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Medicina & Saúde

Consumo inadequado de açaí causou contaminação em família marajoara

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De acordo com a Sespa, os pacientes diagnosticados já estão em tratamento. A Sespa disse ainda que fará visitas em residências na comunidade e deve mobilizar agentes comunitários de saúde para ações sobre a manipulação adequada do açaí e prevenção da doença.

Consumo inadequado

Em outubro, a prefeitura de Belém divulgou um levantamento apontando que de 268 locais de venda de açaí na capital, apenas 28 foram considerados satisfatórios. A metade dos pontos de venda possuem o selo de qualidade para venda do produto.

Na maioria, segundo a prefeitura, foi verificada uma elevada quantidade de coliformes fecais, que demostra que não foi feita a etapa do branqueamento, e também foram encontrados fragmentos de insetos, indicando que a etapa do peneiramento não foi cumprida.

Um outro estudo divulgado em agosto pela Fundação Oswaldo Cruz(Fiocruz) identificou a presença de material genético (DNA) do parasito que transmite a doença de Chagas em alimentos que possuem o açaí como base e que são vendidos no Pará e no Rio de Janeiro.

O estudo analisou 140 amostras de alimentos à base de açaí e que foram coletadas em feiras e supermercados do Pará (2010 à 2015) e do Rio de Janeiro (2010 à 2012). A presença do material genético do parasito Trypanosoma cruzi foi detectada em 14 produtos, ou seja, 10% do total das amostras. O DNA do inseto que transmite o parasito, conhecido como barbeiro, também foi identificado em uma das amostras. (Con G1 PA)

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Medicina & Saúde

Nova espécie de inseto amazônico pode espalhar leishmaniose

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Thiago Vasconcelos, um dos descobridores do inseto(foto: Kelvin Souza/IEC)
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Descoberto no Pará por pesquisadores do Instituto Evandro Chagas, o inseto pertence ao mesmo grupo de mosquitos e borrachudos capazes de transmitir o parasita causador da doença, que pode ser fatal. Em 2016, 12 mil pessoas foram infectadas

 Pesquisadores do Instituto Evandro Chagas (IEC) descobriram um novo inseto que pode transmitir a leishmaniose. A espécie foi identificada em uma área florestal próxima a um campo de mineração em Itaituba, distante 1.300 quilômetros de Belém, no Pará. Ao todo, os cientistas capturaram cinco exemplares de machos da espécie. Ela pertence ao gênero flebotomíneo, mesmo grupo das moscas, mosquitos e borrachudos que, em grande parte, transmitem o parasita causador da doença.

O inseto é cinco a seis vezes menor que um mosquito, e só é possível vê-lo com lupa ou microscópio. Diferente do Aedes aegypti, por exemplo, ele não precisa da água para se reproduzir. Vive em ambiente terrestre, comumente no solo de tocas de animais como tatus. Os pesquisadores conseguiram capturá-lo com o uso de armadilhas. Não foi coletado nenhum exemplar fora da região amazônica.

Nova espécie pode explicar o aumento dos casos da enfermidade no país(foto: Kelvin Souza/IEC)Nova espécie pode explicar o aumento dos casos da enfermidade no país(foto: Kelvin Souza/IEC)

A partir do achado — batizado Trichophoromyia iorlandobaratai —, os cientistas terão outros dois ciclos de trabalho: encontrar a fêmea do inseto e comprovar se a espécie é transmissora da leishmaniose. “Para ela ser considerada vetora, precisa ter a preferência alimentar, ter atratividade à espécie humana e ter a presença do sangue humano no intestino”, explica Thiago Vasconcelos dos Santos, um dos autores do estudo.

A preocupação dos especialistas é que o inseto possa disseminar a leishmaniose, doença infecciosa que afetou 12 mil pessoas no país em 2016 — dado mais recente do Ministério da Saúde. “Pela proximidade com outras espécies, a leishmaniose é o maior risco. Isso pode explicar inclusive o aumento dos casos da enfermidade. Existe a possibilidade de transmissão de arbovírus, ou seja, síndromes febris”, completa Thiago.

Essa seria a 23ª espécie de flebotomíneo que transmite a leishmaniose. “Acrescentar conhecimento dos vetores da doença sempre é importante. Agora, o essencial é relacionar o comportamento do inseto com a doença. Isso ainda precisa ser estudado. Alguns transmitem com maior eficiência, outros, não. Isso depende do inseto, do animal que ele vai picar e da preferência de se alimentar de sangue humano”, comenta Gustavo Adolfo Sierra Romero, diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB).

