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Diplomata afirma que presidente estava mais interessado na investigação contra filho de Biden do que com as relações com a Ucrânia; depoimentos devem durar duas semanas

George Kent (E, em pé) e William Taylor (D, em pé), diplomatas relacionados à política americana para a Ucrânia, prestam juramento antes de audiência aberta no processo de impeachment de Donald Trump, na Câmara dos Deputados
Foto: JOSHUA ROBERTS / REUTERS
George Kent (E, em pé) e William Taylor (D, em pé), diplomatas relacionados à política americana para a Ucrânia, prestam juramento antes de audiência aberta no processo de impeachment de Donald Trump, na Câmara dos Deputados Foto: JOSHUA ROBERTS / REUTERS

WASHINGTON — Naquele que pode ser o mais decisivo e dramático capítulo do processo de impeachment do presidente Donald Trump na Câmara dos Deputados, começou nesta quarta-feira a fase de depoimentos abertos ao público e com transmissão ao vivo pela televisão.

Até agora, os testemunhos que tentaram jogar luz sobre as relações do presidente com a Ucrânia, centradas em um pedido de investigação contra a empresa onde o filho de Joe Biden , Hunter, trabalhou no setor de energia do país, ocorreram a portas fechadas. Declarações iniciais e algumas transcrições foram divulgadas, por vezes com detalhes nada favoráveis a Trump, mas com edições feitas nos textos. Afinal, eles eram, ou pelo menos deveriam ser, sigilosos.

Os primeiros “convidados” a aparecer na Câmara, repetindo as cenas nos processos contra Richard Nixon e Bill Clinton , são Bill Taylor, principal diplomata americano na Ucrânia , e George Kent , responsável no Departamento de Estado por formulações de políticas para Europa e Eurásia.

Os dois reproduziram, na maior parte do tempo, as alegações que haviam feito em seus depoimentos no mês passado. A grande novidade foi a revelação de um telefonema, realizado no dia 26 de julho, onde o embaixador americano na União Europeia, Gordon Sondland , falava sobre os esforços em torno da investigação sobre Biden. Um asssessor de Taylor revelou ter escutado o próprio Trump perguntar sobre o inquérito — Sondland respondeu a ele que “os ucranianos estavam prontos para seguir adiante”.

Trump diz não se lembrar da ligação com Sondland, supostamente escutada pelo assessor.

Segundo os depoimentos, uma das formas de pressionar Kiev era a suspensão de ajuda militar de US$ 391 milhões , destinada principalmente a apoiar a luta contra milícias separatistas no Leste do país, apoiadas por Moscou. De acordo com o assessor de Taylor, David Holmes , Trump “se importa mais com a investigação contra Biden do que com a situação na Ucrânia”. Ele deve prestar depoimento a portas fechadas na sexta-feira.

Bill Taylor considerou ser “ uma loucura ” condicionar o envio de ajuda estratégica a um processo direcionado contra um potencial adversário de Trump na eleição de 2020 — Joe Biden é um dos favoritos para a indicação democrata à Presidência. O embaixador ainda afirmou ter escutado de um assessor do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky , que ele “não queria ser um instrumento para a reeleição” do líder americano.

Uma visão parecida foi apresentada pelo outro depoente desta quarta-feira, George Kent . Em seu primeiro depoimento, disse que o Departamento de Estado mantinha uma “diplomacia das sombras”, se referindo a um canal indireto entre os EUA e a Ucrânia. Para ele, o pedido para um país investigar algo por razões políticas “violava os fundamentos de Estado de Direito”.

Na sexta-feira, será a vez da ex-embaixadora americana na Ucrânia, Marie Yovanovitch , que diz ter sido alvo de uma ação conjunta para que fosse retirada do cargo. Segundo George Kent, essa campanha foi liderada pelo advogado de Trump, Rudolph Giuliani , acusado de ser um dos responsáveis pelos contatos paralelos com autoridades ucranianas. Ao ser questionado, o ex-prefeito de Nova York riu e disse não estar preocupado.

Pressão sobre a Ucrânia

Centrado nas acusações sobre Trump, que configurariam, na visão dos democratas, um pedido direto para que um governo estrangeiro interfira na campanha eleitoral americana, o processo contra o presidente teve início em meados de setembro, após a revelação de uma conversa suspeita entre ele e Zelensky , ocorrida em julho. Foi ali que apareceu a indicação de que a Casa Branca buscava uma investigação contra a Burisma, empresa onde Hunter Biden trabalhava. Até os mais reticentes democratas, que se recusaram a lançar uma investigação ligada à interferência russa nas eleições de 2016, viram que era impossível passar por cima das alegações, feitas inicialmente por um funcionário do serviço de Inteligência e cuja identidade é mantida em sigilo.

