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Chrome passa a bloquear anúncios enganosos e cobranças indevidas na web

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Foto: PXHere / Wikimedia

O Google liberou nesta terça-feira, 4, a mais nova versão do seu navegador. O Chrome 71 traz aos usuários uma série de correções de bugs e novos recursos, entre eles dois que já haviam sido prometidos: bloqueio de anúncios e alerta de cobranças.

O bloqueador de anúncios do Chrome não chega a ser tão completo quanto uma extensão “adblocker”, por exemplo. O que o navegador faz a partir da versão 71 é barrar banners ou outros elementos que tentem se passar por caixas de diálogo ou de chat para enganar usuários.

Propagandas que surgem na tela avisando de um vírus ou de um e-mail urgente que chegou para você, só para te “obrigar” a clicar, por exemplo, agora são barradas por padrão no Chrome 71. Sites que persistirem na estratégia também serão totalmente bloqueados no navegador.

Outra novidade é o alerta de cobrança. O Chrome agora vai avisar o usuário quando a página que ele está acessando não deixou claro que está prestes a cobrar por algum serviço que o usuário talvez não saiba que esteja quase sendo contratado.

Os alvos são sites que induzem o indivíduo a digitar seu telefone para baixar um toque ou conteúdo no celular, mas que não informam que uma cobrança será gerada na conta da operadora, por exemplo. Se o site insistir na prática, também será bloqueado a partir do Chrome 71.

As novidades estão a bordo da versão 71.0.3578.80 do Google Chrome disponibilizada nesta semana para Windows, Mac e Linux. Os navegadores serão atualizados automaticamente (a não ser que você tenha impedido o update automático). A versão para celular também chega nos próximos dias.

Fonte: Olhar Digital

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Governo Federal cria chatbot para envio de reclamações e denúncias

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Foto: Reprodução

O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) lançou na última semana um canal de recebimento de reclamações, denúncias e outros comentários por meio de redes sociais. Foi criado um robô (chatbot, no termo técnico) batizado de “Cida”, que pode ser acessado por meio do perfil no Facebook do órgão. O serviço vai ser disponibilizado também no Whatsapp no ano que vem, provavelmente em fevereiro.

Para acessar, o usuário deve enviar uma mensagem ao perfil da CGU no Facebook. Após isso, o chatbot começa a oferecer respostas às demandas. Primeiramente, ele questiona qual o tipo de manifestação a ser realizada. Em seguida, pergunta o tema e órgão de destino. Caso o usuário não saiba, o bot oferece opções. Se a pessoa não conseguir identificar o destino do seu pedido, é possível enviar à CGU para que ela mesma redirecione.

Assim que a manifestação é feita, um processo é aberto no sistema de ouvidorias do governo federal. O bot solicitará o e-mail do usuário. Com isso, a pessoa passará a receber notificações quando sua demanda tramitar. A ouvidoria pode aceitar ou rejeitar a manifestação, ou ainda pedir mais informações, por exemplo. Quando uma nova medida for tomada dentro do processo aberto, o usuário receberá notificações disso.

“Cada vez mais o cidadão utiliza redes sociais, aplicativos e telefone. Ele tem menos espaço no telefone para baixar um aplicativo de governo. Hoje ele consegue falar com o governo no seu aplicativo de rede social. Está fazendo alguma coisa, conversando com um amigo e lembra que quer fazer uma denúncia. Ele não precisa procurar o governo, ele faz a manifestação na rede social”, disse o ouvidor-geral da União, Gilberto Waller Júnior, à Agência Brasil.

E-Ouv

O canal é conectado ao sistema integrado de ouvidorias do governo federal, denominado e-Ouv. Quem desejar fazer críticas, sugestões ou outras manifestações pode também entrar diretamente no endereço. Ele reúne 354 órgãos deste tipo do Executivo Federal, além de 555 ligados a prefeituras e 171 a governos estaduais.

Os links para envio de denúncia, reclamação, sugestão, elogio ou pedido de simplificação passaram ainda a ser colocados nas páginas dos diversos órgãos do Poder Executivo, como a da Agência Brasil e demais veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O objetivo foi facilitar que o cidadão pudesse opinar sobre serviços públicos ou informações disponibilizadas por cada órgão.

Fonte: Agência Brasil

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Tecnologia

Facebook é condenado a pagar R$ 45 milhões em multas na Itália

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Foto: Justin Sullivan / Getty

O cerco europeu ao Facebook continua: a rede social foi condenada a pagar duas multas na Itália por uso indevido e negligente de dados de usuários. O valor das multas é de quase R$ 45 milhões, e além disso a empresa também vai ter que explicar melhor como é feito o uso de informações pessoais dos perfis de usuários.

A primeira multa dada ao Facebook foi dada após o órgão antitruste italiano considerar que a rede social incentiva pessoas a se registrarem sem informá-las de que os dados pessoais vão ser coletados e usados para fins pessoais.

Já a segunda multa foi dada devido à forma como essas informações são repassadas para terceiros – o órgão antitruste da Itália diz que o Facebook compartilha dados sem consentimento expresso de usuários, o que vai contra a legislação do país. Assim, a rede social agora precisa informar a todos os usuários no desktop e em celulares de que os dados podem ser usados por terceiros.

As multas não têm relação com a lei europeia de proteção de dados e nem com o escândalo do acesso indevido de dados por parte da consultoria política Cambridge Analytica. O órgão italiano conduz uma investigação sobre o Facebook desde abril deste ano.

