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Política

Eleitos para o Senado injetam mais de R$ 16 milhões em suas campanhas

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Ciro Nogueira escolheu a própria mãe como suplente

Por Felipe Grandin, Gabriela Caesar e Leandro Oliveira/ G1

Os senadores titulares eleitos neste ano tiraram R$10,7 milhões do bolso para financiar a própria candidatura nestas eleições. Apesar de só assumirem o mandato em caso de afastamento do titular, os 1º suplentes das chapas eleitas ao Senado desembolsaram R$ 4,6 milhões e os 2º suplentes, R$ 1,3 milhão. No total, 28 titulares e 19 suplentes eleitos colocaram dinheiro na própria chapa.

Neste ano, os eleitores definiram os nomes que devem preencher as 54 vagas do Senado – equivalente a 2/3 do total. Esses senadores eleitos vão compor a Casa junto aos demais 27 senadores, eleitos em 2014. Os suplentes assumem o mandato apenas em caso de licença, renúncia, morte ou cassação do titular.

Os candidatos podem financiar a campanha com recursos próprios até o limite de gastos estabelecido para cada cargo. Para a disputa no Senado, o limite de gastos varia de R$ 2,5 milhões a R$ 5,6 milhões, conforme o número de eleitores no estado. As doações de empresas estão proibidas desde 2015.

Entre as chapas eleitas, as duas maiores “autodoações” foram feitas por titulares: Professor Oriovisto Guimarães (PODE-PR) e Eduardo Girão (PROS-CE). O senador eleito pelo Paraná transferiu R$ 3,3 milhões para a própria candidatura – o equivalente a 98% do total de receita. Já o senador eleito pelo Ceará injetou R$ 2,7 milhões (ou 80,1% do total de receita da candidatura).

Principais 'autodoações' dos titulares de senador: levantamento sobre as chapas eleitas em 2018 — Foto: Betta Jaworski/G1

Principais ‘autodoações’ dos titulares de senador: levantamento sobre as chapas eleitas em 2018 — Foto: Betta Jaworski/G1

A terceira maior doação para a própria candidatura foi feita pelo 1º suplente Luis Felipe Belmonte, com valor de R$ 1,5 milhão. Esse montante representa 49,5% do total de receita da candidatura. O titular da chapa de Belmonte é Izalci Lucas. Ambos são do PSDB do Distrito Federal.

Os valores repassados pelos suplentes Prisco Bezerra (PDT-CE) e Ogari Pacheco (DEM-TO) não ficaram muito distantes. Cada um doou R$ 1,3 milhão em recursos próprios. Bezerra é irmão de Roberto Cláudio, prefeito de Fortaleza, e é 1º suplente de Cid Gomes, eleito senador pelo PDT do Ceará.

Já Pacheco é 2º suplente de Eduardo Gomes (SD-TO) e responde por 72,4% do total de receita da chapa. Apesar de R$ 1,3 milhão ser o montante mais alto doado por um 2º suplente, esse valor é apenas 0,3% do patrimônio de Pacheco. Entre os integrantes das chapas eleitas, ele informa à Justiça Eleitoral ter o maior patrimônio: R$ 407.734.628,23.

O doutor em ciência política Paulo Magalhães lembra que, em geral, os titulares são mais experientes que os suplentes, com uma “trajetória política mais consolidada, já tendo passado por cargos políticos importantes, eletivos ou não eletivos”.

“Entre os suplentes os níveis de experiências tendem a ser mais baixos e tendem a haver mais novatos, particularmente empresários, muitos dos quais se comprometem com as campanhas eleitorais”, afirma.

Principais 'autodoações' dos suplentes de senador: levantamento sobre as chapas eleitas em 2018 — Foto: Betta Jaworski / G1Principais 'autodoações' dos suplentes de senador: levantamento sobre as chapas eleitas em 2018 — Foto: Betta Jaworski / G1

Principais ‘autodoações’ dos suplentes de senador: levantamento sobre as chapas eleitas em 2018 — Foto: Betta Jaworski / G1

Chapas mais ricas

Dentre os senadores eleitos, a campanha que registrou o maior volume de receita foi a da senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP). A tucana informou ao TSE ter arrecadado R$ 5,3 milhões. As autodoações, porém, foram tímidas na campanha de Mara (apenas R$ 5 mil da própria titular).

