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Medicina & Saúde

Curso capacita médicos para determinação de morte encefálica

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Em cumprimento da nova Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre o protocolo da morte encefálica, 64 médicos de vários hospitais da rede pública e particular do Pará participaram do Curso de Capacitação de Médicos para Determinação de Morte Encefálica, realizado em Belém. O encontro ocrorreu mediante articulação entre a Central Estadual de Transplantes da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e da Coordenação Geral do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, por meio do PROADI-SUS e do Hospital Israelita Albert Einstein.

A atividade atende à Resolução 2.173/2017, do CFM, tendo como público alvo médicos com experiência comprovada (no mínimo um ano) no atendimento de pacientes em coma. Foram abordadas todas as etapas do protocolo, os eventos fisiopatológicos que surgem após a lesão cerebral grave, quais os pontos críticos, quando e como iniciar a comunicação com a família dos pacientes, teste de apneia e exames complementares. A formação teve oito horas de duração, com discussão de casos clínicos, para que os profissionais pudessem dominar tanto a teoria quanto a prática.

De acordo com a nova lei, outros especialistas, além do neurologista, poderão diagnosticar a morte cerebral. O documento ainda determina que os dois médicos devem ser especificamente qualificados, sendo que um deles deve ter uma das seguintes especialidades: medicina intensiva adulta ou pediátrica, neurologia adulta ou pediátrica, neurocirurgia ou medicina de emergência.

“O outro profissional deve ter, no mínimo, um ano de experiência no atendimento a pacientes em coma, tenha acompanhado ou realizado, comprovadamente, pelo menos 10 determinações de morte encefálica”, explica a coordenadora da Central de Transplantes da Sespa, Ierecê Miranda, que também coordenou a atividade ocorrida na quarta e quinta-feira (13 e 14) na Faculdade Metropolitana da Amazônia (Famaz), em salas consideradas aptas para as atividades práticas inerentes ao curso.

A Central de Transplantes é o setor responsável em receber todas as notificações de morte encefálica, independente da doação de órgãos. Cabe aos hospitais notificar obrigatoriamente e, em caráter de urgência, os casos de morte encefálica. No Brasil, mais de 85% dos órgãos transplantados são provenientes de doadores falecidos em morte encefálica.

Por Mozart Lira

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Medicina & Saúde

AGE conclui que Hospital Regional do Tapajós ainda precisa de adequações

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A Auditoria Geral do Estado concluiu mais uma etapa do processo de investigação preliminar, instaurado para apurar irregularidades, na execução das obras de cinco unidades hospitalares no Pará.

A Auditoria Geral do Estado (AGE) concluiu mais uma etapa do processo de investigação preliminar instaurado para apurar irregularidades na execução das obras de cinco unidades hospitalares no Pará. O Hospital Regional do Tapajós, em Itaituba, sudoeste paraense, foi alvo de uma visita técnica nesta terça-feira (12). A equipe concluiu que mesmo estando perto da finalização, a obra ainda necessita de adequações.

Os equipamentos de apoio técnico e logístico que vão garantir o funcionamento de setores como lavanderia, cozinha e central de esterilização, ainda nem puderam ser instalados. “A construtora não recebeu as especificações dos equipamentos que foram comprados pelo Estado e, por isso, não pôde iniciar a instalação. Atraso que podia ter sido evitado pela antiga gestão, com uma simples troca de informações”, disse Renata Carvalho, gerente de projetos e obras da AGE.

A construtora atribuiu à falta de pagamento o atraso na execução do serviço. O projeto inicial previa 540 dias de trabalho e o contrato já está vigente há quase dois mil dias. O Hospital Regional do Tapajós foi orçado em R$ 122 milhões de reais e os gastos já ultrapassam a casa dos R$ 148 milhões.

Na lista da investigação preliminar da Auditoria Geral do Estado também estão o Regional de Castanhal; o Abelardo Santos, em Icoaraci; o Hospital do Caeté, em Capanema, e o Santa Rosa em Abaetetuba. Este último deve ser o próximo a receber a visita da AGE.

“Já estamos na reta final de análise. Os contratos já foram quase todos auditados e as visitas técnicas são para confrontar dados e fatos. Nas próximas semanas, já teremos um parecer final, quando vamos conhecer a dimensão da consequência da falta de gestão do governo no passado”, afirmou Giussepp Mendes, auditor geral do Estado.

