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Eleições 2018

Eleição presidencial terá o maior número de candidatos em 29 anos

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PT e PSDB tiveram candidatos próprios em todos os pleitos

 

Luiza Damé /Agência Brasil  

Brasília –  As convenções partidárias confirmaram 13 candidatos à Presidência da República – o segundo maior número desde 1989, quando foram 22 concorrentes, já que o comunicador Silvio Santos teve a candidatura impugnada. Neste período, somente o PSDB e o PT disputaram todas as eleições presidenciais com candidatos próprios.Partido com maior número de filiados – 2,4 milhões -, o MDB não tinha candidatura própria há quatro eleições. Depois que o ex-governador de São Paulo e ex-presidente do partido, Orestes Quércia, ficou em quarto lugar na disputa de 1994, o MDB transitou entre chapas do PSDB e do PT – legendas que monopolizaram as eleições desde aquele ano.

Após o lançamento do Plano Real, o tucano Fernando Henrique Cardoso venceu a eleição no primeiro turno em 1994, com 54,3% dos votos. Naquele ano, o cardiologista Eneas Carneiro (morto em 2007), conhecido pelo discurso agressivo e o bordão “meu nome é Eneas”, surpreendeu o país conquistando cerca de 4,6 milhões de votos, mais do que Quércia e do que o pedetista Leonel Brizola (morto em 2004).

Em 1998, Fernando Henrique Cardoso foi reeleito, novamente vencendo no primeiro turno, com 53% dos votos. Naquele ano, 12 candidatos participaram da eleição presidencial. As eleições de 2002 marcaram o começo da hegemonia do PT: foram quatro vitórias seguidas, todas contra o PSDB.

Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito e reeleito em 2002 e 2006. Depois, Dilma Rousseff conquistou o Palácio do Planalto em 2010 e foi reeleita em 2014, mas não completou o mandato.

Nas quatro últimas eleições presidenciais, a decisão veio no segundo turno.

Veja quem são os candidatos a presidente nas eleições 2018:

 

Álvaro Dias (Podemos) 

O senador Álvaro Dias foi escolhido pelos convencionais do Podemos para ser candidato à Presidência da República. A candidatura do parlamentar pelo Paraná foi oficializada em Curitiba, durante convenção nacional do partido. Na primeira fala como candidato, Álvaro Dias anunciou que, se eleito, vai convidar o juiz federal Sérgio Moro para ser ministro da Justiça, e repetiu a promessa de “refundar a República”.

Ele vai compor a chapa com o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, cujo partido, o PSC, havia decidido lançar candidatura própria à Presidência, mas desistiu em favor de uma aliança com o Podemos. Além do PSC, fazem parte da coligação até agora os partidos PTC e PRP.

 

Podemos confirma Álvaro Dias como candidato a presidente da República, nas eleições de 2018
Podemos confirma Álvaro Dias (de camisa azul) como candidato a presidente da República – Podemos/Direitos reservados

 

Cabo Daciolo (Patriota)

A convenção nacional do Patriota oficializou a candidatura do deputado federal Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, o Cabo Daciolo. O evento ocorreu no município de Barrinha, no interior de São Paulo. O candidato foi escolhido por unanimidade. A candidata a vice é Suelene Balduino Nascimento, do mesmo partido. Ela é pedagoga com 23 anos de experiência e atua na rede pública de ensino do Distrito Federal.

Daciolo defende mais investimentos em educação e segurança por considerar áreas essenciais para o crescimento do país. Em discurso durante a convenção, Daciolo se posicionou contrário à legalização do aborto e à ideologia de gênero.

Cabo Daciolo é confirmado como candidato do Patriota nas eleições 2018
Cabo Daciolo é confirmado como candidato do Patriota nas eleições 2018 – Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

 

Ciro Gomes (PDT)

O PDT confirmou, no dia 20 de julho, a candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República, na convenção nacional que reuniu filiados do partido. A chapa é composta com a senadora Kátia Abreu (PDT-TO).

