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MUNDO

Chile confirma início de processo para mudar Constituição e tentar acalmar protestos

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Martin Bernetti/AFP/ Folha de S. Paulo

Pais tem onda de manifestações por melhores condições de vida há quase um mês

Quatro semanas após o início da onda de protestos no Chile, o governo do presidente de direita Sebastián Piñera anunciou que iniciará o processo para mudar a Constituição herdada da ditadura de Augusto Pinochet. A Carta é apontada como origem das desigualdades por especialistas e manifestantes.

A Constituição atual, vigente desde 1980, teve mais de 200 modificações em mais de 40 artigos. No entanto, não estabelece como responsabilidade do Estado oferecer como direitos saúde e educação, dois dos pilares reivindicados por milhões de chilenos que estão nas ruas protestando desde 18 de outubro.

Depois de 24 dias de protestos, alguns deles com finais violentos, saques e incêndios cometidos por jovens radicais, as pesquisas mostram que o apoio popular ao movimento conhecido nas redes sociais como Chile Despertou supera 75%. E um índice similar deseja uma nova Constituição. 

Os protestos começaram como crítica à alta da tarifa de metrô, já revogada, e passaram a questionar a desigualdade social, o aumento do custo de vida e outras questões. 

Em uma mudança de postura, o governo de Piñera anunciou a vontade de iniciar o processo para uma nova Constituição por meio de um Congresso Constituinte, com ampla participação cidadã e um plebiscito que o ratifique, uma manobra que atende a uma das principais demandas surgidas nos protestos sociais.

O ministro do Interior, Gonzalo Blumel, confirmou o anúncio após uma reunião na casa do presidente Piñera com os líderes do Chile Vamos, coalizão política que reúne quatro partidos de centro-direita e direita, que até agora eram os mais reticentes a uma mudança profunda da Carta Magna.

“Acordamos iniciar o caminho para avançar para uma nova Constituição. Entendemos que é um trabalho que temos que fazer pensando no país”, disse Blumel após a reunião. Ele não informou prazos. 

Alguns líderes da oposição reagiram com otimismo. “O governo começa a ter uma noção de realidade”, detalhou o presidente da Comissão de Constituição do Senado, Felipe Harboe, do Partido pela Democracia (PPD, centro-esquerda). 


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Guterres sugere que países devem adotar taxas contra a poluição

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Por NHK (Emissora pública japonesa) Nova York

O secretário-geral pediu postura corajosa para enfrentar crise

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, conclamou governos do mundo a adotarem uma postura corajosa para enfrentar as mudanças climáticas.

Guterres participou da conferência COP25 da ONU sobre mudanças climáticas, em em Madri, na Espanha.

Guterres disse que as mudanças climáticas são uma crise no mundo atual, e não um problema para o futuro. Ele pediu que os países adotassem taxas contra a poluição, e interrompessem a construção de novas usinas de energia movidas a carvão.

Ele manifestou preocupação com uma separação do mundo em duas partes, à medida que as duas maiores economias, Estados Unidos e China, permanecem conflitantes.

O líder da ONU disse que os dois países precisam ser os pilares principais para um mundo unido, e não uma causa de divisão indesejável. Ele pediu por esforços para avançar do confronto para a cooperação em amplos setores, incluindo política, economia, defesa e ciência e tecnologia.

Guterres manifestou seu pesar pela morte de Tetsu Nakamura, médico japonês reconhecido por ações humanitárias que foi assassinado a tiros no Afeganistão na quarta-feira. Ele criticou os ataques contra o pessoal responsável por auxílio humanitário. Ele afirmou que é totalmente inaceitável que pessoas sejam mortas enquanto prestam ajuda aos mais vulneráveis.

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Cientista chinês que editou DNA de gêmeas pode ter causado mutações indesejadas

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Fonte/Foto: Superinteressante (Martin Steinthaler/Getty Images)

Documento inédito vazado pelo MIT revela que uso não autorizado da técnica Crispr para imunizar bebês contra HIV em novembro de 2018 pode ter gerado efeitos colaterais em outras partes do genoma das crianças.

Em novembro de 2018, o chinês He Jiankui anunciou em vídeo no YouTube o nascimento de duas gêmeas cujo DNA ele havia editado por meio da técnica Crispr. O objetivo do cientista era excluir um trechinho do gene CCR5 para transformá-lo em uma variante batizada de Delta 32. Tal variante torna as bebês imunes ao HIV. Sabe-se que o Delta 32 ocorre naturalmente em menos de 1% da população europeia, e que essas pessoas são resistentes ao vírus da aids.

