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ECONOMIA

Economia reage e avaliação do governo Bolsonaro melhora, diz Datafolha

Governo do presidente Jair Bolsonaro, foi considerado ótimo ou bom para 30% dos entrevistados pelo Datafolha.| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Os sinais de recuperação da atividade econômica no Brasil ajudaram a frear a perda de popularidade d​o presidente Jair Bolsonaro, segundo pesquisa do Datafolha. A taxa de ótimo ou bom à sua administração oscilou de 29% para 30% na primeira semana de dezembro, dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A taxa de reprovação, que tinha crescido de 30% para 38% em agosto desde a posse de Bolsonaro, agora recuou para 36%. Ainda segundo o levantamento, 43% acham que a economia vai melhorar nos próximos meses, contra 40% que pensavam assim na pesquisa anterior. O Datafolha entrevistou 2.948 pessoas em 176 municípios do país nos últimos dias 5 e 6 de dezembro.

ECONOMIA

Mercado financeiro reduz estimativa de inflação este ano para 3,56%

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Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil Brasília

As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) reduziram a estimativa para a inflação este ano. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) caiu de 3,58% para 3,56%. A informação consta no boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC), que traz as projeções de instituições para os principais indicadores econômicos.

Para 2021, a estimativa de inflação se mantém em 3,75%. A previsão para os anos seguintes também não teve alterações: 3,50% em 2022 e 2023.

A projeção para 2020 está abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente definida em 4,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

De acordo com as instituições financeiras, a Selic deve se manter em 4,5% ao ano até o fim de 2020. A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Para 2021, a expectativa é que a taxa básica suba para 6,25%. Para 2022 e 2023, as instituições estimam que a Selic termine os períodos em 6,5% ao ano.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Atividade econômica

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – variou de 2,30% para 2,31% para 2020. As estimativas das instituições financeiras para os anos seguintes, 2021, 2022 e 2023 continuam em 2,50%.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar está em R$ 4,05 para o fim deste ano e R$ 4,00 para 2021.

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ECONOMIA

Portabilidade de crédito pode reduzir o juro de suas dívidas em até 50%

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(foto: Raphael Ribeiro/BCB)

Como a Selic está no menor patamar da história e o aumento da concorrência vem ajudando a derrubar o custo dos empréstimos, consumidor precisa pesquisar e negociar com o gerente taxas mais baixas

Com a taxa básica de juros (Selic) no menor patamar da história, de 4,5% ao ano, o número de operações de transferência de dívida de um banco para outro, chamada de portabilidade, vem crescendo a todo vapor. Ao fazer a migração, o consumidor pode  melhorar as condições do empréstimo e, no fim das contas, dimuir o valor das parcelas. Em alguns casos, se o correntista souber negociar com o gerente do banco, ele pode até cortar a despesa financeira pela metade.

Segundo dados do Banco Central, o total de pedidos de portabilidade efetivados foi de 486.959 em novembro de 2019, o maior valor em três anos. Esse número é quase quatro vezes superior aos 130.769 concretizados mesmo mês de 2016. No penúltimo mês do ano passado, 540 foram pedidos de migração de empréstimo imobiliário, modalidade que vem registrando aumento maior devido à recente queda dos juros para financiamento da casa própria.

É possível fazer a portabilidade de cadastro, de contas-correntes, de contas-salários e de todas as linhas de crédito, inclusive as mais caras, como as do cartão de crédito e do cheque especial. Essa migração pode ser mais vantajosa em modalidades de crédito com  prazos longos, como é o caso do empréstimo imobiliário.

“A portabilidade é um dispositivo muito interessante. A principal vantagem é que estimula a concorrência entre os bancos. O mercado de crédito brasileiro é muito concentrado, e não era fácil mudar um contrato após assumi-lo. Como a taxa básica de juros define maior parte dos contratos de financiamento, o governo está dando um estímulo mais agressivo para que isso ocorra”, destaca o educador financeiro, Jônatas Bueno.Continua depois da publicidade

No fim do ano passado, o Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou as possibilidades da portabilidade de crédito. A  inclusão do cheque especial nesse sistema valerá a partir de abril de 2020. A decisão também permite que operações de financiamento imobiliário contratadas originalmente fora do Sistema Financeiro de Habitação (SFH)  sejam enquadradas na portabilidade.

Vantagens

César Augusto Tibúrcio Silva, professor do Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais da Universidade de Brasília (UnB), aponta as principais vantagens da migração. “O banco deve oferecer condições melhores para todos, mas na maioria dos casos, não é assim. Quem tem conta em vários bancos e pretende concentrar sua vida financeira em uma instituição só, consequentemente, terá maior controle da vida financeira. Se as condições da nova instituição financeira forem melhores do que a antiga, faz sentido fazer a portabilidade”, orienta.

