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Conselheira alemã sugere que smartphones sejam proibidos para crianças

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Foto: Reprodução /Fonte: Olhar Digital

Crianças abaixo de 14 anos de idade não deveriam usar smartphones. É o que defende uma especialista alemã em psicologia infantil e conselheira do governo da Alemanha, ao alertar para o perigo de expor o público jovem a imagens sexualmente explícitas.

Julia von Weiler lidera a frente alemã do grupo Innocence in Danger, uma organização sem fins lucrativos que fornece educação para o bom uso da internet e trabalha para prevenir o abuso sexual de crianças na rede.

Ela considera a proposta semelhante a outras restrições para jovens quanto a substâncias ilegais. “Assim como protegemos as crianças do álcool ou de outras drogas, devemos protegê-las dos riscos de usar smartphones muito cedo”, afirma, segundo a emissora alemã Deutsche Welle.

A recomendação da especialista faz parte de uma onda crescente de preocupação de pais, defensores da infância e grupos de consumidores acerca do uso de aparelhos digitais e dos seus efeitos na educação, em habilidades sociais e na saúde mental. Empresas de tecnologia também estão na linha de tiro dessa polêmica.

Segundo o Washington Post, a Apple e o Google, cujos softwares operam quase todos os smartphones do globo, lançaram ferramentas para que os pais controlem o tempo de uso dos dispositivos pelas crianças. As regras que executivos de tecnologia aplicam para seus filhos também se tornaram tema de debate público, sugerindo que eles estão mais conscientes dos riscos dos seus produtos.

Impressões de outros estudiosos

Outros especialistas em abuso infantil alertam contra a espécie de proibição proposta por von Weiler. Johannes-Wilhelm Rörig, comissário independente da Alemanha para temas relacionados a abuso sexual infantil, definiu a recomendação como uma tentativa de “tapar o sol com a peneira”, segundo a Deutsche Welle.

“Uma lei que restringe a idade para o uso de smartphones possivelmente seria uma solução rápida e aparentemente simples”, relata Rörig. Ele acrescenta, entretanto, que tal proibição não resolveria o problema fundamental da falta de proteção na internet, que atinge a todos. Enquanto isso, outros governos e pesquisadores se concentram em diferentes aspectos potencialmente danosos do uso de telefones, incluindo desenvolvimento comportamental e educação.

A proposta de von Weiler vai na mesma linha de uma lei francesa recente, que impede que estudantes levem seus tablets e smartphones para a escola — ou, pelo menos, solicita que os mantenham desligados durante as aulas. Autoridades francesas que apoiaram a causa classificam as restrições como um modo de prevenir a formação de vícios nas crianças e de proteger a integridade da sala de aula.

Um estudo recente publicado pela American Psychological Association indica que smartphones e redes sociais alteram os hábitos de leitura de jovens, o que pode influenciar seu pensamento crítico. Adolescentes norte-americanos têm passado mais horas em seus aparelhos diariamente do que lendo revistas ou livros. Uma pesquisa de consumo de mídia nos EUA, realizada em 2016, mostra que apenas 16% dos alunos veteranos de ensino médio leem todos os dias. Nos anos 1970, esse número era de 60%.

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Tecnologia

Usuários de smartphone devem atualizar WhatsApp, orienta empresa

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Brasil

O WhatsApp divulgou hoje (14) recomendações a usuários para que atualizem o aplicativo em seus smartphones. O motivo da orientação diz respeito a uma falha na segurança que teria permitido o acesso de hackers e a instalação de pequenos programas maliciosos (spywares) para coletar informações dos usuários.

A ação teria utilizado um software de espionagem semelhante aos desenvolvidos pela empresa israelense NSO Group, que comercializa soluções deste tipo junto a governos. Por meio do programa, os hackers teriam como acessar informações dos smartphones dos usuários de forma remota.

“O WhatsApp incentiva as pessoas a atualizarem o nosso aplicativo para a versão mais recente, assim como manter o sistema operacional dos dispositivos atualizados, a fim de proteger contra possíveis ataques destinados a comprometer as informações armazenadas em dispositivos móveis”, destacou a empresa em resposta à Agência Brasil.

