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Corrupção

Dono da Gol cita repasse a Rodrigo Maia, e afirma ter ouvido pedido de propina de Michel Temer

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Foto: Reprodução / Fonte: Correio Braziliense

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi citado no acordo de colaboração premiada de um dos donos da Gol Linhas Aéreas, Henrique Constantino, como recebedor de “benefício financeiro” por meio da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear). São citados, também como recebedores de valores da Abear, o ex-senador Romero Jucá (MDB-RR), o ex-deputado Vicente Cândido (PT-SP), o senador Ciro Nogueira (PP-PI), além de Marco Maia, Edinho Araújo, Otávio Leite, Bruno Araújo e outros.

A informação consta de um trecho de uma decisão desta segunda-feira, 13, do juiz responsável pelo caso, Vallisney de Souza Oliveira, titular da 10ª Vara Criminal da Justiça Federal do Distrito Federal. O trecho em questão foi tarjado no documento divulgado pela Justiça Federal.

Na colaboração, Constantino também afirmou ter ouvido pedido de propina de Michel Temer, então vice-presidente, e dos deputados Eduardo Cunha (MDB-RJ) e Henrique Eduardo Alves (MDB-RN). O pedido, segundo o empresário, foi feito em reunião em Brasília em junho de 2012, no valor de R$ 10 milhões, em troca da atuação do grupo para atender a interesses de companhias ligadas ao empresário em questões envolvendo a Caixa Econômica Federal.

Segundo um dos anexos da colaboração premiada de Constantino, a que a reportagem teve acesso, a negociação foi iniciada com o operador Lucio Funaro, ligado a Cunha e o MDB. Os pagamentos, afirma, foram efetuados, em parte, para a campanha de Gabriel Chalita, então integrante do MDB, à Prefeitura de São Paulo, e em outra parte para empresas indicadas por Funaro, como Viscaya e Dallas.

Defesas

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que não conhece e nunca teve nenhum tipo de relacionamento com Henrique Constantino, um dos donos da Gol Linhas Aéreas, Henrique Constantino. Em colaboração premiada, Constantino citou Maia como recebedor de “benefício financeiro” por meio da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear).

Maia disse que Constantino está mentindo e que esse será “mais um” dos casos de investigação arquivada. “Nunca me pagou nada, isso é mentira dele. Não tem como provar e vai ser mais um inquérito arquivado na justiça brasileira”, afirmou Maia, ao chegar para um jantar com empresários e investidores estrangeiros organizado pelo Grupo Safra, em Nova York.

“Nunca tive relação com ele, nunca tive nenhum benefício deles. Como outras delações que já foram arquivadas, como da Odebrecht, essa vai ser arquivada também”, complementou o presidente da Câmara.

Maia disse que não conhece o empresário e que vai dar explicações à Justiça com “a maior tranquilidade do mundo”. “Nunca falei com ele na minha vida”, afirmou.

A informação sobre a citação a Maia consta de um trecho de decisão desta segunda-feira, 13, do juiz responsável pelo caso, Vallisney de Souza Oliveira, titular da 10ª Vara Criminal da Justiça Federal do Distrito Federal. O trecho em questão foi tarjado no documento divulgado pela Justiça Federal.

Na colaboração, Constantino também afirmou ter ouvido pedido de propina de Michel Temer, então vice-presidente, e dos deputados Eduardo Cunha (MDB-RJ) e Henrique Eduardo Alves (MDB-RN).

Em nota, o criminalista Eduardo Carnelós afirma que “a Defesa do ex-presidente Michel Temer foi surpreendida com a divulgação de notícia sobre delação feita em fevereiro por empresário que o acusaria de práticas ilícitas.

Mesmo sem ter acesso aos termos da tal delação e do depoimento prestado pelo delator, é fundamental dizer quão estranha soa a divulgação nesta data, véspera de julgamento de pedido de liminar em habeas corpus pelo STJ. Fica evidente o propósito de constranger os ministros que decidirão amanhã.

Ao que se noticia, parte do relato feito pelo novo delator premiado estaria fundada na palavra de outro delator, que nunca esteve com Michel Temer, e cuja credibilidade é nenhuma.

De qualquer forma, desde já Michel Temer reitera que nunca cometeu crimes de nenhuma natureza, e repele essa prática odiosa que se usa para persegui-lo judicialmente, sempre com base em delações de quem se beneficia com os relatos mentirosos que faz, os quais são vazados propositalmente para prejudicar Temer.

É preciso dar um basta a tantos e tão ousados abusos, perpetrados por aqueles que têm o dever de zelar pelo cumprimento da lei, mas ao contrário disso a violam.”

A defesa de Henrique Alves afirmou que “as afirmações de Henrique Constantino são absolutamente infundadas. Henrique Eduardo Alves sequer o conhece, não tendo jamais conversado ou se reunido com ele”.

O advogado Daniel Gerber, que representa Marco Maia esclarece em nota que seu cliente “Desconhece a acusação e está sempre ao dispor das autoridades competentes para esclarecimento sobre a lisura de seu agir”.

Corrupção

Cabral intermediou caixa dois para Paes e Lindbergh

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Foto: Reprodução / *Folhapress

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (MDB) afirmou nesta segunda-feira (1º) que ajudou na arrecadação de caixa dois de campanha eleitoral do ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) e o ex-senador Lindbergh Farias (PT). A declaração foi dada em interrogatório ao juiz Marcelo Bretas na ação penal que apura o pagamento de propina pelo empresário Arthur Soares, dono de empresas de prestação de serviço.