Esta é a terceira vez que Ciro Gomes será candidato à Presidência da República: em 1998 e 2002, ele concorreu pelo PPS. Natural de Pindamonhangaba (SP), construiu sua carreira política no Ceará, onde foi prefeito de Fortaleza, eleito em 1988, e governador do estado, eleito em 1990. Renunciou ao cargo de governador, em 1994, para assumir o Ministério da Fazenda, no governo Itamar Franco (1992-1994), por indicação do PSDB, seu partido na época. Ciro Gomes foi ministro da Integração Nacional de 2003 a 2006, no governo do ex-presidente Lula. Tem 60 anos e quatro filhos.

 

Brasília: PDT confirma Ciro Gomes como candidato à Presidência da República em convenção nacional que reuniu filiados do partido. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
PDT confirma Ciro Gomes como candidato à Presidência da República em convenção nacional – Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Geraldo Alckmin (PSDB)

Em convenção nacional realizada na capital federal, o PSDB confirmou, nesse sábado (4), a candidatura do presidente do partido e ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, à Presidência da República nas eleições de outubro. Dos 290 votantes, 288 aprovaram a candidatura de Alckmin. Houve um voto contra e uma abstenção. A senadora Ana Amélia (PP-RS) é a vice na chapa.

No primeiro discurso como candidato, Alckmin disse que quer ser presidente para unir o país e recuperar a “dignidade roubada” dos brasileiros. Ele defendeu a reforma política, a diminuição do tamanho do Estado e a simplificação tributária para destravar a economia.

 

Convenção Nacional do PSDB, em Brasília, lança Geraldo Alckmin como seu candidato à Presidência da República.
Convenção Nacional do PSDB, em Brasília, lança Geraldo Alckmin como seu candidato à Presidência da República – José Cruz/Agência Brasil

 

Guilherme Boulos (PSOL)

O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores SemTeto (MTST), Guilherme Boulos, foi lançado, no dia 21 de julho, como candidato à Presidência da República pelo PSOL, na convenção nacional em São Paulo. Também foi homologado o nome de Sônia Guajajara, representante do povo indígena, para vice-presidente.

Boulos destacou que irá defender temas que pertencem aos princípios do partido, como o direito ao aborto e à desmilitarização da polícia.

O PSOL confirmou a candidatura de Guilherme Boulos à Presidência da República, na convenção nacional que reuniu filiados do partido
O PSOL confirmou a candidatura de Guilherme Boulos à Presidência da República – Rovena Rosa/Agência Brasil

 

Henrique Meirelles (MDB)

O MDB confirmou, no dia 2 de agosto, o nome de Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda, como candidato à Presidência da República. O partido informou que Germano Rigotto, ex-governador do Rio Grande do Sul, será o vice na chapa.

Henrique Meirelles destacou como prioridades investimentos em infraestrutura, para diminuir as distâncias no país, além de saúde e segurança pública. O presidenciável também prometeu reforçar o Bolsa Família. Para gerar empregos, Meirelles disse que pretende resgatar a política econômica, atrair investimentos e fazer as reformas para que o país cresça 4% ao ano.

 

O ex-ministro Henrique Meirelles durante convenção Nacional do MDB em Brasília.
Convenção Nacional do MDB confirmou candidatura de Henrique Meirelles – Antonio Cruz/Agência Brasil

 

Jair Bolsonaro (PSL)

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), 63 anos, foi confirmado, no dia 22 de julho, como o candidato à Presidência da República nas eleições deste ano pelo PSL. O vice é o general Hamilton Mourão, do PRTB.

Na convenção, Bolsonaro adiantou que, se eleito, quer excluir o ministério das Cidades e fundir pastas como Fazenda e Planejamento, assim como Agricultura e Meio Ambiente. O candidato prometeu ainda privatizar estatais.

