Conecte-se Conosco

Cidade

Educação Infantil presente para 5.342 crianças em Santarém

Publicado

em

Dia da Criança em Santarém é comemorado com muito avanços na educação
Spread the love
Para a secretária municipal de Educação Mara Belo, o Dia das Crianças festejado neste dia 12 de outubro é comemorado com muitos avanços no setor da Educação Infantil. Ela cita a formação continuada dos professores e pedagogos, construção e entrega de prédios e equipamentos modernos e de qualidade. A Educação Infantil está presente em 31 bairros da cidade, além do distrito de Alter do Chão e nas comunidades de São José, Cipoal e Tabocal, no planalto e Vila Curuai, na região do Lago Grande.

Além dos prédios e dos equipamentos modernos, o município de Santarém mantém os programas de formação continuada que envolve os professores, pedagogos, técnicos, auxiliares e os servidores de modo geral, visando melhorar o sistema de educação municipal a cada dia.

“O retorno dos investimentos na formação continuada vêm com as premiações em níveis regional e nacional que o município tem recebido, por meio dos professores da Educação Infantil e do crescimento da nota dos alunos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). São reflexos positivos construídos desde a Educação Infantil”, argumentou Mara Belo.

De acordo com Mara Belo, a melhor mensagem para esse dia especial, 12 de outubro, é que “a educação deve ser lúdica para as crianças, construtiva para os adolescentes, e compreendida pelos adultos, sem jamais abdicar da natureza e da inocência de cada um dos pequeninos que serão as nossas referências de homens e de mulheres do amanhã.”

Umei Diamantino em aula sobre saúde bucal com crianças da unidade (Arquivo Fotos/PMS)Sobre a programação em comemoração ao Dia das Crianças, a coordenadora do setor da Educação Infantil da Semed, professora Aline Rodrigues, informou que faz parte do calendário letivo das unidades de Educação Infantil, no mês de outubro, a Semana da Criança, momento dedicado às brincadeiras e a diversão dentro e fora das unidades escolares.

Segundo ela, durante a semana, as crianças têm oportunidade de realizar visitas a pontos turísticos de Santarém, passeios ao shopping, jogos, banho de piscinas, banho de praia, teatro e outras atividades que contribuem para o desenvolvimento integral da criança.

Sobre as visitas externas, pedagogicamente, Aline disse que as crianças estão aprendendo sobre a realidade do dia a dia dos adultos de forma natural o que contribui para que as crianças, mesmo tão pequenas, entram em contato direto com a nossa cultura, pois já são capazes de absorver um aprendizado que vão levar para a vida.

Crianças da Umei Santarenzinho em homenagem a Santarém, no aniversário da cidade (Arquivo Fotos/PMS)

A coordenadora disse ainda que o município de Santarém já desenvolve uma proposta pedagógica pautada na qualidade do atendimento, respeitando os três princípios fundados nas Diretrizes Curriculares da Educação Infantil, no que diz respeito aos aspectos éticos, políticos e estéticos, sem perder de vista a indissociabilidade do educar e do cuidar, elementos importantes na vida das crianças.

“Você é uma criança que está crescendo a cada dia. Uma promessa que está se realizando e uma esperança da humanidade se expandindo na escola, na família e entre seus amiguinhos. Desejamos que todas as crianças possam usufruir todos os seus direitos de cidadãos, tendo uma educação lúdica, de modo que eles possam vivenciar a sua infância… Feliz Dia das Crianças”, concluiu Aline Rodrigues.

Continue lendo
Clique para comentar

Cidade

Programa do governo estimula uso da bicicleta no Brasil

Publicado

em

Spread the love

Publicado em 13/10/2018 – 09:13

Por Andreia Verdélio / Agência Brasil 

Brasília – O presidente Michel Temer sancionou lei para estimular o uso da bicicleta como meio de transporte e integrá-la ao sistema de transporte público coletivo. A Lei 13.724/18, que institui o Programa Bicicleta Brasil (PBB), foi publicado no dia 5 de outubro no Diário Oficial da União, com o objetivo é melhorar as condições de mobilidade urbana no país.

