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INTERNACIONAL

Estados Unidos testam míssil após deixar tratado nuclear

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Brasil

Os Estados Unidos (EUA) anunciaram nessa segunda-feira (19) que realizaram teste com um míssil de cruzeiro. É o primeiro teste feito pelo país desde que deixou oficialmente o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) no início do mês.

Segundo o Pentágono, o míssil foi lançado às 14h30 de domingo (18), a partir da ilha de San Nicolás, na Califórnia, e percorreu mais de 500 quilômetros antes de cair no mar. “Os dados coletados e as lições aprendidas com esse teste auxiliarão o Departamento de Defesa no desenvolvimento de capacidades futuras de alcance intermediário”, informou em nota.

Caso o tratado INF, assinado em 1987 pela Rússia e os EUA para eliminar mísseis de curto e médio alcance, ainda estivesse em vigor, o teste teria violado o acordo, já que o projétil percorreu uma distância superior a 500 quilômetros.

Tendo vigorado por mais de 30 anos, o INF foi um dos mais importantes acordos do final da Guerra Fria. Sob ele, pela primeira vez as superpotências concordaram em eliminar armas nucleares e submeter-se a extensas inspeções para assegurar que ambos os lados seguissem as regras do tratado.

Há algum tempo os EUA acusavam a Rússia de descumprimento do acordo, com base em relatórios de inteligência. Washington argumentou que o míssil russo 9M729 violaria o INF. Moscou negou as alegações: com um alcance máximo de 480 quilômetros, ele estaria abaixo dos limites do tratado.

Especialistas temem que o fim do INF possa prejudicar outros acordos de controles de armas, além de acelerar a erosão de sistema global projetado para conter a disseminação de armas nucleares, levando a uma nova corrida armamentista.

Além do teste dessa segunda-feira, os Estados Unidos planejam testar um míssil balístico de alcance intermediário em novembro. Washington também já expressou a intenção de enviar novos mísseis à Ásia.

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INTERNACIONAL

Trump diz que há muitas opções para reagir ao ataque na Arábia Saudita

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Por NHK (emissora pública de televisão do Japão) -/

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que há várias opções para lidar com os ataques a instalações de petróleo na Arábia Saudita durante o fim de semana.

Ao ser perguntado por um jornalista se o Irã estaria por trás dos ataques, o presidente respondeu que “está certamente parecendo que sim no momento”.

Trump disse ainda que os Estados Unidos têm várias opções, mas que no momento o país não está considerando nenhuma delas.

O presidente disse que os EUA têm os melhores sistemas de armas, mas que não quer guerra com ninguém.

Ele acrescentou que planeja enviar o secretário de Estado, Mike Pompeo, à Arábia Saudita, e discutir a questão com países do Golfo Pérsico e da Europa.

 

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INTERNACIONAL

Japão diz que não há problema imediato com abastecimento de petróleo

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Foto: Reprodução / Fonte: Agência Brasil

O ministro da Economia, Comércio e Indústria do Japão, Isshu Sugawara, disse hoje (17), em Tóquio, que não há problema imediato com o abastecimento de petróleo no país, após os ataques a instalações de produção da commodity na Arábia Saudita.

O Japão tem forte dependência do Oriente Médio para suas importações de petróleo.

Entretanto, Sugawara disse que o país tem reservas para mais de 230 dias de consumo interno.

Ele acrescentou que vai monitorar cautelosamente o impacto dos ataques sobre o abastecimento no Japão, bem como os movimentos do mercado de petróleo.

Informou, ainda, que o Japão pode liberar parte de suas reservas, se necessário, em cooperação com a Agência Internacional de Energia e outros países.

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INTERNACIONAL

Armas usadas em ataque contra Arábia Saudita eram iranianas

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Agência France-Presse/foto: AFP)

As armas usadas no ataque à Arábia Saudita, que reduziu enormemente o abastecimento mundial de petróleo e despertou o temor de uma escalada militar entre Washington e Teerã, foram fabricadas no Irã – anunciou a coalizão dirigida por Riad no Iêmen, nesta segunda-feira (16/9).

“A investigação segue, e todas as indicações mostram que as armas usadas provêm do Irã”, declarou à imprensa em Riad o porta-voz da coalizão, o coronel saudita Turki al-Maliki.
Ele acrescentou que se investiga a origem dos disparos, que atingiram, no sábado, as instalações petroleiras na Arábia Saudita. O país é o maior exportador mundial desta commodity é um peso pesado da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
O ataque fez a produção de petróleo da Arábia Saudita cair pela metade.
As autoridades do Kuwait também abriram uma investigação. Segundo versões locais, um drone teria invadido o espaço aéreo no sábado para sobrevoar o palácio do emir, mesmo dia do ataque à Arábia Saudita.
A ofensiva foi reivindicada pelos rebeldes huthis xiitas do Iêmen. À frente de uma coalizão militar, Riad intervém desde 2015 neste país em guerra. Ao lado do governo, tenta conter os rebeldes apoiados pelo Irã.
O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, considerou que não há provas de que este “ataque sem precedentes contra o abastecimento energético mundial” tenha origem no Iêmen. Washington acusa o Irã de estar por trás do episódio.
Teerã rebateu, julgando essas acusações “sem sentido” e “incompreensíveis”, segundo o porta-voz do Ministério iraniano das Relações Exteriores, Abas Musavi.

”Braço longo”

Segundo o coronel Al-Maliki, “os ataques não foram lançados do território iemenita, como reivindicaram os huthis”. Ele classificou o grupo de “instrumento nas mãos dos Guardiães da Revolução e do regime terrorista iraniano”.
Os rebeldes huthis insistem na autoria dos ataques e, hoje, chegaram a ameaçar lançar uma nova ofensiva contra alvos na Arábia Saudita.
“Temos o braço longo e ele pode alcançar qualquer lugar, a qualquer momento”, advertiu o porta-voz militar do grupo, Yahiya Saree, dirigindo-se ao “regime saudita”.
A infraestrutura energética saudita já foi atacada pelos huthis, sobretudo, em maio e em agosto.
Os ataques de sábado à usina de Abqaiq e ao campo de Khurais, no leste, são de outra escala, porém: reduziram a produção saudita pela metade, para 5,7 milhões barris por dia, cerca de 6% da oferta mundial.
Com isso, os preços do barril dispararam. Nas primeiras cotações desta segunda-feira de manhã, os preços subiam mais de 10%: o barril americano de WTI avançava 10,68%, a 60,71 dólares, e o barril de Brent do mar do Norte ganhava 11,77%, a 67,31 dólares.

Explosão de preços

Neste contexto, as autoridades sauditas estudam a possibilidade de adiar a entrada na Bolsa do gigante petroleiro Aramco, segundo fontes próximas ao caso.
“Estão tentando avaliar os danos. É uma possibilidade, mas ainda é muito cedo”, disse uma destas fontes, pedindo para não ser identificada.
Nesta segunda, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que seu país não “precisa de petróleo, nem de gás do Oriente Médio”, mas prometeu “ajudar” seus aliados.
“Somos um exportador de energia e, agora, o produtor de energia número um no mundo”, tuitou.
O secretário americano da Energia, Rick Perry, tentou conter a explosão dos preços do cru, destacando a “quantidade substancial de petróleo disponível”.
Perry disse ser “prematuro” falar da necessidade de se recorrer às reservas estratégicas dos Estados Unidos, enquanto ainda se avalia o dano à produção saudita.
Pressionado entre seus dois grandes sócios, Teerã e Washington, o Iraque insistiu, nesta segunda-feira, que seu território não foi usado como plataforma para atacar as instalações sauditas.

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