PSL lança candidatura de Jair Bolsonaro à presidência da República.
PSL lança candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República – Fernando Frazão/Agência Brasil

 

João Amoêdo (Partido Novo)

João Dionisio Amoêdo foi oficializado candidato à Presidência da República pelo Partido Novo durante convenção na capital paulista, no dia 4 de agosto. O cientista político Christian Lohbauer foi escolhido como candidato à vice-presidente. Entre as principais propostas de Amoêdo estão equilibrar as contas públicas, acabar com privilégios de determinadas categorias profissionais, melhorar a educação básica e atuar fortemente na segurança. O presidenciável também é favorável à revisão do Estatuto do Desarmamento.

João Amoêdo disse que quer levar renovação à política e mudar o Brasil. O presidenciável defendeu a privatização de empresas estatais.

 

Partido Novo confirma João Amoêdo como candidato a presidente
Partido Novo confirma João Amoêdo como candidato a presidente – Rovena Rosa/Agência Brasil

 

João Goulart Filho (PPL)

O PPL lançou, no dia 5 de agosto, João Goulart Filho como candidato à Presidência da República. Ele é filho do ex-presidente João Goulart, o Jango, que teve mandato presidencial, de 1961 a 1964, interrompido pela golpe militar. É a primeira vez que João Goulart Filho concorre ao cargo.

O candidato a vice é Léo Alves, professor da Universidade Católica de Brasília. Algumas propostas do candidato são a redução drástica dos juros da dívida pública para dar condições ao Estado de investir no desenvolvimento social, o resgate da soberania, o controle das remessas de lucros das empresas estrangeiras e a revisão do conceito de segurança nacional.

PPL lança João Goulart Filho a candidato a presidente nas eleições de 2018
João Goulart Filho concorrerá a presidente pelo PPL – PPL/Direitos reservados

 

José Maria Eymael (DC)

O partido Democracia Cristã (DC) confirmou, no dia 28 de julho, durante convenção na capital paulista, a candidatura de José Maria Eymael à Presidência da República, nas eleições de outubro, e do pastor da Assembleia de Deus Helvio Costa como vice-presidente.

Na área econômica, as diretrizes gerais de governo do DC incluem política macroeconômica orientada para diminuição do custo do crédito ao setor produtivo, apoio e incentivo ao turismo e a valorização do agronegócio com ações de governo específicas, que ainda não foram divulgadas, e apoio aos pequenos e médios produtores rurais.

 

Convenção Nacionald do Partido Social Democrata Cristão lança Eymael como seu nome para a disputa pela Presidência da República
Convenção Nacionald do DC lançou Eymael como seu nome para a disputa pela Presidência da República – Bruno Murashima/DC/Direitos Reservados

 

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

A convenção nacional do PT escolheu, por aclamação, no dia 4 de agosto, o nome de Luiz Inácio Lula da Silva para ser o candidato à Presidência da República. O encontro também homologou o apoio do PCO e do PROS à candidatura do PT. O vice é o petista Fernando Haddad, que foi ministro da Educação e prefeito de São Paulo.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso em Curitiba, desde 7 de abril, após ter sido condenado em segunda instância no caso do triplex de Guarujá. O ator Sérgio Mamberti leu, na convenção, uma carta escrita por Lula, onde ele afirmou que “querem fazer uma eleição presidencial de cartas marcadas, excluindo o nome que está à frente na preferência popular em todas as pesquisas”.

 

Convenção Nacional do PT para lançamento da candidatura de Lula para presidente, na Casa de Portugal.
Convenção nacional do PT escolheu Lula para candidato a presidente – Rovena Rosa/Agência Brasil

 

Marina Silva (Rede)

A primeira convenção nacional da Rede Sustentabilidade confirmou, por aclamação, no dia 4 de agosto, o nome Marina Silva como candidata da sigla à Presidência da República. O candidato à vice na chapa, o médico sanitarista, Eduardo Jorge, do Partido Verde (PV), também foi apresentado oficialmente no encontro.

