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Entrevistas MIX FM/ Cléber Rabelo promete  governar com os conselhos populares

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Um dos compromissos do candidato do PSTU é usar prédios públicos e imóveis particulares abandonados para abrigar sem-tetos.

 

O candidato a governador do Pará Cléber Rabelo (PSTU) foi o segundo  a ser entrevistado no programa “Mix Atualidades” (apresentado pelo comunicador Nonato Pereira), na  MIX FM, emissora do Grupo Marajoara de Comunicação,  integrado ainda pela Super Rádio Marajoara AM, pela Rádio Guarani (Soure) e pela Rádio Ximango da Amazônia, de Monte Alegre, TV Marajoara Digital Canal 50.1 e jornal A Província do Pará.

Filiado Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU),  Cléber é operário da construção  civil e já foi vereador de Belém. Estava acompanhado de seu vice, Alex Júnior, também trabalhador da construção civil e transsexual.

Durante uma hora, o candidato apresentou seu plano de governo, se eleito. Esta é a segunda vez que concorre ao governo do Estado.

Se apresentou dizendo que mora na Pratinha II atualmente, mas por 17 anos residiu no Icuí, Ananindeua, área considerada “vermelha”. Há mais de 20 anos é trabalhador da construção civil. “Atuei no sindicato da categoria por alguns anos e não fui filiado ao PT ou PSOL”, disse.

Quando foi vereador de Belém apresentou um projeto de lei reduzindo o valor dos salários dos vereadores. O projeto não vingou, mas Cléber acusou os vereadores Fernando Carneiro, que também é candidato ao governo do Pará pelo PSO,  e Marinor Brito, do mesmo partido, de não lhes darem apoio (no projeto). “O PSTU é muito diferente dos dois partidos (PT e PSOL)”, avaliou.

“Temos um programa bem diferente dos demais partidos”. Criticou a doação de empresas a candidatos. O advogado Endel Elson, um dos entrevistadores, lembrou que desde 2016 essa prática é proibida por lei. O que é permitido é a pessoa física fazer a doação, obedecendo a um teto estabelecido.

Criticou a Lei Eleitoral por diferenciar os partidos no horário eleitoral. Os grandes têm mais tempo que os menores.

Sobre atendimento à saúde pública, Cléber Rabelo lembrou que o Pará tem um déficit  de 6 mil leitos.

Lembrou das dificuldades de internação no Hospital Metropolitano, devido às conhecidas faltas de leitos, e  criticou  a política do atual governo de terceirizar a saúde.

 

E exemplificou: “As OS (Organizações Sociais) estão lucrando muito”. No caso, a OS é a Pró-Saúde, responsável por gerir hospitais públicos, um deles o “Abelardo Santos”, em Icoaraci. Segundo o candidato, são R$ 11 milhões pagos pelo Estado do Pará à Pró-Saúde, entidade privada, portanto com fins lucrativos.

“Isso vai acabar no governo do PSTU”, garanteo candidato socialista. Para ele o Estado deve gerenciar – ele próprio – o sistema. “Temos condições para isso” – ele deu o reforço.

Nonato Pereira perguntou o que o candidato faria em relação ao Marajó, área que enfrenta uma série de problemas sociais, incluindo saúde e educação.

“O erro dos governos, até agora, é administrar sem ouvir o povo. Inverteremos essa forma de governar com a criação de conselhos populares”, afirmou.

Cléber Rabelo foi além, criticando a Assembleia Legislativa do Estado. “ A Alepa fica distante do cidadão, não sabe os problemas que os afeta. Daí a necessidade de criar os conselhos populares”. Cada região terá o seu. “Todo o orçamento – 100% – será usado seguindo as orientações dos conselhos”.

Disse que o Pará vive um processo de recolonização. “Quanto mais aumenta o PIB (Produto Interno Bruto), mais os paraenses empobrecem”, advertiu.

E citou dados que mostram essa realidade: Em 2009 o PIB (do Pará) era de R$ 61 bilhões. Em 2017, atingiu os R$ 103 bilhões.

“Com todo esse aumento”, ele enfatiza, “a população está doente, deseducada, vemos aí um alto índice de crimes, a miséria crescendo, prostituição infantil, desemprego, cadeias superlotadas”.

Cléber Rabelo disse que o seu governo vai acabar com as renúncias fiscais – as grandes empresas isentas de tributos e impostos, como Albras, Alunorte, Alcoa, Hydro, Vale – entre outras. As renúncias fiscais chegam a R$ 7,5 bilhões/ano. São impostos que deixam de entrar nos cofres públicos do estado.

Prometeu investir pesado na educação: “Educação é o pilar do crescimento social e econômico”. E disse que vai reduzir a violência.

“À Universidade do Estado do Pará (UEPA), destinaremos mais recursos, hoje a instituição está sucateada”. Os professores serão valorizados, segundo ele, com progressão vertical de salários. Garantiu abrir restaurantes nos campi (da UEPA), também reformar escolas, algumas em estado lastimável.

O tema segurança pública novamente foi abordado. “Temos dois tipos de violência. Um deles são assaltos, homicídios, tráfico. Outro é o desemprego, esse salário miserável que temos, falta de moradia, educação de baixa qualidade”.

“Iremos atrás do grande traficante, dos que comandam o crime. Essa política de prender o pequeno, o ladrão de galinha, não funciona mais. A polícia sabe quem são eles (os peixes grandes), mas não age, não sei por quê. Nós vamos prender os grandes”, disse.

Uma novidade a ser implementada será a eleição, pela comunidade e pela tropa (da PM), para escolher quem vai exercer cargos estratégicos (na segurança).

Quanto à política habitacional, Cléber adiantou que fará investimentos na área. Inclusive afirmou que prédios públicos abandonados – e imóveis antigos, também abandonados, serão incluídos nessa política de moradia. “Verificaremos a situação legal (dos imóveis) e, se for o caso, o repassaremos a quem não tem onde morar”. Mas haverá controle rigoroso do estado para coibir a ação da conhecida “máfia da invasão” – pessoas que invadem para depois revender o imóvel.

“A PM”, ele ressalta, “não vai bater em trabalhador, em sem-teto, em caso de reintegração de posse. Se for para despejar o cidadão com violência, a PM não vai” – essa a posição dele em caso de ação de despejo.

Investimentos também serão feitos para a construção de creches, reivindicação antiga e crucial para as mães trabalhadoras.

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