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Desfile militar no Pará marca 196 anos de Independência 

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Instituído desde o Primeiro Império,  todos os anos as forças militares brasileiras  comemoram o  7 de Setembro, como o Dia da Independência do Brasil. Nessa data, em 1822, o príncipe regente D. Pedro I,  com o grito de “Independência ou Morte” – há quem afirme que ele nunca deu esse grito – desatou os laços do novo país com a Portugal. Neste 2018 não foi diferente, Os militares, coordenados pela Marinha de Guerra do Brasil,  realizam na manhã desta sexta-feira (7),  desfile oficial  em todas as cidades brasileiras para celebrar os 196 anos da Independência.

Em Belém, cerca de quatro mil militares realizaram participaram do o desfile oficial na avenida Presidente Vargas. Pela primeira vez o desfile foi comandado por uma mulher. A  Capitã de Mar e Guerra do Quadro da Saúde, Ana Beatriz de Alcântara desfilou à frente de 449 militares.

Pelo Exército Brasileiro, mil militares e 40 viaturas, divididos em 24 grupamentos participaram do desfilne que durou 2h30. Alunos do Colégio Militar de Belém, instituição de ensino que atende aos filhos de civis e militares, e os Cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras, escola responsável pela formação dos oficiais combatentes do Exército Brasileiro, trajando uniforme histórico, também participaram.

A Força Aérea Brasileira (FAB) desfilou com cerca de 700 militares,, pertencentes às Unidades Militares localizadas  na capital paraense. O destaque foi para o grupamento feminino, representando a presença feminina na FAB há mais de 35 anos.  Também merece  destaque a participação  dos alunos do ensino médio da Escola Tenente Rêgo Barros, que há mais de 75 anos é referência em educação pelos altos índices de aprovação em competições e exames estudantis de nível nacional.

Polícia Militar

A Polícia Militar do Pará participou do desfile com 575 integrantes. Foram 41 viaturas com 66 policiais em 18 linhas e 485 militares. Já o Corpo de Bombeiros Militar do Pará (CBM) participou com 271 bombeiros e pelotão motorizado com 48 viaturas operacionais da corporação. A Polícia Civil contou com 16 Policiais Civis embarcados em 4 (quatro) viaturas do Grupo de Pronto Emprego (GPE), que é o grupamento tático operacional da Polícia Civil.

Marabá

Em Marabá, sudeste do Pará, a abertura do desfile foi feita pela banda municipal, que executou o hino nacional brasileiro. Toda a estrutura foi montada na Velha Marabá, por onde alunos de 30 escolas municipais e estaduais, e integrantes de outras 12 instituições passaram trazendo reflexões sobre a conscientização ambiental, com base no tema escola protagonista e sustentável.

Também passaram pela avenida 11 instituições militares. Segundo a PM, cerca de 18 mil pessoas assistiram ao desfile. Em Parauapebas, também no sudeste do Pará, duas mil pessoas participaram do desfile que aconteceu no centro da cidade. A maioria dos participantes era de estudantes que apresentaram o tema: “Brasilidades, respeito as diferenças em nome da paz” Igualmenten participaram do ato cívico policiais militares, guardas municipais e o corpo de Bombeiros da cidade. Os moradores lotaram as calçadas para assistir o desfile que durou cerca de 3 horas.

Em Castanhal, nordeste do estado a rua Qauintino Bocaiuva, na área central do município uma estrutura foi montada para o desfile. Na rede municipal desfilaram cerca de 10 mil alunos, de 27 escolas da zona rural e urbana, estudantes de escolas estaduais e federais também participaram, cerca de 400 homens da Policia Militar, Tiro de Guerra, Exército e Corpo de Bombeiros e Guarda Civil fizeram a parada militar. Esse ano o tema do desfile foi: “Brasil possibilitar a integração étnica e o encontro de culturas”. Cerca de 20 mil pessoas acompanharam o desfile.