A presidenciável prometeu uma campanha limpa, sem notícias falsas e sem destruir biografias. Se comprometeu com as reformas da Previdência, tributária e política, que acabe com a reeleição e incentive candidaturas independentes. Se eleita, Marina também disse que pretende fazer uma revisão dos “pontos draconianos” da reforma trabalhista que, segundo ela, seriam feitas a partir de um diálogo com o Congresso.

 

Marina Silva e Eduardo Jorge participam de convenção da REDE (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Marina Silva é confirmada candidata a presidente pela Rede  – Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

 

Vera Lúcia (PSTU)

Em convenção nacional, o PSTU oficializou, no dia 20 de julho, a candidatura de Vera Lúcia à Presidência da República e de Hertz Dias como vice na chapa. A escolha foi feita por aclamação pelos filiados ao partido presentes na quadra do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, na zona leste da capital paulista.

De acordo com Vera Lúcia, o plano de governo prevê reforma agrária, redução da jornada de trabalho sem redução de salário e um plano de obras públicas para atender as necessidades da classe trabalhadora.

O PSTU decidiu que não fará nenhuma coligação para a disputa presidencial, nem alianças nas eleições estaduais.

 

Vera Lúcia do PSTU
Vera Lúcia é a candidata do PSTU – Romerito Pontes/Direitos Reservados

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Eleições 2018

Eleitores de Bolsonaro fazem caminhada em Belém e em outras capitais

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Estimativa é de mais de 20 mil simpatizantes de Jair Bolsonaro tenham passado pela Praça da República em Belém neste domingo

Apoiadores de Bolsonaro tomaram as ruas do centro de Belém neste domingo (Foto: divulgação)

Durante a manhã deste domingo (20), apoiadores de Jair Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PSL, realizaram uma passeata pelas ruas do centro de Belém.Durante toda a manhã deste domingo (20), apoiadores de Jair Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PSL, realizaram uma passeata pelas ruas do centro de Belém. Não foi divulgado o número exato de simpatizantes que participaram da manifestação em prol do presidenciável, mas, estima-se que ao menos 20.000 pessoas tenham marcado presença no ato que começou na avenida Presidente Vargas e seguiu rumo à Doca de Souza Franco.

Na Praça da República, em Belém, apoiadora de Bolsonaro usa cocar indígena (Foto: divulgação)

Ao longo da caminhada, homens, mulheres e crianças entoaram cânticos de apoio a Bolsonaro, que segue na frente nas pesquisas de intenção de voto para o segundo turdo das Eleições 2018, marcado para daqui a exatos sete dias. De acordo com a última pesquisa divulgada pelo instituto DOXA/ A Província do Pará, a diferença entre Bolsonaro e Fernando Haddad (PT), nesse momento, é de 9,4 pontos percentuais.

Em Belém, casais mostram apoio a Jair Bolsonaro (Foto: divulgação)

Manifestantes criticam temem a possível volta do PT à Presidência

O Estado de S.Paulo

 A sete dias das eleições presidenciais, pelo menos quatro capitais recebem neste domingo (21), atos favoráveis ao candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro. Em São Paulo, no Rio e em Brasília, além de outras 20 capitais, os manifestantes se organizam para apoiar o capitão reformado e protestar contra a possível volta do PT.

Em São Paulo, o ato começou por volta de 14h na Avenida Paulista, que fica fechada para os carros entre 10h e 18h de todos os domingos e feriados, com apoiadores do candidato criticando Fernando Haddad, o PT e pedindo mudanças. Cinco carros de som foram pela avenida. Os movimentos Avança Brasil, Vem pra Rua, MBL e Nas Ruas estiveram entre os presentes.

 Bonecos infláveis do ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato, com roupa de presidiário e do vice de Bolsonaro, General Mourão(PRTB) foram erguidos na Paulista. No carro de som do Vem Pra Rua, há uma bandeira com referência ao discurso do ex-governador do Ceará Cid Gomes em comício do PT, na semana passada. Os organizadores puxaram o canto “Ô, seus babacas, presta atençao, Lula tá preso e vão perder a eleiçao”. O hino nacional foi tocado em seguida.

