megaleilão do pré-sal

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Jair Bolsonaro, presidente eleito do Brasil Foto: Adriano Machado/Reuters
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União espera levantar mais de R$ 100 bi com oferta de blocos, mas não há hoje nenhuma obrigação de repartir o dinheiro com governos regionais; segundo o presidente do Senado, projeto que destrava leilão deve ser votado na semana que vem

O Estado de S.Paulo

 

BRASÍLIA – O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, fez o primeiro aceno aos governadores eleitos e prometeu dividir os recursos que devem ser obtidos no megaleilão do pré-sal com Estados e municípios. A arrecadação com a venda dos blocos é estimada em R$ 100 bilhões, dinheiro que é considerado importante para reduzir o déficit das contas federais e agora é cobiçado pelos Estados em tempos de grave c

rise fiscal e de cofres vazios.

Eunício prometeu colocar em votação na semana que vem o projeto que abre caminho para a realização do leilão da cessão onerosa. O texto já foi aprovado na Câmara. Otimista, ele chegou a dizer que a medida pode render ainda mais, até R$ 130 bilhões. Parte do dinheiro, no entanto, é devida à Petrobrás por conta da renegociação do contrato de cessão onerosa firmado com a União em 2010.

O governador eleito do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou que ainda não há definição sobre qual fatia dos recursos seria repassada aos Estados e municípios, mas assegurou que não se trata de mera promessa do futuro governo. “Houve compromisso (de Guedes), ficou muito claro”, disse.

Não há hoje nenhuma regra ou lei que vincule o ingresso desses recursos a um repasse obrigatório a Estados e municípios. Segundo apurou o Estadão /Broadcast, há o temor no governo de que o Senado tente alterar o texto atual para destinar parte do dinheiro aos fundos de participação de Estados (FPE) e Municípios (FPM), o que atrasaria a tramitação, uma vez que levaria a uma nova votação na Câmara.

Apesar do aceno positivo, o presidente eleito avisou que será preciso adotar “medidas amargas” para evitar que o País passe pelos mesmos problemas da Grécia. O país europeu precisou cortar aposentadorias e benefícios após uma grave crise.

Um dos idealizadores do fórum realizado na quarta-feira, 14, o governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que o apoio dos Estados à reforma da Previdência “é integral”. Quando o atual presidente Michel Temer tentou emplacar sua proposta, parte dos governadores trabalhou contra a aprovação. O futuro governador paulista avisou, porém, que a União “não pode virar as costas aos Estados” e afirmou que a renegociação das dívidas será parte do pacto selado com os governos regionais.

Reeleito por um partido da oposição, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), também reconheceu a necessidade de mudar as regras de aposentadoria e pensão no Brasil e defendeu que Bolsonaro apresente uma nova proposta. “A eleição terminou, os governadores do Nordeste vão trabalhar com Bolsonaro.”

Colaboraram : IDIANA TOMAZELLI, ADRIANA FERNANDES, ANNE WARTH, EDUARDO RODRIGUES, VERA ROSA, JULIA LINDNER, LEONENCIO NOSSA, LORENNA RODRIGUES, TÂNIA MONTEIRO

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Posse de Bolsonaro será às 15h de 1º de janeiro

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 Agência Brasil 

Brasília – O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), confirmou que a solenidade de posse do presidente eleito Jair Bolsonaro foi antecipada em duas horas e ocorrerá às 15h, em 1º de janeiro. Segundo ele, a mudança foi para atender a um pedido do próprio Bolsonaro.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira, participa no Congresso Nacional da sessão solene em comemoração aos 30 anos da Constituição Federal.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira – Pedro França/Agência Senado

A cerimônia está sendo organizada por uma equipe multidisciplinar com integrantes do Congresso Nacional, da Presidência da República e do Ministério das Relações Exteriores. Há solenidades nos três locais.

Orçamento

Eunício disse ainda que pretende se reunir com os integrantes da área econômica do governo eleito. De acordo com ele, na pauta está a possibilidade de mudanças na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2019.

O senador afirmou que está à disposição para colaborar com a nova equipe. Segundo ele, é importante que o governo eleito tenha ciência do orçamento que vai implementar.

 

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