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Entrevista MIX FM/ Fernando Carneiro mostra seus planos para a Segurança Pública (Final)

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“As Polícias Militar e a Civil são para servir o cidadão.  O povo não ter medo da polícia”.

Na segunda parte da entrevista, do candidato ao governo do Pará, Fernando Carneiro (PSOL), ao Grupo Marajora de Comunicação, nos estúdios da MIX FM, nesta terça-feira, ao comando do radialista Nonato Pereira, e que foi ao ar das 7h30 às 8h30,  um dos entrevistadores quis saber qual a política que ele  pretende implantar para reduzir a criminalidade, uma área bem delicada e cada vez mais preocupante, no Pará, pois todos os dias são assinadas, em média 14 pessoas.  A violência se espalha Brasil afora. E no Pará não é diferente.

Fernando Carneiro disse que o modelo de segurança atual não deu certo. Por isso irá incrementar políticas voltadas à geração de renda, criação de empregos, investimentos em arte, cultura.

“Claro que as polícias (PM e Civil) terão a devida atenção”, ele ressaltou. Essa atenção seria aumentar o quadro policial paraense, seja de militares, seja de policiais civis. “O quadro (de policiais) está abaixo do necessário”, declarou, já que são apenas 16 mil homens para cobrir todo o Estado.

Não definiu quantos novos policiais seriam incorporados.

“Tão importante quanto aumentar o efetivo” – ele enfatizou – “é treiná-los, qualificá-los, para exercerem a contento suas missões. E proporcionar-lhes melhores condições de exercer suas atividades, com viaturas, armamentos. “Iremos também melhorar seus vencimentos”.

Um dos paradigmas a ser extinto durante seu governo é a de fazer o povo não ter medo da polícia.

Citou o exemplo da militarização da PM, ideologia vinda do Exército. Ele comentou que o “Exército tem função bem diferente das polícias”.

“A militarização acaba por transformar o cidadão em um potencial inimigo da polícia, como numa guerra de verdade, convencional”, segundo o candidato.

“As Polícias Militar e a Civil são para servir o cidadão, particularmente os da periferia. Assim será a política de combate à criminalidade”, disse.

Enfatizou novamente que a violência, na grande maioria dos casos, é consequência das desigualdades sociais, citando itens essenciais para dar dignidade às pessoas como desemprego, baixa escolaridade, moradias precárias, entre outros quesitos. “Não se resolve criminalidade, na atual realidade, apenas com polícia, com repressão. A solução está na prevenção”.

“Por isso”, declarou, “iremos investir maciçamente em educação, formação profissional. Atuaremos principalmente no combate às desigualdades sociais”.

Para ele há muitos jovens fora da escola, por vários motivos. Fora da escola, a juventude fica extremamente vulnerável às drogas, aos crimes.

Lembrou que o índice de homicídios no Pará está bem acima da média nacional (no resto do Brasil).

O índice de assassinatos aqui atingiu cifra alarmante: 50,4%. A média no Brasil é de 30,3%, dado citado pelo candidato do PSOL ao governo do Estado.

Outra pergunta referiu-se à segurança de policiais, especialmente PMs, nos locais onde residem. Muitos deles (soldados, cabos e sargentos) moram na periferia da cidade, portanto expostos aos criminosos.

A pergunta era sobre se o candidato iria construir um residencial para eles (PMs). “Não é essa a solução. O que se deve fazer é reduzir a criminalidade na periferia, nas baixadas, lá onde os policiais moram e onde moram cidadãos de bem, trabalhadores”.

Também garantiu que haverá investimentos em inteligência policial. É um método moderno e eficaz de se antecipar às ações criminosas através de informações seguras.

Fernando Carneiro falou sobre o compromisso do próximo governador com a educação pública. Todos os candidatos assinaram um documento expedido pelo Ministério Público do Estado (MPE) para essa finalidade.

Eles se comprometeram a investir todo o percentual estabelecido pela Constituição Federal e Estadual na educação.

Ele assinou.

Mas ressaltou a necessidade de redirecionar impostos desonerados para os cofres públicos. “Há mais de R$ 500 milhões anuais em impostos não pagos por grandes empresas, como as mineradoras. São isenções e renúncias fiscais”, criticou. Não disse, porém, se pretende brigar para que o Pará retome esses R$ 500 milhões, para investir em educação.

Perguntaram se ele respondia a algum processo por corrupção, se estava envolvido na Lava Jato. “Só uma vez fui envolvido em processo judicial: Quando fui preso por estar na rua exigindo direito à meia passagem para estudante”.

Fernando Carneiro criticou o atual governador, Simão Jatene (PSDB), dizendo que a empresa construtora do Hospital Abelardo Santos (em Icoaraci) está envolvida na Lava Jato, daí que deve haver algum tipo de ilegalidade.

“A construtora já recebeu R$ 11 milhões. Há ainda R$ 33 milhões para receber”, ele denunciou.

Sobre a condenação (e prisão) do ex-presidente Lula, o candidato reconhece haver uma perseguição ao petista. Uma espécie de “seletividade”, o que não ocorreu com os tucanos José Serra, Aécio e Alckmin – entre outros.

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