Paulista Ato na Av. Paulista começou por volta de 14h Foto: Carla Bridi/Estadão

A deputada estadual eleita pelo PSL, Janaína Paschoal, discursou em nome do combate à corrupção e ao PT. “Eu fiz uma promessa ao Helio Bicudo e eu vou cumpri-la. Nós vamos tirar a turminha deles do Brasil. Ninguém vai nos dividir. Eles vão ter que aceitar o resultado das urnas”, afirmou. Ela também intimou o candidato do PT, Fernando Haddad, a discutir as verdadeiras notícias, chamadas por ela de “true news”.

Congresso Nacional Protestos a favor de Bolsonaro e contra a volta do PT ao governo em frente ao Congresso Nacional  Foto: Jose Cruz/Agencia Brasil

Distrito Federal e Rio

Em Brasília, os manifestantes se concentraram em frente ao Congresso Nacional no início da manhã e saíram em carreata por toda a Esplanada dos Ministérios. Vestidos de verde e amarelo e com faixas de apoio ao candidato, eles criticavam uma eventual volta do PT ao poder. Procurada, a Polícia Militar do Distrito Federal informou que não fez estimativa de público presente.

No Rio, os manifestantes se concentraram na praia de Copacabana. Em Minas Gerais, o ato ocorreu em Belo Horizonte, na Praça da Liberdade, uma das mais importantes da capital mineira.

Salvador

Mesmo sob chuva intensa e ventos fortes na orla marítima de Salvador, centenas de simpatizantes do candidato foram ao Farol da Barra, um dos principais pontos turísticos de Salvador, “para derrubar o PT”. Era assim que os militantes que se revezavam ao microfone anunciavam a manifestação, que contou com a presença de dirigentes do PSL e do PRTB, além de lideranças de movimentos como o Vem Pra Rua e Movimento Brasil Livre (MBL), como o deputado federal eleito Kim Kataguiri.

Salvador Manifestação em Salvador neste domingo Foto: Yuri Silva/Estadão

“Pelo fim do Foro de São Paulo”, “pela morte do Celso Daniel”, “para acabar com a roubalheira”, “para defender nossas crianças da prostituição” eram algumas das bandeiras repetidas nos dois trios elétricos que ocupavam o Largo do Farol. Camisas com a frase “O Lula está preso, babaca”, em referência ao discurso do senador eleito Cid Gomes (PDT) contra eleitores petistas, também eram muito presentes.

Belo Horizonte

Na capital mineira, A manifestação favorável a Bolsonaro foi organizada pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e pelo Vem Pra Rua. O ato começou às 10h e o público passou se dispersou logo depois de 12h. Entre os manifestantes, muitas faixas pedindo voto por cédulas de papel e criticando o uso das urnas eletrônicas foram vistos.

Os participantes também disseram ser “caixa-dois do Bolsonaro” e alguns foram fantasiados com caixas, em referência ao pedido de impugnação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Bolsonaro levado adiante pelo adversário, Fernando Haddad, do PT.

Porto Alegre

Em Porto Alegre, os manifestantes vestiam camisetas verde e amarelas e portavam bandeiras do Brasil. A concentração foi na avenida Goethe, área nobre da capital gaúcha, como no ato do dia 30 de setembro. De um carro de som, políticos e apoiadores do presidenciável se revezavam nos discursos. “Fora, PT” e “nossa bandeira jamais será vermelha” foram gritos entoados em vários momentos. Também houve críticas às urnas eletrônicas e aos institutos de pesquisa.

