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Medicina & Saúde

Curralinho, em pânico, pede ajuda à Sespa para combater novo surto de Doenças de Chagas

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A secretaria municipal de Saúde de Curralinho, no arquipélago do Marajó, confirmou neste sábado (3) que nove pessoas de uma mesma família foram contaminadas com a doença de Chagas, provavelmente ao ingerir açaí contaminado pelas fezes do inseto conhecido como barbeiro. Essa família  vive às margens do rio Assurana, a uma hora de barco d cidade, e se sustenta da pesca e o extrativismo vegetal, como a totalidade das comunidades municipais,   O  pai,  Odileno Pinheiro, também está contaminado,  sem condições de trabalhar e seus dependentes estão passando necessidades. Curralinho é detentor de um dos mais baixos IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) do Brasil;

O que é a Doença de Chagas?

A doença de Chagas é uma inflamação causada por um parasita encontrado em fezes de insetos como o barbeiro (Trypanosoma cruzi). É bastante comum em países da América do Sul, América Central e no México. Alguns casos da doença já foram identificados nos Estados Unidos também.

A Doença de Chagas é transmitida pelo Trypanosoma cruzi, um parasita da mesma família do tripanosoma africano, responsável pela doença do sono. O parasita pode ser encontrado nas fezes de alguns insetos, principalmente um conhecido como barbeiro, e é um dos maiores problemas de saúde na América do Sul, América Central e também do México. Devido à imigração, a doença também afeta pessoas em outros continentes atualmente.

A Doença de Chagas também é conhecida como tripanossomíase americana e chaguismo. Recebeu esse nome graças ao seu descobridor, o médico brasileiro Carlos Chagas – indicado quatro vezes ao Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia.

Os principais sintomas da doença são: febre, mal estar, inchaço no olho, vermelhidão, muita dor de cabeça, náusea, vômito, surgimento de nódulos, aumento do tamanho do fígado e baço, entre outros.

Exames positivos

 A mãe das crianças, Elisângela Bararuá, teve que deixar de amamentar o bebê de dois meses por causa da medicação forte, após ser levada para o hospital municipal de Curralinho, juntamente com o marido e  os filhos, todos com sintomas da doença.

Segundo o secretário de Saúde de Curralinho, Haroldo Costa, a família fez exames, a maioria deu positivo, mas deu negativo para o pai Odileno Pinheiro, apesar dele está com todos os sintomas da doença de Chagas. Eles foram medicados, mas preferiram retornar para casa e voltar ao hospital na próxima segunda-feira ( 5).

O secretário assegura que já fez um pedido à Secretaria Estadual de Saúde para ajudar no controle da doença, que está se alastrando pelo município.

Em agosto deste ano, outros surtos de doença de Chagas foram detectados pela Sespa no Pará. No município de Acará, região do Baixo Tocantins, duas famílias interiras foram contaminadas, após consumir açaí com fezes do barbeiro, segundo constatou o Instituto Evandro Chagas. 

Campanha

Uma equipe escolar faz campanha  em Curralinho para ajudar a família contaminada com Doença de Chagas , Foi graças a essa iniciativa que foram detectados  os sintomas nas crianças pelas  professoras da Escola Municipal Professor Francisco Carlos Martins, que fica próxima uns dez minutos de barco da localidade, onde a família do pescador vive.

Professora do 6º ao 9º ano na escola, Regiane Barreto  percebeu que três deles apresentavam sintomas, como dor de cabeça, febre, vermelhidão, muito mal estar e informou à diretora Luciene Azevedo. Então, a equipe da escola constatou que os seis irmãos estavam apresentando os mesmos sintomas. São crianças de 15, 13, 11, 9, 7, 5,  e 3 anos, além dos pais.

A equipe escolar foi até à casa dos alunos e confirmou que além das crianças, os pais também estão sofrendo com as mesmas mazelas e acionou os agentes de saúde do município. Toda família foi levada para o hospital, onde fizeram exames e foram atendidos no setor de epidemiologia.

A diretora e toda comunidade escolar decidiu fazer uma campanha solidária no município para ajudar a família. Eles explicam que a família é muito carente, vive em condições precárias e precisa de solidariedade. “Percebemos que os pais não têm muito entendimento sobre o grau da doença. Isso nos preocupa muito, principalmente a situação do bebê de apenas dois meses, que nem mamar pode mais porque a medicação para combater a doença é muito forte e pode afetar a saúde do bebê”, explica a diretora.