O programa deverá ser implementado em cidades com mais de 20 mil habitantes. Entre outras ações, ele propõe a construção de ciclovias, ciclofaixas e faixas compartilhadas; a implantação de aluguéis de bicicletas a baixo custo em terminais de transporte coletivo, centros comerciais e locais de grande fluxo; a construção de bicicletários nos terminais de transporte; e a instalação de paraciclos ao longo das vias e estacionamentos apropriados.

Ciclistas na Esplanada dos Ministérios – José Cruz/Agência Brasil

Nas cidades com mais de 500 mil habitantes, a lei obriga a implantação de ciclovias, conforme exigido pelo Estatuto da Cidade

.

A lei também prevê a criação de uma cultura favorável ao uso da bicicleta como forma de deslocamento eficiente, econômica, saudável e ambientalmente saudável. Por isso, os órgãos de implementação deverão promover campanhas de divulgação desses benefícios e implantar políticas de educação para o trânsito para promover um bom convívio desse meio de transporte com os demais veículos.

Os recursos para o programa virão da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide-combustíveis). O percentual do tributo federal a ser destinado ainda será definido em regulamento. O programa também poderá contar com repasses dos governos federal, estadual e municipal, de doações de organismos de cooperação internacionais e nacionais, de empresas e até de pessoas físicas.

A lei entrará em vigor 90 dias após a publicação. A coordenação do programa será do Ministério das Cidades, que poderá firmar parcerias com outros órgãos de governo, entidades não governamentais, além de empresas do setor privado.

Vetos

No projeto aprovado pelo Congresso Nacional, também estava prevista a destinação de 15% dos recursos arrecadados com multas de trânsito ao programa, mas o artigo acabou sendo vetado pelo presidente Michel Temer. De acordo com o Senado, o valor total arrecadado com as multas gira em torno de R$ 9 bilhões por ano, portanto seriam R$ 1,3 bilhão anuais destinados do PBB.

Na explicação para o veto, o governo justifica que o investimento poderia “acarretar o enfraquecimento dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito, pois compromete os valores destinados a cobrir os custos e despesas com rotinas e procedimentos relativos à autuação das infrações, podendo acarretar insuficiência de fiscalização e consequente sensação de impunidade”. Além disso, a Emenda Constitucional 93, de 2016, prorrogou a desvinculação de receitas da União, estados, Distrito Federal e municípios, afetando os valores arrecadados e transferidos em decorrência das multas de trânsito.

O Código de Trânsito Brasileiro determina que a receita de arrecadação com a cobrança das multas de trânsito seja aplicada exclusivamente em sinalização, engenharia de tráfego e de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito.

Foi vetada ainda a exigência de os órgãos de trânsito divulgarem mensalmente as receitas arrecadadas com multas. Hoje, essa divulgação é feita uma vez ao ano, pela internet.

Continue lendo

Cidade

Entrevista/Talíria Petrone: “A esquerda precisa voltar aos territórios. Não para levar uma verdade, mas para escutar”

Publicado

em

A deputada federal eleita Talíria Petrone (PSOL). 
Spread the love

Talíria Petrone (PSOL), nona deputada federal mais votada do Rio, é vista como uma das sucessoras de Marielle Franco, executada em março. Em entrevista, fala dos desafios de seu campo político

