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POLÍTICA

CCJ é suspensa por 10 minutos após suspeita de líder do PSL estar armado

Delegado Waldir foi acusado de estar portando uma arma de fogo durante a sessão(foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

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Segundo regimento interno da Casa, o porte de arma é proibido

Alessandra Azevedo e  Gabriela Vinhal/Correio Braziliense

BRASÍLIA – A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) foi suspensa por 10 minutos após parlamentares alegarem que o líder do PSL, delegado Waldir, estava armado. A prática é proibida, segundo o regimento interno da Casa. Entretanto, o deputado afirmou que estava apenas com o suporte do armamento.
O tumulto ocorreu após o presidente Felipe Francischini (PSL-PR) negar o pedido de vista da oposição. A justificativa, segundo o deputado, é que o parecer ainda não havia sido lido. Com a negativa, parlamentares foram até a Mesa Diretora, onde estava Francischini, reivindicar a decisão.
Durante a confusão, o deputado Eduardo Bismarck (PDT-CE) gritou: “Tem um deputado armado aí na sua mesa, presidente”. Foi pedido que Francischini fechasse as portas da comissão para verificar se o parlamentar estava, de fato, armado. Gritaram: “Vamos desarmar o deputado, aí”. O presidente da CCJ determinou, então, que todos voltassem aos lugares enquanto verificavam se o líder do PSL estava mesmo com a arma.
A sessão já dura mais de quatro horas e, até o momento, o parecer do relator delegado Marcelo Freitas (PSL-MG) ainda não foi lido. Parlamentares da oposição tentaram obstruir a comissão desta terça com requerimentos de retirada de pauta. Entretanto, todos os pedidos foram negados pelos membros da CCJ, após votação.
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