 A segunda chapa eleita com mais recursos é encabeçada por Rodrigo Pacheco (DEM-MG). A campanha conseguiu R$ 3,6 milhões, sendo R$ 700 mil do próprio titular. Esse valor responde por quase 1/5 do total da receita da candidatura.

O 3º lugar no ranking de receita das chapas eleitas ficou com Eduardo Girão (PROS-CE). A chapa ao Senado recebeu R$ 3,4 milhões, sendo 80,1% recursos próprios do titular.

O campeão em “autodoações”, Professor Oriovisto (PODE-PR), teve a quarta chapa com mais recursos. A candidatura teve R$ 3,3 milhões em recursos. Quase todo o montante (98%) saiu do bolso do próprio titular.

Suplentes mais ricos

O levantamento do G1 também identificou que em mais da metade (51,9%) das chapas os suplentes informam à Justiça Eleitoral ter um patrimônio superior ao dos titulares. A maior diferença entre os patrimônios ocorre na chapa encabeçada por Eduardo Gomes (SD-TO).

O titular e o 1º suplente, Siqueira Campos (SD-TO), declararam não ter qualquer bem. O 2º suplente da chapa, Ogari Pacheco (DEM-TO), diz ter R$ 407,7 milhões em bens.

Outra chapa com grande diferença é liderada por Soraya Thronicke, que declara ter apenas R$ 10 mil em bens. O 1º suplente, Rodolfo Nogueira, registra R$ 3,4 milhões em patrimônio. Já o 2º suplente da chapa, Danny Fabricio, também é milionário: R$ 25,5 milhões em bens.

Todos da chapa são do PSL do Mato Grosso do Sul. Apesar dos valores, oficialmente, nenhum dos integrantes da chapa doou para a própria candidatura.

Os dados também apontam que 36 dos 54 titulares de senador (66,7%) declaram à Justiça Eleitoral ter um patrimônio superior a R$ 1 milhão. É um percentual maior que o registrado entre os deputados federais e os deputados estaduais eleitos para a próxima legislatura. Na nova Câmara dos Deputados serão 47% de milionários e nas Assembleias, 37%.

 O número de senadores milionários é próximo ao de 1º suplentes: 33 são milionários (61,1%). Entre os 2º suplentes, 16 (29,6%) têm mais de R$ 1 milhão de patrimônio declarado.

Suplentes em exercício

Um levantamento do G1, publicado em fevereiro deste ano, apontou que 41 suplentes dos 81 senadores titulares assumiram o mandato em algum momento da legislatura. Os suplentes exerceram as funções de senador por conta de renúncia do titular, cassação ou mesmo licença para tratamento de saúde, para assumir outro cargo temporariamente ou para assuntos pessoais.

Em agosto deste ano, o G1 também mostrou que pelo menos 7 chapas ao Senado eram formadas por ao menos dois parentes. Das chapas citadas, duas foram eleitas. O senador reeleito Ciro Nogueira (PP-PI) escolheu a própria mãe, Eliane e Silva Nogueira Lima, para 1º suplente. E o senador reeleito Eduardo Braga (MDB-AM) repetiu o resultado de 2010, com a mulher, Sandra Braga, como 1º suplente na chapa.

O que faz um senador

  • propõe e altera leis;
  • analisa e aprova ou rejeita medidas provisórias;
  • discute problemas e soluções para o país em reuniões e audiências públicas;
  • fiscaliza a administração do governo federal;
  • investiga denúncias em CPIs;
  • pode derrubar vetos do presidente;
  • cobra prestação de contas do presidente e dos ministros;
  • sabatina e aprova indicados para o STF, TCU, Banco Central, procurador-geral da República, agências reguladoras e embaixadas;
  • julga o presidente da República, ministros, comandantes militares, ministros do STF, membros do CNJ, PGR e advogado-geral da União;
  • propõe emendas orçamentárias (individuais e de bancada) para destinar verbas federais;
  • analisa e vota o Plano Plurianual (PPA), o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA);
  • autoriza o endividamento dos estados por meio de empréstimos externos;
  • discute e julga o processo de impeachment contra o presidente da República.

