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MEIO AMBIENTE

Cidade na BA declara “calamidade” após barragem transbordar

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Vista aérea de Coronel João Sá após transbordamento de barragem Foto: Prefeitura Coronel João Sá / Ansa

Uma barragem transbordou nesta quinta-feira (11) na cidade de Pedro Alexandre (BA), que declarou estado de emergência e calamidade por causa das inundações que tomaram o município.

O incidente ocorreu no distrito de Quati, por volta de 11h da manhã, e a lama seguiu para a cidade vizinha de Coronel João Sá, cujo prefeito, Carlinhos Sobral, emitiu um alerta de enchente nas redes sociais.

“Pessoal, a barragem do Quati estourou. É uma situação atípica. Nunca aconteceu isso com essa barragem. Nós não sabemos as consequências. Eu peço encarecidamente a todas as pessoas que moram em área de risco que saiam das suas casas”, disse.

Até o momento não há registro de feridos, mas moradores das áreas afetadas pelo rompimento tiveram de ser evacuados.

Paredão de terra

Em entrevista à ANSA, o professor de química Ricardo Lima, que mora em Pedro Alexandre desde 1998, disse que o reservatório foi construído em 2004 para abastecer o povoado de Quati, que é uma “comunidade bastante carente”.

“O paredão foi feito de terra mesmo, bem reforçado, e suportou bem nos últimos anos”, afirmou. A suspeita é que as fortes chuvas que caem na região tenham feito o reservatório transbordar e romper a barragem.

“Não constam feridos pois, assim que a barragem transbordou, o velho WhatsApp funcionou, e o pessoal viralizou a informação”, acrescentou Lima.

A Agência Nacional de Águas (ANA), citada pelo UOL, disse que a barragem se chama Riacho Lagoa Grande e tem sete metros de altura. Segundo a ANA, a responsabilidade pela fiscalização é do governo da Bahia.

MEIO AMBIENTE

Grupo cria ‘código da Consciência’ que bloqueia tratores em áreas protegidas

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Foto: Reprodução / Fonte: G1/ PA

Diante da impossibilidade de instalar cercas e câmeras de segurança para proteger as florestas de crimes ambientais, e da baixa probabilidade de demover grupos de exploradores de se aproveitarem da vastidão das áreas protegidas para desmatar ou garimpar ilegalmente, um grupo de brasileiros decidiu conscientizar as máquinas usadas por eles.

Foi assim que nasceu, no mês passado, o Código da Consciência, um código de programação escrito por uma equipe de sete pessoas em menos de cinco meses que, usando a geolocalização e um mapa das áreas protegidas em todo o mundo, faz com que qualquer máquina pare de funcionar sempre que estiver em uma delas.

O código vale tanto para tratores e motosserras usados para derrubar árvores quanto para as motobombas e escavadeiras hidráulicas essenciais para o garimpo, passando pelos caminhões que transportam a madeira nobre e o ouro extraídos ilegalmente dessas terras.

Para derrubar as enormes árvores amazônicas, madeireiros costumam usar tratores e correntes; brasileiros criaram um código para que as máquinas deixem de funcionar sempre que estiverem em uma área onde o desmatamento e o garimpo sejam ilegais — Foto: Nacho Doce/Reuters
Para derrubar as enormes árvores amazônicas, madeireiros costumam usar tratores e correntes; brasileiros criaram um código para que as máquinas deixem de funcionar sempre que estiverem em uma área onde o desmatamento e o garimpo sejam ilegais — Foto: Nacho Doce/Reuters

Criado pelo estudo AKQA, que fica em São Paulo, com o apoio de diversas entidades ambientais, o Código da Consciência é “relativamente simples”, disse ao G1 a equipe por trás do projeto.

“Não estamos falando de uma nova tecnologia, mas de um novo uso para uma tecnologia já existente. O projeto também não envolve um novo trabalho de mapeamento de áreas protegidas, mas do uso de um banco de dados livre, fruto do trabalho constante de diversas organizações pelo mundo”, explicaram os programadores.