A Casa Branca atacou o processo, dizendo que ele não passava de “assédio presidencial” e avisando que não iria colaborar, nem mesmo permitir que funcionários do governo comparecessem às audiências, conduzidas por três comissões da Câmara. Isso não impediu que pessoas próximas ao Salão Oval, incluindo testemunhas da conversa, dessem suas impressões aos deputados.

Regras e ataques

Agora, com as câmeras ligadas e as portas abertas, o processo assume formas mais políticas e midiáticas. Isso passou até pela escolha da sala onde acontecem os depoimentos: a usada pela Comissão de Formas e Meios, a maior da Câmara. Ao contrário das audiências iniciais, que eram conduzidas por representantes de três comissões, caberá à Comissão de Inteligência manter os trabalhos, mas essa não foi a única mudança nas regras aprovadas pelo plenário .

No centro da mesa está o democrata Adam Schiff , presidente da comissão. Ele é talvez o rosto mais conhecido de todo o processo, com seu estilo centrado e seu desdém público pelo presidente, chamado por ele de “amoral”. Por sua vez, Trump se refere a ele como “pescoço de lápis pequeno”, acusando-o de ser corrupto e de vazar à imprensa informações sigilosas compartilhadas nas audiências.

Os questionamentos serão conduzidos na maior parte do tempo pelos advogados que representam os partidos. Pelo lado democrata, falará o ex-promotor federal Daniel Goldman . Pelo republicano, o investigador legislativo Steve Castor , que trabalha no Congresso desde 2005.

Os depoimentos são divididos em blocos de 45 minutos, cada um deles dedicado ao representante de um partido, dando espaços iguais à acusação e à defesa. Essa fase do processo também permitirá aos republicanos, representados pelo deputado Devin Nunes , pedir a convocação de testemunhas e a apresentação de documentos, mas dependerão do aval de Schiff.

A expectativa é de que esta etapa do processo se alongue por duas semanas. Ao final deste prazo, um relatório será produzido pela Comissão de Inteligência e referido à Comissão do Judiciário, responsável por analisar as conclusões e por eventualmente recomendar à presidente da Câmara, Nancy Pelosi, que Trump seja submetido a uma votação no plenário, hoje dominado pelos democratas. Pelos cálculos da oposição, isso pode acontecer até o final do mês que vem.

Estratégias

Para tentar reverter o cenário hoje desfavorável, os republicanos sinalizam para uma estratégia que foca em tentar minimizar ou mesmo desacreditar as provas já apresentadas. Eles pretendem questionar as motivações para o processo — muitos no partido consideram que é uma espécie de revanche dos democratas, derrotados nas urnas em 2016. Na abertura das audiências, Devin Nunes disse que tudo era uma “performance teatral”.

Ao mesmo tempo, o governo tentará manter a coesão partidária em torno de Trump, sabendo que algumas “fugas” podem abrir caminho para a erosão do apoio ao presidente. Mesmo assim, os republicanos na Câmara já dão como certa a derrota no plenário, mas esperam repetir o ocorrido com Bill Clinton, que acabou inocentado no Senado.

Por sua vez, os democratas prometem mostrar ao público as evidências de que o presidente Trump usou de forma indevida o cargo, usando seus poderes para pressionar um governo estrangeiro em busca de ganhos pessoais. Segundo Adam Schiff, os americanos vão acompanhar, em primeira mão, como seu líder agiu de maneira indevida. A oposição aposta no efeito das audiências abertas para aumentar o apoio público ao impeachment, o que poderia forçar alguns republicanos a deixarem o presidente, repetindo um cenário ocorrido no processo contra o presidente Richard Nixon, nos anos 1970.

Schiff afirmou nesta quarta-feira que os democratas agendaram um testemunho do assessor que disse ter escutado a ligação telefônica na qual Trump conversou com Sondland, embaixador para a União Europeia, sobre investigações envolvendo a eleição de 2016 e a família Biden.

Pelo menos neste primeiro dia, Donald Trump disse que não irá acompanhar as transmissões. Além de afirmar que está “muito ocupado”, voltou a chamar o processo de “caça às bruxas”.

