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SAÚDE

Dia da Menopausa: 6 fatos surpreendentes sobre ela que você não sabia

Fonte/Foto: UOL

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“Nossa, sério que existe um Dia Internacional da Menopausa?” Você pode estar se perguntando. Mas o fato é que a gente passa uma vida toda sem saber quase nada sobre essa fase, não aprendemos na escola (mal aprendemos sobre gravidez!), e o máximo que sabemos muitas vezes foi vendo nossas mães e avós vivendo seus sintomas. Na hora que ela chega (e os sintomas podem vir anos antes da menopausa que é declarada somente após 12 meses sem menstruar), a gente se vê confusa, sem entender direito o que está acontecendo.

Fiz uma rápida enquete com mulheres no meu perfil no Instagram (me siga lá também @silviaruizmanga): 77% disseram que não se sentem bem informadas sobre a menopausa ou preparadas para lidar com ela.

É verdade que os sintomas podem variar muito de mulher para mulher, tanto em frequência quanto em intensidade, mas, em geral, quase todas vão experimentar pelo menos algum deles: calores, nevoeiro mental, problemas de memória, ganho de peso, palpitações, mudanças de humor, baixa da libido, secura vaginal, fadiga, insônia, dores de cabeça e nas articulações. Ufa!

Mas o que a gente tem que ter em mente é que não precisa ser tão terrível e difícil, existem soluções hoje em dia que podem ajudar, e muito. O primeiro passo é normalizarmos essa fase e nos empoderarmos com informação para lidar com ela. Todo o tabu que acompanha o fim da idade reprodutiva tem que parar de ser jogado para debaixo do tapete. Aqui vão algumas coisas que você tem que saber:

1) Sintomas podem durar até 7 anos ou mais

A gente só é considerada na menopausada depois de 12 meses consecutivos sem menstruar. Mas esse é um processo gradual que começa a acontecer de 3 a 4 anos antes, sem você se dar conta porque segue menstruando (um exame de sangue pode atestar se as taxas hormonais estão caindo). Esse período se chama perimenopausa, É possível ainda que a menstruação fique mais espaçada ou até que aconteçam sangramentos excessivos fora do normal. Nessa fase, se os sintomas aparecerem, já é possível começar a tratar. O mais comum é a terapia de reposição hormonal.

Depois da menopausa, os sintomas também podem seguir por mais algum tempo até finalmente o corpo se adaptar à falta dos hormônios femininos estrogênio e progesterona, e também à testosterona, hormônio masculino.

2) Calores não são uma exceção

Estudo realizado nos EUA mostra que até 80% das mulheres na perimenopausa e 65% na pós-menopausa passam por esse que é um sintoma clássico. A culpa é do estrogênio em baixa que faz com que o “termostato” do nosso corpo fique mais sensível a qualquer alteração na nossa temperatura. E acaba criando uma reação em cadeia dando mensagens erradas para essa temperatura se regular. O resultado pode ser muito incomodo principalmente na madrugada, atrapalhando o sono.

Além da reposição hormonal, é importante evitar gatilhos como stress, café e bebidas quentes, comidas apimentadas. Atividade física também ajuda o corpo a lidar melhor com esse e outros sintomas. Mexa-se!

3) Sua saúde mental também pode ser afetada

Os sintomas da menopausa podem ser perturbadores e, aliados à carga emocional que nós mulheres costumamos passar nessa idade, podem ter um grande impacto na nossa saúde mental. Não é frescura! É real. Temos demandas de filhos adolescentes ou crianças, pais idosos, casamentos antigos que podem entrar em crise entre outras. Não deixe de buscar ajuda se sentir que não está dando conta da demanda. Terapia pode ser importante nessa fase. E trocar experiências com amigas ou outras mulheres vivendo o mesmo que a gente também é um grande conforto. Alimentação equilibrada e exercícios também são essenciais não só para a parte física, mas também para a saúde mental. Procure fazer caminhadas ao ar livre. Exercícios de respiração e meditação também são grandes aliados.

4) Não, sua vida sexual não acabou!

Sim, a queda do estrogênio faz nossa pele como um todo e as mucosas ficarem mais secas. E a vagina, além de menos lubrificada, fica menos “elástica”, o que pode causar grande desconforto na hora do sexo. Mas há soluções. A terapia de reposição hormonal é uma delas, mas há também lubrificantes locais com e sem hormônio que podem ser prescritos por um médico. Uma terapia recente, que vem sendo usada por ginecologistas e até dermatologistas e traz resultados positivos. É a chamada laser terapia íntima. Então, nada de deixar a menopausa te derrubar, procure ajuda de um especialista. A falta de libido também tem solução, ela depende mais de outros fatores que vão além da questão hormonal.

5) Cuidado, você ainda pode engravidar!

Uma amiga próxima, depois de passar meses com a menstruação irregular na perimenopausa, achou que jamais engravidaria aos 48 anos. Quase caiu da cadeira ao procurar um médico com enjoos achando que era gastrite. Era gravidez. Essa é uma situação mais comum do que se imagina, por isso é preciso seguir usando métodos contraceptivos nessa fase. A ovulação, ainda que irregular, pode seguir acontecendo.

6) Menopausa afeta muito mais do que nossa capacidade reprodutiva

O estrogênio é um hormônio que tem impacto grande em vários processos do corpo. Ele afeta desde a produção e distribuição de gordura até a tireoide, os níveis de energia, o sono, o humor. Por isso é tão comum as mulheres ganharem centímetros a mais na cintura e acumular gordura na barriga. A culpa é da falta de estrogênio, em boa parte. O estrogênio também é um protetor cardíaco e sua falta deixa nossas artérias menos flexíveis. Ele também protege nossos ossos e articulações.

Por isso a gente não tem mais a opção de “deixar a vida nos levar” ao chegar perto da menopausa. Para a gente se prevenir desses riscos, o cuidado com o estilo de vida precisa ser redobrado. É simples, mas obviamente exige disciplina: comer muitos vegetais e frutas, reduzir açúcar e farinhas para o mínimo possível, fazer a gestão do estresse, atividade física regular, cuidar da higiene do sono. E Feliz Dia da Menopausa! Que ela seja breve. E leve.

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