Como pode ser implantado e usado em qualquer lugar do planeta, os brasileiros enviaram o código para um teste na Austrália – que foi bem sucedido.

Mapa do teste realizado na Austrália mostra que o Código da Consciência, implantado no software das máquinas pesadas, faz com que elas não funcionem caso o GPS mostre que estão em uma área oficial de proteção — Foto: Divulgação/AKQA
Mapa do teste realizado na Austrália mostra que o Código da Consciência, implantado no software das máquinas pesadas, faz com que elas não funcionem caso o GPS mostre que estão em uma área oficial de proteção — Foto: Divulgação/AKQA

Como funciona o Código da Consciência?

  • O código foi escrito na linguagem de programação python, por ser simples e poder ser facilmente traduzida para outras linguagens;
  • Como atualmente esse tipo de maquinário pesado já usa tecnologia avançada, com GPS e computador de bordo, a ideia é que as fabricantes incluam o código em seu software original, e equipamentos já fabricados podem, com uma atualização de software, ganhar acesso ao programa;
  • Como se trata de um código aberto, as fabricantes podem fazer adaptações para implementá-lo ao seu software;
  • Combinando as latitudes e longitudes de mapas oficiais já existentes e o GPS dos equipamentos, o código pode desligar a máquina sempre que ela estiver em uma área de proteção oficial.
A equipe por trás do Código da Consciência junto ao Cacique Raoni Metuktire, uma das principais lideranças brasileiras, no lançamento do projeto — Foto: Divulgação/AKQA
A equipe por trás do Código da Consciência junto ao Cacique Raoni Metuktire, uma das principais lideranças brasileiras, no lançamento do projeto — Foto: Divulgação/AKQA

De proposta a produto

A proposta foi apresentada às dez maiores fabricantes do mundo de equipamentos pesados como tratores, escavadeiras e caminhões, instrumentos sem os quais não é possível derrubar ou transportar árvores amazônicas, por exemplo.

Segundo os idealizadores, nenhuma delas é brasileira, mas todas têm fábricas no Brasil, e uma “grande fabricante global” já está em conversa para adicionar o código ao sistema operacional de suas máquinas.

Além disso, vários políticos já pensam em criar leis para obrigar a implantação do código nos equipamentos.

“Representantes de três países entraram em contato, com o objetivo de transformar o Código em lei”, afirmaram eles. “Além disso, algumas empresas que atuam na Amazônia, e outras que possuem fornecedores em sua cadeia de suprimentos que atuam próximos a áreas de proteção, também nos procuraram para adotar o Código em frotas já existentes.”

Agora, o grupo busca parceiros para produzir o produto em larga escala.

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MEIO AMBIENTE

Em Tucuruí, Eletronorte realiza ações junto a pescadores de conscientização ambiental

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Foto: Reprodução / Fonte: Ascom/Eletronorte

Pescadores dos municípios de Breu Branco e Nova Ipixuna participaram no mês de outubro de oficinas de Pesca e Agricultura Familiar com foco no fomento da Educação Ambiental e Projeto Produtivo. As atividades promovidas pelo Programa de Educação Ambiental da Eletronorte (PEA) aconteceram nos dias 4 e 15 e têm o objetivo de colaborar com a mudança de cultura dos pescadores artesanais da região do Lago de Tucuruí. O foco das ações são a preservação ambiental e a redução da exploração predatória do pescado na região de influência da UHE Tucuruí.

As palestras promovidas pelas equipes do PEA ajudam a levantar questões como o equilíbrio entre a pesca, oferta, procura e a comercialização do pescado que vem gradativamente diminuindo no lago.

Conforme Ângela Monteiro, educadora ambiental e agrônoma, além de conscientizar os pescadores, as atividades buscam provocar o levantamento de problemas e achar soluções pelos próprios impactados pela diminuição do pescado. Problemas como a ação predatória, a oscilação do nível de vazão no lago são alguns dos problemas levantados pelos pescadores que vem impactando a reprodução dos peixes. Além destes problemas, quem vive da pesca no lago de Tucuruí também aponta novas problemáticas: o desmatamento e as invasões das áreas de influência que estão prejudicando a mata ciliar dos igarapés e cursos d’água.