Mas, antes de migrar a dívida, os analistas destacam que é importante avaliar qual é o Custo Efetivo Total (CET) oferecido pelo novo banco,  pois engloba seguro, tarifas e Imposto sobre Operação Financeira (IOF), e não apenas a taxa nominal de juros. A instituição financeira tem a obrigação de fornecer todas as informações no prazo de um dia útil. Caso se negue, o cliente pode registrar uma reclamação na ouvidoria do banco ou no Banco Central.

Embora os custos da portabilidade de crédito não sejam arcados pelo consumidor, mas pelos bancos, quem procurar o serviço precisa ficar atento a outras cobranças atreladas à transferência, como a confecção de cadastro no novo banco ou o  registro de transferência da dívida em cartório, que podem encarecer a operação.

Ciladas

A planejadora financeira Malu Sprícigo faz um alerta para o correntista não cair em ciladas antes de solicitar a portabilidade. “O consumidor deve analisar o CET da dívida antes de fazer a migração. É preciso ficar atento também ao novo parcelamento,  e ver se o acordo modifica as parcelas. Fique atento com a venda casada porque, às vezes, a instituição pode inserir um seguro de vida no contrato sem a pessoa perceber. Isso é proibido”, alerta.

Lucas Esmeraldo, professor do Centro Universitário IESB e especialista em comportamento do consumidor, afirma que é preciso prestar atenção nas letras miúdas dos contratos e avaliar se vale mesmo a pena deixar uma instituição na qualjá se tem um histórico para ir a outra. “Se o consumidor decidir migrar totalmente, é preciso que ele avalie se as condições de score serão  interessantes. Sair de um banco onde você já tem um relacionamento antigo e migrar para outro onde não se tem um histórico pode ser prejudicial. Em uma emergência, você pode precisar de um cheque especial ou de outro financiamento e o novo banco pode não conceder”, alerta.

Persistência

Há vários meses, a advogada Paula Borges, 46 anos, vem tentando reduzir o custo do financiamento de seu apartamento ao ver a recente queda da taxa de juros no mercado. “Comprei o meu imóvel em 2014 e, antes de fazer o financiamento, busquei vários bancos. Consegui uma taxa de 10% ao ano, considerando o custo efetivo total. Desde setembro, com a Selic cada vez baixa, vinha tentando falar com meu gerente, insistindo para  reduzirem os juros, mas sem retorno algum”, conta. Mas ela não desistiu diante da estratégia do banco em tentar vencê-la pelo cansaço. Continua depois da publicidade

No fim do ano, resolveu pressionar a instituição mais uma vez sobre a portabilidade. “Mandei um e-mail para a gerência geral da agência dando um prazo até janeiro para reduzirem a taxa de juros, caso contrário, eu faria a portabilidade. Eu via que vários bancos estavam oferecendo juros bem menores que os que eu estava pagando. Inclusive, ameacei migrar tudo, desde as aplicações até a conta-salário”, informa. Logo nos primeiros dias do ano, veio finalmente o retorno: uma mensagem do gerente reduzindo a taxa de juros para 7,3% ao ano, automaticamente, sem a necessidade de assinar um aditivo ao contrato. Além disso, a mudança passaria a valer a partir da prestação que vence no fim do mês.

A planejadora financeira considera a postura da advogada correta. “Basicamente, é preciso pressionar o gerente, porque, com esse momento de queda da Selic, as taxas estão menores mesmo. Então, todos têm o direito de renegociar sua dívida. Quem não conseguir boas condições na sua instituição, deve buscar outras. Certamente, conseguirá coisas boas. Está todo mundo renegociando. É hora de aproveitar o momento econômico e ir barganhando”, ressalta Malu Sprícigo.

Quitar dívida prioridade

Quem tem dinheiro aplicado em renda fixa mas acumula dívidas, deve quitá-las para para não perder dinheiro. Foi o que fez o contador Jorge Gonçalves, 54 anos. A partir do momento em que avaliou que o retorno financeiro dos investimentos era menor do que os juros que ele pagava no financiamento do imóvel em que mora, sacou a aplicação e quitou o empréstimo.


“Normalmente, o meu investimento rendia quase o mesmo que a taxa Selic e, quando ficou abaixo de 10% ao ano, não tinha mais sentido  manter o dinheiro aplicado se eu tinha uma dívida mais cara. Eu continuaria pagando juros de 10%, mas recebendo menos do que isso pela aplicação. Como eu vi que tinha o dinheiro suficiente para cobrir o saldo devedor, não pensei duas vezes e quitei o empréstimo”, conta.


O educador financeiro Jônatas Bueno destaca que, via de regra, os investimentos de renda fixa costumam ter rendimento abaixo do custo de um financiamento. “É difícil que esse tipo de aplicação tenha uma rentabilidade maior do que a Selic. Para isso, a pessoa tem que se expor ao mercado de ações, ou seja, ser mais agressivo. Quem tem perfil conservador busca, pelo menos, preservar o patrimônio e ganhar da inflação. Com aplicações em renda fixa, é preciso manter, no mínimo, o poder de compra”, diz.

