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SANTARÉM

Empresas são acusadas de transformar via pública em lixão a céu aberto

Foto: Reprodução / Fonte: Portal Santarém

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Insatisfeitos com a formação de um lixão a céu aberto no cruzamento das ruas Pirelle e São Pedro, no bairro Alvorada, em Santarém, oeste do Pará, os moradores pedem fiscalização junto aos órgãos públicos ligados à questão.

Sofás velhos, carcaças de carros, geladeiras e fogões são alguns dos objetos encontrados no lixão. Segundo os moradores, caminhões de empresas, entre elas, Gazin e Reciclar, despejam lixo doméstico e objetos no local, diariamente.

Os moradores afirmam que no lixão, é comum ver ratos e urubus se apoderando de restos de comidas e outros resíduos sólidos, contribuindo para um cenário anti-higiênico, para a contaminação do lençol freático e a proliferação de doenças.

Além da contaminação, os moradores denunciam problemas na estrutura de dezenas de casas, ocasionados pelo trânsito frequente de caminhões, na área do lixão.

“São vários caminhões por dia, que passam na rua, danificando as casas dos moradores. Além de jogarem lixo doméstico, caminhões da Gazin, da Reciclar que são uns que tem uns container, e outros de frigoríficos, entram durante o decorrer do dia, para despejar lixo”, revelou a dona de casa, Deusa Queiroz.

Ela reitera que alguns moradores criam galinhas e porcos e, já estão preocupados com a possível contaminação do lençol freático.

“Além dos caminhões passarem carregados de entulhos e danificarem as casas com  rachaduras devido ao trânsito constante, eles estão contaminando a água que servimos para os animais”, declarou a dona de casa.

CRIME AMBIENTAL

A região onde o lixão urbano persiste, tem crescido no quesito imobiliário e cada vez mais moradores tem se revoltado com o descaso dos órgãos públicos em relação ao crime ambiental.

“Sabemos que seres humanos não devem conviver próximos de lixões. Que resíduos sólidos devem ser descartados de forma correta e isso aqui é um perigo para a saúde pública. Ainda mais agora no período de chuva, onde o acúmulo de água aumenta por conta do lixo descartado nesse terreno, e a proliferação de mosquitos com certeza irá trazer muitas doenças para quem mora por aqui. Isso aqui é um crime ambiental e os responsáveis devem pagar por isso!”, exclamou Deusa.

Por: Manoel Cardoso

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