Em Breu Branco, a atividade foi realizada na sede da Colônia de Pescadores Z-53 e em Nova Ipixuna, o PEA visitou a comunidade pesqueira de Volta Redonda, distante 50 quilômetros do núcleo urbano da cidade.

No município de Breu Branco, a mensagem será repassada pelos participantes para cerca de 1500 pescadores de 10 localidades na cidade e zona rural. Já Associação de Pescadores da Colônia Z-58 em Nova Ipixuna congrega cerca de 1 mil pescadores de 6 localidades, a maioria na zona rural. “O que fazer para preservar e garantir que o pescado não seja extinto na região é a questão levantada durante a atividade. Os pescadores são os principais agentes para resolver a situação e a educação ambiental é uma das formas para mudar a cultura deles”, enfatiza a educadora ambiental.

Para Francisca Conceição Lima, pescadora que há 13 anos trabalha na área de Santa Rosa, de Jacundá a Breu Branco, a pesca predatória no período do defeso ainda é um dos principais problemas enfrentados pelos pescadores. “A atividade predatória já está sendo sentida com a diminuição de espécies no lago. Não só a pesca predatória prejudica, mas também o fato de o lago ser um reservatório e a sua oscilação de nível acaba prejudicando a reprodução dos peixes. O pescador precisa ter consciência, mas as autoridades também precisam colaborar para a preservação, pois o peixe não pode acabar”, atenta a pescadora.

O pescador José Raimundo, conhecido no lago como irmão Zeca, fala que a conscientização dos pescadores artesanais é muito importante para que os peixes possam se reproduzir e manter o ciclo de pesca na região. Daí a importância de ações de conscientização e também de capacitação dos pescadores e agricultores ribeirinhos. “Precisamos do Rio e dos peixes para sobreviver. Temos de ter essa consciência para preservar o nosso meio de vida. Por isso acho muito importante essa iniciativa da Eletronorte”, declara o pescador.

Programa de Pesca e Ictiofauna

Com o objetivo de contribuir para o alcance do desenvolvimento sustentável da pesca na região da UHE Tucuruí, a Eletronorte desenvolve o Programa de Pesca e Ictiofauna, que realiza periodicamente o monitoramento estatístico do desembarque pesqueiro comercial e os estudos de biologia pesqueira.

Técnicos da Empresa fazem a coleta de dados em 10 pontos abrangendo os municípios de Marabá, Itupiranga, Jacundá (Santa Rosa), Goianésia do Pará (Porto Novo), Tucuruí (Km 11, Mercado Municipal de Tucuruí), Baião, Mocajuba, Cametá (Porto do Mercado e Porto da Colônia de Pescadores) e Limoeiro do Ajuru.

Os estudos de biologia pesqueira têm como objetivo conhecer o comportamento biológico das principais espécies da região, visando apresentar subsídios para sua preservação e a regulamentação da atividade pesqueira na área.

As coletas dos espécimes são realizadas de acordo com o ciclo hidrológico completo no Lago (enchente, cheia, vazante e seca).

Fiscalização

A gerente da Região Administrativa do Mosaico Lago de Tucuruí, Mariana Bogéa, participou da ação em Breu Branco e tirou dúvidas dos pescadores quanto às ações de fiscalização, de orientação e também de prevenção às atividades predatórias na região do lago.

Ela é enfática em afirmar que a pesca predatória prejudica os próprios pescadores artesanais que vivem na área do lago compõe a área do Mosaico Lago de Tucuruí. Para ela, o bom senso e a ordem às leis podem colaborar para que os pescadores tenham abundância de peixe na área do lago. “Se acabar o peixe, os pescadores não terão como se manter. Nosso trabalho não é fácil, mas estamos atuando, com o apoio da Eletronorte, do Exército Brasileiro e da Polícia Militar para reduzir as ações criminosas e também predatórias”, explica Mariana.