El País

Rio de Janeiro  –Talíria Petrone (Niterói, 1985) acaba de ser eleita deputada federal pelo Rio de Janeiro com 107.317 votos, a nona mais votada do Estado, e engrossará a bancada do PSOL na Câmara, que passou de cinco para dez parlamentares após as eleições brasileiras deste ano. Não são poucos os que enxergam em Petrone a imagem de Marielle Franco, vereadora executada em 14 de março deste ano. Nas eleições municipais de 2016, foi a vereadora mais votada de Niterói, município vizinho ao Rio, e representava junto a Marielle, também eleita naquele ano, a ascensão das mulheres negras e periféricas dentro do espaço político institucional. Ela agora se vê no papel de levar adiante as pautas de sua amiga e de manter sua memória viva. Mas pondera: “Não sou Marielle. Isso é importante dizer, não só porque eu tenho a minha trajetória, a minha história, mas porque ela foi assassinada e não está mais aqui”, explica em entrevista ao EL PAÍS. A conversa ocorreu ainda no início da campanha, sentada no chão de concreto de uma universidade, e por telefone depois de sua recente vitória.

Quem é Talíria Petrone?

Talíria Petrone Sou militante dos direitos humanos, na área da educação popular, que para mim é o instrumento que escolhi como transformação da realidade. Sou professora de história, formada na UERJ, com muito orgulho. Filha de músico e professora. Venho da zona norte de Niterói, do bairro de Fonseca. Eu não fiz movimento estudantil, como muitas pessoas. O que me fez me organizar como militante foi minha vida como trabalhadora. Trabalhei como telemarketing e dando aula, antes de me formar. Com a história de vida de dureza, e com a universidade, era aquela jornada tripla com uma indignação que já vinha de muito tempo. Acabei me filiando ao PSOL em 2009, com 24 anos.

Em sua primeira eleição, foi a mais votada para a Câmara de Vereadores de Niterói. Como foi esse salto para a política institucional?

Talíria Petrone – Tem todo um acúmulo. Dei aula na Maré, no cursinho pré-vestibular, e hoje sou professora licenciada de escola pública da Maré. Educação popular sempre foi eixo de militância. A decisão da candidatura reflete esse acúmulo, mas reflete uma urgência. Nós mulheres já batíamos na tecla de como era importante ser mais representada no espaço institucional. Eu já era dirigente partidária, tinha coordenado campanhas, mas eu topar ser uma figura pública foi um processo e uma disputa dentro do partido também. Fiz uma campanha em Niterói sem dinheiro, com pouca gente e muito vinculada aos territórios. Uma campanha radical em sua demanda, nosso slogan era por uma Niterói negra, popular e feminista. As pessoas se sentiram representadas nesse projeto, em um espaço tão embranquecido e masculino.

O PSOL reflete essa realidade?

Talíria Petrone –Todo coletivo reflete. Muita gente faz criticas ao PSOL como se fosse um partido de classe média. Tem gente na baixada construindo política, tem o setor de favelas, de Caxias, Nova Iguaçu, Nilópolis… Agora, isso é insuficiente. O PSOL, como toda organização política, está muito distante da realidade do povo. E tem um grande problema em sua origem. Ele não tem uma origem popular, ele surge do rompimento de alguns parlamentares com o PT. O desafio é ampliar a inserção do PSOL em origens populares, como era na origem do PT e que foi abandonada. Ele está cada vez mais se enraizando em espaços de populares.

Mas a esquerda como um todo vem sendo muito questionada. Ela deixou de se conectar com a classe trabalhadora?

Talíria Petrone – É bem complexo. O Brasil tem uma historia escravista, patriarcal, fundamentalista… As relações coloniais de poder não ficaram na época colonial, elas permanecem. Nosso capitalismo, portanto, é muito conservador, nos costumes, na hegemonia do pensamento… Isso não é um detalhe. A memória sobre a ditadura é falha e mal tivemos universalização da educação. É uma democracia incompleta que possibilita um rompimento com essa hegemonia conservadora. A origem do PT é popular, ele alavancou alguns direitos e programas, mas não rompeu com essa estrutura. Ele teve a oportunidade de avançar mais radicalmente no rompimento dessas estruturas coloniais de poder. Não fez nem a reforma agrária nem a urbana. Não enfrentou o modelo de segurança pública. O exército entrou na Maré durante o governo petista. Houve uma desmobilização popular no último período, com a cooptação de lideranças e uma institucionalização muito grande.