Cabral confessou que recebeu uma mesada entre R$ 200 mil e R$ 300 mil nos dois primeiros anos de mandato à frente do governo estadual (2007 e 2008). Nos anos seguintes, a remessa se tornou mais instável em razão das dificuldades da empresa com os pagamentos do estado, relatou o emedebista.

Nesse período, segundo o ex-governador, Soares atendeu a seu pedido para ajudar as campanhas de Paes à prefeitura, em 2008, e Lindbergh ao Senado, em 2010.

– Em 2008 o convenci a ser o maior doador da campanha de Eduardo Paes. E ele foi. Deu R$ 6 milhões para a campanha. Em 2010, deu uma ajuda ao Lindbergh Farias. Ajuda significativa, entre R$ 5 [milhões], R$ 6 milhões – disse Cabral.

A contribuição a Paes já havia sido mencionado por Cabral em depoimento prestado em fevereiro, o primeiro em que adotou a nova postura de confessar os crimes que lhe são atribuídos.
Na ocasião, ele havia dito que o valor destinado ao ex-prefeito pelo empresário era de cerca de R$ 3 milhões a R$ 4 milhões.

Cabral disse que Soares por muito tempo se queixou de não ter obtido retorno em contratos no município. O empresário foi depois beneficiado na gestão Paes por contratos na área de saúde e no Centro de Operações.

– Muito dos contratos da prefeitura eram com OSs (organizações sociais de saúde). E isso excluía o Arthur. Por isso teve essa dificuldade até encontrar a solução no Centro de Operações. O Arthur era muito educado, mas muito pragmático. Ele deixava muito claro [a contrariedade] – afirmou ele.

Cabral já foi condenado em nove processos da Lava Jato, acumula 198,5 anos em condenações e responde a um total de 32 ações penais, 30 relacionadas à operação. Ele é acusado de cobrar 5% de propina sobre os grandes contratos do estado e está preso desde o fim de 2016.

Procurado, Eduardo Paes afirmou que não comentaria o caso. Em fevereiro, ele negou as acusações e afirmou em nota que “todos os valores recebidos durante a campanha em 2008 foram devidamente declarados na justiça eleitoral, sendo todos aprovados.”

A reportagem ainda não conseguiu contato com Lindbergh Farias.

 

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Corrupção

Eduardo Cunha é transferido para prisão do Rio de Janeiro

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Foto: Reprodução / Fonte: Pleno News

Nesta sexta-feira (31), o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha mudou de presídio. Ele saiu de Pinhais, no Paraná, às 8h e segue para o Rio de Janeiro. Cunha ficou detido durante dois anos e sete meses no Complexo Médico Penal (CMP) na Região Metropolitana de Curitiba.

Agora, após uma decisão da Justiça do Rio de Janeiro, ele continua o cumprimento da pena no complexo carcerário de Bangu 8. O Ministério Público do Paraná chegou a se manifestar contrariamente, prevendo que o ex-deputado poderia usar a influência política para novos crimes.

Porém, o juiz Ronaldo Sansone Guerra entendeu que a transferência ajuda na ressocialização do preso.

Cunha foi condenado, primeiramente, a 15 anos e quatro meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Em novembro de 2017, porém, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) diminuiu a pena de Cunha para 14 anos e 6 meses. Ele foi preso pela Operação Lava Jato.

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José Dirceu e Eduardo Cunha dividem cela na prisão da Lava-Jato

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Foto: Reprodução / Fonte: Correio Braziliense

O ex-ministro José Dirceu (Casa Civil/Governo Lula) e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB) dividem a mesma cela em uma ala nova no Complexo Médico Penal de Pinhais, nos arredores de Curitiba, a prisão da Lava-Jato.

Dirceu chegou a Pinhais, no sábado (18/5), transferido da Superintendência da Polícia Federal, onde se havia apresentado, na noite de sexta (17/5), para cumprir pena de 8 anos e dez meses de reclusão em processo por corrupção passiva e lavagem de dinheiro de contratos da Petrobras.

Cunha já está na casa desde outubro de 2016. Ele acumula, por enquanto, duas condenações. Uma de 15 anos e quatro meses imposta pelo ex-juiz Sergio Moro por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no âmbito de contrato da estatal petrolífera para exploração do campo de Benin, na África, em 2011 – reduzida para 14 anos e seis meses pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4).

Em outro processo, o ex-deputado pegou 24 anos, sentença aplicada pelo juiz Vallisney de Oliveira Souza, de Brasília, por desvios na Caixa.

Outros quatro prisioneiros ocupam a mesma cela de Dirceu e Cunha. Ao todo, na “ala nova” estão cerca de 40 prisioneiros da Lava-Jato, entre eles o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-senador Gim Argello e o ex-diretor da Dersa paulista Paulo Vieira de Souza, apontado como operador do PSDB.

Dirceu já passou uma temporada em Pinhais. Foi solto enquanto aguardava o julgamento de todos os recursos a que tinha direito, no âmbito do TRF-4, o Tribunal da Lava-Jato.

Na semana passada, o Tribunal negou embargos do ex-ministro e ordenou sua prisão. Na quinta, 16, o juiz Luiz Antonio Bonat, da 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, deu prazo até às 16 horas da sexta, 17, para Dirceu se entregar na PF em Curitiba.

O ex-ministro viajou de carro, de Brasília a Curitiba. Chegou à PF com um atraso de cinco horas e meia. Eram 21h30 da sexta quando se apresentou. No sábado foi transferido para Pinhais, a prisão da Lava-Jato.

Antes de se entregar, em mensagem à militância petista gravada na quinta, 16, à noite, ele avisou. “O vulcão já entrou em erupção.” “Eu me preparei para isso. Vou ler mais, manter a saúde, manter o contato”.

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