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ECONOMIA

‘Choque de energia’ esperado por Guedes traria alta de 10,5% no PIB das indústrias

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Foto: Reprodução / Portal Terra

A queda pela metade do preço do gás natural, como quer o ministro da Economia, Paulo Guedes, resultaria em crescimento de 10,5% no Produto Interno Bruto (PIB) industrial no primeiro ano do recuo, segundo estudo elaborado pelo Ministério da Economia, Secretaria Especial da Fazenda e Secretaria de Avaliação de Políticas Públicas, Planejamento, Energia e Loteria (Secap), no âmbito da criação do Novo Mercado de Gás (NMG) anunciado na segunda-feira, 8, pelo governo.

“Os resultados demonstram que variações percentuais no preço da energia são capazes de transmitir aos demais setores da economia ondas de crescimento no PIB industrial de forma contínua até um novo ponto de equilíbrio”, diz o documento divulgado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), que traz uma tabela com variações de declínio de preços entre -1% e -50%. O impacto de uma queda de 30%, por exemplo, seria de 6,3% no primeiro ano e de 4,1% no segundo ano, caindo para 2,8% no terceiro até ser diluído para 0,22% no décimo ano.

Em nota conjunta assinada entre o MME e Ministério da Economia, o governo diz que espera a queda do preço por meio da concorrência que será aberta com a venda de ativos da Petrobras, que deixará os mercados de distribuição e transporte, estimulando a entrada de outros players no mercado de gás natural. Além disso, o governo conta com a grande quantidade de gás natural do pré-sal.

De acordo com o documento, a expectativa é de que o preço caía do atuais US$ 14 milhões/btu (btu é uma unidade técnica para medidas de gás) para algo em torno de US$ 6 a US$ 7 milhões/btu, “que é o que vige na Bolívia”, diz o texto conjunto. Em 2018, o preço médio de gás natural para consumidores industriais na Europa foi de US$ 8,84 milhões/btu e nos Estados Unidos, US$ 3,89 milhões/btu.

Além da Petrobras, que continuará a explorar e produzir gás natural, principalmente na abundante região do pré-sal, o governo espera a participação das 30 empresas que hoje exploram as bacias sedimentares brasileiras no litoral, “como a ExxonMobil, Repsol, Total e Chevron, assim como no fortalecimento da posição de outras empresas internacionais no Brasil, como a Equinor, Shell e BP Energy”. Espera também atrair empresas de porte médio para a exploração do gás em terra.

“Este, além de contribuir para o aumento da oferta de gás natural no Brasil, possui, sobretudo, o condão de internalizar o desenvolvimento econômico do país. Isso porque, diferentemente do gás associado ao petróleo do pré-sal, que tende a ser mais aproveitado pelos estados litorâneos, o gás em terra está substancialmente presente no “interior” do Brasil”, explica o documento.

Por: Denise Luna

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ECONOMIA

Governo prevê economizar R$ 10 bi com redução de jornada

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Governo prevê economia de mais de R$ 10 bilhões com redução de jornada Foto: Fotos Públicas/Fernanda Carvalho

Uma das propostas enviada pelo governo ao Congresso, prevê a redução da jornada de trabalho de servidores públicos com a diminuição proporcional dos salários por um período de dois anos. Ao jornal O Globo, o secretário de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Júnior, afirmou que a medida vai gerar uma economia de R$ 10,5 bilhões à União somente em 2020.

A mudança faz parte da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial, enviada ao Congresso como parte de um pacote de medidas para equilibrar as contas públicas. Ao veículo, Waldery Rodrigues Júnior explicou a necessidade do pacote.

– Eu preciso ter essas medidas para abrir esse espaço [no Orçamento]. Esse espaço é importante porque permite que o investimento seja recuperado. O investimento de 2020 é de R$ 19 bilhões apenas, o menor número da série histórica, desde 2008. Ele já foi da ordem de R$ 114 bilhões, em 2014. Não quer dizer que vamos repetir esse patamar. Mas R$ 19 bilhões é muito baixo, com o qual não trabalhamos com conforto – explicou.

Além da redução de jornada, a PEC Emergencial também prevê outras medidas. Entre elas estão:

– Não promover funcionário
– Não dar reajuste
– Não criar cargos
– Não reestruturar carreiras
– Não fazer concurso
– Não criar verbas indenizatórias

De acordo com o texto, as medidas seriam acionadas quando a União passasse a descumprir a chamada regra de ouro, que proíbe o governo de criar dívida para realizar o pagamento de despesas correntes, o que inclui salários e aposentadorias.

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ECONOMIA

Economia brasileira apresenta crescimento em setembro

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Economia apresentou ótimo resultado em setembro Foto: Pixabay

A quinta-feira (14) começou com boas notícias para a economia do Brasil. O motivo foi a divulgação do Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), que apontou uma alta de 0,44% em setembro na comparação com agosto. O dado, que é medido pelo Banco Central, é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

Com o percentual, o 3° trimestre fechou com crescimento de 0,91% se comparado aos três meses anteriores. No comparativo com setembro de 2018, a análise é ainda melhor, aumento de 2,11%. Já no acumulado de 12 meses, o crescimento é de 0,99%.

Outro ponto positivo retirado do percentual de setembro foi que o resultado ficou acima do esperado pelo mercado, que era uma alta de 0,39%. O resultado de setembro também significou uma aceleração na economia, já que agosto registrou uma alta de 0,22% na comparação com julho.

O resultado oficial do PIB para o 3º trimestre será divulgado pelo IBGE no dia 3 de dezembro. No 1º trimestre, houve queda de 0,1% e, no 2º trimestre, alta de 0,4%.

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ECONOMIA

Caixa reduz juros da casa própria e cheque especial

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Fonte/Foto: editalconcursosbrasil
Cliente que optar pela nova modalidade terá a prestação da casa própria inicial 40% menor.

A Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou redução de juros no cheque especial, nesta terça-feira, dia 12 de novembro. A partir do próximo mês, a taxa mínima cobrada pela instituição será de 4,99% ao mês – hoje é 9,99%. Esta é a quarta vez, este ano, que há redução neste tipo de juros.

A nova linha de crédito imobiliário com recursos do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) terá taxas a partir de 2,95% ao ano mais o IPCA (Índice de Preços para o Consumidor Amplo) e juros máximos serão de 4,95% ao ano. A medida já está vigente e disponível para novos contratos.

De acordo com a Caixa, o cliente que optar pela nova modalidade terá a prestação da casa própria inicial 40% menor que o financiamento corrigido pela Taxa Referencial (TR).

Segundo o banco, o resultado demonstra o direcionamento da instituição em relação ao foco negocial com o segmento de habitação, o que reforça a atuação no setor de crédito imobiliário por meio de recursos da poupança, SBPE e moradia popular.

Cheque especial

O banco também divulgou a redução dos juros do cheque especial de 8,99% para 4,99% ao mês, que, segundo poderá significar uma queda de 63%. A percentual valer a partir de 1º de dezembro.

Segundo o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, a nova taxa continua gerando resultado e existe mais espaço para novas reduções. Ele afirma, também, que a iniciativa partiu da própria instituição.

Atualmente, o mercado pode elevar ou reduzir limites conforme o perfil do cliente. Com o corte, haverá possibilidade dos bancos cobrarem tarifas do cliente que quiser manter determinado limite do cheque especial, o que poderá abrir espaço para a redução dos juros na operação.

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