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Com polêmica e choro de Serena, Osaka conquista o US Open e faz história

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Neste sábado (8), Naomi Osaka marcou seu nome na história do tênis feminino. Com apenas 20 anos de idade, a promissora tenista venceu nada mais nada menos do que Serena Williams na grande decisão do US Open por 2 sets a 0, parciais 6/2 e 6/4, e conquistou seu primeiro título de Grand Slam na carreira. Além disso, ela se tornou um símbolo para seu país, já que é a primeira japonesa a vencer um torneio desta categoria.

O primeiro set foi marcado por domínio total de Osaka, que mostrou grande talento nas devoluções e excelente força mental. Mesmo não sendo a favorita para vencer a decisão, a tenista japonesa quebrou duas vezes o saque de Serena e abriu 5 games a 1, deixando a situação bem complicada para a americana, que confirmou o game em seguida, mas não conseguiu evitar a vitória da jovem tenista na primeira parcial.

Já no segundo set, o jogo mudou, com Serena jogando de forma mais agressiva no fundo de quadra e sacando com mais eficiência. Com isso, a americana abriu 3 games a 1 e fez o público local ficar ainda mais confiante. No entanto, Osaka ganhou os três games seguintes, sendo dois deles no saque de Williams, tomando a dianteira novamente na partida.

Com isso, ela perdeu o ponto, situação que deixou Williams extremamente irritada. Ao ir perto do árbitro e xingá-lo de ladrão e mentiroso, a americana levou mais uma advertência e perdeu o game inteiro, fazendo a partida ir para 5/3 a favor de Osaka. Muito inconformada, demorou mais alguns minutos para Serena se acalmar e voltar à quadra, não conseguindo controlar a raiva e chorando em determinados momentos.

Após toda a confusão, o jogo voltou e a torcida mostrou estar boa parte dela a favor da tenista local, já que celebravam veementemente cada ponto conquistado por Serena, que confirmou seu game de serviço. Extremamente concentrada, Osaka não deu espaço para uma reação da americana e confirmou o game, venceu a parcial por 6/4 e marcou seu nome na história do tênis.

Com o título de Osaka, o tênis feminino mostra que vive um momento de muito equilíbrio, isso porque nas últimas oito edições de Grand Slam, foram oito campeãs diferentes: Serena Williams (Aberto da Austrália 2017), Jelena Ostapenko (Roland Garros 2017), Garbine Muguruza (Wimbledon 2017), Sloane Stephens (US Open 2017), Caroline Wozniacki (Aberto da Austrália 2018), Simona Halep (Roland Garros 2018), Angelique Kerber (Wimbledon 2018) e Naomi Osaka (US Open 2018).

Comentário

MACHISMO ABJETO

Por Jorge Amorim*

Era jogo pra ser arbitrado por um negro, no caso, pelo brasileiro Carlos Bernardes, afinal, era uma decisão entre uma estadunidense negra que ralou pra tornar-se a maior tenista de todos os tempos, contra uma japonesa afrodescendente.
Colocaram um europeu arrogante, que resolveu aparecer mais que as verdadeiras estrelas do espetáculo. Acabou estragando tudo ao punir Serena Williams, acusando-a receber instrução de seu treinador durante o jogo, algo que a regra pune.
Valeu pela resposta altiva de Serena ao patife, dizendo nunca precisei roubar pra ganhar, tenho uma filha e tenho de dar bom exemplo a ela…e o senhor nunca puniu nem um homem com a falta que me acusou de cometer.
Felizmente, daqui a dois, três anos ninguém lembrará daquele infeliz árbitro, mas Serena Williams é nome definitivamente inscrito na história do tênis mundial. Mas a final do US Open de ontem não merecia aquela mancha.
  • Jorge Amorim é blogeuiro, edita o blog Na Ilharaga
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