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ECONOMIA

Dólar cai e fecha abaixo de R$ 4,34 após atuação do BC

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil* - Brasília

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A atuação do Banco Central (BC), que atuou no mercado futuro de câmbio, impediu que o dólar registrasse mais um recorde. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (13) vendido a R$ 4,336, com queda de R$ 0,015 (-0,35%).

No início da sessão, o dólar continuou em trajetória de alta, refletindo o fim da sessão de ontem. Na máxima do dia, por volta das 10h, a cotação encostou em R$ 4,38. O câmbio só reverteu o movimento depois de o BC anunciar um leilão de US$ 1 bilhão em contratos de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro.

O dólar passou o resto do dia oscilando entre R$ 4,33 e R$ 4,34. A divisa acumula alta de 8,04% em 2020. No fim da tarde, o BC anunciou que fará mais um leilão de US$ 1 bilhão em contratos de swap amanhã (14) pela manhã.

No mercado de ações, o dia foi marcado pela realização de lucros. Depois de dois dias seguidos de alta, o índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), fechou esta quinta com queda de 0,87%, aos 115.662 pontos.

Ontem, o dólar ultrapassou R$ 4,35 e fechou no maior valor nominal desde a criação do real. Nos últimos dias, uma série de fatores domésticos e internacionais tem provocado turbulência no mercado financeiro.

Entre os fatores domésticos que têm pressionado o dólar está a decisão recente do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa Selic – juros básicos – para 4,25% ao ano, o menor nível da história. Juros mais baixos desestimulam a entrada de capitais estrangeiros no Brasil, também puxando a cotação para cima.

Na China, o receio de que o surto de coronavírus traga impactos para a segunda maior economia do planeta voltou a trazer instabilidade no mercado internacional. A mudança de metodologia de identificação do vírus pelas autoridades chinesas fez o número de casos disparar. 

Os contratos futuros das principais bolsas de valores do mundo passaram a registrar queda após a notícia, que indica a possibilidade de o surto ser maior que o inicialmente divulgado.

ECONOMIA

Mulheres são responsáveis pela renda familiar em quase metade das casas

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foto: Andre Phelipe/Esp. CB/D.A Press)

Levantamento feito pela consultoria IDados com base em números do IBGE revela que a soma de mulheres responsáveis financeiramente pela renda familiar é crescente a cada ano e chega a 34,4 milhões atualmente

Na casa da servidora e Anna Paula (nome fictício) não faz muita diferença quem paga as contas. Há oito anos, ela e o marido dividem as obrigações mensais de acordo com as possibilidades de cada um, já que, ao contrário dela, que é servidora pública e tem um salário fixo, ele é autônomo e nunca sabe quanto vai receber no fim do mês. Mas, nos últimos  quatro meses, definitivamente é ela quem cuida da maior parte dos custos da casa e da filha de sete anos, pois o cônjuge se acidentou e precisou entrar de licença médica.

E Anna Paula não é a única que assumiu o “comando” de casa recentemente. Levantamento da consultoria IDados, realizado com base nos números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que o número de mulheres que são responsáveis financeiramente pelos domicílios vem crescendo a cada ano e já chega a 34,4 milhões. Isso significa que quase a metade das casas brasileiras são chefiadas por mulheres — situação bem diferente da que era vista alguns anos atrás.
Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o percentual de domicílios brasileiros comandados por mulheres saltou de 25%, em 1995, para 45% em 2018, devido, principalmente, ao crescimento da participação feminina no mercado de trabalho. “As mulheres ocupam um espaço cada vez maior do mercado de trabalho e vêm alcançando maiores remunerações, apesar de a desigualdade salarial entre gêneros ainda persistir. Por isso, contribuem cada vez mais com a renda das famílias”, explica a pesquisadora do Ipea, Luana Simões.Continua depois da publicidade

Crise econômica

Esse movimento, porém, se acentuou nos últimos anos, depois da crise econômica. Só entre 2014 e 2019, quase 10 milhões de mulheres assumiram o posto de gestora da casa, enquanto 2,8 milhões de homens perderam essa posição no mesmo período. “A participação feminina entre os chefes de domicílio evolui desde 2012, ao passo que a masculina cai. Mas cresceu especialmente durante a crise, porque, na recessão, os homens sofreram mais com a perda de emprego e com a redução salarial, fazendo com que mais mulheres se tornassem as responsáveis por prover a renda de casa”, explica a pesquisadora da consultoria IDados, Ana Tereza Pires.

Com isso, também houve uma mudança significativa no perfil das mulheres que são chefes de família. Luana lembra que, alguns anos atrás, a maior parte das mulheres que era chefe de domicílio estava nessa posição basicamente porque haviam se separado do marido e, por isso, foram forçadas a assumir o comando da casa. Hoje, quase metade dessas mulheres é chefe de família mesmo vivendo com o companheiro, como acontece com Anna Paula.