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Política

Em Davos, Bolsonaro defende abertura comercial e promete combate à corrupção

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Na abertura do Fórum Econômico Mundial, presidente disse que tem credibilidade para fazer as reformas de que o País precisa, mas não citou mudanças na Previdência

O Estado de S.Paulo

O presidente Jair Bolsonaro fez nesta terça-feira, 22, um discurso de apenas 6 minutos na abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Ele afirmou que tem credibilidade para fazer as reformas de que o País precisa, mas não citou a da Previdência. O presidente falou em corte de impostos e prometeu combater a corrupção. “Temos o compromisso de mudar nossa história.”

 Bolsonaro começou seu discurso afirmando que “o Brasil precisa de vocês”, expressão não incluída em seu plano oficial distribuído à imprensa. Após o improviso inicial,  voltou ao discurso preparado e ressaltou que esta é a primeira viagem internacional que realiza após a eleição, prova da importância que atribui às pautas que este fórum tem promovido e priorizado. Leia aqui o discurso do presidente na íntegra.

Presidente Jair Bolsonaro discursa no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na SuíçaPresidente Jair Bolsonaro discursa no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça Foto: Arnd Wiegmann/Reuters

 

“Esta viagem é prova da importância que atribuo às pautas que este fórum promove”, disse ele. “Esta viagem também é para mim uma grande oportunidade de mostrar para o mundo o momento único em que vivemos em meu país e para apresentar a todos o novo Brasil que estamos construindo.”

Ele afirmou que, nas eleições, sua campanha gastou “menos de US$ 1 milhão”, teve apenas oito segundos de tempo de propaganda gratuita na televisão e foi “injustamente atacado a todo tempo”, mas, mesmo assim, conseguiu a vitória. “Assumi o Brasil em uma profunda crise ética, moral e econômica.”

“Pela primeira vez no Brasil um presidente montou uma equipe de ministros qualificados. Honrando o compromisso de campanha, não aceitando ingerências político-partidárias que, no passado, apenas geraram ineficiência do Estado e corrupção”, disse Bolsonaro, citando a presença do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, como o “homem certo para o combate à corrupção e o combate à lavagem de dinheiro”.

Carga tributária menor

Bolsonaro não mencionou explicitamente no discurso quais reformas pretende fazer, mas ressaltou que quer diminuir a carga tributária e simplificar as normas com o objetivo de “facilitar a vida de quem deseja produzir, empreender, investir e gerar empregos” no Brasil. “Tenham certeza de que, até o final do meu mandato, nossa equipe econômica, liderada pelo ministro Paulo Guedes, nos colocará no ranking dos 50 melhores países para se fazer negócios.”

Ainda aos investidores e políticos presentes em Davos, Bolsonaro garantiu que vai trabalhar pela estabilidade macroeconômica do Brasil e prometeu respeitar os contratos, privatizar e equilibrar as contas públicas.

Jair BolsonaroO presidente Jair Bolsonaro na sessão de abertura do Fórum de Davos. Foto: Markus Schreiber/AP

No comércio internacional, Bolsonaro destacou que o Brasil é uma economia relativamente fechada e que seu governo tem como compromisso “mudar essa condição”. “Nossas relações internacionais serão dinamizadas pelo ministro Ernesto Araújo, implementando uma política na qual o viés ideológico deixará de existir”, disse ele. “Para isso, buscaremos integrar o Brasil ao mundo, por meio da incorporação das melhores práticas internacionais, como aquelas que são adotadas e promovidas pela OCDE”, completou.

Além de uma maior abertura comercial do Brasil, ele defendeu a reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC) em seu curto discurso. “Buscaremos integrar o Brasil ao mundo também por meio de uma defesa ativa da reforma da OMC, com a finalidade de eliminar práticas desleais de comércio e garantir segurança jurídica das trocas comerciais internacionais”, afirmou.

