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Donato Cardoso: Viagem a Londres

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Donato Cardoso*

Terminei de chegar do Reino Unido, onde conheci Londres e outros países europeus, além de revisitar outras nações que já conhecia, como a França, onde eu e meu neto Igor Velasco de Souza, andamos de cavalinho no Carrossel, como nos tempos de criança aqui em Belém no Largo de Nazaré.
Foi uma beleza! Aos pés da Torre Eiffel fomos desenhados à nanquim por um artista de rua, que trabalha com a ponta do lápis à carvão. Esse retrato o pus numa moldura de madeira e preguei na sala aqui de casa para que todos que cheguem em nossa residência possam nos ver.
Do ponto de vista bélico, Londres é uma cidade inexpugnável, razão porque Wilson Kutcher respondeu aos soldados ingleses na 2a guerra mundial, que só jogaria gás mostarda sobre os alemães se eles fizessem uma cabeça de ponte sobre a capital londrina. Felizmente, não houve isso e Londres e os que lutavam se saíram bem da ameaça desse infortúnio.
A mão de Deus protege Londres, pois a cidade está como que cercada e protegida por uma muralha de mármore fosca de uns dez metros de altura, que aparece como que saindo do mar e circundando toda a capital londrina, não havendo quem possa romper aquela barreira, feita pela mão do Altíssimo.
Recorde que a Igreja inglesa rompeu as relações que mantinha com Roma, porque seu rei Henrique VIII por volta de MCCC começou a namorar com uma de suas cunhadas e exigiu que o Papa da época anulasse seu casamento para que ele pudesse casar com a viúva do irmão, o Pontífice romano recusou -se, e foi estão daí que o monarca britânico brigou com o Vaticano, fundando sua própria igreja, e proclamando -se chefe do catolicismo inglês que subsiste até hoje. Henrique Vlll mandou decapitar duas esposas: Catarina Parr e Ana Bolena, e dizem que uma delas faz visagem no palácio do rei, aparecendo vez por outra a quem passa à noite em frente da residência real.
Estivemos no metrô de Londres, onde se ouve músicos improvisados tocando saxofone ou clarinete a quem passeia por ali e queira se fotografar com os artistas, que recebem o gesto com a maior alegria do pedaço, Meu neto Igor, que fala e entende regularmente o inglês, foi quem me assessorou por toda a excursão, que quanto mais você demora, mais tem vontade de ficar.
Lá no metrô, quando um saxofonista soube que éramos brasileiros revelou grande alegria e me disse: eu já estive lá, mas ao ouvir eu lhe dizer que não acreditava, ele então revelou que é de um pais da fronteira da China com a Rússia, e então soprou no saxofone bonita melodia, enquanto meu neto Igor fotografava – nos .
Vi um bonito cavalo caminhando à trote pelas ruas de Londres com as patas calçadas à couro e a clina sob penteado lustroso como se fosse vaidosa moça, mas ao me preparar para fotografar, ele dobrou a esquina da alameda e eu não pude correr atrás daquele vistoso animal que se portava como se estivesse sendo cortejado. Saudades de Londres.
As águas do Canal da Mancha são escuras, como se fosse uma mancha mesmo, separando a Inglaterra da França.

*É jornalista e fundador da Academia Paraense de Jornalismo

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