O atual governador e candidato à reeleição ao governo gaúcho nas eleições 2018, José Ivo Sartori (MDB), chegou no final do ato. “Vamos, como o MDB (gaúcho) decidiu, apoiar Jair Bolsonaro, para todos juntos, sem vacilação, mudarmos o nosso País,”, disse o emedebista. Além de bandeiras e faixas do candidato do MDB, muitas pessoas portavam bandeiras de Eduardo Leite, candidato tucano ao governo do RS. Tanto Sartori quanto Leite declararam apoio a Bolsonaro.

Porto Alegre Em Porto Alegre, ato se concentrou na região nobre da cidade Foto: Filipe Strazzer/Estadão

Maceió

Vestindo camisas nas cores verde e amarela, além de estampas com o rosto do candidato que é líder nas pesquisas eleitorais, os manifestantes percorreram três quilômetros pela orla de Maceió. Vários moradores de edíficios observaram a manifestação e apoiavam Bolsonaro. A Polícia Militar não divulgou o número de participantes.

Muitos policiais civis e militares, além de outras categorias, como médicos, gritavam palavras em favor de Jair Bolsonaro. O ato pró-candidato do PSL aconteceu um dia depois da manifestação contrária à sua candidatura, quando apoiadores de Fernando Haddad fizeram o mesmo percurso pela orla de Maceió.

Curitiba

O ato em Curitiba foi organizado pelas redes sociais e contou com quatro carros de som e bonecos infláveis de Lula vestido de presidiário, e de Bolsonaro com a faixa presidencial. A concentração começou por volta das 15h, na Boca Maldita, no calçadão no centro de Curitiba, local conhecido por receber manifestações políticas.

Os presentes vestiam camisetas das cores verde e amarela e portavam cartazes com frases contra o PT e a favor de Bolsonaro. Políticos e líderes de grupos anti-corrupção da capital paranaense discursaram nos carros de som, que também entoavam músicas da campanha do candidato do PSL.

Os organizadores do evento também pediam aos presentes que atuassem como fiscais das urnas eletrônicas no dia da eleição, tirando fotos dos boletins do equipamento para conferência com os dados da justiça eleitoral. Às 17h30, os manifestantes começaram a se dispersar.

ctv-amg-whatsapp-image-2018-10-21-at-174748Em Curitiba, manifestantes se concentraram no centro da cidade  Foto: Katna Baran/Estadão

Recife

Fantasiados de “caixa 2”, muitos apoiadores do candidato participaram de caminhada na tarde deste domingo em Recife. Os apoiadores do deputado ironizaram a decisão da Polícia Federal em investigar, a pedido da Procuradoria-Geral da República, as suspeitas do crime eleitoral na campanha do parlamentar.

A manifestação foi aberta com uma mensagem gravada por Bolsonaro e direcionada aos eleitores nordestinos. “Amigos do Nordeste juntos colocaremos o Brasil no seu devido lugar. Sem distinção, sem preconceito e sem divisões entre nós”, disse Bolsonaro.

Em entrevista coletiva no Rio na tarde de domingo, Bolsonaro disse que as manifestações são um sinal “de que a população está realmente preocupada com o futuro do Brasil” e querem alguém diferente do PT na Presidência. “Sou grato a eles que, no momento, não fazem por eles, mas fazem pelo Brasil”, afirmou. Segundo a última pesquisa Ibope/Estado/TV Globo do segundo turno, divulgada em 15 de outubro, o deputado tem 59% dos votos válidos, contra 41% do petista.

Bolsonaro Apoiadores de Jair Bolsonaro em ato no Rio de Janeiro  Foto: Sergio Moraes/Reuters

Vitória

No Espírito Santo, segundo estimativa da Polícia Militar, cerca de 25 mil pessoas participaram do ato favorável a Bolsonaro na capital. Idosos, adultos e crianças acompanharam trios elétricos cantando o hino nacional. Vestidos de verde e amarelo, muitos estavam com cartazes pedindo um fim à corrupção. Com apitos e buzinas, motoristas e caronas que estavam do outro lado da pista apoiavam as pessoas na passeata.

