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Internacional

Eleições nos EUA  definem panorama político no Congresso

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Por Leandra Felipe / Agência Brasil 

 Atlanta – Dois anos após a vitória de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, os norte-americanos voltam às urnas hoje (6) para escolher deputados, senadores, governadores e representantes estaduais e regionais. As chamadas “mid term”, ou eleições de meio-mandato, podem mudar o cenário de apoio político no país por definir o controle majoritário na Casa de Representantes (Câmara dos Deputados) e no Senado.

Os eleitores americanos vão escolher dois terços do Senado (35 senadores) e todos os 435 deputados. Além disso, serão eleitos governadores de 36 estados e três territórios, bem como deputados estaduais e representantes distritais (municipais).As últimas pesquisas de intenção de voto mostram que a tendência é de que os democratas saiam vitoriosos na Câmara, conquistando a maioria das cadeiras. No Senado, apenas dois terços dos lugares serão renovados, mas a projeção é de uma vitória republicana.O cenário nas eleições estaduais também é amplamente disputado. Os republicanos controlam 33 dos 50 estados americanos. Há eleições em 26 estados republicanos que tentam não perder terreno.

Caso confirmem as intenções de voto para a Câmara, os democratas podem passar a ser maioria e controlar a casa, podendo bloquear a agenda legislativa de Trump. Analistas entrevistados pela imprensa norte-americana dizem que as eleições de meio de mandato costumam condicionar a forma de agir do presidente, exigindo maior capacidade de diálogo e de articulação política no caso de uma vitória do partido de oposição.

Engajamento

Trump participou de vários comícios nas últimas semanas, visitando estados e convidando eleitores republicanos a votar. Nos Estados Unidos, o voto não é obrigatório.

Na reta final, o presidente Donald Trump intensificou a retórica contra imigrantes, na mesma linha da campanha presidencial.

Ele enviou 5.200 militares para a fronteira com o México, com a promessa de triplicar esse número para impedir a entrada de uma caravana de cerca de 5 mil pessoas que deixaram a Guatemala e Nicarágua em uma travessia do território mexicano até a fronteira com os Estados Unidos, em busca de melhores condições de vida.

Trump também prometeu assinar um decreto para acabar com a cidadania de crianças nascidas em território norte-americano, filhas de imigrantes. A intenção de assinar o decreto, anunciada por ele na semana passada, foi amplamente criticada por ser considerada inconstitucional.

No lado oposto, o ex-presidente Barack Obama também se engajou fortemente na campanha nos últimos três meses. Obama tem participado de comícios para tentar aumentar o número de eleitores democratas.

A preocupação do partido é de que uma alta abstenção democrata determine vitória republicana nos estados e distritos, o que afetaria negativamente o partido para o cenário das eleições presidenciais de 2020.

Obama tem feito críticas diretas à administração Trump e acusa o presidente de disseminar “uma cultura do medo” para mostrar sua força com os cidadãos.

Com objetivo de retomar Câmara hoje, democratas miram redutos de Trump

Está em jogo o controle de importantes comissões legislativas que podem investigar o presidente em seus últimos dois anos de mandato

 Utica, no Estado de Nova York, passou 70 anos sem receber a visita de um presidente. Em agosto, Donald Trump viajou à cidade para fazer campanha para a deputada republicana Claudia Tenney, rival do democrata Anthony Brindisi. A região que elegeu Trump com 16 pontos porcentuais de vantagem, em 2016, pode se tornar hoje símbolo de uma “onda democrata” que dará ao partido o controle da Câmara dos Deputados.

EUAPrédio em Utica, no Estado de Nova York, já abrigou fábrica de armas e shopping Foto: Beatriz Bulla / Estadao

Em Utica, a polarização é visível. “Sou um republicano e apoiei Trump desde o princípio”, diz o pequeno empresário James Colomb. “Trump faz um trabalho muito bom.” A campanha da republicana Claudia Tenney colou na imagem do presidente. No sábado, ela ganhou o reforço da porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, para engajar a militância.

Sob garoa fina e 5ºC, apenas os voluntários – republicanos e democratas – saíram às ruas, entrando e saindo de comitês de campanha. Para Colomb, o tema central da campanha é a economia, a redução de impostos e a criação de empregos – principais plataformas de campanha do presidente.

Utica é uma das 42 cidades de Nova York que viu a população diminuir entre 2010 e 2017, diante de estagnação econômica semelhante ao que ocorreu no chamado Cinturão da Ferrugem. Na cidade, 31% da população é considerada pobre, segundo o Censo dos EUA – mais do que o dobro da taxa nacional (12,3%).

O Cinturão da Ferrugem, essencial para eleger o republicano em 2016, é outro teste para Trump. Em artigo no New York Times, Timothy Carney, autor de Alienated America, diz que Trump não conseguiu resolver os problemas sociais da região, o que pode fazer com que ele perca o apoio. “Os eleitores do Cinturão da Ferrugem declaram uma profunda insatisfação, que persiste mesmo em tempos econômicos bons, porque está fundamentada em algo cultural e local: o colapso da comunidade.”