 

Cacia Medeiros/ Agência Pará

 

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Medicina & Saúde

Saúde alerta para prevenção e diagnóstico precoce de doença renal

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 Paula Laboissière / Agência Brasil 

 Brasília – 

No Dia Mundial do Rim, lembrado hoje (14), o Ministério da Saúde alerta para a prevenção e o diagnóstico precoce da doença renal crônica. No Brasil, o envelhecimento populacional e as doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão e diabetes, são considerados pela pasta importantes fatores de risco.

A doença renal crônica leva a uma redução da capacidade dos rins de remover resíduos e excesso de água no organismo e pode ser classificada em seis estágios, conforme a perda renal. Na maior parte do tempo de evolução, o quadro é assintomático, fazendo com que o diagnóstico seja tardio e o paciente precise passar por hemodiálise.Dados do estudo Saúde Brasil 2018 mostram que pessoas entre 65 e 74 anos apresentaram, em 2017, a maior taxa de realização de terapia renal substitutiva em relação às demais faixas etárias – 785 para cada grupo de 100 mil pessoas. A maior predominância foi entre homens, com taxa de crescimento anual de 2,2% contra 2% entre o sexo feminino. A raça, cor predominante, é a branca (39,6%), seguida pela parda (36,1%), preta (11,4%), amarela (1,2%) e indígena (0,1%).A maior taxa de pessoas em alguma modalidade de terapia renal substitutiva foi registrada no Sudeste, com 236 pessoas para cada grupo de 100 mil.Em seguida, estão Centro-Oeste (229 para cada grupo de 100 mil) e Sul (208 para cada grupo de 100 mil). Os índices, segundo o levantamento, aumentaram em todas as regiões do país, sendo 3,9% no Norte, 3,3% no Nordeste, 3,2% no Centro-Oeste, 1,7% no Sudeste e 0,6% no Sul.

O estudo revela ainda que a hemodiálise foi a modalidade de terapia renal substitutiva mais frequente no país entre 2010 e 2017, com média de 93,2% contra 6,8% de diálise peritoneal. feita por meio de cateter, diariamente, na casa do paciente.

Prevenção

Tratar e controlar fatores de risco como diabetes, hipertensão, obesidade, doenças cardiovasculares e tabagismo são citados pelo ministério como as principais formas de prevenir doenças renais. De acordo com a pasta, as chamadas doenças crônicas não transmissíveis respondem por cerca de 36 milhões ou 63% das mortes no mundo. No Brasil, elas responderam por 68,9% de todas as mortes registradas em 2016.

Entre as metas propostas no Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil para 2011-2022 estão: reduzir a taxa de mortalidade prematura (menos de 70 anos) por doença renal crônica em 2% ao ano; deter o crescimento da obesidade em adultos; aumentar a prevalência de atividade física no lazer; aumentar o consumo de frutas e hortaliças; e reduzir o consumo médio de sal.

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Medicina & Saúde

Campanha “Março Lilás” alerta para a adesão ao exame preventivo

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Secretarias de Saúde dos 144 municípios paraenses já estão convocadas a mobilizar mulheres adultas para a adesão ao exame preventivo a fim de detectar, o quanto antes, lesões que podem se transformar em câncer de colo de útero. Essa orientação é o mote da campanha “Março Lilás por todo o Pará”, que a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) lançou para atuar no combate a principal causa de morte por câncer de mulheres no Pará.

O secretário de Saúde do Estado, Alberto Beltrame, solicita a colaboração de todas as secretarias de saúde dos municípios para que mobilizem mulheres a não deixar de fazer o exame. Feito o procedimento, insistir para que a usuária não deixe de buscar o resultado e de retornar ao seu médico, para a indicação de possíveis tratamentos.

“Isso tem que virar rotina e a Sespa quer provocar isso, associando orientação, informação, colaboração do governo estadual e também o apoio da população”, afirmou, durante solenidade de abertura da campanha, ocorrida na segunda-feira (11), em Belém, no auditório do Instituto da Gestão Previdenciária do Estado (Igeprev), na presença do presidente do Assembleia Legislativa do Pará, deputado estadual Daniel Santos, e dos deputados estaduais Wanderlan Quaresma, Nilse Pinheiro e Toni Cunha Sá, além da médica ginecologista Valéria Pontes.