Para atualizar o programa, a pessoa deve desinstalar o WhatsApp e baixar a última versão disponível na loja de aplicativos do seu smatphone (como a Play Store, do Google, ou a Apple Store, da empresa de mesmo nome).

A empresa orienta ainda os usuários a manterem os sistemas operacionais atualizados, pois a ação dos invasores pode se beneficiar dessa vulnerabilidade.

O WhatsApp é a maior rede social de troca de mensagens do mundo, com mais de 1,5 bilhão de usuários. No Brasil, o último número divulgado dava conta de uma base de cerca de 130 milhões de pessoas.

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WhatsApp: atualize seu aplicativo. Brecha abre porta para hackers

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Foto: Reprodução /Fonte: Olhar Digital

Uma falha de segurança no WhatsApp permite que hackers instalem malwares em iPhones e smartphones rodando Android. A partir daí, terceiros podem acessar informações e até monitorar as atividades dos aparelhos. A brecha de segurança foi usada uma empresa israelense, chamada NSO, para monitorar ativistas de direitos humanos, bem como grupos de jornalistas e até mesmo dissidentes que se opõem ao regime do governo da Arábia Saudita.

Ligações de voz

A brecha foi descoberta porque um advogado de Londres envolvido com processos que têm a NSO como alvo começou a desconfiar do comportamento de seu telefone. Ele relatou que passou a receber várias ligações de voz oriundas da Noruega. As ligações eram feitas em horários estranhos, e nunca se completavam. Ele, então, buscou auxílio de um laboratório especializado em segurança digital, chamado Citizen Lab, ligado à Universidade Toronto. Os técnicos do laboratório confirmaram que o telefone havia sido infectado por um spyware desenvolvido pela NSO. O laboratório informou o Departamento de Justiça norte-americano e também o Facebook, dono do WhatsApp.

Os engenheiros do WhatsApp confirmaram a brecha – que abre a possibilidade de que um hacker instale códigos maliciosos nos smartphones que rodam tanto o iOS quanto o Android. O que se seguiu foi uma corrida contra o tempo. O WhatsApp liberou uma correção para a falha: os responsáveis pelo aplicativo, agora, encorajam todos os usuários a fazer o update do app para garantir a segurança dos aparelhos. Importante dizer que, para ter o telefone infectado, o usuário não precisa fazer nada: basta receber uma chamada de voz (e, como no caso do advogado londrino), nem é preciso atendê-la para que o spyware seja instalado. Além de atualizar o próprio aplicativo do WhatsApp, os engenheiros do Facebook recomendam aos usuários que também atualizem o sistema operacional (iOS ou Android) dos aparelhos. Em alguns casos, o aplicativo já foi atualizado automaticamente nesta segunda-feira, dia 13. Porém se não for o seu caso, é recomendável fazer a atualização manualmente, acessando a loja de aplicativos (App Store ou Play Store) e procurando pela guia ou seção de Updates.

Guerra cibernética

A NSO é uma empresa israelense que se especializou em explorar vulnerabiilidades de sistemas e vender essas soluções especialmente para agências governamentais. Segundo a empresa, sua principal missão é ajudar no combate ao terrorismo internacional, oferecendo ferramentas para governos aumentarem sua inteligência. Porém, já não são poucos os registros de uso de ferramentas criadas pela NSO por regimes autoritários. A NSO operou por anos no anonimato. Porém, em 2016, sua existência foi revelada ao mundo justamente pelo uso de suas ferramentas para espionar o iPhone de um ativista árabe. O ativista em questão hoje se encontra preso, sob o regime de Emirados Árabes Unidos. Sua detenção se deveu principalmente ao acesso que o governo do país obteve de seus dados.

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Motoristas da Uber planejam greve para 8 de maio; brasileiros podem parar

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Foto: Reprodução / Via: The Verge

Motoristas da Uber e da Lyft continuam insatisfeitos com as condições de trabalho e práticas de pagamento das empresas. Para protestar contra esses fatores, estão planejando uma greve de duas horas em várias grandes cidades dos EUA e Reino Unido na próxima quarta-feira (8). A paralisação vai coincidir com abertura de capital da Uber na Bolsa de Valores de Nova York, que ocorre no dia 9 de maio.