O candidato democrata, Anthony Brindinsi, rejeita ser anti-Trump. “Somos pró-povo”, afirmou. Para o jamaicano Damian Ffrench, que trabalha em empresa de seguros de saúde e vive no país há quase 30 anos, é preciso renovar a Câmara. “Os republicanos deixam Trump fazer o que ele quer. Sou o único negro no meu trabalho. Antes de Trump, as pessoas não ousariam te odiar na sua cara”, afirma, em referência à retórica agressiva do presidente americano.

Nas eleições de hoje, os americanos renovarão todos os 435 deputados – o mandato nos EUA é de dois anos –, 35 dos 100 senadores e 36 dos 50 governadores. De acordo com pesquisas, os democratas são favoritos para retomar a maioria na Câmara, mas os republicanos devem manter o controle do Senado.

Trump trabalha até o último minuto como cabo eleitoral do partido, porque perder a Câmara significará turbulência na segunda metade de seu mandato, já que, se os democratas obtiverem a maioria dos deputados, encabeçarão as comissões de investigação – no momento em que o presidente tenta se esquivar das acusações de conluio com a Rússia para interferir nas eleições de 2016.

No Senado, a situação de Trump é mais confortável. Os republicanos devem manter a maioria, já que das 35 vagas em disputa, apenas 9 são de senadores republicanos – as outras 24 são de democratas, a maioria eleita em 2012, durante mandato de Barack Obama.

O voto não é obrigatório nos EUA. Por isso, o grande desafio de ambos os partidos é incentivar seus eleitores a votar. Por isso, a economia americana, que normalmente seria um fator positivo e tema da campanha republicana, perdeu espaço para a imigração – um assunto muito mais emocional. 

O presidente foi sincero na sexta-feira, em comício feito no Estado de Virgínia Ocidental. “Todo mundo pede para eu falar sobre a economia”, disse Trump. “Temos hoje a melhor economia de toda a história dos EUA. Mas falar de economia muitas vezes é muito chato. Que tal falar sobre a caravana?”, continuou o presidente – em referência à marcha de 7 mil imigrantes da América Central que se aproxima dos EUA.

Trump contra Obama na reta final das legislativas

 

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Internacional

Conselho Europeu analisa proposta britânica para adiar Brexit

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Theresa May sugere prorrogar de 29 de março para 30 de junho

Por Agência Brasil*

Brasília – O Conselho Europeu se reúne hoje (21) para analisar a proposta da primeira-ministra britânica, Theresa May, para adiar a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit. May sugere prorrogar a data de 29 de março para 30 de junho. A discussão ocorre em meio a um clima de tensão e pressão contra a britânica.

Integrantes do Conselho Europeu criticam a proposta de May, que pede três meses de prazo para o Brexit, sem apresentar contrapartidas. A posição é vista com restrições e críticas entre os europeus.A imprensa britânica noticia que há pressão, inclusive no Partido Conservador, para que May renuncie, caso a proposta do Brexit seja rejeitada pela terceira vez. Porém, a primeira-ministra resiste em convocar novas eleições. Na noite de ontem (20), ela fez pronunciamento na televisão para defender a proposta.

Pauta

A pauta de discussões do Conselho Europeu nesta quinta-feira é extensa com temas que vão de economia à educação e ao meio ambiente. Em debate, as relações dos europeus com a China, o aquecimento global e a evasão de crianças das escolas.

Os 28 líderes da União Europeia devem discutir uma estratégia mais defensiva para a China. Na mesa, a possibilidade de suspender o acesso irrestrito que as empresas chinesas têm na Europa, mas que a China não conseguiu retribuir.

Paralelamente, o presidente da China, Xi Jinping, inicia viagem pela França e pela Itália nesta semana. Segundo o líder chinês, começa uma “nova era” nas relações com a Itália, esperando assinar um acordo em Roma para a Iniciativa do Cinturão e Estrada da China.

Há cinco anos, a União Europeia se comprometeu a cortar suas emissões de aquecimento global em 40% antes de 2030. Mas semana passada, o Parlamento Europeu votou para elevar a meta para um corte de 55% até 2030.

*Com informações da DW, agência pública de notícias da Alemanha.

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Internacional

Bolsonaro participa no Chile de Cúpula Presidencial Sul-Americana

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Destaque do encontro será o lançamento do Prosul

Pedro Rafael Vilela/Agência Brasil  

O destaque do encontro será o lançamento do Prosul, nova comunidade de países latino-americanos que deverá substituir a União das Nações Sul-Americanas (Unasul). O Prosul será formado por 12 países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, Costa Rica, Nicarágua, Panamá e República Dominicana.

Em entrevista, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou que os países que atualmente integram a Unasul, incluindo o Brasil, deverão deixar o bloco de forma conjunta nas próximas semanas.