Durante todo o mês de março a Sespa orienta que as Secretarias Municipais intensifiquem uma rotina que inclua a busca ativa de mulheres de 25 a 64 anos de idade para a realização do exame preventivo do câncer do colo do útero (PCCU) nas unidades de saúde; estímulo à vacinação contra HPV e a realização de mutirões de procedimentos de diagnóstico e tratamento de lesões precursoras do câncer do colo uterino, por meio de consultas especializadas, colposcopia, biópsia e exérese de zona de transformação do colo do útero (EZT).

Para Alberto Beltrame, é essencial que os agentes comunitários de saúde façam a busca ativa das mulheres que nunca fizeram o exame ou estão há três anos sem fazê-lo, o que pode desencadear a ampliação da oferta do PCCU e a melhoria na qualidade do exame citopatológico. “Também queremos levar informações e estimular a população feminina para os cuidados de prevenção e controle do câncer uterino, assim como alertar para os sinais e sintomas que devem direcionar a mulher a buscar atendimento na rede de atenção à Saúde no SUS”, complementa a coordenadora estadual de Atenção à Oncologia, Patrícia Martins.

Ainda segundo ela, o Pará tem a meta de realizar cerca de 250 mil exames preventivos do câncer do colo do útero já em 2019. A ideia é alcançar 40% do indicador de saúde 11, que é a razão de exames citopatológicos do colo de útero em mulheres na faixa etária de 25 a 64 anos – em 2018, mais de 100 mil exames deixaram de ser realizados.

Segundo Patrícia, a campanha se justifica porque, conforme o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a região Norte se destaca no cenário nacional por ser a única onde o câncer uterino é o mais incidente e é a maior causa de morte por câncer entre as mulheres, superando o câncer de mama, que é o maior do país. “A estimativa, conforme o Inca, é que haja 860 novos casos de câncer do colo uterino em 2019, no Pará”, acrescentou.

Para se ter uma ideia da situação, dados coletados de 2009 a 2016 nas Unidades de Alta Complexidade em Oncologia do Hospital Ophir Loyola (HOL), Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) e Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB),  apontam que o câncer do colo do útero foi o mais prevalente no Pará, com 2.537 casos, seguido do câncer de mama, com 2.206 casos. No que se refere aos óbitos por câncer cervical, o Estado vem registrando queda desde 2016, quando foram registrados 350 óbitos. Em 2017, esse número caiu para 346 e, em 2018, para 321.

Após o lançamento, a Sespa fará outros momentos alusivos ao “Março Lilás”, como o que ocorrerá no próximo sábado (16), durante mobilização que acontecerá na praça Olavo Bilac, no bairro da Terra Firme. As pessoas terão acesso à avaliação de saúde e rastreamento de fatores de risco; além de práticas de Educação em Saúde; serviços de saúde bucal com palestras educativas e escovação supervisionada; consultas médicas; verificação de pressão arterial e teste de glicemia; aplicação de vacinas tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), difteria e tétano, febre amarela e HPV; avaliação e orientação nutricional; testes rápidos de sífilis, HIV e hepatite; prevenção de queda na terceira idade; orientação sobre aleitamento materno; distribuição de carteira de saúde para os adolescentes e orientação sobre combate ao tabagismo.

Já no dia 21 de março, no auditório do HOL, será realizado o Seminário Técnico sobre Detecção Precoce, Diagnósticos e Tratamento do Controle do Câncer do Colo do Útero para 150 profissionais de saúde e áreas afins dos municípios, Centros Regionais de Saúde e outras instituições.

Nessa área de capacitação, também haverá, de 25 a 29 de março, um curso de atualização no Controle do Câncer de Mama, Colo de Útero e Coleta de Papanicolau, promovido pela Escola Técnica do SUS (ETSUS), em parceria com a Uremia, para 20 enfermeiros da Região Metropolitana de Belém (RMB).

A Campanha Março Lilás será encerrada com uma grande caminhada, no dia 31 de março, no Parque do Utinga, em parceria com a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) e Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio).

 

Por Mozart Lira/Sespa

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