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Eleitor recusou parte da elite da política tradicional, diz cientista 

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Debate na Fundação Getulio Vargas discutiu resultado das eleições

 

Por Cristina Indio do Brasil / Agência Brasil  

Rio de Janeiro – O eleitor deu um “basta em parte da elite da política tradicional” no primeiro turno da eleição de 2018, na análise do cientista político da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Jairo Nicolau. Ele e outros cientistas políticos participaram, nesta segunda-feira  (8), do Debate dos Resultados das Eleições 2018, organizado pela Escola de Ciências Sociais da Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro.

De acordo com o Nicolau, uma série de fatos que ocorreram desde o início da Operação Lava Jato, como a prisão de parlamentares e a difusão de aspectos negativos sobre a política em redes sociais levaram a este sentimento do eleitor. “Isso tudo foi dando ao eleitor brasileiro uma sensação de enfado e de rejeição à política tradicional que apareceu com uma força incrível”, disse.

Segundo Nicolau, embora não se possa generalizar, o eleitor preferiu votar em figuras novas, rejeitando a política tradicional e os partidos mais conhecidos. “Políticos tradicionais tiveram muita dificuldade. Em alguns estados isso teve casado, como no Rio de Janeiro para o Senado e nas assembleias, e, em São Paulo, para o Senado. Há claramente uma rejeição à política tradicional, aos partidos mais importantes, que comandaram a política aqui [no Rio] durante tanto tempo”, disse.

Bolsonaro

Outro fator destacado pelo professor no cenário da eleição de 2018 foi o crescimento do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, que favoreceu o fortalecimento da bancada do seu partido na Câmara, no Senado e nas assembleias estaduais.

Para o professor, diante do desempenho do PSL na eleição para deputados federais e senadores, a tendência é que haja uma migração de parlamentares no futuro para a legenda, especialmente, de integrantes de partidos que tiveram poucos eleitos em 2018.

“Os holofotes estão sobre o PSL. Os deputados cujos partidos não alcançaram a cláusula de 1,5% [de votos para ter acesso a recursos como fundo eleitoral e partidário e tempo de propaganda] têm a proteção legal para migrarem ano que vem quando abrir a janela de troca em 2020, aí todo mundo pode trocar”, disse.

PT

Na visão do cientista político da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV Ebape), Octavio Amorim Neto, o PT errou ao fundir a campanha eleitoral de Fernando Haddad à defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde abril em Curitiba.

“Havia várias questões no processo [do ex-presidente Lula] que poderiam ser eventualmente usadas na campanha, mas tinha que haver uma separação organizacional, política, tática e doutrinaria entre a campanha presidencial do candidato do PT, muito provavelmente o Haddad, e a defesa do ex-presidente Lula. O que houve foi a fusão radical desses dois movimentos, o que fortaleceu o antipetismo, o que na minha opinião, tornou-se a maior força política no país hoje em dia. E quem encarnou o antipetismo foi o Bolsonaro e não o PSDB”, disse.

Reforma da Previdência

Ainda no debate, o professor defendeu que qualquer que seja o eleito em 28 de outubro, terá que fazer uma reforma da Previdência. De acordo com Amorim Neto, os candidatos enfrentam dilemas específicos. Enquanto Bolsonaro tem apoio de militares, que segundo ele, representam grande parte do deficit da Previdência do setor público. Haddad é ligado a outros servidores públicos e grupos sociais.

A composição do Congresso também vai influenciar na questão. “Alguma forma de reforma da Previdência vai ser aprovada, mas vai depender da negociação e das informações que estão vindo. O sistema partidário está sendo reconfigurado. A gente não sabe exatamente a distribuição de preferência. Tudo indica que o Congresso vai ter uma centro-direita fortalecida, mas pode ser uma nova centro-direita e não sabemos qual é a posição dela em relação à Previdência”, disse Amorim Neto.

Choque inédito

Segundo o cientista político do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Gwetulio Vargas (FGV CPDOC), Sérgio Praça, o sistema eleitoral brasileiro nunca sofreu uma mudança semelhante à que ocorreu no primeiro turno da eleição de 2018. Como exemplo, ele citou a redução de 31 parlamentares do MDB na Câmara Federal e a derrota de figurões do Senado, entre eles, Romero Jucá (MDB-RR), e políticos envolvidos com a Lava Jato, que não foram eleitos. “É realmente uma coisa simbólica muito marcante”.

Outra questão que vai pautar o presidente eleito, será o combate à corrupção. De acordo com o professor, vai ser algo delicado e qualquer dos dois que assuma, vai ter que saber lidar com isso. Ele destacou, no entanto, que caso o eleito seja Bolsonaro, ele precisará negociar com os parlamentares que integram partidos do chamado Centrão, que são resistentes à Operação Lava Jato e a medidas contra a corrupção.

“O centrão e os partidos mais implicados com os escândalos vão ter também que aceitar que o eleitor puniu muito na eleição e entender que vão ter que mudar se quiserem eleição daqui a quatro anos”, concluiu.