De acordo com a prefeitura, em Altamira o publico estimado foi de 7 a 10 mil pessoas, Participaram 47 escolas municipais e este ano o tema do desfile foi “Brasil, marcos e conquistas da nossa história”, Estudantes e servidores relembraram desde a época colonial, Outro momento do desfile foi a apresentação das trocas que desfilaram debaixo de chuva. Mais de 400 homens do batalhão de infantaria de Selva marcaharam na avenida principal da cidade.

odos os anos, milhares de pessoas se reúnem em avenidas na maioria dos municípios do Brasil para celebrar a Independência do País, comemorada em 7 de setembro com desfiles cívico-militares. Neste ano, será celebrado o 194º ano da independência do Brasil de Portugal, declarada em 1822.

Segundo o professor Jaime de Almeida, do Departamento de História da Universidade de Brasília (UnB), as paradas militares são uma tradição comum em sociedades com influência europeia, para enfatizar a ordem e a organização estatal.

“Antes da independência, já havia as datas da monarquia portuguesa – mesmo que não fosse uma rotina para cada ano, havia as comemorações relacionadas ao monarca. Nas monarquias do antigo regime eram mais comuns as festas de posse do soberano, de aniversário, datas dinásticas”, exemplifica o professor.

Desfile de 1947, na Avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro (Arquivo Nacional)

Desfile de 1947 no Rio de Janeiro – Arquivo Nacional

Histório do desfile

A Independência do Brasil é celebrada em todo dia 7 de setembro e acontece desde a época do Primeiro Império, que, a cada ano, rememorava a ocasião em que o país se tornou independente de Portugal no ano de 1822.

O processo de independência do Brasil teve como principais atores históricos, além do príncipe regente D. Pedro (que se tornou o imperadorD. Pedro I), alguns representantes da elite interessada na ruptura entre Brasil e Portugal. Entre esses representantes, encontrava-se aquele que também se tornou um dos maiores articuladores do Império, José Bonifácio de Andrada e Silva.

De certa forma, a possibilidade de um “Brasil independente” remonta à época da vinda da família real para o Brasil,  em 1808, acontecimento que inaugurou em nosso país o chamado Período Joanino. D. João VI veio com sua corte para o Brasil por ter se recusado a ser conivente com a política do BloqueioContinental, imposta  por Napoleão Bonaparte contra o Reino Unido. Como Portugal possuía importantes acordos econômicos com os ingleses, D. João VI achou por bem desobedecer às ordens do imperador francês e abandonar a Península Ibérica, sendo escoltado por navios ingleses até a costa brasileira.

Nessa época, o Brasil foi alçado à condição de ReinoUnido, junto a Portugal e Algarves, deixando assim a condição de ser colônia. Muitas das ações empreendidas por D. João VI no Brasil durante o período em que aqui esteve (1808-1821) colaboraram para que o país ganhasse uma relevância que ainda não possuía. Essa relevância tinha dimensões econômicas, políticas e culturais. Entretanto, nos anos que seguiram após o fim da Era Napoleônica (1799-1815), Portugal passou por intensas turbulências políticas. Essa situação exigiu a volta do rei D. João VI com sua corte em 1821.

 D. Pedro de Alcântara

O rei português deixou no Brasil como seu representante D. Pedro de Alcânatra, seu filho, que recebeu o título de prínciperegente. Durante o ano de 1821 e até os primeiros dias do mês de setembro de 1822, as turbulências políticas de Portugal fizeram-se refletir também no Brasil. As assembleias que ocorriam em Lisboa (que contavam também com representantes brasileiros) ganhavam pautas que defendiam o retorno de Portugal como o centro político do referido Reino Unido e, por consequência, a submissão do Brasil à sua posição.

Em 7 de setembro de 1947, o presidente norte-americano Harry Truman acompanhou o desfile com o presidente Eurico Gaspar Dutra, no Rio de Janeiro. No portal de acervo audiovisual do Arquivo Nacional, são disponibilizados vídeos de paradas cívico-militares de 7 de Setembro de diversos anos.

Segundo o Arquivo Histórico do Exército, as comemorações do Dia da Pátria começaram no século XIX. A data perdeu destaque no período de Regência (1831 a 1840) e voltou a recuperar a importância histórica com a declaração de maioridade de Dom Pedro II, em 1840.

O principal desfile ocorria no Rio de Janeiro, então capital do País. Depois, com a fundação de Brasília, passou pelo Eixo Rodoviário, pelo Setor Militar Urbano (SMU) até que, em 2003, foi para o local onde ocorre, atualmente, a Esplanada dos Ministérios.

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