Segundo o Ipea, 43% das mulheres que são chefes de domicílio hoje no Brasil vivem em casal — sendo que 30% têm filhos e 13% não. Já o restante das 34,4 milhões das responsáveis pelo lar se dividem entre mulheres solteiras com filho (32%), mulheres que vivem sozinhas (18%) e mulheres que dividem a casa com amigos ou parentes (7%). “Elas não estão mais ali porque foram abandonadas. É um movimento que faz parte do processo de empoderamento feminino e deixa as mulheres cada vez menos vulneráveis socialmente”, frisa Ana Tereza.

Até quem assumiu a posição de chefe do lar depois da separação concorda que o papel de “coitadinha”, que cabia às mulheres que precisavam se virar por conta própria depois de desfazer a união conjugal, ficou para trás há um bom tempo. A auxiliar de limpeza Maria Lúcia da Silva, de 37 anos, é um exemplo disso. Para ela, que está no comando da casa há dois anos, desde que se separou do marido que não a deixava trabalhar, o crescimento das mulheres no comando do lar também reflete a posição de independência que elas querem, cada vez mais, assumir na sociedade.

“Ter essa liberdade, de poder fazer e comprar o que quiser, sem pedir para o esposo, é gratificante”, afirmou. “As coisas mudaram. Hoje em dia, a mulher tem que ser dona de si e ter as mesmas oportunidades que eles possuem”, concorda a microempresária Antônia Barbosa, de 53 anos, que mantém a casa, os dois filhos e o neto desde que se divorciou, há 12 anos. “Administrar um lar me ensinou a viver, colocou um objetivo na minha vida, me tornou mais forte. Antigamente, as pessoas faziam coisas por mim. Agora, eu corro atrás daquilo que eu quero”, acrescenta Antônia, que educa o neto com o pensamento de que homens e mulheres são iguais.Continua depois da publicidade

A professora Ruth Pena, de 40 anos, tenta transmitir o mesmo ensinamento ao filho, Leandro, que hoje, aos 20 anos, não vê problema na situação em que a mulher é a chefe do lar seguir crescendo no Brasil. “Minha mãe é o maior exemplo que eu podia ter de força e empenho. Mulher guerreira, esforçada, ela nunca deixou faltar nada para mim ou para minha irmã”, conta Leandro.

Dupla jornada

Porém, nem tudo são flores. É que, além de enfrentarem uma dupla jornada cada vez maior para pagar as contas e cumprir os afazeres de casa, boa parte dessas mulheres ainda está nas classes mais baixas da população e ganha menos que os homens. Por isso, boa parte delas tem uma renda mensal inferior à de outras famílias. “Essas mulheres estão em todas as classes sociais, mas a maior parte é de negras que estão nas faixas de renda mais baixas”, admite Luana, do Ipea.

Mesmo com esses desafios, contudo, as especialistas apostam que o número de mulheres chefes de domicílio vai continuar crescendo no Brasil. Afinal, ela estão mais empoderadas e, por isso, cada vez mais dispostas a assumir as despesas de casa e a formar novos arranjos familiares — muitas têm até adiado ou desistido da maternidade para, entre outras coisas, focar na carreira profissional.

E, se depender de qualificação, elas têm tudo para ocupar cada vez mais espaços no mercado de trabalho — o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) explica que, hoje, as mulheres têm, em média, oito anos de estudo no Brasil, enquanto os homens ficam nos 7,7 anos. “Resta saber como o mercado de trabalho atual, que está se recuperando da crise, apresenta salários cada vez menores e um número crescente de trabalhadores informais, vai lidar com essa situação”, pondera Luana. 

*Estagiário sob a supervisão de Odail Figueiredo

10 milhões
de mulheres assumiram a chefia da família, entre 2014 e 2019, enquanto 2,8 milhões de homens perderam essa posição no mesmo período.

Desemprego elevado

Apesar de a taxa de desocupação ter registrado uma redução de 0,8 ponto percentual no quarto trimestre de 2019 em relação ao intervalo entre julho e setembro do ano passado, para 11%. Essa taxa de desembprego é mais alta entre as mulheres, de 13,1%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já o desmprego entre os homens ficou em 9,2% nos últimos três meses de 2019.

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ECONOMIA

Carrefour adquire 30 lojas da rede Makro

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Fonte Folha de S. Paulo

Compra faz parte de estratégia para acelerar expansão do Atacadão

O Grupo Carrefour Brasil anunciou a aquisição de até 30 lojas da rede atacadista Makro pelo valor de R$ 1,95 bilhão. A compra faz parte de estratégia para acelerar a expansão do Atacadão, que hoje possui 187 lojas. 

Serão sete novas lojas no Rio de Janeiro e mais oito na região Nordeste, que terão suas bandeiras convertidas num período de 12 meses após o fechamento da transação. Dos 30 pontos comerciais, 14 possuem postos de gasolina, 22 são propriedade integral e oito são alugados.