Existem dois tipos de leishmaniose: a visceral e a tegumentar. A transmissão do parasita Leishmania ocorre apenas por meio da picada do mosquito fêmea infectado. Na maioria dos casos, o período de incubação é de dois a quatro meses, mas pode variar de 10 dias a 24 meses. Os principais sintomas são febre de longa duração, fraqueza, aumento do baço e do fígado, comprometimento da medula óssea, problemas respiratórios e sangramentos na boca e nos intestinos. Se não tratada, a doença pode causar a morte.

Em qualquer lugar do Brasil, podem se encontrar flebotomíneos. “Nas américas, existem mais de 500 espécies, mas apenas 10% estão associadas à leishmaniose”, acrescenta Thiago, que não descarta a possibilidade de o inseto se adaptar a áreas urbanas. Uma das possibilidades é na região metropolitana de Belém. O IEC já identificou 80 espécies diferentes de flebotomíneos na Amazônia.

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Número de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti cai no Pará

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O Pará registrou uma redução de 71% nos casos de dengue, 28% de febre chikungunya e 87% de zika, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o mais recente Informe Epidemiológico de 2018 sobre os casos registrados de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

Até o momento, em 2018, foram contabilizados 1.445 casos de dengue, 4.969 de febre chikungunya e 41 confirmados de zika. Para as três doenças, não houve registro de mortes este ano. Por outro lado, no mesmo período de 2017 foram registrados 4.954 casos de dengue, 6.917 casos de chikungunya – incluindo sete óbitos – e 332 de zika.

As maiores ocorrências de dengue em 2018 estão nos municípios de Parauapebas (169 casos), Marapanim (165), Mãe do Rio (134), Belém (89), Novo Repartimento (89), Conceição do Araguaia (80), Redenção (68), Novo Progresso (60), Pacajá (52) e Pau D’Arco (43).

Os municípios com maior número de casos de chikungunya em 2018 são Belém (2.733), Marituba (1.050) Ananindeua (471), Tailândia (94), Marapanim (86), Castanhal (85), Paragominas (73), Parauapebas (68), Benevides (40) e Barcarena.

Os casos de zika foram confirmados nos seguintes municípios: Afuá (19), Belém e Conceição do Araguaia, com cinco cada; Benevides, Monte Alegre e Vigia, com dois cada, e Altamira, Jacundá, Marituba e Rio Maria, com um registrado cada.

Campanha – A Sespa informa que é sensível à campanha do Ministério da Saúde lançada nesta terça-feira, 13, mas ressalta que a mobilização leva em conta Estados, como Rio de Janeiro e São Paulo, quando o verão se intensifica entre os meses de novembro e março. No Pará ocorre o inverso: a campanha de intensificação contra o mosquito ocorre no auge do inverno, devido ao aumento das chuvas em janeiro, passando pelo período carnavalesco e se estendendo até início de junho, quando se instala o verão na Amazônia.

Ocorre que a campanha do Ministério não interfere de forma alguma nas orientações permanentes que a Sespa fornece aos municípios: de que as secretarias municipais de Saúde informem, no período de 24 horas, a ocorrência de casos graves e mortes que podem ter sido causadas pelas doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

Para confirmar a causa da morte é necessária a investigação epidemiológica, com aplicação do Protocolo de Investigação de Óbito do Ministério da Saúde, que prevê exames específicos em laboratórios credenciados, como o Laboratório Central (Lacen) e o Instituto Evandro Chagas (IEC), preconizados pelo Programa Nacional de Controle da Dengue. O procedimento garante o correto encerramento de casos graves e óbitos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

Monitoramento – As ações de combate às três doenças competem aos municípios, que devem cumprir metas. Entre os procedimentos essenciais feitos pelas Secretarias Municipais de Saúde, estão as vistorias domiciliares por agentes de controle de endemias.

Paralelamente, a Sespa faz o monitoramento nos 144 municípios, que receberam o incentivo do Ministério da Saúde para vigilância, prevenção e controle da dengue, e orienta as prefeituras sobre o uso correto de inseticidas (larvicidas e adulticidas).

A Secretaria de Saúde Pública também promove visitas técnicas aos municípios para assessoramento das ações do programa de combate à dengue, além de apoiar a capacitação para o atendimento de casos de febre chikungunya e zika.

Quando há necessidade, a Sespa faz o controle vetorial, como bloqueio de transmissão viral nas localidades, e articula ações com órgãos municipais de saneamento e limpeza urbana, tendo em vista a melhoria da coleta e destinação adequada de resíduos sólidos. Também são realizadas ações educativas e de mobilização, para incentivar a participação da população no controle da dengue.

