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MEDICINA & SAÚDE

Deputado Eduardo Costa defende inclusão de procedimentos na tabela do SUS

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Fonte: Ascom – Gabinete do Deputado Federal Eduardo Costa / Fonte: Blog Ze Dudu

Representantes de diversas categorias médicas participaram, nesta terça-feira (11), de audiência pública no Grupo de Trabalho da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara Federal, que debate e analisa propostas relativas à Tabela do Sistema Único de Saúde (SUS).

A preocupação dos parlamentares refere-se à tabela de referência do SUS, que vem a ser a base do financiamento dos atendimentos nos hospitais. Hoje, o valor da maioria dos procedimentos está desatualizado, em média, 15 anos.

Nas discussões, os especialistas ouvidos foram categóricos quanto à necessidade de reajuste da tabela, para que não seja garantido somente o atendimento à população, mas quanto à própria sobrevivência das unidades hospitalares no País que estão amargando forte desequilíbrio financeiro em razão da não atualização de preços e procedimentos da tabela.

“Com o avanço da tecnologia, muitos procedimentos não estão incluídos nessa tabela de procedimentos”, alertou o deputado Eduardo Costa (PTB-PA), que defende a revisão da tabela pelo governo federal, por meio do Ministério da Saúde.

Nova classificação

O parlamentar paraense também chamou atenção para a necessidade de uma classificação para procedimentos de complexidades diferentes na tabela. “Um hospital de ensino ou um pouco mais qualificado, com procedimentos de alta complexidade não pode ser remunerado do mesmo jeito que um hospital que só faz procedimentos de baixa complexidade, são custos diferentes”, completou.

As audiências do Grupo de Trabalho têm como objetivo que as instituições que representam entidades, gestores municipais, estaduais e particulares de saúde apresentem suas sugestões, apontando quais são os principais problemas enfrentados por eles em relação ao sistema público de saúde nacional. 

Por Val-André Mutran 

 

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MEDICINA & SAÚDE

Contratações no setor de planos de saúde aumentam 3,4% em um ano

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Por Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

A cadeia de saúde aumentou em  3,4% o número de empregos formais no setor entre julho do ano passado e julho deste ano, o que equivale a quase 120 mil pessoas contratadas, apesar de ter-se reduzido em 0,3% o total de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares no mesmo período, o equivale a menos 133 mil pessoas atendidas pelos planos.

“Enquanto na economia como um todo, continuamos com altíssimo desemprego e um nível de demissões que está, no máximo empatando com o de novas contratações, mostrando, portanto, estabilidade no número total de empregos, na área da saúde, houve crescimento expressivo de 3,4% em um ano, enquanto o emprego cresceu 0%”. A avaliação foi feita à Agência Brasil pelo superintendente executivo do Instituto de Estudos da Saúde Suplementar (IESS), José Cechin, e se baseia em dados do Relatório de Emprego da Cadeia Produtiva da Saúde, que foi divulgado hoje (18) pelo IESS.

“As pessoas fazem mais procedimentos, demandam mais consultas médicas, mais exames, mais internações hospitalares. Tudo isso é que está movendo o emprego. Eu diria que o consumo de saúde é que está promovendo a geração de empregos”, ressaltou Cechin.

Para Cechin, o aumento do emprego nos 12 meses findos em julho deste ano é um indicativo de que há grande potencial de crescimento no setor de saúde como um todo. Ele explicou que, para isso, o Brasil gasta como percentual do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) 9,2%, próximo dos 10% gastos pelos europeus.

“Ou seja, o esforço que a sociedade brasileira faz com o seu sistema de saúde relativamente ao PIB é similar ao que os europeus fazem. Desse ponto de vista, estamos empatados, embora a distribuição seja diferente. Na Europa, o gasto é público, aqui o prioritário é privado”, afirmou.

Gasto per capita

De acordo com Cechin, outro ponto que explica o potencial do setor é que, enquanto os europeus gastam, em média, acima de US$ 3 mil per capita, isto é, por indivíduo, com planos de saúde, no Brasil é apenas um pouco acima dos US$ 1 mil. “Ou seja, gastamos per capita menos de um terço do que os europeus gastam”. Por isso, acrescentou Cechin, há um potencial grande de crescimento do setor, que está se revelando ano a ano no crescimento do emprego na saúde.

Ele informou que houve um crescimento “importante” nas operadoras de planos de saúde, que, no último ano, empregaram mais de mil pessoas. Nos hospitais, médicos, clínicas, laboratórios, foram 2,8 mil novos empregos, considerando os prestadores de serviços. “Se o setor de saúde cresce, crescem também os setores que fornecem dispositivos médicos, equipamentos, medicamentos, materiais para o setor de saúde”.

No ano passado, foram 1,5 mil novas contratações, lembrou o superintendente do IESS. Apenas em julho deste ano, o saldo líquido é de 5,4 mil postos de trabalho criados, Nos sete meses findos em julho de 2019, foram 80,3 mil novas contratações na saúde privada e, em 12 meses, também encerrados em julho, os empregos no setor de saúde evidenciaram a geração de 116,8 mil novos postos.

Empregos públicos e privados

Somando os 3,6 milhões de empregos privados existentes na saúde com mais 1,3 milhão de servidores públicos contratados no setor, são 4,9 milhões de empregados nesta área como um todo, o que representa 11,3% do emprego formal do Brasil. “Se o setor de saúde pesa 9,2% do PIB e emprega 11,3% do emprego formal com carteira assinada, nós temos uma densidade de emprego por unidade de produto na saúde suplementar maior do que na economia como um todo. Ou seja, o setor de saúde é intensivo em mão de obra”, enfatizou Cechin.

Para ele, há uma tendência forte de aumento da participação do setor no PIB e de presença crescente no quadro de empregos no país.