Eleitores de Bolsonaro inflaram um balão enorme com o formado do ex-presidente Lula vestido com roupa de presidário. Outros trouxeram também caixões cobertos com panos vermelhos. Vários manifestantes faziam poses com as mãos simbolizando armas em direção à estrutura de madeira.

O protesto terminou na praça do papa, por volta das 16h40, quando a multidão começou a dispersar. A PM afirmou que não houve registro de nenhuma ocorrência de confusão ou danos a patrimônios durante a manifestação.

Também houve atos em São Luís (MA), Campo Grande (MS), Natal (RN), Fortaleza (CE), Aracaju (SE), Rio Branco (AC), Manaus (AM), Macapá (AP), Belém (PA), Palmas (TO), Boa Vista (RR), Porto Velho (RO) e Goiânia (GO).

Atos contrários no sábado

No sábado, cidades como Rio, Brasília, São Paulo e Belo Horizonte foram palco de manifestações contrárias ao candidato. Na capital mineira, os manifestantes pediram voto em Fernando Haddad e gritaram diversas palavras de ordem contra Bolsonaro. Os participantes do ato cantaram em coro a canção “Apesar de Você”, de Chico Buarque. O ato começou por volta de 12h, na Praça Sete, região central da cidade, e acabou às 17h. A Polícia Militar informou que não houve ocorrências no evento.

Na capital federal, movimentos sociais e populares realizaram o ato com faixas e gritos contra o fascismo, a ditadura e as fake news de WhatsApp. Diversos militantes usaram cartazes em favor da candidatura do PT. O protesto começou por volta das 16h na Rodoviária do Plano Piloto, região central da capital federal. De lá, os manifestarem marcharam, pelo Eixo Monumental, até a Fundação Nacional das Artes (Funarte). A PM-DF fez uma estimativa de 6 mil pessoas presentes.

Colaboraram :  Paulo Beraldo, Renan Truffi, Constança Rezende, Jonathas Cotrim, Filipe Strazzer, Katna Baran, Kléber Nunes, Yuri Silva, Carla Bridi e Vinicius Rangel, especial para O Estado

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Eleições 2018

Ministra rebate Eduardo Bolsonaro e diz que instituições são sólidas

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Rosa Weber disse ainda que “juiz não se deixa abalar”

Por Gilberto Costa e Débora Brito /Agência Brasil  

Brasília – A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, rebateu hoje (21) as declarações feitas

pelo deputado federal eleito Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) de que seriam necessários apenas “um cabo e um soldado” para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF). “No Brasil, as instituições estão funcionando normalmente e juiz algum que honra a toga se deixa abalar por qualquer manifestação que eventualmente possa ser compreendida como inadequada”, disse Rosa Weber.

A presidente do TSE, ministra Rosa Weber,  durante entrevista coletiva sobre medidas de combate à disseminação de notícias falsas (fake news) nas redes sociais.

Rosa Weber, durante entrevista coletiva sobre medidas de combate à disseminação de notícias falsas (fake news) nas redes sociais. – José Cruz/Agência Brasil

No vídeo que circulou nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro está em uma sala de aula e diz que “para fechar o STF nem precisa mandar um jeep, basta mandar um cabo e um soldado”.

Questionado sobre o tema, o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, disse desconhecer o vídeo com as declarações do filho e afirmou que alguém tirou as falas de contexto.

Credibilidade

A entrevista coletiva convocada pelo TSE para este domingo, em Brasília, serviu como um ato da Justiça e também dos órgãos de segurança e de inteligência para reafirmar a credibilidade e lisura do processo eleitoral no Brasil. Todos os participantes, que representaram o TSE, órgãos de segurança e inteligência do governo, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público Eleitoral, defenderam a inviolabilidade das urnas e a impossibilidade de fraude.

Questionados sobre as investigações quanto às denúncias de divulgação em massa por empresas pagas por meio de caixa 2, as autoridades foram protocolares. O processo corre sob sigilo e não foi divulgado prazo para conclusão do inquérito e outros encaminhamentos.

