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Internacional

Encontro do G20 termina com acordos sobre comércio global e mudanças climáticas

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Presidente Macri diz que encontro foi "momento de enorme responsabilidade" Foto: Juan Mabromata/AFP

Por Delis Ortiz, TV Globo 


Líderes dos países do G20 — Foto: ReutersLíderes dos países do G20 — Foto: ReutersLíderes dos países do G20 — Foto: Reuters

Buenos Aires –  Terminou neste sábado (1) em Buenos Aires a cúpula do G20, que reuniu as 20 maiores economias do mundo.

Ao final do encontro, foi divulgado um documento de 40 páginas, assinado por todos os países, detalhando pontos como a reforma do sistema tributário, acordos comerciais e climáticos, igualdade de gênero e fluxos migratórios.

Duas das mais importantes questões globais foram o foco do G20: as mudanças climáticas e tratados comerciais entre os países.

Acordo ‘irreversível’

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é recebido pelo presidente da Argentina, Mauricio Macri, na Casa Rosada, em Buenos Aires, nesta sexta-feira (30) — Foto: Saul Loeb / AFP
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é recebido pelo presidente da Argentina, Mauricio Macri, na Casa Rosada, em Buenos Aires, nesta sexta-feira (30) — Foto: Saul Loeb / AFP

O documento assinado de forma conjunta reitera a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris. Por outro lado, o país reforça o “forte compromisso” com crescimento econômico e segurança energética e que, para isso, usará todas as fontes de energia e tecnologias, mas protegendo também o meio ambiente.

Por outro lado, todos os demais países signatários do Acordo de Paris reafirmam que o tratado é “irreversível” e se comprometem com a sua implementação total.

“Continuaremos a combater as mudanças climáticas, promovendo o desenvolvimento sustentável e crescimento”, diz o documento. Isso inclui responsabilidades comuns entre as nações, mas levando em conta as realidades de cada país.

Outro ponto abordado foi o estímulo a fontes limpas de energia. “Reconhecemos o papel crucial da energia em ajudar a moldar nosso futuro compartilhado, e encorajamos transições de energia que combinem crescimento com a redução das emissões de gases de efeito estufa para sistemas mais flexíveis e transparentes”.

O documento assinado pelo G20 diz que o investimento nesses tipos de energias, bem como em tecnologias e infra-estrutura, podem ser oportunidades também para a criação de empregos e crescimento.

Reforma da OMC

Do ponto de vista econômico, a cúpula do G20 tratou de forma genérica as atuais tensões comerciais e a reforma da Organização Mundial do Comércio, a OMC.

Em um dos trechos do documento, o G20 diz que detectou “problemas comerciais atuais”. O grupo reafirmou a promessa de “usar todas as ferramentas políticas para alcançar um crescimento forte, sustentável, equilibrado e inclusivo”.

Especificamente sobre relações globais, os países reconhecem que “comércio internacional e investimento são motores importantes de crescimento, produtividade, inovação, emprego criação e desenvolvimento”, porém, o G20 diz que o atual sistema multilateral está “aquém de seus objetivos”.

Nesse sentido, o G20 diz apoiar a reforma da OMC “para melhorar seu funcionamento”. No entanto, as discussões sobre as mudanças acabaram ficando para o próximo encontro da cúpula.

O documento trata ainda das atuais tensões comerciais globais, e reafirma a necessidade de “revitalizar o comércio”, mas joga seu peso para além da reforma da Organização Mundial do Comércio, a OMC.

Refugiados e igualdade de gênero

O G20 também abordou brevemente os assuntos migração e igualdade de gênero.

No documento, o grupo afirma que “grandes movimentos de refugiados são uma preocupação global com as questões humanitárias, políticas, sociais e consequências econômicas”.

Sem propor uma solução, o texto reforça a necessidade de “ações compartilhadas para abordar as causas básicas de deslocamento e responder às crescentes necessidades humanitárias.”

“A igualdade de gênero é crucial para o crescimento econômico e o desenvolvimento justo e sustentável”. Ainda que não tenha sido discutida maneiras práticas, o G20 reafirmou o compromisso de “reduzir a brecha de gênero na força de trabalho para taxas de participação de até 25% até 2025”.

 O grupo também prometeu “promover o empoderamento econômico das mulheres, inclusive trabalhando com o setor privado, para melhorar as condições de trabalho para todos”.