“Brasil é quem mais preserva o meio ambiente”

Bolsonaro prometeu ao público do Fórum Econômico Mundial investir pesado em segurança e convidou os presentes a visitar o Brasil com suas famílias, para conhecer locais como a Amazônia, as praias e o Pantanal. “Somos um dos primeiros países em belezas naturais, mas não estamos entre os 40 destinos turísticos mais visitados do mundo. O Brasil é um paraíso, mas ainda é pouco conhecido!”, disse ele.

O Brasil, assegurou Bolsonaro, é o país que mais preserva o meio ambiente. “Nenhum outro país do mundo tem tantas florestas como nós. A agricultura se faz presente em apenas 9% do nosso território e cresce graças a sua tecnologia e à competência do produtor rural”, disse ele, destacando que menos de 20% do solo é dedicado à pecuária. “Essas commodities, em grande parte, garantem superávit em nossa balança comercial e alimentam boa parte do mundo.”

“Nossa missão agora é avançar na compatibilização entre a preservação do meio ambiente e da biodiversidade com o necessário desenvolvimento econômico, lembrando que são interdependentes e indissociáveis”, disse Bolsonaro em seu discurso, ainda ao falar sobre o meio ambiente.

Jair BolsonaroO presidente Jair Bolsonaro cumprimenta o fundador do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab.  Foto: Markus Schreiber/AP

Após ter dado declarações controversas sobre a permanência do País no Acordo de Paris, o presidente disse que pretende estar “sintonizado com o mundo na busca da diminuição de CO2 e na preservação do meio ambiente”.

Em uma curta sessão de perguntas e respostas com o presidente do Fórum, Klaus Martin Schwab, Bolsonaro afirmou que o País dá “exemplo para o mundo” em preservação, mas “o que pudermos aperfeiçoar, o faremos”.

Ele ainda prometeu que vai defender a família e os “verdadeiros” direitos humanos, além de proteger o direito à vida e à propriedade privada e “promover uma educação que prepare a juventude para os desafios da quarta revolução industrial”. “Vamos resgatar nossos valores e abrir nossa economia.”

Sem espaço para a esquerda

O presidente disse que o Brasil está preocupado em fazer a América do Sul “grande”, mas sem viés de esquerda. Na conversa com Schwab, o brasileiro destacou que vários políticos alinhados à centro-direita foram eleitos na região. E disse que esse é um sinal de que não há espaço para a esquerda na região.

“Estamos preocupados em fazer a América do Sul grande, com cada país mantendo sua soberania. Não queremos uma América do Sul bolivariana”, disse. “Mais partidos de centro-direita têm sido eleitos na América do Sul. Isso é sinal de que a esquerda não prevalecerá na região.”

Fala rápida

O discurso do presidente Jair Bolsonaro, em Davos, ocorreu sem improvisos e durou aproximadamente 6 minutos. Em 2014, a presidente Dilma Rousseff falou por pouco mais de 32 minutos. Alguns anos depois, Temer falou por 30 minutos, incluindo perguntas. Lula fez três discursos na plenária de Davos. Em 2003, ele falou por 28 minutos, também com perguntas. Em 2005, foram mais  27 minutos, também com questões. Em 2007, sua participação chegou a 38 minutos. / Bárbara Nascimento, Mateus Fagundes e Altamiro Silva Junior

“Não queremos uma América bolivariana”, diz o presidente

  Agência Brasil 

Brasília –Na sessão de perguntas que ocorre após o discurso  no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, o presidente Jair Bolsonaro ressaltou hoje (22) que seu esforço é para promover uma “América do Sul grande” e não a “América bolivariana”, em uma alusão aos governos de esquerda, como o do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Segundo o chefe do governo brasileiro, será respeitada a “hegemonia” de cada país.

(Davos - Suíça, 22/01/2019) Palavras do Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante Sessão Plenária do Fórum Econômico Mundial.
Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro responde a perguntas no Fórum Econômico Mundial – Alan Santos/PR

A afirmação foi uma resposta à pergunta sobre as prioridades para integrar o Brasil em um contexto mais ampliado da América Latina. Bolsonaro disse que conversou com os presidentes da Argentina, Mauricio Macri, do Chile, Sebastián Piñera, e do Paraguaio, Mario Abdo Benítez.