O Mosaico Lago de Tucuruí é um conjunto de Unidades de Conservação estaduais formado pela Área de Proteção Ambiental Lago de Tucuruí e pelas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Alcobaça e Pucuruí-Ararão. As três UCs compreendem, juntas, cerca de 570 mil hectares, os quais abrangem os municípios de Tucuruí, Breu Branco, Goianésia do Pará, Jacundá, Nova Ipixuna e Itupiranga. A pesca no lago de Tucuruí é uma das principais atividades econômicas da região.

Soluções

A Eletronorte vem atuando nos 12 municípios de influência da Usina Hidrelétrica visando proporcionar a conscientização da população sobre a necessidade de preservação do meio ambiente e dos recursos naturais, neste caso o peixe, e tem ajudado as comunidades a enxergarem e apontarem os problemas, mas também propor as soluções. Junto dos pescadores dos dois municípios, ficou claro que uma solução viável é a formalização dos Acordos de Pesca, que são regras elaboradas pelas comunidades em parceria com o poder público e os órgãos de fiscalização, que podem auxiliar a manter a sustentabilidade da pesca na região de Reserva e Conservação do Lago.

Outra solução apontada é o fortalecimento da classe em organizações como Cooperativas, Colônias e Associações para que os pescadores possam buscar parcerias com Empresas e agentes públicos para implantar projetos como a criação de peixe em tanques escavados além de qualificação, visando manter a produção perene e reduzir o impacto dos meses de defeso. 

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MEIO AMBIENTE

Desmatamentos causa surtos de doenças infecciosas em humanos, diz estudo

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Foto: Reprodução / Fonte: Gazeta de Santarém

As mudanças de uso da terra, geradas principalmente pelo desmatamento, monocultura, pecuária em grande escala e mineração, estão entre as principais causas de surtos de doenças infecciosas em humanos e pelo surgimento de novas doenças no continente americano.

Essa é uma das conclusões apontadas no Relatório de Biodiversidade da ONU, que analisou mais de 15 mil pesquisas científicas e informações governamentais durante três anos.

“Os bens e serviços fornecidos pela natureza são os fundamentos definitivos da vida e da saúde das pessoas. A qualidade do ambiente em que vivemos desempenha papel essencial na nossa saúde. Em ambiente natural, com florestas intactas, mamíferos, répteis, aves e insetos se autorregulam. O desmatamento, somado à expansão desordenada das áreas urbanas, faz com que os animais migrem para as cidades. No caso dos mosquitos, que são vetores de muitas doenças, a crise climática e o aumento da temperatura também trouxeram condições favoráveis à reprodução desses indivíduos. Nas cidades, eles passam a se alimentar também do sangue das pessoas, favorecendo a transmissão de enfermidades”, explica a gerente de Conservação da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Leide Takahashi.

Nessa linha, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Convenção da Diversidade Biológica (CDB) reconheceram que a biodiversidade e a saúde humana estão fortemente interligadas e, durante a COP-13, em 2016, recomendaram uma série de ações.

Segundo a OMS, ao menos 50% da população mundial corre o risco de contaminação por doenças transmitidas por mosquitos, chamadas de arboviroses.

No Brasil, o Ministério da Saúde estima que o número de arboviroses tenha dobrado nas últimas três décadas. Algumas delas, como malária, dengue, febre amarela e zika, já causaram surtos em áreas urbanas.

Doutora em Ciências Florestais, Leide destaca ainda que a conservação do patrimônio natural é importante para o controle de outras doenças, especialmente as mentais.

O contato com a natureza é capaz de diminuir a ansiedade e o estresse, contribuindo com o bem-estar da população. “A natureza nos fornece água, ar puro, alimentos e outros recursos essenciais para o nosso dia a dia. Precisamos encontrar um ponto de equilíbrio para que as pessoas aproveitem esses recursos de forma responsável, sem prejudicar a fauna e a flora e sem colocar as próximas gerações em risco”, afirma Leide, que também é membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza.

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