Apesar das boas intenções – a ideia era evitar que o pai, que tem o vírus, o transmitisse às filhas –, essa foi uma infração ética grave, recebida com indignação pela comunidade científica internacional. O Crispr é uma tecnologia incipiente. Ainda falha em testes com cobaias animais, e não está nem próxima de ser aprovada para uso clínico em bebês humanos.PUBLICIDADE

Há o risco de que, ao mirar em um gene, Jiankui tenha modificado outros acidentalmente. Uma única alteração na sequência de DNA de um gene pode desencadear uma série de problemas, alguns indetectáveis – como síndromes congênitas que se manifestam só na adolescência ou na vida adulta.

Nesta semana, por meio de uma fonte anônima, a revista Technology Review do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) acessou o artigo científico que relata o procedimento. O documento ainda não havia sido publicado em nenhum lugar. As informações contidas ali permitem avaliar se o procedimento foi realizado corretamente e se as gêmeas estão em risco.Veja também

A resposta é sim. Quatro profissionais consultados pelo MIT – especialistas em edição de genes, embriologia, inseminação artificial e direito – concordaram que a intervenção foi realizada aos trancos e barrancos. “A afirmação de que eles reproduziram a variante no gene CCR5 é uma interpretação completamente errada dos dados e só pode ser descrita como uma mentira deliberada”, afirmou Fyodor Urnov, da Universidade da Califórnia em Berkeley. “O que o artigo mostra é que a equipe não conseguiu reproduzir a variante.”

O sistema Crispr evoluiu por seleção natural nas bactérias como um mecanismo de defesa contra parasitas. Ele é capaz de detectar um trechinho de DNA específico, pertencente a um vírus, e então usar uma proteína chamada Cas9 para cortar o tal trechinho como uma tesoura. Assim, o micróbio picota o vírus e escapa da infecção (um esclarecimento: não são só humanos que ficam doentes por causa de vírus. As próprias bactérias são vítimas deles). 

Os geneticistas aprendem a manipular esse mecanismo para usá-lo a nosso favor. No caso das gêmeas, a ideia é ensinar o Crispr a detectar o trechinho do gene CCR5 que está presente na maior parte da população e cortá-lo fora para transformá-lo na variante Delta 32, resistente ao HIV.

Na teoria, é lindo. Na prática, o potencial para erros é imenso. O problema é que o Crispr pode acabar encontrando e fatiando outros pedaços de DNA que não tem nada a ver com a história – simplesmente porque o código desses genes inocentes é parecido com o código do gene que é alvo do procedimento. Sem verificar individualmente cada célula do embrião antes de implantá-lo no útero da mãe, é impossível saber se ocorreu um acidente desse tipo.

Pessoas com aids sofrem muito preconceito na China e não tem acesso a inseminação artificial. Se um casal infértil com HIV quer ter um filho, é improvável que uma clínica aceite realizar o procedimento. Assim, é provável que o casal tenha aceitado participar do experimento antiético apenas para ter a oportunidade de ter um bebê. Os óvulos foram fertilizados in vitro e a intervenção com Crispr foi realizada antes dos embriões serem postos na barriga da mãe.

O fato de que o casal que aceitou participar do experimento provavelmente o fez por estar em uma situação desesperada piora a gravidade das acusações contra os autores do estudo. Felizmente, as bebês já fizeram um ano de idade sem nenhuma complicação aparente.

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Uber registra 235 denúncias de estupro em 2018 nos EUA

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Foto: Reprodução / Fonte: *Com informações da Agência EFE

A Uber revelou nesta quinta-feira (5) que, entre janeiro e dezembro de 2018, recebeu 235 denúncias de pessoas que afirmam ter sido estupradas enquanto realizavam uma viagem por meio do aplicativo nos Estados Unidos.

Os dados constam no Informe sobre a Segurança do Uber no país, publicado nesta sexta-feira pela empresa. O documento oferece informações, reunidas entre 2017 e 2018, sobre abusos sexuais, homicídios e acidentes de trânsito com vítimas ocorridos em veículos a serviço da plataforma.

O número de estupros cresceu ligeiramente em relação a 2017, quando a Uber registrou 229 casos. No entanto, dentro do universo de 1,3 bilhão de viagens realizadas, isso representa um incidente em cada 5 milhões de transportes feitos pela companhia.

Os usuários da Uber denunciaram no ano passado cerca de 3 mil situações de abuso sexual. O número engloba, além dos casos de estupro, situações de beijos e toques não consentidos em partes íntimas.

A empresa disse que os denunciantes podem ser usuários da plataforma que foram vítimas dos motoristas ou vice-versa. Há também nos registros casos em que passageiros foram vítimas de outras pessoas com quem compartilhavam as viagens.

Segundo a Uber, 54% dos acusados de abuso sexual são motoristas e 45% são passageiros. Apenas 1% das denúncias corresponde a casos em que o autor da violação seria uma terceira pessoa.

O relatório também informa que nove pessoas foram assassinadas a bordo de um veículo a serviço da plataforma em 2018, uma a menos do que as dez vítimas registradas em 2017.

Além disso, 58 pessoas morreram durante viagens feitas pela empresa no ano passado.

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