MUNDO

Número de mortos por coronavírus na China chega a 106

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Equipe médica transporta paciente em hospital da Cruz Vemelha, em Wuhan, na China — Foto: Hector Retamal/AFP

Cem das 106 mortes aconteceram na província de Hubei, onde fica a cidade de Wuhan. Homem de 50 anos se tornou a primeira pessoa a morrer por causa da doença em Pequim, nesta segunda-feira.

A China confirmou nesta terça-feira (28) (horário local) que chegou a 106 o número de mortes pelo novo coronavírus, sendo 100 apenas na província de Hubei, onde fica a cidade de Wuhan.

Nesta segunda-feira, também foi confirmada a primeira morte por complicações respiratórias causadas por coronavírus em Pequim. Segundo a rede estatal CCTV, a vítima é um homem de 50 anos diagnosticado com a doença na quarta-feira (22) após viagem para Wuhan, cidade considerada como epicentro da doença.

Em uma tentativa de conter a propagação da doença, o governo chinês suspendeu as comemorações do Ano Novo Lunar e estendeu o feriado até o dia 2 de fevereiro. Grandes empresas fecharam as portas ou disseram aos funcionários para trabalhar de casa.

OMS altera risco internacional do coronavírus de moderado para alto

OMS altera risco internacional do coronavírus de moderado para alto

No cenário internacional, a Mongólia foi o primeiro país a fechar as fronteiras terrestres com a China, enquanto a Malásia tem proibido as pessoas da província chinesa de Hubei, a mais afetada, de viajarem ao país. Já a Alemanha e a Turquia desaconselham seus cidadãos viajarem para território chinês.

O premiê chinês, Li Keqiang, visitou a cidade de Wuhan, o epicentro do surto, para sinalizar que está respondendo seriamente ao surto. O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou que está a caminho de Pequim para “estreitar a colaboração” com a China. Na última quinta (23), a organização afirmou que “ainda é cedo” para declarar emergência internacional por coronavírus.

Pesquisadores estão fazendo mapa em tempo real do coronavírus pelo mundo

Pesquisadores estão fazendo mapa em tempo real do coronavírus pelo mundo

O ministro da Comissão Nacional de Saúde da China, Ma Xiaowei, disse neste domingo (26) que o novo coronavírus pode se espalhar antes mesmo do aparecimento de sintomas.

Ma afirmou ainda que a capacidade de transmissão do coronavírus está se fortalecendo e reforçou as ações de contenção, que até agora incluem restrições de transporte e viagens e o cancelamento de grandes eventos, serão intensificados.

Um grupo de cientistas do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês) deverá testar vacinas contra o coronavírus em humanos em até três meses, de acordo com a agência de notícias Reuters. A vacina será desenvolvida a partir do código genético desta nova mutação do coronavírus, conhecida como 2019-nCOV.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu a cientistas de todo o mundo que estejam estudando o novo coronavírus compartilhem suas descobertas com a instituição mesmo sem a publicação oficial em periódicos oficiais.

A Coalizão de Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi) – grupo internacional para o controle de doenças – anunciou em 22 de janeiro um fundo para apoiar três programas de desenvolvimento de vacinas contra o 2019-nCoV, o novo coronavírus. Rússia, por meio de seu órgão regulador, também havia anunciado que está trabalhando no desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus.

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MUNDO

Estado Islâmico anuncia ‘nova fase’ de ataques com Israel como alvo

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foto: Emmanuel DUNAND / AFP)

Anúncio foi feito no mesmo dia em que o presidente americano apresentou um plano de paz regional considerado histórico por Israel, mas rejeitado pelos palestinos