Em sua defesa, o Facebook disse que está analisando os questionamentos do órgão italiano e planeja trabalhar em parceria com os reguladores para solucionar os problemas. A empresa também lembra de alguns passos dados nos últimos meses a fim de garantir um ambiente mais seguro para usuários – mudanças na forma como os termos e políticas de uso são explicados para usuários, por exemplo, além de simplificação das configurações de privacidade.

A condenação na Itália serve para fechar um ano desastroso para o Facebook, que teve escândalos de vazamento de dados em mais de uma ocasião e também um crescimento da pressão de governos contra a empresa – seja pela forma como informações pessoais são gerenciadas pelo Facebook, ou pelos problemas causados pela disseminação de notícias falsas em suas plataformas.

Fonte: Olhar Digital

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Como uma lei anticriptografia aprovada na Austrália pode afetar o seu WhatsApp

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Foto: Olhar Digital

Nesta sexta-feira, 7, o governo da Austrália sancionou um projeto de lei que ficou conhecido como “lei anticriptografia”. Segundo a nova legislação, empresas de tecnologia são obrigadas a furar a criptografia de dados de usuários para entregar informações exigidas pelas autoridades.

Assim como no Brasil e diversas outras partes do mundo, a lei de proteção de dados da Austrália garante que empresas de tecnologia devem entregar dados ao governo ou à Justiça quando solicitadas. Esses dados incluem conversas entre pessoas investigadas em apps de mensagem como o WhatsApp ou histórico de localização no Facebook, por exemplo.

Acontece que muitas empresas usam criptografia de ponta-a-ponta para proteger a privacidade dos usuários. Isto significa que, mesmo que o WhatsApp seja obrigado por lei a entregar à Justiça uma cópia da conversa entre duas pessoas no app, ele não poderia fazer isso porque as mensagens são criptografadas e não há como a empresa acessá-las.

Com a “lei anticriptografia” aprovada nesta sexta na Austrália, as empresas de tecnologia passam a ser obrigadas a furar essa criptografia por qualquer meio necessário. Isto significa que elas deverão criar ferramentas para abrir uma “porta dos fundos” nas mensagens e trocas de dados dos usuários, sob risco de pagar multas milionárias.

A lei aprovada na Austrália garante que esse tipo de rompimento de criptografia só acontecerá se houver decisão judicial que a obrigue. Mas como destacaram os opositores da nova legislação, é impossível abrir um “backdoor” nas comunicações criptografadas de usuários e controlar quem passa por ali.

Em outras palavras, se o WhatsApp criar uma ferramenta interna para decifrar mensagens, isto significa que todas as conversas de usuários ficarão desprotegidas, já que hackers poderão encontrar as “chaves” desta porta dos fundos e usá-las. Se uma porta for criada, qualquer um poderá, em tese, passar por ela.

Os defensores da nova lei dizem que criar meios de furar a criptografia de apps é essencial para combater o terrorismo, visto que muitas organizações criminosas usam aplicativos como WhatsApp, Telegram e muitos outros para trocar informações, planejar e executar ataques mundo afora. E a criptografia os mantém protegidos das autoridades.

Há quem diga que essa ferramenta para furar a criptografia de apps seria de acesso exclusivo ao governo da Austrália, mas críticos não estão convencidos. Lizzie O’Shea, uma advogada defensora de direitos humanos e líder de um movimento contra a nova lei, diz que a Austrália pode muito bem compartilhar a “chave mestra” com outros países.

A Austrália faz parte do acordo de partilha de inteligência Five Eyes (“Cinco Olhos”), que inclui ainda o Reino Unido, Canadá, Nova Zelândia e os Estados Unidos. E como destacou o The Verge, ferramentas governamentais de espionagem podem dar margem para a criação de vírus extremamente poderosos.

Foi o caso do WannaCry, um malware que se alastrou pelo mundo todo em 2017, fazendo vítimas até mesmo no Brasil, e que foi criado com base em ferramentas de espionagem da Agência Nacional de Segurança dos EUA, a NSA. Por isso uma quebra de criptografia na Austrália pode gerar consequências no mundo todo.

O parlamento australiano também foi criticado pelo Conselho de Direito da Austrália por ter apressado a votação da lei: o primeiro projeto foi apresentado em agosto e aprovado um dia após ter recebido parecer favorável da comissão destinada a avaliá-lo.

Empresas de tecnologia também não estão felizes. A Apple encaminhou uma carta ao governo australiano em outubro defendendo a criptografia como arma no combate ao terrorismo. “Criminosos e terroristas que querem se infiltrar nos sistemas e interceptar redes sensíveis podem iniciar seus ataques acessando apenas o smartphone de uma pessoa”, disse a empresa.

“Diante dessas ameaças, não é hora de enfraquecer a criptografia. Existe um risco profundo de tornarmos o trabalho dos criminosos mais fácil, não mais difícil. Criptografia cada vez mais forte – não mais fraca – é a melhor maneira de se proteger contra essas ameaças”, argumentou a Apple na carta.

Embora a lei tenha sido aprovada nesta sexta, ela ainda não entra em vigor imediatamente. O projeto foi aprovado depois que o partido da oposição ao governo concordou em deixá-lo passar antes do recesso do Congresso, desde que emendas ao texto possam ser adicionadas em 2019. Só depois que essas emendas forem votadas é que a lei entra em vigor. E, até lá, os trechos mais polêmicos do texto ainda podem mudar.

Fonte: Olhar Digital

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