Por isso, a comunidade escolar resolveu ajudar a arrecadar alimentos, leite para o bebê e as outras crianças, roupas e sapatos, material de higiene pessoal. “Essas crianças já apresentaram outras vezes, casos de malária. Alguns deles, já tiveram a doença mais de uma vez. Eles precisam muito ser ajudados”, informou a diretora da escola Francisco Carlos Martins.

Brasil tem três milhões de infectados

No Brasil, cerca de três milhões de pessoas estão infectadas com a Doença de Chagas. A boa notícia é que esse número corresponde somente a pessoas que foram infectadas no passado e que continuam com o tratamento da doença. Em 2006, o Brasil recebeu o certificado internacional de interrupção da transmissão da doença. Isso se deu graças a ações sistematizadas e bem-sucedidas de controle químico instituídas a partir de 1975, época em que a área endêmica da Doença de Chagas cobria 18 estados nacionais e mais de 2.200 municípios. Hoje, a transmissão da doença não se dá mais por meio do contato direto do parasita, mas principalmente pelo contato indireto – por meio da ingestão de alimentos contaminados com fezes do parasita ou com o inseto que contenha este parasita, por exemplo.

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Nova espécie de inseto amazônico pode espalhar leishmaniose

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Thiago Vasconcelos, um dos descobridores do inseto(foto: Kelvin Souza/IEC)
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Descoberto no Pará por pesquisadores do Instituto Evandro Chagas, o inseto pertence ao mesmo grupo de mosquitos e borrachudos capazes de transmitir o parasita causador da doença, que pode ser fatal. Em 2016, 12 mil pessoas foram infectadas

 Pesquisadores do Instituto Evandro Chagas (IEC) descobriram um novo inseto que pode transmitir a leishmaniose. A espécie foi identificada em uma área florestal próxima a um campo de mineração em Itaituba, distante 1.300 quilômetros de Belém, no Pará. Ao todo, os cientistas capturaram cinco exemplares de machos da espécie. Ela pertence ao gênero flebotomíneo, mesmo grupo das moscas, mosquitos e borrachudos que, em grande parte, transmitem o parasita causador da doença.

O inseto é cinco a seis vezes menor que um mosquito, e só é possível vê-lo com lupa ou microscópio. Diferente do Aedes aegypti, por exemplo, ele não precisa da água para se reproduzir. Vive em ambiente terrestre, comumente no solo de tocas de animais como tatus. Os pesquisadores conseguiram capturá-lo com o uso de armadilhas. Não foi coletado nenhum exemplar fora da região amazônica.

Nova espécie pode explicar o aumento dos casos da enfermidade no país(foto: Kelvin Souza/IEC)Nova espécie pode explicar o aumento dos casos da enfermidade no país(foto: Kelvin Souza/IEC)

A partir do achado — batizado Trichophoromyia iorlandobaratai —, os cientistas terão outros dois ciclos de trabalho: encontrar a fêmea do inseto e comprovar se a espécie é transmissora da leishmaniose. “Para ela ser considerada vetora, precisa ter a preferência alimentar, ter atratividade à espécie humana e ter a presença do sangue humano no intestino”, explica Thiago Vasconcelos dos Santos, um dos autores do estudo.

A preocupação dos especialistas é que o inseto possa disseminar a leishmaniose, doença infecciosa que afetou 12 mil pessoas no país em 2016 — dado mais recente do Ministério da Saúde. “Pela proximidade com outras espécies, a leishmaniose é o maior risco. Isso pode explicar inclusive o aumento dos casos da enfermidade. Existe a possibilidade de transmissão de arbovírus, ou seja, síndromes febris”, completa Thiago.

Essa seria a 23ª espécie de flebotomíneo que transmite a leishmaniose. “Acrescentar conhecimento dos vetores da doença sempre é importante. Agora, o essencial é relacionar o comportamento do inseto com a doença. Isso ainda precisa ser estudado. Alguns transmitem com maior eficiência, outros, não. Isso depende do inseto, do animal que ele vai picar e da preferência de se alimentar de sangue humano”, comenta Gustavo Adolfo Sierra Romero, diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB).

Existem dois tipos de leishmaniose: a visceral e a tegumentar. A transmissão do parasita Leishmania ocorre apenas por meio da picada do mosquito fêmea infectado. Na maioria dos casos, o período de incubação é de dois a quatro meses, mas pode variar de 10 dias a 24 meses. Os principais sintomas são febre de longa duração, fraqueza, aumento do baço e do fígado, comprometimento da medula óssea, problemas respiratórios e sangramentos na boca e nos intestinos. Se não tratada, a doença pode causar a morte.