O que a esquerda precisa fazer daqui em diante?

Talíria Petrone  – Temos que voltar aos territórios, para as bases, mas não para levar uma verdade. Precisamos escutar essas pessoas que já produzem resistência todos os dias. Em especial num momento de negação da política. As pessoas têm raiva da política e têm razões para isso. Política ainda são esses homens engravatados e corruptos. Se não estamos nos territórios, não vamos desconstruir essa ideia de política. Política é pé no chão, é o preço do pão e do ônibus, é se vai ter hospital ou não. E a direita conservadora se apropriou da negação da política reforçando essa história conservadora.

Nossa tarefa é também conjugar as diferentes pautas. Não gosto das caixinhas: a classe tá aqui, o gênero aqui, a raça aqui, a sexualidade aqui. Eu sou radicalmente contra o termo identitário. Não considero que defender mulheres negras seja uma pauta identitária. Enfrentar a LGBTfobia não é uma pauta identitária. A classe trabalhadora do Brasil vem de uma história escravocrata. É impossível falar de reforma tributária num país que quem ganha 5 salários mínimos tenha a mesma alíquota de quem ganha 360. E sem falar a questão racial. A desigualdade social é negra e indígena. A gente precisa enfrentar o racismo conjugando com o enfrentamento da desigualdade social. Não é só uma questão de representatividade. Nem toda mulher negra me representa. Ela é importante, porque as mulheres precisam se ver, mas não basta eu estar lá simbolicamente. Eu preciso encampar a luta antirracista e feminista. O vereador Fernando Holiday, de São Paulo, é a expressão do limite da representatividade. Ela tem que vir com pautas que tem a ver com esse povo marginalizado. Não são pautas identitárias, mas sim de classe.

A direita é hoje hegemônica nas redes sociais, principalmente no WhatsApp. Como avalia o desempenho da esquerda nesse território?

Talíria Petrone – Esse ainda é um território dominado pelas fake news, o que faz aumentar o discurso de ódio e conservador da extrema direita. Usamos muito mal as redes ainda, é um desafio da esquerda fazer disputa das redes sociais.

Como foi a campanha deste ano nesse ambiente de acirramento político? 

Talíria Petrone – Foi uma campanha muito vinculada aos bairros, ao boca a boca. Tivemos pouco dinheiro, se comparado ao padrão das campanhas, mas tivemos votos espalhados por quase todos os municípios do Rio. Mas também vimos nas ruas a polarização que o Brasil está vivendo. No primeiro dia de campanha fomos abordadas nas barcas, na primeira hora, indo de Niterói para Rio. Não estávamos panfletando, estávamos tirando uma fotografia com as companheiras. Mas o policial veio, apreendeu os panfletos, sacou uma arma e apreendeu nossos documentos. Quando eu disse que arma matava, ele disse que “ideologia matava mais”. O tempo todo se referia a ele mesmo como “o Estado”. Alegou estávamos fazendo propaganda política irregular, quando na verdade só estávamos tirando uma fotografia e os panfletos estavam guardados. Fora que não cabe à PM fiscalizar isso. Acabei ficando 10 horas na delegacia. O delegado devolveu meus materiais, mas o policial tentou me impedir de sair de lá. Só saiu da porta quando o delegado disse que ia dar voz da prisão para ele.

Com a onda ultraconservadora que também ocupou o Congresso, quais serão os desafios de seu mandato? O que pretende levar para lá?