De acordo com o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, a nova comunidade de países é um marco para a cooperação e integração regional e terá como princípios a defesa da democracia e dos direitos humanos. “O propósito é criar um um novo marco, o Prosul, para melhor coordenação, cooperação e integração regional, livre de ideologias, aberto a todos e cem por cento comprometido com a democracia e os direitos humanos, conforme indicou o presidente chileno Sebastian Piñera”, afirmou.

Cronograma

A chegada do presidente Jair Bolsonaro a Santiago está prevista para as 16h desta quinta-feira. Às 19h, ele fará a usual transmissão ao vivo em sua página no Facebook, que dura, em média, 15 minutos. O dia marca também o aniversário do presidente, que completará 64 anos. Ele participará, à noite, de uma jantar oferecido pela embaixada brasileira. Integram a comitiva os ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), além dos deputados federais Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e Hélio Lopes (PSL-RJ). A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, não viajará ao Chile, segundo informou o porta-voz.

Amanhã (22), o presidente participa da cúpula presidencial, no Palácio La Moneda, sede do governo chileno. O encontro, que começa de manhã, prevê uma declaração conjunta à imprensa no início da tarde, seguida de almoço oferecido aos chefes de Estado pelo presidente anfitrião. No mesmo dia, Bolsonaro deverá conceder entrevista exclusiva a um veículo de imprensa do Chile.

No dia seguinte, Bolsonaro participa de um café da manhã com cerca de 20 empresários, a convite da Sociedade de Fomento Fabril do Chile (Sofofa), uma das principais associações empresariais do país. Na sequência, ele se reúne, em encontro bilateral, com o líder chileno Sebástian Piñera, no Palácio La Moneda. Antes do encontro, deposita flores no monumento em homenagem ao libertador chileno, o general Bernardo O’Higgins. Após almoço da comitiva brasileira com o presidente Piñera, Bolsonaro e comitiva embarcam de volta ao Brasil

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Finlândia é o país mais feliz do mundo, mostra relatório. Brasil, o 32º lugar.

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Países igualitário ocupam as primeiras posições. O Brasil só tem despencado

Estudo avaliou 156 países. Brasil caiu quatro posições em relação ao ano passado

Correio Braziliense

 

O World Happiness Report de 2019 – Relatório Mundial da Felicidade, em tradução livre –  avaliou 156 países onde, teoricamente, o povo é mais feliz. Apesar de ser conhecido pela alegria, pelo samba no pé e pelo bom humor, o Brasil está em 32º lugar no raking. Em 2018, os brasileiros apareciam em 28º lugar. Nesta edição da pesquisa, a campeã foi a Finlândia, pelo segundo ano seguido. A lanterna ficou para o Sudão do Sul, que ficou em último.  A avaliação, que elabora as análises desde 2012, pesquisou neste anos “como a felicidade evoluiu nos últimos 12 anos, a partir de tecnologias, normas sociais, conflitos e políticas governamentais.”

O diagnóstico, publicado nesta quarta-feira (20/3) com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), é lançado no dia Internacional da Felicidade. O termo foi criado pela organização em 2012, mas teve sua primeira celebração em 2013. Um dos principais objetivos da data é promover a paz e a alegria entre os povos.

 

O relatório foi produzido pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável. A edição foi por conta do professor John F. Helliwell, da Universidade Colúmbia Britânica, e pelo Instituto Canadense para Pesquisas Avançadas. Os critérios usados foram: educação, corrupção, êxito do governo, expectativa de vida e apoio social.

 

Seguem algumas posições dos países: 

 

1º – Finlândia

2º – Dinamarca

3º – Noruega

4º – Islândia

5º – Holanda

6º – Suíça

7º – Suécia

8º – Nova Zelândia

9º – Canadá

10º – Áustria

12º – Costa Rica

19º – EUA

32º – Brasil

154º – Afeganistão

155º – República Centro-Africana

156º – Sudão do Sul

 

Muitas nações do continente Europeu aparecem entre as primeiras posições. Os oitos primeiros lugares são ocupados somente por países da região. Na América, os Estados Unidos, com a maior economia do mundo, perdeu uma colocação em comparação ao ano passado, aparecendo em 19º lugar.

Para Jeffrey Sachs, diretor da Rede de Soluções de Desenvolvimento Sustentável, um dos principais motivos da queda dos EUA no relatório, está diretamente ligada aos hábitos excessivos que vem gerando tristezas. “Os vícios vêm em muitas formas, desde abuso de substâncias a jogos de azar e mídia digital. A busca compulsiva pelo abuso de substâncias e comportamentos aditivos está causando infelicidade severa. O governo, os negócios e as comunidades devem usar esses indicadores para definir novas políticas destinadas a superar essas fontes de infelicidade”, indaga.

A psicóloga Leia Salazar, 28, afirma que o mundo está “ficando cada vez mais triste porque as pessoas estão colocando suas felicidades nas redes sociais e querendo seguir um estilo de vida que não conseguem. Assim, acabam caindo em decepções”, diz. Ela complementa a ideia dizendo que “no mundo de hoje, ser feliz está relacionado a quantas curtidas e seguidores uma pessoa tem nas redes sociais”, alerta.

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