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MEDICINA & SAÚDE

Governo reduz tarifa de importação de equipamentos médicos

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Foto: Reprodução / Fonte: Agência Brasil

O Ministério da Economia zerou o imposto de importação para centenas de produtos, entre eles, equipamentos médicos, de informática e para a indústria. A informação foi destacada pelo presidente Jair Bolsonaro em publicação na sua conta pessoal no Twitter.

“Após zerar impostos de medicamentos que combatem AIDS e câncer, o Governo Bolsonaro, via @MinEconomia, faz o mesmo com centenas de produtos, entre eles, com equipamentos e produção médicos, exames, cirurgias oftalmológicas, informática e outros”, escreveu.

A Portaria Nº 2.024, de 12 de setembro de 2019, da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia foi publicada nesta segunda-feira (16) no Diário Oficial da União e entra em vigor dois dias úteis a partir da data de publicação.

Também pelo Twitter, o Ministério da Economia informou que já foram zerados impostos de importação de 1.189 produtos. “Estamos trabalhando para baratear o custo de investimentos e facilitar o acesso dos brasileiros a bens que não são produzidos aqui. Já zeramos o imposto de importação de 1.189 produtos. Agora, damos mais um passo para incentivar o investimento e a modernização das nossas fábricas”, diz a publicação.

No início do mês de agosto, o governo também reduziu as tarifas de importação de 17 produtos como medicamentos para tratamento de câncer e HIV/Aids com o objetivo de reduzir o custo de produção das empresas instaladas no Brasil e o preço dos produtos para os consumidores.

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Santa Casa utiliza nova técnica para cirurgia em recém-nascidos

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Foto: Reprodução / Fonte: Agência Pará

Antônia Lima, 29 anos, teve seu primeiro filho em uma cirurgia na maternidade da Fundação Santa Casa do Pará, no primeiro semestre deste ano. A cirurgia ocorreu por meio da técnica Simil-EXIT, quando o procedimento intraparto extra útero foi utilizado pela primeira vez na instituição.

“A cirurgia foi feita na hora do parto, com o bebê ainda no cordão umbilical. Tive alta em três dias, mas meu filho ficou internado por uma semana na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) e depois mais três dias na UCI (Unidade de Cuidados Intermediários), ele recebeu alta e agora venho fazendo seu acompanhamento com o cirurgião para ver se está tudo bem mesmo”, disse Antônia.

Durante o pré-natal, a paciente soube que seu bebê tinha uma anomalia congênita denominada gastrosquise, uma patologia grave em que a criança possui uma falha na parede abdominal deixando as vísceras exteriorizadas, o que aumenta o risco de morte no nascimento quando não existe o diagnóstico no pré-natal.

O chefe do serviço de cirurgia pediátrica da Santa Casa, Eduardo Amoras, explicou que existe uma lista com mais de 30 complicações relacionadas à gastrosquise e que, nos três casos tratados pela Santa Casa, se conseguiu uma recuperação muito rápida das crianças, uma vez que no procedimento Simil-EXIT, o índice de mortalidade ainda é alto.

De acordo com o Amoras, esse é o terceiro caso do Hospital. Os dois primeiros bebês seguem em bom estado de saúde. O médico afirmou que este tipo de investimento deve ser feito tanto na instituição quanto em outros serviços de retaguarda de cirurgia de neonatologia pediátrica.

“O sucesso das cirurgias é mérito de toda a equipe multiprofissional, que passou a se reunir para fazer protocolos e estabelecer fluxos (que inclusive poderão ser melhorados), que envolve também o nosso ambulatório de medicina fetal coordenado pelo médico ginecologista Fernando Bastos. Para conseguirmos cuidar desses casos da forma adequada utilizamos os diagnósticos feitos nesse ambulatório”, diz Amoras.

Esses são os primeiros casos do procedimento em hospital público no Norte do Brasil, o que requer uma expertise de toda a equipe multiprofissional e o envolvimento da família junto ao biopsicossocial, para que sejam todos os pontos analisados previamente, uma vez que são crianças que serão acompanhadas por profissionais de saúde por um longo período de tempo.

Neste mês de setembro, a equipe médica da Santa Casa realizou a terceira cirurgia utilizando a técnica Simil-EXIT. Desta vez, a mãe foi Kelly Pereira Gonçalves, 21 anos. Ela iniciou seu pré-natal próximo à sua casa, na Unidade de Saúde da Providência, em Belém, e já na primeira ultrassonografia obstétrica foi identificada uma suspeita de gastrosquise. Imediatamente, ela foi encaminhada à Santa Casa, onde o diagnóstico foi confirmado, dando início ao acompanhamento multiprofissional.

“Estou feliz porque deu tudo certo, foi bem mais rápido do que eu esperava, e agora só estou aguardando a minha recuperação e a da minha filha. A minha é só o pós-operatório, mas a minha bebê ainda vai ficar um tempo na UTI e depois ela vai à amamentação direta na UCI onde irá aprender a mamar sozinha”, diz Kelly.

Técnica Simil-EXIT – Essa técnica foi idealizada pelo professor e cirurgião argentino Javier Svetliza, em que se aborda uma criança ainda ligada ao cordão umbilical e a placenta dentro do útero materno, quando a mãe é submetida a uma anestesia raquimedular associada a uma sedação que passa pela placenta e vai até o bebê.

Por isso, quando a criança nasce, ela não chora, logo, não deglute ar e não enche o intestino. O momento é o ideal para colocar todo o intestino para dentro em um ambiente estéril com menor risco de perfuração e infecção, o que dá uma possibilidade de alta e sobrevida melhor. Esse procedimento é tecnicamente novo (cerca de 10 anos), ainda com poucos casos dentro e fora do Brasil.

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