“Nós estamos preocupados, sim, em fazer uma América do Sul grande, em que cada país obviamente mantenha sua hegemonia local; não queremos uma América bolivariana, como há pouco existia no Brasil em governos anteriores.”

Para Bolsonaro, a esquerda perde espaço na América Latina, e os líderes de centro e centro-direita avançam. “Essa forma de interagir com os demais países da América do Sul vem contagiado esses países. Mais gente de centro e centro-direita tem se elegido presidente nesses países, creio que isso seja uma resposta de que a esquerda não prevalecerá não prevalecerá nessa região.”

O presidente defendeu mecanismos de aperfeiçoamento para o Mercosul, bloco regional que reúne Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, uma vez que Venezuela está temporariamente suspensa. Ele não entrou em detalhes.

“No tocante à América do Sul, eu tenho certeza, vou conversar com vários líderes regionais, eles querem que o Brasil vá bem. No tocante ao Mercosul, alguma coisa deve ser aperfeiçoada”, disse Bolsonaro, lembrando que conversou com os presidentes da Argentina, do Chile e do Paraguai.

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Política

Mourão assiste à troca de comando em regimento militar no Rio

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 Vinícius Lisboa / Agência Brasil  

Rio de Janeiro – O presidente da República em exercício, general Hamilton Mourão, participou hoje (22) da transmissão de comando do 2º Regimento de Cavalaria de Guarda, para o tenente-coronel Antonio Cesar Esteves Mariotti, na Vila Militar, no Rio de Janeiro. Mourão não discursou.

Mourão ocupa interinamente a Presidência da República enquanto o presidente Jair Bolsonaro está em Davos, na Suíça, onde discursa hoje no Fórum Econômico Mundial.Também participaram da solenidade o vice-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o comandante militar do leste, General Braga Netto, que até 31 de dezembro ocupava o cargo de interventor federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro.

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Política

Ex-capitão bota um general a presidir o Brasil outra vez

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Em sua primeira viagem internacional, o presidente Jair Bolsonaro, ex-capitão excluído do Exército brasileiro (foi preso em 1987 e expulso do Exercito por planejar atentado, segundo ele mesmo em entrevia) apresentará em Davos – no Fórum Econômico Mundial, na Suíça, uma série de temas que vão desde a abertura da economia, ao combate à corrupção, à preservação da democracia no Brasil e na América Latina. Pela primeira vez, o vice-presidente, general aposentado Hamilton Mourão, exercerá a Presidência da República. Bolsonaro deve cegar a Zurique, na Suíça, nesta segunda-feira (21) por volta das 17h30. Davos fica a 116 quilômetros de Zurique.

O presidente deve retornar ao Brasil na madrugada de sexta-feira (25). E até lá Mourão será o presidente em exercício. Bolsonaro discursará nesta terça-feira (22), na abertura do fórum, mas deve aproveitar a oportunidade, em Davos, para demonstrar sua preocupação com o agravamento da crise na Venezuela, apresentar seu ponto de vista sobre globalização, tecnologia e inovação.

Há previsão de Bolsonaro se reunir com os presidentes do Peru, Martín Vizcarra; do Equador, Lenín Moreno; da Colômbia, Iván Duque; e da Costa Rica, Carlos Alvarado Quesada. Com eles, devem ser tratadas as crises na Venezuela e na Nicarágua, além dos impactos na região, como a questão migratória.

Presidência em exercício

Na manhã desta segunda-feira, Mourão se reúne com Miguel Angelo da Gama Bentes para discutir projetos de mineração estratégica. À tarde, o presidente em exercício tem encontros com os embaixadores da Alemanha, Georg Witschel, e Tailândia, Susarak Suparat.

Em seguida, Mourão se reúne com o coronel Hélcio Bruno de Almeida cujo currículo o descreve como especialista em defesa e segurança com atenção no combate ao terrorismo. Depois, ele se encontra com dois generais.

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