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Entrevistas MIX FM/ Fernando Carneiro promete investir 30% do orçamento na educação

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Candidato também disse que vai revisar a isenção fiscal concedida às grandes mineradoras e também o papel da Celpa, cujas tarifas são cada vez mais abusivas

Antônio José Soares/Redação

1ª Parte

 

Candidato ao governo do Pará, o vereador Fernando Carneiro (PSOL), 53 anos, que é historiador e ex- presidente da extinta Setbel (a Secretaria de Transportes de Belém), abriu a série de entrevistas que o Grupo Marajoara de Comunicação está fazendo esta semana com todos os pretendentes ao cargo.  O primeiro seria Helder Barbalho (MDB), que ele não compareceu e sequer deu qualquer satisfação, apesar de sua assessoria ter acertado tudo para a realização da entrevista. Nesta quarta-feira, o entrevistado será Cleber Rabelo (PSTU).

Na entrevista que Carneiro concedeu ao radialista Nonato Pereira, com a participação do advogado Endel Elson Soares,  e que foi ao ar da 7h30 às 8h30, na MIX FM, Fernando Carneiro disse coisas muito importantes acerca de segurança pública, geração de emprego e renda, educação e saúde. Sua entrevista foi muito proveitosa para que explicasse a um grande público – o programa é líder de audiência no horário-, já que só dispõe de 16 segundo no horário obrigatório do TRE nas redes de rádio e televisão. Carneiro criticou esse critério adotado pela Justiça Eleitoral para distribuir o tempo entre os partidos e candidatos. “Só favorece os candidatos”, observou.

As entrevistas ao Grupo Marajoara de Comunicação são transmitidas pela MIX FM 100,9; Rádio Guarani AM 380; Rádio Ximango da Amazônia AM 750; TV Marajoara Canal 50.1, com a cobertura de A PROVÍNCIA DO PARÁ.

O candidato elogiou muito o trabalho de sua vice, Tati Picanço, de Óbidos e de origem indígena assim como a vice do candidato a presidente da República pelo PSOL, Guilherme Boulos, a Sônia Guajajara.

O primeiro tema abordado pelo candidato foi a Educação. O Pará está nas últimas colocações no ranking nacional do Ministério da Educação (MEC), tem mais de 100 mil alunos fora da sala de aula e as escolas, sem exceção, estão em estado de abandono, miséria e impraticáveis para a prática do ensino. “Assinei, no Ministério Público, juntamente com os outros candidatos, uma carta-compromisso coma Educação. Já temos, por força da Constituição Federal, a obrigação de aplicar 25% do orçamento na educação. Mas eu quero mais; pretendo aplicar pelo menos 30% do orçamento, pois pretendo cuidar da educação com um visão ampla, relacionando o setor  todos os outros, como política de estado. Não pode haver boa educação sem se pagar o piso salarial dos trabalhadores no setor. E o governo do Pará não paga. Já foi obrigado duas vezes a pagar pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJE), mas o Supremo Tribunal Federal (STF) disse que ele não é obrigado. Ou seja, há professor que ganha acima do piso, mas não recebe o piso. O excedente advém de gratificações etc.

Questionado sobre como faria esses investimentos na educação, Fernando Carneiro disse que seria revisando os incentivos fiscais que o governo concede às grandes empresas para explorara as riquezas do Pará. “O Pará é um Estado rico, mas com uma grande disparidade social. Se enfrentarmos os grande grupos, conseguiremos superar os dificuldades”, afirmou, lembrando que uma empresa como Hydro Alunorte, sediada em Barcarena, e que acaba de causar o maior desastre ambiental da história do Pará, com o vazamento de rejeitos para os rios e igarapés da região, ganhou R$ 500 milhões de incentivos fiscais do governo paraense, o que representa R$ 15 bilhões nos sete anos de vigência do benefício.

Sobre a geração de emprego de renda, Fernando Carneiro, respondendo a uma pergunta de um feirante, disse que que vai transformar o Banpará, no banco do povo, para fomentar os micros e pequenos empreendedores, emprestando dinheiro a juros zero. O Pará, segundo ele, tem hoje 400 mil pessoas sem emprego, o que contribui para aumentar a violência. Contou o caso de uma microempresária que negocia frangos na feira do PAAR, e que paga R$ 1 mil de conta de energia elétrica. Por isso, o candidato disse que, se for eleito, vai rever a privatização da Celpa, uma vez que as tarifas praticadas pela empresa são cada vez mais abusiva

Disse também que vai reformar o Ver-o-Peso e todas as feiras de Belém,. para que os feirantes tenham condições dignas de trabalho.

 

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