Talíria Petrone – Muita das coisas que já fazíamos em Niterói, desde o debate de uma educação crítica, sem o Escola Sem Partido, ate garantir os investimentos necessários em Educação e Saúde. Tem também o debate sobre segurança pública, mas vamos fazer isso tudo dentro de um Congresso mais conservador. Esse é um desafio danado, porque temos um aumento da bancada da bala que reflete o retrocesso democrático que estamos vivendo. Ao mesmo tempo, o PSOL ter dobrado a bancada mostra que a população também nos enxerga como renovação. Nesse momento a prioridade é enfrentar o avanço do fascismo e garantir uma maior articulação possível, para que a democracia no Brasil não seja enterrada por dentro das instituições. A tiro curto defendemos fazer a maior articulação possível [com outros partidos, inclusive de centro e centro-direita] para derrotar o ódio e a violência e garantir a democracia. Precisamos de uma frente antifascista. Esta é a tarefa principal.

Este avanço da bancada da bala se deu sobretudo no Rio…

Talíria Petrone – O Rio é o laboratório disso. Bolsonaro é daqui e a expressão dele é enorme. Seu candidato [o ex-juiz federal Wilson Witzel, que disputará o segundo turno com Eduardo Paes] diz que vai dar licença pra matar e que vai extinguir a Secretaria de Segurança Pública. Isso dá autonomia e poder para as polícias, o que significa, num Estado em que matam e morrem muito, um aprofundamento da licença pra matar. Querem um estado militarizado e policial.

Você se vê no papel de levar o legado de Marielle ou dando prosseguimento as suas lutas?

Talíria Petrone – Temos que ter muito cuidado. A Marielle foi assassinada. A consigna “Marielle Vive” é necessária porque é um instrumento de mobilização das mulheres que ficaram sem uma referência: mataram uma vereadora preta, favelada, que amava mulheres, defensora dos direitos humanos, socialista. Nesse sentido, o que vive são suas pautas. Por um lado eu me sinto na responsabilidade de não deixar sua memória morrer, mas eu não sou a Marielle. Isso é importante dizer, não só porque eu tenho a minha trajetória, a minha história, mas porque ela foi assassinada e não está mais aqui. É natural que as pessoas façam essa transferência, é um orgulho que lembrem da Marielle quando me veem. Mas precisamos lembrar que ela foi executada: para pedir justiça por Marielle e Anderson, e entender a urgência do momento, de levar as pautas dela adiante.

Como você está lidando com essa perda?

Talíria Petrone – É uma dor que não melhora. A gente lida com ela. Tem uma companheira que fala que a existência de mulheres negras é uma existência em tragédia. É uma dor pessoalmente e coletivamente muito profunda. Nos conhecemos na Maré quando fui professora lá, e essa amizade se reforçou com o mandato. Éramos as únicas mulheres do PSOL com perfis muito semelhantes com mandato. Decidimos no mesmo momento a candidatura. Ficou um vácuo enorme.

A morte dela foi determinante pra você se lançar candidata da deputada?

Talíria Petrone – Já tinham conversas sobre isso. Mas a execução da Mari trouxe um senso de responsabilidade e de urgência nesses tempos, de que não dá pra ficar no nível local. É preciso manter a relação com o território a nível local, mas precisamos fazer disputa a nível Brasil, América Latina. É muito maior.

Você tem mais medo do que antes? Sua rotina mudou?

Talíria Petrone – Eu ia para a Câmara Municipal de bicicleta, de ônibus… Sou uma pessoa muito da rua, de circular pela cidade. Eu já sofria muitas ameaças, desde que fui eleita, e algumas mais graves. Um homem ligou pra sede do PSOL sistematicamente dizendo que ia me matar, já foram na nossa sede armados ameaçar… A proximidade com o perfil de Marielle fez com que o Estado entendesse que precisamos de segurança preventiva e um carro blindado. Mas no primeiro dia de campanha, o Estado tirou minha escolta, dizendo que não precisava mais, que seria privilégio e nada justificava. Continuo com um blindado pago pelo partido. É uma mudança radical de rotina, mas não tenho medo. Ele hoje foi transformado em sangue no olho.

O que acha está por trás de sua execução?