Segundo Elzio Vicente da Silva, delegado da Polícia Federal na área de combate ao crime organizado, o inquérito será concluído “em prazo razoável”, mas “imprevisível”.

O presidente da OAB, Cláudio Lamachia, disse que, em caso de confirmação de fraude na campanha eleitoral, a entidade poderá questionar o resultado das eleições. “Se tivermos qualquer situação nesta linha vamos submeter ao plenário do Conselho da Ordem que, de forma independente, irá agir”, disse.

Lamachia reiterou que é preciso confiar na “higidez das instituições”. O advogado destacou que as fake news “não fazem bem” à democracia e que o país precisa de equilíbrio e serenidade.

Clima polarizado

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchengoyen, afirmou que esta semana não deve ser vista como “a véspera de um apocalipse”. Para ele, “o Brasil não é um país de radicalismos nem de radicais”.

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Sérgio Etchegoyen, durante entrevista coletiva sobre medidas de combate à disseminação de notícias falsas (fake news) nas redes sociais.

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Sérgio Etchegoyen. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Etchengoyen também afirmou que, até o momento, o setor de inteligência do governo não identificou “nenhuma operação sistemática de desestabilizar as eleições” e não há indício de ameaças ao pleito do próximo fim de semana.

“A partir da próxima segunda-feira (29), teremos um único presidente da República, que será obrigatoriamente o presidente de todos nós. Se o momento é difícil, o Brasil sempre encontrou a forma, o momento e as convergências para construir a conciliação necessária e a pacificação”, afirmou.

O ministro minimizou o impacto das notícias falsas (fake news) no curso da campanha presidencial.

“Existem muitos instrumentos para interferência do processo eleitoral. Fake news talvez seja o menor deles”, destacou.

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Eleições 2018

Bolsonaro diz que não há  ameaça de fechar Supremo

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Presidenciável diz desconhecer vídeo em que filho faz ameaças

 

Por Vinicius Lisboa /Agência Brasil  

Rio de Janeiro – O candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse hoje (21) que “se alguém falou em fechar o Supremo Tribunal Federal (STF), precisa consultar um psiquiatra”. A declaração foi feita depois que um vídeo, noticiado pela imprensa, mostra seu filho Eduardo Bolsonaro, eleito deputado federal por São Paulo, dizendo que bastariam um cabo e um soldado para fechar o STF.

Jair Bolsonaro conversou com jornalistas na casa do empresário Paulo Marinho, onde gravou programa eleitoral neste domingo. O candidato a presidente disse desconhecer o vídeo com as declarações de seu filho e afirmou que alguém tirou as falas de contexto.

“Não existe isso de crítica e fechar STF. Se alguém falou em fechar o STF, tem que consultar o psiquiatra”, afirmou. “Eu desconheço, duvido. Alguém tirou de contexto”.

Vídeo

No vídeo, gravado antes do primeiro turno das eleições, Eduardo Bolsonaro, eleito deputado federal por São Paulo, responde uma pessoa que questiona se o Exército poderia agir sem ser invocado caso Bolsonaro fosse impedido de assumir por alguma decisão do Supremo.

“O pessoal até brinca lá: se quiser fechar o STF, você não manda nem um jipe, manda um soldado e um cabo. Não é querer desmerecer o soldado e o cabo”, afirmou.

“O que é o STF? Tira o poder da caneta de um ministro do STF, o que ele é na rua? Se você prender um ministro do STF, vai ter uma manifestação a favor dos ministros do STF com milhões na rua?”, respondeu o deputado federal na gravação.

Manifestações

Na entrevista concedida hoje, Jair Bolsonaro também agradeceu às manifestações em apoio a sua candidatura

, que ocorreram em diversas cidades brasileiras.

“É sinal de que a população realmente está preocupada com o futuro do Brasil e quer alguém diferente do PT na Presidência da República. Sou grato a esses que no momento não fazem por mim, mas fazem para o Brasil.”

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