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CELEBRIDADES

Michel Teló compartilha lindo clique de dia de pesca ao lado do filho, Teodoro

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Por Caras Digital

Michel Teló faz linda declaração ao postar clique de Teodoro pescando

Michel Teló não esconde seu lado babão quando o assunto é demonstrar o carinho que sente pelos filhos.

Nesta segunda-feira, 18, o cantor derreteu o coração de seus seguidores ao compartilhar um lindo clique em que Teodoro, de 2 anos, aparece pescando ao seu lado.

”Pensa numa felicidade! Teodoro pegando seu peixe! Esses são os melhores momentos da vida!”, escreveu ele na legenda do registro.

Os fãs do cantor não deixaram de comentar a postagem. ”Que coisa mais fofa”, elogiou uma admiradora. ”São os momentos de verdade que a gente leva pra vida. O amor é sempre o melhor presente que podemos ter”, ressaltou outra.

Além do pequeno, Teló também é pai de Melinda, de 3 anos, ambos frutos de seu relacionamento com a atriz Thais Fersoza, com quem trocou alianças em 2014.

Confira: 

Michel Teló faz linda declaração ao postar clique de Teodoro pescando

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Facebook desativou 3,2 bilhões de contas falsas

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Foto: Reprodução / Fonte: Notícias ao Minuto

A empresa liderada por Mark Zuckerberg publicou a quarta edição do seu relatório sobre o cumprimento das regras comunitárias, que explica os progressos realizados pela rede social na luta contra contas e informações falsas, atividades ilegais e conteúdos que considera inadequados.

Os 3,2 bilhões de contas falsas desativadas no segundo e terceiro trimestres do ano são mais do dobro dos 1,5 bilhões de contas desativadas no mesmo período em 2018.

A rede social destaca ainda que eliminou 11,4 milhões de conteúdos que incitavam ao ódio, 18,5 milhões de mensagens removidas por conter nudez ou exploração sexual infantil, 4,5 milhões relacionadas com suicídios ou danos pessoais e 5,7 milhões relacionadas com assédio de outros utilizadores.

Pela primeira vez, o Facebook forneceu dados sobre o Instagram, outra rede social da qual também é proprietário, tendo removido 1,2 milhões de conteúdos por nudez infantil, 1,7 milhões por conteúdos de suicídio e automutilação, e três milhões em anúncios de venda de droga e armas.

“O investimento que fizemos em inteligência artificial nos últimos cinco anos continua sendo um fator-chave para resolver estes problemas. De fato, avanços recentes nesta tecnologia ajudaram a detectar e eliminar conteúdos que violam as nossas políticas”, disse Guy Rosen, vice-presidente do Facebook.

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MUNDO

Confrontos na boliviana Cochabamba deixam 20 feridos

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Agência France-Presse/(foto: JORGE BERNAL/AFP)

Opositores seguem com protestos por toda a Bolívia por novas eleições presidenciais; manifestantes fecharam repartições públicas e bloqueiam estradas

Ao menos 20 pessoas ficaram feridas em confrontos nesta quarta-feira entre governistas e opositores na cidade de Cochabamba, no centro da Bolívia, em meio aos protestos contra a questionada reeleição do presidente Evo Morales, informou a Defensoria do Povo.
“Temos 20 pessoas feridas, muitas gravemente”, disse a defensora Nadia Cruz, acrescentando que a violência na cidade “atingiu um dos picos mais altos”.
Os dois grupos se enfrentaram com paus, pedras e rojões, e alguns estudantes utilizaram uma espécie de bazuca artesanal. 
O canal de TV Unitel mostrou estudantes com escudos de metal para se proteger dos objetos lançados.
Em meio aos confrontos, a sede da prefeitura da vizinha cidade de Vinto, controlada pelo governista  MAS, foi incendiada.
A prefeita de Vinto, Patricia Arce, foi humilhada publicamente pela multidão por transportar camponeses pró-Morales para confrontar os manifestantes.

Arce teve o cabelo cortado, foi pintada de rosa e obrigada a andar descalça por vários quarteirões em meios aos gritos de “assassina! assassina!”. A prefeita foi resgatada pela polícia horas depois.
No início da manhã, sindicatos de camponeses iniciaram uma marcha para restabelecer o tráfego em estradas bloqueadas há dias em Cochabamba por manifestantes opositores
“Evo, amigo, o povo está contigo”, gritavam os manifestantes pró-Morales quando foram confrontados por universitários opositores na Praça Bush e em outras zonas de Cochabamba.
Também ocorreram protestos nesta quarta-feira nas cidades de Santa Cruz (leste), Sucre (sudeste), Tarija (sul) e Potosí (oeste) contra a polêmica reeleição de Morales, no poder desde 2006.
Em quase todas estas cidades os opositores fecharam as repartições públicas e os escritórios das empresas estatais, como a Entel (telecomunicações), a YPFB (petroleira) e a BOA (aérea).
Os opositores exigem a realização de novas eleições e a renúncia de Evo Morales e de todas as autoridades eleitorais.
A Agência Nacional de Hidrocarbonetos advertiu para um possível desabastecimento de gasolina caso persistam os bloqueios de estrada.

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