Sintomas – Os vírus da dengue, chikungunya e zika são transmitidos pelo mesmo vetor, o Aedes aegypti, e provocam sintomas parecidos, como febre e dores musculares. Mas as doenças têm gravidades diferentes. A dengue é a mais perigosa, devido aos quatro sorotipos diferentes do vírus, causando febre repentina, dores musculares, falta de ar e indisposição. A forma mais grave da doença é caracterizada por hemorragias e pode levar à morte.

A chikungunya caracteriza-se principalmente pelas intensas dores nas articulações. Os sintomas duram entre 10 e 15 dias, mas as dores podem permanecer por meses, e até anos. Complicações sérias e morte são muito raras. Já a zika apresenta sintomas que se manifestam, no máximo, por sete dias.

A população também deve continuar combatendo possíveis criadouros do mosquito. Se houver dificuldade, as pessoas devem acionar os programas municipais de controle da dengue mantidos pelas prefeituras. As equipes de profissionais capacitados visitam as casas para inspecionar possíveis criadouros do mosquito, com o objetivo de eliminar os focos e orientar os moradores sobre prevenção e controle do Aedes aegypti.

Por Mozart Lira/ Agência Pará

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Hemopa reforça apoio das parcerias para suprir baixo estoque de sangue

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Campanhas externas fazem parte da política de descentralização da coleta de sangue da Fundação Hemopa
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Para tentar reverter o baixo estoque de sangue, a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) tem investido em parcerias e campanhas externas de coleta de sangue. Nesta semana, haverá ação em dois locais diferentes: na sede da Polícia Civil e também em frente ao Hospital Ophir Loyola.

Nesta terça-feira, 13, a campanha ocorre na sede da Polícia Civil, na avenida Magalhães Barata, de 8h as 16h. Nas dependências da unidade, será montada toda a estrutura para coleta de sangue, com recepção de doadores, triagem, sala de coleta e cantina. Já na quarta-feira, 14, a campanha será com a Unidade Móvel, em frente ao Hospital Ophir Loyola, também de 8h as 16h.

Segundo a gerente de Captação de Doadores, Juciara Farias, as campanhas externas fazem parte da política de descentralização da coleta de sangue da Fundação Hemopa. “Nossa ideia é realmente facilitar o acesso do voluntariado a doação de sangue. Nosso estoque de sangue está constantemente baixo e, essas campanhas externas, fazem toda a diferença”, ressalta.

Várias campanhas, internas e externas, foram agendadas para este mês. Dia 6, foi realizada ação no Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Dia 8, com alunos da Faculdade Pan Amazônica (Fapan), unidade Mundurucus. Dia 9, em parceria com o Programa Saúde Família (PSF) da Radional II.

O cronograma segue com campanha no dia 17, no colégio Pequeno Príncipe Avante, na avenida Augusto Montenegro, de 8h as 16h. Dia 20, ação volta à Fapan, mas na unidade da Vileta, de 8h as 17h. No dia 22, é a vez do Hospital Maradei, de 8h as 17h. Dia 25, haverá ação com a Unidade Móvel, na Praça da República, de 8h as 19h. E de 26 a 30, na Estação Cidadania Icoaraci, de 8h as 13h.

Juciara Farias ressalta que o hemocentro está aberto às novas parcerias para incrementar o número de comparecimento de doadores para reforçar o estoque técnico de sangue e, assim, atender integralmente a demanda transfusional da rede hospitalar, atualmente com 200 hospitais.

Para ser um candidato a doação de sangue, é necessário ter entre 16 e 69 anos (menores devem estar acompanhados do responsável legal), ter mais de 50 kg, estar bem de saúde e portar documento de identificação oficial, original e com foto. Homens podem doar com intervalo de dois meses e mulheres, a cada três meses.

Serviço– Nos pontos fixos, as doações de sangue podem ser feitas na sede do Hemopa (Padre Eutíquio, 2109) quanto na Estação de Coleta Castanheira (acesso ao Pórtico Metrópole), de segunda a sexta-feira, de 7h30 as 18h, e aos sábados, de 7h30 as 17h. Na Estação de Coleta Pátio Belém (primeiro piso do Shopping Pátio Belém), de segunda a sexta-feira, de 10h as 17h. E sempre na última semana do mês, dentro da Estação Cidadania Icoaraci (Lopo de Castro, 78), de 8h as 13h. Mais informações: 0800 280 8118.

Por Jaqueline Menezes/ Agência Pará

 

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