Em qualquer lugar do Brasil, podem se encontrar flebotomíneos. “Nas américas, existem mais de 500 espécies, mas apenas 10% estão associadas à leishmaniose”, acrescenta Thiago, que não descarta a possibilidade de o inseto se adaptar a áreas urbanas. Uma das possibilidades é na região metropolitana de Belém. O IEC já identificou 80 espécies diferentes de flebotomíneos na Amazônia.

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Número de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti cai no Pará

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O Pará registrou uma redução de 71% nos casos de dengue, 28% de febre chikungunya e 87% de zika, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o mais recente Informe Epidemiológico de 2018 sobre os casos registrados de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

Até o momento, em 2018, foram contabilizados 1.445 casos de dengue, 4.969 de febre chikungunya e 41 confirmados de zika. Para as três doenças, não houve registro de mortes este ano. Por outro lado, no mesmo período de 2017 foram registrados 4.954 casos de dengue, 6.917 casos de chikungunya – incluindo sete óbitos – e 332 de zika.

As maiores ocorrências de dengue em 2018 estão nos municípios de Parauapebas (169 casos), Marapanim (165), Mãe do Rio (134), Belém (89), Novo Repartimento (89), Conceição do Araguaia (80), Redenção (68), Novo Progresso (60), Pacajá (52) e Pau D’Arco (43).

Os municípios com maior número de casos de chikungunya em 2018 são Belém (2.733), Marituba (1.050) Ananindeua (471), Tailândia (94), Marapanim (86), Castanhal (85), Paragominas (73), Parauapebas (68), Benevides (40) e Barcarena.

Os casos de zika foram confirmados nos seguintes municípios: Afuá (19), Belém e Conceição do Araguaia, com cinco cada; Benevides, Monte Alegre e Vigia, com dois cada, e Altamira, Jacundá, Marituba e Rio Maria, com um registrado cada.

Campanha – A Sespa informa que é sensível à campanha do Ministério da Saúde lançada nesta terça-feira, 13, mas ressalta que a mobilização leva em conta Estados, como Rio de Janeiro e São Paulo, quando o verão se intensifica entre os meses de novembro e março. No Pará ocorre o inverso: a campanha de intensificação contra o mosquito ocorre no auge do inverno, devido ao aumento das chuvas em janeiro, passando pelo período carnavalesco e se estendendo até início de junho, quando se instala o verão na Amazônia.

Ocorre que a campanha do Ministério não interfere de forma alguma nas orientações permanentes que a Sespa fornece aos municípios: de que as secretarias municipais de Saúde informem, no período de 24 horas, a ocorrência de casos graves e mortes que podem ter sido causadas pelas doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

Para confirmar a causa da morte é necessária a investigação epidemiológica, com aplicação do Protocolo de Investigação de Óbito do Ministério da Saúde, que prevê exames específicos em laboratórios credenciados, como o Laboratório Central (Lacen) e o Instituto Evandro Chagas (IEC), preconizados pelo Programa Nacional de Controle da Dengue. O procedimento garante o correto encerramento de casos graves e óbitos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

Monitoramento – As ações de combate às três doenças competem aos municípios, que devem cumprir metas. Entre os procedimentos essenciais feitos pelas Secretarias Municipais de Saúde, estão as vistorias domiciliares por agentes de controle de endemias.

Paralelamente, a Sespa faz o monitoramento nos 144 municípios, que receberam o incentivo do Ministério da Saúde para vigilância, prevenção e controle da dengue, e orienta as prefeituras sobre o uso correto de inseticidas (larvicidas e adulticidas).

A Secretaria de Saúde Pública também promove visitas técnicas aos municípios para assessoramento das ações do programa de combate à dengue, além de apoiar a capacitação para o atendimento de casos de febre chikungunya e zika.

Quando há necessidade, a Sespa faz o controle vetorial, como bloqueio de transmissão viral nas localidades, e articula ações com órgãos municipais de saneamento e limpeza urbana, tendo em vista a melhoria da coleta e destinação adequada de resíduos sólidos. Também são realizadas ações educativas e de mobilização, para incentivar a participação da população no controle da dengue.