Logo da marca Carrefour – Regis Duvignau – 20.mar.2019/Reuters

As lojas da rede Makro adquiridas estão distribuídas em 17 estados brasileiros e apresentaram vendas brutas de cerca de R$ 2,8 bilhões no ano passado. 

A conclusão da transação está condicionada ao cumprimento de determinadas condições, incluindo o acordo dos proprietários das oito lojas alugadas, e a aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). O fechamento da operação é esperado para o final de 2020.

Em 2019, o Grupo Carrefour Brasil havia faturado R$ 62 bilhões em vendas brutas.[ x ]

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ECONOMIA

Em audiência pública no Supremo, CNI critica tabela de preço de fretes

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(foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Autora de ação que questiona a constitucionalidade da medida perante o STF, confederação considera a fixação de preços uma interferência injustificada no mercado. Especialista diz que custos de logística são maiores no Brasil do que em outros países

Após mais um adiamento do julgamento da tabela do frete pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que atendeu pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para realizar audiência pública, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) voltou a criticar a medida, a qual considera interferência injustificada no mercado. Em seminário nesta sexta-feira (14/2), com representantes de vários setores produtivos, o economista convidado pela entidade, professor Armando Castelar, da Fundação Getulio Vargas (FGV), apresentou dados que mostram a disparidade do custo com logística no Brasil em relação a outros países. Com base nos estudos, o especialista apontou que não há lógica econômica no tabelamento do frete.
Continua depois da publicidade“No Brasil, o transporte responde por 56% do valor adicionado dos produtos em custos logísticos para exportação de produtos agropecuários e 54% na de peças de veículos”, destacou. Com logística, o gasto do país é de 15,4% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto a média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) fica entre 8% e 10%, comparou o especialista. “A relação entre frota e PIB, que tinha caído de 2015 para frente, voltou a subir em 2017, a partir do tabelamento, porque aumentou o descasamento entre oferta e demanda”, disse.
O presidente executivo da Associação Nacional dos Usuários de Transportes de Carga (Anut), Luís Henrique Baldez, argumentou que é impossível estabelecer uma tabela porque o frete tem mais de 70 variáveis e atributos. “O que existe é uma tentativa de criar determinados valores para tipos de cargas que não refletem os produtos transportados. O adiamento só aumenta a insegurança do setor, porque, enquanto isso, já foram aplicadas mais de 20 mil multas por descumprimento da tabela”, alegou. “Do nosso ponto de vista, a lei não serve. E, pelo ordenamento jurídico, é preciso o STF tomar uma decisão.”
A tabela de preços mínimos de frete foi criada no governo de Michel Temer para encerrar uma greve nacional de caminhoneiros que paralisou o país em maio de 2018, mas três ações diretas de inconstitucionalidade (Adin) foram ajuizadas após a medida ser convertida na Lei nº 13.703/2018. Os caminhoneiros defendem um piso mínimo para cobrir os custos do serviço e garantir renda.
Segundo Roberto Queiroga, diretor executivo da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil, não há insensibilidade dos embarcadores, que reconhecem o problema dos caminhoneiros. “A intermediação tira parte da renda dos autônomos. Uma proposta é a desburocratização e o benefício tributário para contratá-los, porque o embarcador busca o intermediário para não lidar com a burocracia.”
Alberto Mendes, analista da unidade de Relações com o Governo da CNI, alertou que o preço tabelado pode significar o fim do caminhoneiro autônomo. “As empresas verticalizaram, comprando caminhões. Tanto que a venda aumentou 34%”, afirmou. Segundo ele, 6 mil caminhões eram vendidos por dia em 2011, com a economia aquecida. Hoje, são 10 mil, em um cenário de atividade mais lenta.

Apoio às aéreas

O governo vai editar um decreto para zerar, a partir de 2021, a incidência de PIS/Cofins sobre o combustível utilizado em aeronaves. Apesar de não ser possível retirar a cobrança ainda em 2020, o plano é sinalizar, desde já, às companhias, como será o cenário no próximo ano. A iniciativa faz parte de um pacote de medidas para reduzir o valor do querosene de aviação e aumentar a competitividade do setor.

Continua depois da publicidadeSegundo o secretário nacional de Aviação Civil, Ronei Saggioro Glanzmann, o decreto, que está “praticamente pronta” para ser enviada à Casa Civil, dará um alívio de R$ 0,07 no litro do combustível. No cálculo de Glanzmann, a perda de arrecadação seria em torno de R$ 250 milhões por ano. O querosene de aviação, no Brasil, representa 40% dos custos do setor e é um dos mais caros do mundo.

“Esse item é parte de uma agenda de 22 temas importantes para alinhar o ambiente regulatório ao mercado internacional, que já está com o governo”, ressaltou o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz. Segundo ele, três fatores têm impacto no combustível: a precificação em dólar, embora seja produzido no Brasil, o grande desvio do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o PIS/Cofins. “É um movimento correto. E terá um impacto, em 2021, na proporção da redução”, disse. 

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