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MUNDO

Estado Islâmico anuncia ‘nova fase’ de ataques com Israel como alvo

foto: Emmanuel DUNAND / AFP)

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Anúncio foi feito no mesmo dia em que o presidente americano apresentou um plano de paz regional considerado histórico por Israel, mas rejeitado pelos palestinos

Em uma mensagem de áudio divulgada nesta segunda-feira (27/1), o grupo radical Estado Islâmico (EI) afirmou que vai lançar uma “nova fase” de sua “jihad”, visando especificamente a atingir Israel.
PUBLICIDADEO anúncio foi feito no mesmo dia em que o presidente americano, Donald Trump, recebe seu amigo Benjamin Netanyahu, antes de apresentar um plano de paz regional considerado histórico por Israel, mas rejeitado pelos palestinos.
O novo chefe do EI, Abu Ibrahim al-Hashemi al-Qurachi, está “determinado a entrar em uma nova fase que nada mais é do que combater os judeus e devolver o que roubaram dos muçulmanos“, diz Abu Hamza El-Qurachi nesta mensagem de 37 minutos publicada no aplicativo Telegram.
“Os olhos dos soldados do califado, onde quer que estejam, ainda estão fixos em Jerusalém”, acrescentou o porta-voz do EI.Continua depois da publicidade
“Nos próximos dias, se Deus quiser, vocês verão (…) o que os fará esquecer os horrores” do passado, disse Abu El-Qurachi, aludindo a um possível ataque.
A AFP não conseguiu autenticar imediatamente a mensagem, mas a gravação foi transmitida nos órgãos de propaganda habituais do grupo nas redes sociais.
Antes de sua derrota territorial em março de 2019, a organização jihadista chegou a controlar um vasto “califado” autoproclamado, abrangendo Síria e Iraque, que contavam com sete milhões de habitantes. 
O grupo imprimia sua própria moeda, arrecadava impostos e dirigia programas escolares.
Sob o efeito das operações militares combinadas das forças sírias e iraquianas apoiadas por seus respectivos aliados, esse vasto território encolheu antes de ser varrido do mapa.
O EI mantém uma presença significativa na Síria e no Iraque ao redor do rio Eufrates e no deserto adjacente.
O grupo também possui várias filiais na África e na Ásia, que ainda realizam ataques mortais. É atuante, principalmente, na península egípcia do Sinai, na fronteira com Israel, e que os israelenses ocuparam por 15 anos após a guerra árabe-israelense de 1967.
Nesta segunda-feira, o porta-voz do EI criticou o “plano Trump” sobre a paz no Oriente Médio. “Para os muçulmanos na Palestina e em todo mundo (…) sejam a ogiva da luta contra os judeus”, declarou em sua mensagem.
Ele instou os combatentes do EI, em especial os da Síria e do Sinai, a transformarem os assentamentos judeus em “campos de testes” para suas armas e “foguetes químicos”.
Hoje, cerca de 600.000 colonos israelenses vivem em assentamentos em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia ocupada, com aproximadamente três milhões de palestinos.
Em junho, os Estados Unidos apresentaram o componente econômico de seu plano de paz, que prevê cerca de US$ 50 bilhões em investimentos internacionais nos Territórios Palestinos e nos países árabes vizinhos ao longo de dez anos.
Segundo os palestinos, o plano americano inclui a anexação por parte de Israel do Vale do Jordão, uma vasta área estratégica da Cisjordânia, e assentamentos nos territórios palestinos, além do reconhecimento oficial de Jerusalém como a capital indivisível de Israel.
Continua depois da publicidadeDesde o reconhecimento, em dezembro de 2017, por Trump, de Jerusalém como capital de Israel, que os líderes palestinos cortaram o contato formal com a Casa Branca.
Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro palestino, Mohammed Shtayyeh, pediu à comunidade internacional que boicote o plano americano.
Este plano “não passará” e pode até levar os palestinos a uma “nova fase” de sua luta, alertou o líder do movimento Hamas, Ismail Haniyeh.
Donald Trump anunciou em 27 de outubro a morte do ex-líder do EI Abu Bakr al-Baghdadi durante uma operação no noroeste da Síria.
Pouco depois, o grupo designou Abu Ibrahim al-Hashemi al-Qurachi como o novo “califa dos muçulmanos”. Este último era desconhecido dos analistas, e muitos duvidavam de sua existência.
A organização agora é chefiada por Amir Mohamad Abdel Rahman al-Maula al-Salbi, disse recentemente o jornal britânico “The Guardian”, citando autoridades de dois serviços de Inteligência não especificados.

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Presidente da Mongólia entra em quarentena após ir à China

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Presidente da Mongólia é colocado em quarentena após visita à China Foto: Reprodução

O presidente da Mongólia, Khaltmaa Battulga, foi colocado em quarentena por 14 dias após visitar a China nesta quinta-feira (27). Battulga encontrou-se com o presidente chinês Xi Jinping e com o primeiro-ministro Li Keqiang para prestar apoio ao povo diante da epidemia do coronavírus.

Além do presidente, toda a comitiva oficial que esteve na China será colocada em reclusão. Khaltmaa Battulga anunciou que enviará 30 mil ovelhas para a China em solidariedade aos cidadãos.

A Mongólia ainda não confirmou caso de Coivd-19 em seu território. Entretanto, a China já registrou quase 3 mil mortos e, das pessoas infectadas, mais de 36 mil já se recuperaram.

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República Dominicana barra navio por suspeita de Covid-19

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República Dominicana impediu desembarque de passageiros de cruzeiro Foto: Reprodução

A República Dominicana impediu o desembarque dos passageiros de um cruzeiro de turismo nesta quinta-feira (27). Oito pessoas que estavam a bordo apresentaram sintomas similares aos causados pelo SARS-CoV-2.

Os doentes são quatro filipinos, dois britânicos e dois americanos. O cruzeiro, com bandeira de Bahamas e operado pela Fred Olsen, tinha 1.512 pessoas a bordo, incluindo 384 membros da tripulação.

Uma comissão médica inspecionou a embarcação e recomendou às autoridades que não permitissem o desembarque dos passageiros e nem a permanência no porto de La Romana. O capitão do navio foi ordenado a continuar o percurso fora das águas territoriais dominicanas.

O ministro da Saúde Pública dominicano, Rafael Sánchez Cárdenas, revelou que 27 pessoas estão sendo monitoradas devido a um possível contágio. Já o presidente Danilo Medina declarou emergência “para a compra e contratação de bens e serviços indispensáveis para a execução das iniciativas de preparação, prevenção e resposta à potencial entrada no país de pessoas afetadas pelo coronavírus”.

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Irã relata 388 casos de coronavírus e 34 mortes

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Foto: Reprodução / Fonte: Dow Jones Newswires

O Ministério da Saúde do Irã informou nesta sexta-feira que o número de casos confirmados de coronavírus no país chegou a 388, com 34 mortes, segundo a TV estatal iraniana.

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