Internacional

Morre aos 95 anos o marinheiro da icônica foto do beijo em NY

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 Greta Zimmer Friedman, a mulher da foto, morreu em 2016 aos 92 anos de idade(foto: Reprodução)

George Mendonsa sofreu um derrame no domingo depois de cair no asilo onde vivia em Middleton

Agência France-Presse

Washington, Estados Unidos – O marinheiro que beija uma enfermeira na Times Square enquanto as pessoas comemoravam o fim da Segunda Guerra Mundial nas ruas de Nova York, protagonista de uma foto icônica da época, morreu aos 95 anos, informou sua filha ao Providence Journal.
George Mendonsa sofreu um derrame no domingo depois de cair no asilo onde vivia em Middleton, Rhode Island, informou sua filha Sharon Molleur.
Na famosa imagem, uma das quatro de Alfred Eisenstadt para a revista Life, Mendonsa é visto curvando-se sobre a mulher para beijá-la.
Mendonsa, que esteve mobilizado no Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial, estava de férias quando a fotografia foi tirada.
Durante muito tempo, ele garantiu que era o marinheiro da foto, mas isso só foi confirmado recentemente com o uso da tecnologia de reconhecimento facial.
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Greta Zimmer Friedman, a mulher da foto, morreu em 2016 aos 92 anos de idade.
Eisenstadt não pediu os nomes dos dois estranhos que capturou com sua câmera enquanto se beijavam.
Mais tarde, descreveu que  viu como o marinheiro correu pela rua e tomou nos braços a primeira jovem com quem cruzou.
“Corri na frente dele com a minha Leica olhando por cima do meu ombro, mas nenhuma das fotos possíveis me satisfazia”, escreveu em “Eisenstadt on Eisenstadt”.
“De repente, vi alguém agarrando algo branco. Me virei e cliquei no momento em que o marinheiro beijou a enfermeira. Se ela estivesse vestida de preto, nunca teria tirado a foto.”

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Internacional

Fim do Estado Islâmico está próximo, afirma coalizão

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Os extremistas estão agora cercados em um reduto de meio quilômetro quadrado na cidade de Baghuz, no leste da Síria

 AF Agência France-Presse

A vitória sobre o grupo Estado Islâmico (EI) na Síria será anunciada “em alguns dias”, afirmou neste sábado (16) um comandante da aliança curdo-árabe que luta contra os extremistas entrincheirados no último reduto de seu “califado”.

“Em um prazo muito curto, não mais do que alguns dias, anunciaremos oficialmente o fim da existência do EI”, declarou o comandante da força curdo-árabe, Yia Furat, em entrevista coletiva na base de Al-Omar.
Segundo este comandante das Forças Democráticas Sírias (FDS), os extremistas estão entrincheirados em “um bairro (cuja superfície) está estimada em 700 metros de comprimento e 700 metros de largura”, ou seja, meio quilômetro quadrado, na localidade de Baghuz, no leste do país.
O EI conquistou em 2014 amplas zonas e grandes cidades de Síria e Iraque, de uma superfície comparável a um país como o Reino Unido. Mas o seu autoproclamado “califado” ficou reduzido agora a algumas centenas de extremistas, cercados em seu último reduto da província de Deir Ezzor.
As FDS e a coalizão antiextremista liderada pelos Estados Unidos que as apoia reconheceram neste sábado que a presença de “muitos civis” freia o seu avanço.

‘Escudos humanos’

Há “muitos civis dentro” do reduto defendido pelos extremistas, havia indicado pouco antes à AFP um porta-voz das FDS, Adnan Afrin.
“Nos surpreendemos ao ver muitos civis emergindo dos túneis” cavados pelo EI, acrescentou.
“Não contávamos com tantos (…) por isso (a operação) vai mais devagar”, disse.
“Centenas de civis continuam fugindo e os que conseguiram escapar explicam que o EI os usa como escudos humanos”, explicou à AFP o coronel Sean Ryan, porta-voz da coalizão antiextremista, liderada por Washington. Os bombardeios foram “reduzidos para ajudar na proteção desses civis”, acrescentou.
Desde o lançamento, em dezembro, da ofensiva das FDS para eliminar o último reduto do “califado”, 40.000 pessoas fugiram da zona de combates.
Entre elas estão muitos membros das famílias dos extremistas, alguns deles franceses, alemães, russos, ucranianos e muitos iraquianos, constataram jornalistas da AFP.

Combatentes em túneis

“Há uma cisão entre os combatentes extremistas locais e estrangeiros no terreno. Os extremistas locais querem abandonar, enquanto os estrangeiros impedem qualquer rendição”, indicou Afrin à AFP.
“Iraquianos, turcos e europeus”, assim como egípcios e líbios, ainda estão presentes no setor, de acordo com este porta-voz das FDS.
Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), as FDS seguem rastreando os campos nos arredores de Baghuz “buscando combatentes do EI escondidos em túneis”.
As FDS têm que “desminar e se manter atentas aos combatentes do EI que poderiam se explodir ou atacar suas posições com carros ou motos cheios de explosivos”, segundo o coronel Ryan.
Cerca de 440 extremistas se renderam nestes dois últimos dias, de acordo com o OSDH, mas este número não pôde ser confirmado com as FDS.
Paralelamente a este anúncio, o vice-presidente americano, Mike Pence, prometeu que os Estados Unidos continuarão trabalhando contra “os remanescentes do EI” em longo prazo, apesar da retirada anunciada de 2.000 soldados americanos da Síria.
“Os Estados Unidos manterão uma forte presença na região” e “continuarão trabalhando com todos os seus aliados para perseguir os remanescentes do EI onde quer que estejam”, disse Pence na Conferência de Segurança de Munique.

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Airbus anuncia fim da produção do superjumbo A380

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