Talíria Petrone – Quem mandou matar Marielle tem relação com poderes do Estado. Todo crime organizado tem relação com o Estado. O tráfico de drogas, a milícia… Se temos um modelo de segurança pública que criminaliza o menino de chinelo com fuzil na boca, temos que entender que ele não é o responsável por essa lógica. O que é milícia dominando os territórios? O braço do Estado, o poder econômico e o poder armado. Essa tríade tem que ser enfrentada. Vamos continuar falando disso. Não sei se foram as milícias que mataram a Marielle, mas não tenho dúvida que tem relação com o Estado. E precisamos de pressão internacional. Um crime como esse, político, e complexo, tem gente muito grande envolvida. É um crime político que expressa o quanto vai mal a democracia brasileira, que não se completou.

 

Continue lendo

Cidade

Santarém comemora Dia do Professor com resultados positivos no Ideb

Publicado

em

Prefeito Nélio Aguiar entrega prêmio a professora Adriane Menezes, representante do estado do Pará, pelo 2º ano consecutivo, no 'Prêmio Professores do Brasil'
Spread the love
Dia 15 de outubro é comemorado o Dia do Professor, data que homenageia os profissionais que escrevem a história do futuro. A Prefeitura de Santarém e a Secretaria Municipal de Educação (Semed) parabenizam os seus docentes e agradecem por todo o serviço e dedicação prestados à comunidade santarena.“Quero agradecer pelo trabalho e dedicação realizado em nossas escolas. Pelo avanço que só tem elevado a educação de Santarém’, pronunciou Nélio Aguiar“Quero agradecer a cada um pelo trabalho e dedicação realizado em nossas escolas. Pelo avanço que só tem elevado a educação de Santarém, comprovado com os bons resultados no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Foram superadas praticamente todas as metas, o que nos mostra que é possível melhorar o ensino, mas é claro, sem essa força, essa garra e compromisso de cada um dos professores da rede municipal não estaríamos aqui compartilhando nossas vitórias”, destacou o prefeito Nélio Aguiar em reconhecimento a importância do profissional da educação como fundamental para formação das gerações futuras.Para a secretária de educação Mara Belo, na data devem ser comemoradas as conquistas dos professores de Santarém. Segundo ela, as vitórias foram resultado de décadas de lutas que ganharam forças, sobretudo, a partir da organização sindical (luta coletiva, organizada e participativa). Essas conquistas trouxeram para Santarém o Fundo de Financiamento da Educação (Fundef/Fundeb); maior oferta de ensino; melhoria da infraestrutura das escolas; formação docente; planos de carreiras; piso salarial nacional; instituição de uma cultura de educação comprometida com o sucesso dos alunos; salários atualizados, entre outros benefícios.

 

Mara lembra que o professor exerce a profissão que forma as demais, por isso exige preparo, conhecimento, pesquisa, amor e dedicação

 

″Ser professor é reconhecer o contexto de cada aluno, suas necessidades e seu repertório de vida″, afirmou a secretária de educação Mara Belo. No entanto, a realidade atual aponta a necessidade de avanços que exigem mais investimentos financeiros e políticas públicas voltadas a melhoria da qualidade da educação das maiorias, ampliação do processo de formação continuada e melhoria das condições de trabalho. Para tal, Mara lembra que o professor exerce a profissão que forma as demais, por isso exige preparo, conhecimento, pesquisa, amor e dedicação. “Ser professor é reconhecer o contexto de cada aluno, suas necessidades e seu repertório de vida. É manter-se apaixonado pelo seu trabalho e por sua contribuição a formação das pessoas e deixar bem claro o seu papel enquanto agente político”, esclareceu.

Para atingir seus prementes objetivos, a secretaria de educação e as escolas unem esforços, trabalhando em um único foco que visa à aprendizagem dos alunos, apoiados na cultura da educação comprometida de manter a permanência do aluno na escola e de forma a refletir no seu sucesso de vida. 