Sintomas – Os vírus da dengue, chikungunya e zika são transmitidos pelo mesmo vetor, o Aedes aegypti, e provocam sintomas parecidos, como febre e dores musculares. Mas as doenças têm gravidades diferentes. A dengue é a mais perigosa, devido aos quatro sorotipos diferentes do vírus, causando febre repentina, dores musculares, falta de ar e indisposição. A forma mais grave da doença é caracterizada por hemorragias e pode levar à morte.

A chikungunya caracteriza-se principalmente pelas intensas dores nas articulações. Os sintomas duram entre 10 e 15 dias, mas as dores podem permanecer por meses, e até anos. Complicações sérias e morte são muito raras. Já a zika apresenta sintomas que se manifestam, no máximo, por sete dias.

A população também deve continuar combatendo possíveis criadouros do mosquito. Se houver dificuldade, as pessoas devem acionar os programas municipais de controle da dengue mantidos pelas prefeituras. As equipes de profissionais capacitados visitam as casas para inspecionar possíveis criadouros do mosquito, com o objetivo de eliminar os focos e orientar os moradores sobre prevenção e controle do Aedes aegypti.

Por Mozart Lira/ Agência Pará

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Hemopa reforça apoio das parcerias para suprir baixo estoque de sangue

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Campanhas externas fazem parte da política de descentralização da coleta de sangue da Fundação Hemopa
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Para tentar reverter o baixo estoque de sangue, a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) tem investido em parcerias e campanhas externas de coleta de sangue. Nesta semana, haverá ação em dois locais diferentes: na sede da Polícia Civil e também em frente ao Hospital Ophir Loyola.

Nesta terça-feira, 13, a campanha ocorre na sede da Polícia Civil, na avenida Magalhães Barata, de 8h as 16h. Nas dependências da unidade, será montada toda a estrutura para coleta de sangue, com recepção de doadores, triagem, sala de coleta e cantina. Já na quarta-feira, 14, a campanha será com a Unidade Móvel, em frente ao Hospital Ophir Loyola, também de 8h as 16h.

Segundo a gerente de Captação de Doadores, Juciara Farias, as campanhas externas fazem parte da política de descentralização da coleta de sangue da Fundação Hemopa. “Nossa ideia é realmente facilitar o acesso do voluntariado a doação de sangue. Nosso estoque de sangue está constantemente baixo e, essas campanhas externas, fazem toda a diferença”, ressalta.

Várias campanhas, internas e externas, foram agendadas para este mês. Dia 6, foi realizada ação no Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Dia 8, com alunos da Faculdade Pan Amazônica (Fapan), unidade Mundurucus. Dia 9, em parceria com o Programa Saúde Família (PSF) da Radional II.

O cronograma segue com campanha no dia 17, no colégio Pequeno Príncipe Avante, na avenida Augusto Montenegro, de 8h as 16h. Dia 20, ação volta à Fapan, mas na unidade da Vileta, de 8h as 17h. No dia 22, é a vez do Hospital Maradei, de 8h as 17h. Dia 25, haverá ação com a Unidade Móvel, na Praça da República, de 8h as 19h. E de 26 a 30, na Estação Cidadania Icoaraci, de 8h as 13h.

Juciara Farias ressalta que o hemocentro está aberto às novas parcerias para incrementar o número de comparecimento de doadores para reforçar o estoque técnico de sangue e, assim, atender integralmente a demanda transfusional da rede hospitalar, atualmente com 200 hospitais.

Para ser um candidato a doação de sangue, é necessário ter entre 16 e 69 anos (menores devem estar acompanhados do responsável legal), ter mais de 50 kg, estar bem de saúde e portar documento de identificação oficial, original e com foto. Homens podem doar com intervalo de dois meses e mulheres, a cada três meses.

Serviço– Nos pontos fixos, as doações de sangue podem ser feitas na sede do Hemopa (Padre Eutíquio, 2109) quanto na Estação de Coleta Castanheira (acesso ao Pórtico Metrópole), de segunda a sexta-feira, de 7h30 as 18h, e aos sábados, de 7h30 as 17h. Na Estação de Coleta Pátio Belém (primeiro piso do Shopping Pátio Belém), de segunda a sexta-feira, de 10h as 17h. E sempre na última semana do mês, dentro da Estação Cidadania Icoaraci (Lopo de Castro, 78), de 8h as 13h. Mais informações: 0800 280 8118.

Por Jaqueline Menezes/ Agência Pará

 

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