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Confrontos na boliviana Cochabamba deixam 20 feridos

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Agência France-Presse/(foto: JORGE BERNAL/AFP)

Opositores seguem com protestos por toda a Bolívia por novas eleições presidenciais; manifestantes fecharam repartições públicas e bloqueiam estradas

Ao menos 20 pessoas ficaram feridas em confrontos nesta quarta-feira entre governistas e opositores na cidade de Cochabamba, no centro da Bolívia, em meio aos protestos contra a questionada reeleição do presidente Evo Morales, informou a Defensoria do Povo.
“Temos 20 pessoas feridas, muitas gravemente”, disse a defensora Nadia Cruz, acrescentando que a violência na cidade “atingiu um dos picos mais altos”.
Os dois grupos se enfrentaram com paus, pedras e rojões, e alguns estudantes utilizaram uma espécie de bazuca artesanal. 
O canal de TV Unitel mostrou estudantes com escudos de metal para se proteger dos objetos lançados.
Em meio aos confrontos, a sede da prefeitura da vizinha cidade de Vinto, controlada pelo governista  MAS, foi incendiada.
A prefeita de Vinto, Patricia Arce, foi humilhada publicamente pela multidão por transportar camponeses pró-Morales para confrontar os manifestantes.

Arce teve o cabelo cortado, foi pintada de rosa e obrigada a andar descalça por vários quarteirões em meios aos gritos de “assassina! assassina!”. A prefeita foi resgatada pela polícia horas depois.
No início da manhã, sindicatos de camponeses iniciaram uma marcha para restabelecer o tráfego em estradas bloqueadas há dias em Cochabamba por manifestantes opositores
“Evo, amigo, o povo está contigo”, gritavam os manifestantes pró-Morales quando foram confrontados por universitários opositores na Praça Bush e em outras zonas de Cochabamba.
Também ocorreram protestos nesta quarta-feira nas cidades de Santa Cruz (leste), Sucre (sudeste), Tarija (sul) e Potosí (oeste) contra a polêmica reeleição de Morales, no poder desde 2006.
Em quase todas estas cidades os opositores fecharam as repartições públicas e os escritórios das empresas estatais, como a Entel (telecomunicações), a YPFB (petroleira) e a BOA (aérea).
Os opositores exigem a realização de novas eleições e a renúncia de Evo Morales e de todas as autoridades eleitorais.
A Agência Nacional de Hidrocarbonetos advertiu para um possível desabastecimento de gasolina caso persistam os bloqueios de estrada.

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Confrontos entre policiais e apoiadores de Evo Morales deixam 9 mortos na Bolívia

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Fonte/Foto: Jornal Nacional
Mais de 120 pessoas ficaram feridas. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos condenou o “uso desproporcional da força policial”.

Confronto entre policiais e apoiadores de Evo Morales deixa 9 mortos na Bolívia

Confrontos entre as forças de segurança da Bolívia e seguidores do ex-presidente Evo Morales terminaram, sexta (15) à noite, com oito mortos e mais de 120 feridos.

Os confrontos foram durante protestos de simpatizantes do ex-presidente Evo Morales. Ele renunciou no domingo passado pressionado por acusações de fraudes nas eleições de outubro, quando concorria a um quarto mandato. Os gritos pediam “Evo outra vez”. A polícia disparou contra os manifestantes, que montaram bloqueios nas ruas da capital La Paz. Imagens feitas com um celular mostram um ferido que teria levado um tiro na cabeça.

Na cidade de Sacaba, cinco mortos nos protestos foram velados durante a noite. Pela manhã, os moradores mostravam o que sobrou do enfrentamento.

No México, Evo Morales pediu a ajuda das Nações Unidas e do Papa Francisco para acabar com a crise na Bolívia. E disse que pode ficar fora das próximas eleições.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos, com sede nos Estados Unidos, condenou o “uso desproporcional da força policial”. Em nota, a alta comissária de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, afirmou que a violência pode sair de controle e comprometer o processo democrático na Bolívia.

Na noite deste sábado, mais uma morte foi confirmada, elevando o número total de mortos para nove.

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Estudantes japoneses deixam universidade em Hong Kong

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Por NHK (emissora pública de televisão do Japão)

Estudantes japoneses que cursam uma universidade em Hong Kong, onde vêm acontecendo confrontos violentos, começaram a retornar ao país em meio a contínuos tumultos causados por protestos.

A Universidade Chinesa de Hong Kong cancelou todas as aulas a duas semanas do fim do semestre, após confrontos violentos entre estudantes e policiais. Eles jogaram um contra o outro coquetéis molotov e gás lacrimogênio no campus.

Ichika Kita, de 19 anos, aluna da Universidade Sophia em Tóquio, estuda o idioma chinês na faculdade em Hong Kong desde agosto. Ela planejava ficar até meados de dezembro, mas antecipou o regresso e deixou a universidade na noite de quinta-feira.

Kita disse que teve que fazer as malas às pressas para deixar o local após ser avisada, repentinamente, que o dormitório seria fechado. Ela afirmou que o campus se transformou em um campo de batalha e que os alunos estavam ajudando os feridos.

Segundo Kita, muitos estudantes diziam que a polícia poderia efetuar busca na universidade em breve. Ela disse que muitas barricadas foram instaladas e que os alunos se preparavam para lutar até o fim. Kita afirmou que estava preocupada com os amigos e estudantes da universidade, após a saída de todos os alunos estrangeiros.

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França: Polícia usa gás para conter protestos de coletes amarelos

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.(foto: AFP / CLEMENT MAHOUDEAU)/ Correio Braziliense

A polícia deteve 24 pessoas na capital francesa pela manhã

A polícia de Paris disparou gás lacrimogêneo neste sábado (16/11) para conter manifestantes de coletes amarelos que tentam reviver seu movimento, no primeiro aniversário do levante contra o presidente da França, Emmanuel Macron, e suas políticas tidas como favoráveis à fatia mais rica da população.

A polícia deteve 24 pessoas na capital francesa pela manhã. Oficiais desalojaram manifestantes que tentavam bloquear o desvio de Paris e usaram gás lacrimogêneo contra grupos reunidos perto de Porte de Champerret, no noroeste, e da Place d’Italie, no sudeste da cidade.

Os repórteres da Associated Press que cobriam as manifestações não viram nenhuma violência ou outra ação dos manifestantes para provocar a polícia.

Os protestos acontecem em diversas partes da França, principalmente nas rotatórias onde o movimento popular se estabeleceu em novembro de 2018 em protesto contra os planos do governo de aumentar os impostos sobre combustíveis. Fonte: Associated Press.


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