Resultados do desempenho das escolas municipais no Ideb confirmam a qualidade do ensino e da educação em Santarém

Desempenho positivo das escolas municipais no Ideb confirmam a qualidade do ensino e da educação em Santarém. Belo disse também que os resultados do desempenho das escolas municipais no Ideb confirmam a qualidade do ensino e da educação em Santarém, que entre outros recursos pedagógicos, realizam-se programas e projetos voltados a correção da distorção idade/série e a melhoria do desempenho dos alunos, com investimentos constantes na rede, cujos resultados comprovam que a educação de Santarém está evoluindo a cada dia.

Para finalizar, enquanto secretária de educação de Santarém Mara Belo disse que o Dia do Professor é um convite a homenagens e a reflexões sobre a importância do papel desse grande profissional, de suas atitudes e atuação. Além de potencializar o desejo de continuar firme na missão de educar com dedicação, comprometimento e amor. “Ser professor é edificar o próprio exemplo, é buscar sempre o aperfeiçoamento para melhor contribuir com a formação de cidadãos livres e com a própria sociedade”, concluiu.

Quem também reforça o papel da profissão é o assessor educacional da Semed, professor Marcos Gentil ao afirmar que os professores de Santarém podem comemorar as conquistas historicamente consolidadas, os resultados positivos que progressivamente são alcançados e o mais importante, a influência que exercem sobre gerações. “O sentido de ser professor é recuperar a legitimidade de nosso papel e a consolidação de nossa identidade profissional. Profissional habilitado para conduzir os processos formativos e garantir o direito de aprender de nossos alunos”.

Gentil também destacou que a situação atual do município de Santarém é desafiadora e ao mesmo tempo gratificante, pois conta-se com um quadro de professores habilitados, que reconhecem a importância da formação continuada para a melhoria da prática pedagógica. Os resultados de qualidade alcançados comprovam o compromisso de todos. “Nossa mensagem é de reconhecimento e gratidão pela dedicação com a profissão e dizer que é preciso ter coragem para, todos os dias, escolher continuar mudando o mundo por meio da educação”, finalizou.

 

 

A professora Marilza Serique diz que a rede municipal de ensino de Santarém tem muito o que comemorar no Dia do Professor

Educação na Região Urbana

A diretora de ensino e assessora de educação urbana da Semed, professora Marilza Serique disse que a rede municipal de ensino de Santarém tem muito o que comemorar no Dia do Professor. Segundo ela, as conquistas históricas devem ser lembradas como avanços no processo educativo, assim como os bons resultados alcançados no Ideb, referente ao ano de 2017, divulgados neste ano de 2018. “Esses resultados não são simples números. Representam o aprendizado de nossas crianças e nós estamos comprovando isso com a elevação do Ideb do município de Santarém”, registrou.

Junto ao Ideb também é possível constatar os dados sobre o fluxo escolar, em especial, sobre as crianças com defasagem da idade/série. Segundo Marilza, esses alunos estão tendo assistência, um bom acompanhamento por meio de uma metodologia diferenciada e com isso, 108 crianças vão dar um salto significativo, ou seja, vão sair do 4º para o 6º ano. “Isso é muito importante. Vão dar esse salto sabendo ler, escrever e interpretar de acordo com o nível de suas séries. Então isso é muito significativo e deve ser comemorado, especialmente pelos professores”, ressaltou.

A assessora disse ainda que os índices conquistados pela educação municipal de Santarém no Ideb também são resultado de uma trajetória que passa pelo trabalho dos gestores das escolas, dos técnicos e dos professores da Semed, das secretarias de educação e pelos gestores municipais. A trajetória crescente vem desde 2001, quando foi iniciado um trabalho de melhoria da gestão escolar e as respostas positivas devem-se a responsabilidade de todos os servidores, que integram a rede municipal de ensino.