Em uma mensagem de áudio divulgada nesta segunda-feira (27/1), o grupo radical Estado Islâmico (EI) afirmou que vai lançar uma “nova fase” de sua “jihad”, visando especificamente a atingir Israel.
PUBLICIDADEO anúncio foi feito no mesmo dia em que o presidente americano, Donald Trump, recebe seu amigo Benjamin Netanyahu, antes de apresentar um plano de paz regional considerado histórico por Israel, mas rejeitado pelos palestinos.
O novo chefe do EI, Abu Ibrahim al-Hashemi al-Qurachi, está “determinado a entrar em uma nova fase que nada mais é do que combater os judeus e devolver o que roubaram dos muçulmanos“, diz Abu Hamza El-Qurachi nesta mensagem de 37 minutos publicada no aplicativo Telegram.
“Os olhos dos soldados do califado, onde quer que estejam, ainda estão fixos em Jerusalém”, acrescentou o porta-voz do EI.Continua depois da publicidade
“Nos próximos dias, se Deus quiser, vocês verão (…) o que os fará esquecer os horrores” do passado, disse Abu El-Qurachi, aludindo a um possível ataque.
A AFP não conseguiu autenticar imediatamente a mensagem, mas a gravação foi transmitida nos órgãos de propaganda habituais do grupo nas redes sociais.
Antes de sua derrota territorial em março de 2019, a organização jihadista chegou a controlar um vasto “califado” autoproclamado, abrangendo Síria e Iraque, que contavam com sete milhões de habitantes. 
O grupo imprimia sua própria moeda, arrecadava impostos e dirigia programas escolares.
Sob o efeito das operações militares combinadas das forças sírias e iraquianas apoiadas por seus respectivos aliados, esse vasto território encolheu antes de ser varrido do mapa.
O EI mantém uma presença significativa na Síria e no Iraque ao redor do rio Eufrates e no deserto adjacente.
O grupo também possui várias filiais na África e na Ásia, que ainda realizam ataques mortais. É atuante, principalmente, na península egípcia do Sinai, na fronteira com Israel, e que os israelenses ocuparam por 15 anos após a guerra árabe-israelense de 1967.
Nesta segunda-feira, o porta-voz do EI criticou o “plano Trump” sobre a paz no Oriente Médio. “Para os muçulmanos na Palestina e em todo mundo (…) sejam a ogiva da luta contra os judeus”, declarou em sua mensagem.
Ele instou os combatentes do EI, em especial os da Síria e do Sinai, a transformarem os assentamentos judeus em “campos de testes” para suas armas e “foguetes químicos”.
Hoje, cerca de 600.000 colonos israelenses vivem em assentamentos em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia ocupada, com aproximadamente três milhões de palestinos.
Em junho, os Estados Unidos apresentaram o componente econômico de seu plano de paz, que prevê cerca de US$ 50 bilhões em investimentos internacionais nos Territórios Palestinos e nos países árabes vizinhos ao longo de dez anos.
Segundo os palestinos, o plano americano inclui a anexação por parte de Israel do Vale do Jordão, uma vasta área estratégica da Cisjordânia, e assentamentos nos territórios palestinos, além do reconhecimento oficial de Jerusalém como a capital indivisível de Israel.
Continua depois da publicidadeDesde o reconhecimento, em dezembro de 2017, por Trump, de Jerusalém como capital de Israel, que os líderes palestinos cortaram o contato formal com a Casa Branca.
Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro palestino, Mohammed Shtayyeh, pediu à comunidade internacional que boicote o plano americano.
Este plano “não passará” e pode até levar os palestinos a uma “nova fase” de sua luta, alertou o líder do movimento Hamas, Ismail Haniyeh.
Donald Trump anunciou em 27 de outubro a morte do ex-líder do EI Abu Bakr al-Baghdadi durante uma operação no noroeste da Síria.
Pouco depois, o grupo designou Abu Ibrahim al-Hashemi al-Qurachi como o novo “califa dos muçulmanos”. Este último era desconhecido dos analistas, e muitos duvidavam de sua existência.
A organização agora é chefiada por Amir Mohamad Abdel Rahman al-Maula al-Salbi, disse recentemente o jornal britânico “The Guardian”, citando autoridades de dois serviços de Inteligência não especificados.

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MUNDO

Taleban diz ter derrubado avião com militares americanos

A aeronave caiu ao meio-dia (hora local), desta segunda-feira (27), afirmou o porta-voz da polícia de Ghazni, Ahmad Khan Seerat

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Foto: POOL New / Reuters / Fonte: Notícias ao Minuto

Um porta-voz do Taleban afirmou nesta segunda-feira (27) que o grupo insurgente derrubou um avião com militares americanos no Afeganistão. Ele disse que todas as pessoas a bordo morreram, incluindo oficiais de alta patente.

A Autoridade Civil de Aviação Afegã (ACAA) informou a queda de um avião nesta segunda na província de Ghazni, leste do país, acrescentando que não era um voo comercial.

A aeronave caiu ao meio-dia (hora local), afirmou o porta-voz da polícia de Ghazni, Ahmad Khan Seerat.

Segundo ele, a zona não é segura, devido à presença de insurgentes. O porta-voz do governador de Ghazni, Aref Noori, disse não saber se era um avião militar ou civil.

O acidente aconteceu no distrito de Deh Yak, ao leste da cidade de Ghazni. Fora das cidades, a região é dominada pelo Taleban, o que complica o envio de socorristas e de investigadores.

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