De acordo com Bueno, o ideal é não ter dívidas e investimentos ao mesmo tempo. “A pessoa que tem financiamento, deve se esforçar para pagar o quanto antes. Além de o empréstimo gerar juros compostos contra você, o orçamento fica engessado com dívidas de longo prazo. Por isso, não é interessante ter débitos e continuar com o dinheiro aplicado com retorno baixo. No caso do financiamento imobiliário, abater as prestações é interessante, porque se ganha tempo e diminui o saldo devedor. O consumidor pode negociar com o banco para reduzir os juros da dívida, antecipando parcelas, e, assim o valor da prestação fica mais baixo”, diz.

Por isso, na avaliação do educador financeiro, deixar de pagar juros deve ser sempre a prioridade do consumidor. “Ter dívidas é algo muito arriscado em economia tão instável como a do Brasil. Logo, é melhor se empenhar em quitar os débitos e, depois, voltar a investir, sobretudo para a apostadoria.  Com dívidas, qualquer imprevisto vira um problemão, por isso, desfaça do máximo de dinheiro líquido para pagar dívidas, mas sempre com uma reserva de emergência”, conclui.  (

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ECONOMIA

Bilionários são mais ricos do que 60% da população mundial, diz ONG

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Em 2019, 2.153 bilionários tinham, em patrimônio, o valor equivalente ao de 60% da população do planeta Fonte: Globo Foto: Reproducao

Estudo divulgado às vésperas do Fórum Econômico Mundial em Davos mostra que mulheres são as mais afetadas pela desigualdade.

Em 2019, os 2.153 bilionários que havia no mundo tinham mais dinheiro do que o total somado de 60% da população do planeta, denuncia a ONG Oxfam em um relatório que será publicado na segunda-feira (20), e destaca a concentração da riqueza em detrimento, sobretudo das mulheres, primeiras vítimas da desigualdade.

“Este enorme abismo é consequência de um sistema econômico falido e sexista, que valoriza mais a riqueza de uma elite privilegiada, em sua maioria, homens”, destaca a ONG.

O informe anual da Oxfam sobre as desigualdades mundiais é tradicionalmente publicado antes da abertura do Fórum Econômico Mundial (WEF) de Davos, na Suíça, ponto de encontro da elite política e econômica global.

O ano de 2019 também foi marcado por movimentos de protestos em todo o mundo, do Chile ao Oriente Médio, passando pela França.

“Os governos de todo o mundo devem tomar medidas urgentes para construir uma economia mais humana e feminista, que valorize o que realmente importa para a sociedade”, aponta a Oxfam, que propõe entre outras medidas a implantação de “um modelo fiscal progressivo no qual também se taxe a riqueza”.

Segundo cifras da ONG, com base em dados publicados pela revista Forbes e o banco Crédit Suisse —mas cuja metodologia foi criticada por alguns economistas —, 2.153 pessoas têm agora mais dinheiro do que os 4,6 bilhões de pessoas mais pobres do planeta.

Por outro lado, a fortuna do 1% mais rico do mundo corresponde a mais que o dobro da riqueza acumulada dos 6,9 bilhões de pessoas menos ricas, ou seja, 92% da população do planeta.

‘Mulheres na 1ª fila da desigualdade’

Segundo cálculos da Oxfam, 42% das mulheres no mundo não conseguem ter um trabalho remunerado devido à carga grande demais de trabalho com cuidados nos âmbitos privado ou familiar contra apenas 6% dos homens.

“As mulheres estão na primeira fila das desigualdades devido a um sistema econômico que as discrimina e as aprisiona nos ofícios mais precários e menos remunerados, a começar pelo setor de cuidados”, afirmou Pauline Leclère, porta-voz da Oxfam France, citada em um comunicado.

Apesar de que cuidar dos demais, cozinhar ou limpar sejam tarefas essenciais, “a pesada e desigual responsabilidade do trabalho de cuidados que recai nas mulheres perpetua tanto as desigualdades econômicas quanto a desigualdade de gênero”, diz a ONG.

A Oxfam estima o valor monetário do trabalho de cuidados não remunerado das mulheres com mais de 15 anos em 10,8 trilhões de dólares a cada ano.

Fórum Econômico Mundial

O evento anual em Davos, na Suíça, começa nesta terça-feira — e deve contar com o presidente dos EUA, Donald Trump, e a ativista ambiental Greta Thunberg. O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, anunciou que não vai à reunião.

Desde 1971, o Fórum Econômico Mundial reúne empresários e líderes políticos na estação de esqui na Suíça, com o objetivo de ser um “centro de reflexão” sobre o futuro. Como todos os grandes eventos internacionais, é provável que reflita as múltiplas divisões globais.

É esperado que o meio ambiente seja um dos temas mais abordados no encontro de 2020.


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