Marilza Serique deixa a seguinte mensagem no Dia do Professor. “Quero dizer que o professor mais do que nunca merece todo o carinho e respeito no seu dia e sempre. Realmente, os professores merecem esse momento de comemoração, pois são os responsáveis diretos por esse momento que Santarém está vivendo, depois de terem arregaçado as mangas e terem decidido como foco o direito de aprender de nossas crianças e estão fazendo com que isso esteja acontecendo. Por isso, a todos os professores eu dedico a nossa consideração e o nosso respeito”, finalizou.

Educação na Região de Rios

A assessora para a região de rios da Semed, professora Gedalbe Pereira disse que o dia do professor é muito especial, precisa ser destacado, comemorado e reconhecido por todas as pessoas envolvidas na educação. Segundo ela, principalmente, pela responsabilidade e comprometimento com a educação em Santarém, o que ficou constatado pelos resultados positivos, alcançados com as notas espetaculares, acima das metas estabelecidas pelo Ideb/2017, diferenciando Santarém em relação ao Pará e ao Brasil. “Isso é muito satisfatório e gratificante para nós, pois sabemos que é o resultado do trabalho de um grupo, mas que tem tudo a ver com o professor que está em sala de aula”, ressaltou.

Gedalbe lembrou que estar à frente de uma assessoria de rios é se expor e enfrentar os desafios que são diversos, a exemplo de se ter professores em comunidades distantes e de difícil acesso. Mas são professores comprometidos e responsáveis, que superam as dificuldades e desenvolvem muito bem seu trabalho, o que pode ser visto e constatado com os resultados alcançados pelas escolas em nível nacional.

A assessora de rios também destacou a diferença na qualidade do ensino que era praticada na região de rios, muitas vezes considerada abaixo do nível em relação à cidade, no entanto, os números do Ideb mostram que houve um nivelamento. Segundo ela, uma conquista que dependeu das estratégias adotadas com relação à formação continuada dos servidores que integram a rede municipal de ensino. “Todos nós temos que continuar trabalhando com amor, compromisso, responsabilidade e respeito aos nossos alunos, em parceria com os pais e a comunidade”, concluiu.

Educação na Região de Planalto

A assessora para a região de planalto da Semed, professora Marluce de Pinho disse que os professores têm contribuído significativamente com a conquista dos bons resultados da educação do município de Santarém, em se tratando dos resultados do Ideb. Segundo ela, até as escolas que não conseguiram boas notas em anos anteriores se sobressaíram com bons resultados em 2017. “Assim, a região do planalto contribuiu pontualmente para que Santarém continue como referência nos índices do Ideb, no oeste do Pará”, comemorou.

Para Marluce os dados do Ideb mostram que houve um nivelamento em termos de qualidade do ensino entre as regiões do interior e da cidade resultado do compromisso de levar relevantes contribuições de ensino todos os dias para 10 mil alunos, na região de planalto em cerca de 100 escolas, organizadas em 38 polos. Lembrou ainda da parceria da Semed com a Universidade Federal do Pará (UFPA), por meio do PNAIC, que trabalhou com as crianças de 1º, 2º e 3º ano, para obter bons resultados no Ideb.

A professora ressaltou ainda que no planalto há grandes dificuldades com relação à educação por se tratar de uma região onde a agricultura é muito presente e em épocas de safra das culturas, as famílias envolvidas nesse trabalho, muitas vezes consomem toda a mão de obra que há. “Nesse aspecto a escola precisa ser muito atrativa para que as crianças não percam o foco e participem das atividades diariamente na escola. embora já tenhamos comemorado o dia do servente, do diretor de escola e do pedagogo faço questão de estender esse agradecimento, no Dia do Professor, a todos os servidores que compõem as unidades escolares. A minha mensagem é de agradecimento, de respeito e de valorização a todos os professores da região de planalto que só contribuem para a educação do município de Santarém”, concluiu.Desde 2005, a educação do 1º ao 5º ano do ensino fundamental cresce positivamenteDo 6º ao 9º ano, educação alcança pontuação alta em índice do Ideb

Continue lendo

Facebook

Propaganda

Destaques