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Clima eleitoral promete acirrar os ânimos no Pará

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O clima eleitoral começa a esquentar, no Pará, na medida em que se aproxima o dia o dia da votação. Além da guerra verbal que os candidatos ao governo do Estado tem ensaiado, refregas nos bastidores devem elevar o grau de agressividade entre as partes envolvidas, fazendo lembrar um jogo de futebol num estádio cheio de fanáticos. A qualquer movimento deste ou daquele, advém a tentativa de exploração eleitoral do fato. Nesta semana que passou os protagonistas foram o ex-senador Mário Couto (PP), que se viu alijado da chapa de candidatos ao senado, formulada por uma coligação de 18 partidos, liderada pelo MDB. Na convenção da coligação foram indicados três nomes para concorrer ao Senado: o do próprio Couto, o do senador Jader Barbalho, presidente estadual do MDB, e o do ex-vice-governador, Zequinha Marinho (PSC), que se desentendeu com o governador Simão Jatene (PSDB) e foi buscar guarida com o MDB, cujo presidente, depois sido um dos aliados de Jatene, tendo inclusive participado do governo com indicações para cargos no Estado, tornou-se inimigo figadal do tucano e vice-versa.

Couto se sentiu traído pelo MDB e saiu detonando tanto o seu senador Jader Barbalho, quanto o seu filho, Helder Barbalho, candidato ao governo do Pará pela segunda. Em 2014, foi derrotado já no segundo turno pelo atual governador. Couto também mirou no presidente do seu partido, o deputado Beto Salame. O parlamentar tratou de amenizar os ruídos e parece que conseguiu registrar a candidatura de Couto junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TER-PA). Couto alegou que foram excluído da lista porque dera uma entrevista dizendo que voltaria ao Senado para combater a corrupção. Segundo ele, os Barbalho não gostaram do tom da entrevista e retiraram seu nome da ata que seria enviada ao TER.

“Eles não gostam de ouvir a palavra corrupção. Estão sendo investigados pela Lava Jato e vão ser presos ou passarão a usar tornozeleiras”, esbraveja Couto, referindo-se às denúncias que tem sido divulgadas pelas agências de Notícias e pelas emissoras de televisão, além das redes sociais, sobre o envolvimento tanto do senador quanto do seu filho, ex-ministro da Integração Nacional, com ilicitudes várias. Na quinta-feira passada, Mário Couto já foi mais brando nas suas postagens na internet e nas entrevistas que concedeu, mas não tem chance nenhuma de ele voltar às boas com o MDB e com os Barbalho. Tanto que anunciou a sua adesão à candidatura do deputado Márcio Miranda (DEM) ao governo do Pará, concorrendo diretamente com Helder Barbalho.

Logo apareceu uma enxurrada de denúncias contra Márcio Miranda, das quais a principal teve origem no Ministério Público Militar. Um promotor denunciou Miranda por peculato e outros crimes, afirmando que o parlamentar passou para a reserva remunerada da Polícia Militar, no posto de capitão-médico, sem ter completado o tempo previsto pelo estatuto da PM, para que tivesse direito à reserva remunerada. O advogado de Miranda, Sabato Rossetti, disse que o procurador está equivocado e usando a matéria para atingir a candidatura do seu cliente. Rossetti é um dos maiores advogados militando no fórum de Belém. E o próprio Miranda divulgou nas redes sociais farto material comprovando que fez tudo conforme determinam as leis.

Neste fim de semana, mais gasolina foi lançada na fogueira das vaidades da política paraense, por conta de um episódio rotineiro no trânsito de Belém, mas que ganhou conotação política porque o envolvido no caso é um segurança que trabalha para Helder Barbalho. Ele é Benedito Magalhães, mais conhecido como “Benezinho”; foi detido por policiais da Ronda Tática, por pois de desobedecer a ordem para estacionar dada pelos policiais, na Av. João Paulo II, na noite de sexta-feira passada (11).

Benézinho dirigia uma caminhonete quando foi cercado por, viaturas policiais. Os policiais mandaram que parasse, mas ele não parou. Foi então que os PMs atiraram nos pneus do carro para evitar a fuga. Na manhã deste sábado, a Polícia Civil informou ocaso não chegou a ser apresentado.

 

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