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PARÁ

Deputados repudiam, por unanimidade, comemoração do Golpe Militar de 64 no Pará

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 Os deputados paraenses  aprovaram, durante a Sessão Ordinária da quarta-feira passada (27), por unanimidade,  repúdio à recomendação do presidente Jair Bolsonaro para que as unidades militares do país realizem atividades comemorativas ao dia 31 de março de 1964. O requerimento foi aprovado através de um acordo entre os líderes partidários, depois de ter encerrado o  tempo de votação da matéria.

A data marca na História do Brasil o golpe que retirou do Poder Executivo o presidente João Goulart e deu início à ditadura militar, encerrada em 1985. Encerramento marcado pela posse de José Sarney na presidência da República, após o falecimento de Tancredo Neves, eleito no Colégio Eleitoral, derrotando o candidato Paulo Maluf.

“Apresentei este requerimento tendo em vista minha indignação com a determinação em comemorar a ditadura militar”, disse o deputado Miro Sanova. Para ele, o período militar foi marcado pela exceção, que causou grande instabilidade social e política, contando com diversas violações, violências, mortes e privações de liberdade.

Para o deputado do PDT, a comemoração é de extremo mau gosto e não deve acontecer. “Considero que ditadura não tem que ser comemorada, tem que ser passada a limpo para nunca mais voltar, porque foi um período escuro e nebuloso da nação”, disse. Ao final, ele pediu que o presidente reconsidere sua decisão, e informou também que este entendimento também é do Ministério Público Federal, da Defensoria e até compartilhada por alas dos militares.

Em aparte, os deputados também manifestaram concordância com o requerimento do deputado Sanova. “Esse posicionamento do presidente Bolsonaro é uma desonra para o Brasil e para os brasileiros”, falou a deputada Marinor Brito (PSOL). Para ela, pelo contrário, teríamos que ter memorial contra a ditadura, assim como se tem na Alemanha, contra o Holocausto. “Teríamos que ter disciplinas nas escolas, demonstrando o prejuízo que esse período histórico causou para o Brasil e para o povo brasileiro, isso sim”, reforçou Marinor.

Já o deputado Junior Hage, também do PDT, concordando com o teor do requerimento, disse que não se pode comemorar nenhuma ditadura. “Não funciona em lugar nenhum, seja de direita ou de esquerda”, falou.

Carlos Boução/ ASSESSORIA DE IMPRENSA E DIVULGAÇÃO
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