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CIDADE

Crianças de Curralinho sem aula por conta da greve dos professores

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O município de Curralinho, no arquipélago do Marajó, juntamente com o de Melgaço, na mesma região, apresenta um dos IDHs mais baixo do Brasil. Mas  pouco tem sido feito, quer pelos governos restadual e federal, quer pelos municipal, para amenizar os problemas loais. Nem mesmo a Educação é tratada com o respeito que merece. Agora mesmo, mais de 450 professores municipais  entraram em greve por  por tempo indeterminado por causa dos cortes que sofreram em suas remunerações que chega até 50%,  segundo denuncia o  Sindicato dos Trabalhadores em Educação publica do Pará(Sintepp). Está mesma situação já foi vivenciada pelos servidores da Educação no município de Breves, principal centro de educação do Marajó.

Em Curralinho, as aulas deveriam ter sido reiniciadas na última segunda-feira (13), mas os alunos permanecerão sem aula no calendário do segundo semestre, até que a Prefeitura volte atrás ou dê uma explicação razoável aos profissionais.

A Prefeitura Municipal de Curralinho  tenta desqualificar as denúncias dos professores, tal e qual aconteceu em Breves. O prefeito Toninho Barbosa só voltou atrás quando viu que o movimento dos educadores era irreversível. A prefeitura de Curralinho explica que não houve qualquer corte, mas  uma readequação na folha de pagamento – mesma história de Breves -. e  alguns professores estavam recebendo o 1/3 de hora-atividade em duplicidade, enquanto outros professores não estavam recebendo nada, acabaram tendo redução, mas que o corte não foi linear.

Segundo uma nota da PMC, a medida visa dar cumprimento ao princípio da legalidade. Por isso, teria ajustado e incluiu a hora-atividade para aqueles que nada  estavam recebendo. Assim, quem que estava recebendo em dobro, passa a receber o 1/3 de hora atividade, sem duplicidade.  A explicação não é aceita pelo Sindicato,  que sindicato  já  entrou com ação judicial  contra os corte.

Por sua vez, a prefeitura de  Curralinho ajuizou Ação Declaratória de Abusividade de Greve e o Tribunal de Justiça do Estado do Pará deferiu liminar, considerando a greve ilegal, e determinou o retorno de todos os professores à sala de aula, sob pena de multa diária.

 

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