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Edifício do Diário de Notícias vai albergar 34 casas de luxo

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As obras devem arrancar no último trimestre do ano e custarão cerca de 25 milhões de euros. Na entrada, a sala com os frescos de Almada Negreiros acolherá uma loja.

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As obras iniciada  no último trimestre do anodeve  prolongar-se por 20 meses. O edifício dos anos de 1940 vai ser renovado pela mão do gabinete de arquitectura Contacto Atlântico, liderado por André Caiado. A empreitada deverá custar cerca de 25 milhões de euros, e ainda não foi revelada a construtora que ficará encarregue da obra.

266 Liberdade, assim se chama o projecto, compromete-se a preservar o exterior e repor as fachadas originais do edifício, mantendo as letras góticas do Diário de Notícias.

Os interiores serão reformulados para se transformarem em habitações, encaixando-se “como um puzzle” com os elementos originais do prédio. As fachadas, as escadas, os corrimões com a sua cor original, as paredes com pormenores de mármore, os corredores, o elevador da época e a porta rotativa de madeira da entrada pela Avenida da Liberdade serão preservados. A manutenção destes elementos foi, de resto, uma exigência da câmara de Lisboa e da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) durante um “muito longo e rigoroso” processo de levantamento e análise, garantiu esta quarta-feira o director-geral da Avenue, Aniceto Viegas, na apresentação do projecto à imprensa.

Os novos apartamentos vão distribuir-se por cinco pisos, com tipologias de Estúdio a T5, sendo que este último ocupará o ultimo piso. As casas terão áreas entre os 45 e os 410 metros quadrados e os preços começam nos 430 mil euros para os estúdios. Por exemplo, para os T1, o preço estipulado é de 560 mil euros. Já nos T2 sobe para os 1,1 milhões, enquanto os T3 deverão ser vendidos por um valor que parte dos 1,7 milhões de euros. Os apartamentos começam a ser comercializados a partir desta quarta-feira e os negócios serão mediados pelas imobiliárias Porta da Frente e JLL.

O último piso será uma única habitação que contará com uma área exterior de 400 metros quadrados. Os dois pisos subterrâneos, onde funcionara a impressão do jornal, terão 47 lugares de estacionamento privativo. Já o piso térreo será ocupado por uma loja com 1300 metros quadrados, preservando as obras de Almada Negreiros que foram criadas especialmente para este espaço, como o “Grande Planisfério” ou as “Quatro alegorias a Portugal e à Imprensa”. O espaço comercial que ali nascerá terá acesso, tanto pela Avenida da Liberdade como pela rua Rodrigues Sampaio. Para já, não há ainda interessados no espaço, disse Aniceto Viegas. O destino a dar-lhe pode passar pela instalação de uma loja de roupa. Excluída está a possibilidade de ali ser montado um espaço de restauração porque o imóvel não tem condições para tal, notou.

Mais negócios no Porto e Lisboa

A Avenue está presente em Portugal desde Janeiro de 2015. Neste momento, segundo Aniceto Viegas, tem oito projectos em curso em Lisboa e no Porto em — diferentes fases de desenvolvimento —, para a construção de residências e de escritórios. Já finalizados estão o Liberdade 203, o Liberdade 40 e o Aliados 107, que ocupa o edifício do antigo jornal O Comércio do Porto.

O prédio, construído em 1930, segundo o traço dos arquitectos Rogério de Azevedo e Baltazar de Castro, foi também transformado em habitações de luxo. No total são 23 casas, já todas vendidas, sendo que a maioria foi adquirida por investidores nacionais.

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