Os condutores cadastrados no aplicativo no Brasil também mostraram interesse em participar da manifestação, que pode causar escassez de veículos nas principais capitais brasileiras e, consequentemente, pode elevar o custo das corridas para o usuário final, graças ao preço dinâmico praticado pelo aplicativo. A reclamação tenta pressionar o app a revisar seus preços e oferecer um pagamento mais justo aos motoristas, que têm visto os preços dos combustíveis aumentarem consideravelmente nos últimos meses sem um reajuste das tarifas.

Condutores em Nova York, Filadélfia, Boston e Los Angeles devem entrar em greve das 7h às 9h da quarta-feira, de acordo com a organização trabalhista New York Taxi Workers Alliance. Motoristas de várias cidades do Reino Unido, incluindo Londres, Birmingham, Nottingham e Glasgow, também participam da paralisação. Os trabalhadores se dizem insatisfeitos com o encolhimento dos salários, a ausência de benefícios, a falta de transparência em relação ao desligamento motoristas e a pouca voz dentro da empresa. Eles pedem pelo fim do preço inicial de corrida e do teto na tarifa por viagem que devem pagar às companhias.

A data dos protestos indica que a intenção dos grupos também seja prejudicar o valor de mercado da Uber, atrapalhando o desempenho dos aplicativos durante os horários de pico matinal do dia anterior à estreia da companhia no mercado  de ações. Com a abertura do capital, a Uber espera alcançar um valor de mercado entre US$90 bilhões e US$100 bilhões que, se atingido, será um dos maiores IPOS de tecnologia da história.

O Senador democrata Bernie Sanders se posicionou a favor da paralisação por meio da sua conta no Twitter. “A Uber diz que não pode pagar mais dinheiro aos seus motoristas, mas recompensou seu CEO [Dara Khosrowshah] com quase US$ 50 milhões no ano passado. As pessoas que trabalham para empresas multibilionárias não devem ter que trabalhar 70 ou 80 horas por semana para sobreviver. Eu estou com os motoristas do Uber e do Lyft na greve em 8 de maio”, escreveu Sanders.

As reclamações dos motoristas da Uber sobre condições de trabalho são constantes – e a própria empresa reconhece o problema. Na solicitação à Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) no mês passado, na qual declarou sua intenção de se tornar pública, a empresa admitiu que a insatisfação dos trabalhadores deve aumentar à medida que reduzisse a quantidade de gastos com incentivos para condutores.

“Além disso, estamos investindo em nossa estratégia de veículos autônomos, o que pode aumentar a insatisfação do motorista ao longo do tempo, já que pode reduzir a necessidade de condutores humanos”, observou a empresa no documento.

Motoristas da Uber e da Lyft em Nova York receberam uma melhoria recente no salário devido a uma lei aprovada pela Câmara Municipal que exige que empresas de mobilidade por aplicativo paguem, pelo menos, US$ 17,22 por hora de trabalho. A determinação de baseia na “taxa de utilização”, que representa a parcela de tempo que um motorista gasta com os passageiros em seus veículos em comparação ao tempo ocioso e à espera de uma corrida.

Em uma nota ao The Verge, um porta-voz da Uber se defendeu listando algumas vantagens oferecidas para alguns motoristas, como bônus salarial e faculdade de quatro anos gratuita. Por sua vez, um representante da Lyft disse que os salários dos condutores aumentaram nos últimos dois anos.

A Uber tem um histórico complicado com protestos de motorista. Em janeiro de 2017, a New York Taxi Workers Alliance anunciou uma greve no Aeroporto JFK para protestar contra um decreto do presidente Donald Trump, que proibia a entrada no país de refugiados de seis países de maioria muçulmana. A Uber foi acusada de sabotar a greve, o que causou forte reação negativa entre os motoristas. Pilotos tuitaram fotos de si mesmos, excluindo o aplicativo com a hashtag #DeleteUber. A reação durou semanas, resultando em uma série de escândalos e demissão em massa de executivos, situação da qual a empresa ainda está se recuperando.

Por outro lado, é difícil organizar uma greve devido à rede muito difusa de motoristas da Uber e da Lyft. Além disso, os trabalhadores são classificados como independentes e, como tal, tendem a agir em seu próprio interesse. Desse modo, embora seja certo que uma parcela significativa de condutores desconecte os aplicativos em protesto, é provável que outros vejam a paralisação como uma oportunidade de lucro.

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