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Desemprego aumenta nas áreas varejista e atacadista na Região Norte

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 Balanço do Dieese mostra perdas de postos de trabalho (desemprego) no Pará e demais estados do Norte. Entre janeiro e julho deste ano, no Pará, são quase 2.500 trabalhadores demitidos.

 Josué Silva de Araújo/Redação

Quase 2.500 postos de trabalho formal (com carteira assinada) no segmento comércio foram extintos no Pará entre janeiro e julho deste ano, segundo balanço feito pelo Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – Escritório Regional no Pará.
Em julho houve saldo negativo de empregos, se comparadas as admissões e demissões. O balanço mostra que neste mês – julho passado – 5.399 pessoas foram contratadas formalmente. Mas 5.766 foram desligadas (dispensadas).
Saldo negativo de 367 postos.
“No mesmo período de 2017”, segundo informações do economista Roberto Sena, supervisor técnico do departamento, “o comércio paraense também teve queda de empregos. Foi uma redução menor (em relação a este ano)”. 5.442 foram contratados – e 5.617, demitidos (2017). Saldo negativo de 175 empregos.
Análises feitas por subsetores, em julho último, teve, no comércio varejista no Pará, 4.170 admissões. Demitidos: 4.764.
Saldo: – 594.
Variação: – 0,36%.
O comércio atacadista apresentou esta realidade: 1.229 admissões e 1.002 demitidos. Saldo positivo de 227 postos de trabalho. Variação: 0,65%.
Uma informação otimista do balanço do Dieese é a de que o comércio, na maioria dos estados do Norte – a região tem 7 estados – houve um saldo positivo de empregos.
O Amapá, por exemplo, teve uma boa performance. Lá, 320 postos foram criados, em julho (área de comércio).
No Amazonas foram 257 postos. Em Rondônia, 79. E em Roraima, 58. O Pará perdeu 367 empregos. Tocantins perdeu 111.
Na Região Norte – diz a pesquisa – foram contratados (julho/2018) 14.835 trabalhadores (as).
Foram demitidos 14.607 trabalhadores (as). Portanto um saldo positivo de 228 empregos.
De janeiro a julho deste ano o saldo é negativo, no Pará. A queda de empregos foi de 1,35%.
Em todo o estado – no ramo “comércio” – 40.542 pessoas conseguiram emprego formal.
Mas 43.269 foram demitidas.
Confira os números da realidade emprego/desemprego, no Pará, entre janeiro e julho.
Comércio varejista: 33.114 admissões/ 35.679 demissões (saldo negativo).
Comércio atacadista: 7.428 admissões/7.590 demissões (saldo negativo).
Portanto, os números mostram 40.542 contratações (admissões) – e 43.269 demissões. Saldo também negativo (– 2.727 postos).
Saldo negativo, no Norte, teve Rondônia, o segundo (Pará foi o primeiro colocado). Rondônia teve perda de 1.495 empregos. Depois, o Amazonas, com 431. E o Amapá, com 360.
De agosto de 2017 a julho deste ano a pesquisa mostra aumento de empregabilidade, no Pará (quesito “comércio”), ainda que pouca. Apenas 0,15%.
Foram, nesse período, admitidos 73.013 pessoas (varejista e atacadista) – e dispensados 72.718, (em ambos os setores). O saldo: 295 trabalhadores empregados formalmente.
Em nível de Região Norte, o Amazonas foi quem teve melhor ranking: 2.722 postos criados. Depois o Tocantins, com 1.402. E o Acre, com 401.
Nos estados do Norte, entre agosto/2017 e julho/2018, os números são estes: 195.805 admissões (contratações). Demissões, 190.724. O saldo foi positivo, com 5.081 pessoas a mais empregadas, no ramo “comércio”.
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