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COMENTÁRIO: Não podemos ter expectativa?

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Antonio José Soares

As eleições deste 2018, pelo momento político que vivemos, não tem sido vistas com otimismo pelos eleitores brasileiros. Pela primeira vez, tudo indica, que há muita expectativa entre nós quanto aos rumos que o país tomará após a posse dos novos mandatários e parlamentares. Mas o historiador e cientista político Boris Fausto, de 87 anos, avalia que o Brasil vive sua pior crise e que as eleições de 2018 não mudarão muito o quadro atual. “Nem pela Presidência, nem pela chamada renovação do Congresso podemos ter muita expectativa.” O mesmo poder-se-ia pensar em relação ao quadro regional? Temos rês nomes candidatos com maiores possibilidades de governar o Pará nos próximos quatro anos: Helder Barbalho (MDB), Márcio Miranda (DEM) e Paulo Rocha (PT). Nenhum representa propriamente uma novidade eleitoral. Qual deles o eleitor vai escolher?

Ainda na opinião do historiador Boris Fausto, PT e PSDB corriam o risco de não protagonizar a disputa presidencial deste ano em consequência dos escândalos envolvendo caciques dos partidos. Fausto, que classifica o PMDB como casa dos “mestres da corrupção”, avalia que uma candidatura sem grandes denúncias contra si, como a da ex-senadora Marina Silva (Rede), pode ganhar força na corrida eleitoral. Acrescentamos aí a de Ciro Gomes (PDT), que ganhou mais visibilidade ante a perspectiva cada vez mais nítida de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não poder ser candidato. Até hoje, o PT insiste com o nome dele, mas terá que apresentar outro nome até o dia 15 de agosto ou ficar fora do páreo,

Boris Fausto também afirma – cheio de razão –  que o Brasil tem tendências autoritárias. E que a atual crise política faz emergir novamente o discurso da ordem, que abre espaço até para grupos que pedem a volta da ditadura. “Não avaliamos em toda a extensão o avanço da direita, que vem não só pelo Jair Bolsonaro (PSL-RJ), mas pela sociedade”. Temos visto que Bolsonaro, mesmo sem ter uma história razoável, tem avançado entre os eleitores menos sensíveis às questões dos direitos humanos, das minorias e dos excluídos.

De certa forma, isso tem levado os eleitores a uma divisão equilibrada quanto à expectativa em relação ao futuro do país depois das eleições. Para 45% dos eleitores, segundo as últimas pesquisas do DataFolha, o resultado das votações de outubro vão trazer melhora de vida à população. Mas 35% dizem que a vida ficará igual, enquanto 7% acham que a vida vai é pior. Mesmo somando 7 com 35, os otimistas ainda representam maior fatia. Além disso, 45% dos entrevistados acreditam que os políticos que saírem vitoriosos em outubro serão melhores que os atuais, enquanto 38% acham que serão iguais, e só 6% dizem que serão piores. Em outubro vamos escolher presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais.

Na sua opinião, o resultado das próximas eleições vai fazer a sua vida melhorar, piora ou ficar como está? O certo é você refletir bem antes de votar, para não incorrer nos erros que levaram o país a está situação. Durante a campanha eleitoral e pelas entrevistas dos candidatos é possível avaliar o perfil de cada um. Não se deixe seduzir pelo canto da sereia.

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