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Internacional

EUA suspendem acordo de controle de armas nucleares com a Rússia

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Fonte: AFP e EFE

WASHINGTON – Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira, 1º, sua retirada do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) com a Rússia sobre as armas nucleares de alcance intermediário, um marco da Guerra Fria, acusando Moscou de não cumpri-lo.

A partir de sábado, os “Estados Unidos suspenderão suas obrigações no marco do Tratado INF e começará o processo de retirada”, que deve ser concluído em seis meses, “a não ser que a Rússia volte a respeitá-lo destruindo todos os mísseis, lançadores e equipamentos que violam o texto”, disse o presidente americano, Donald Trump, em comunicado.

“Durante muito tempo a Rússia violou com impunidade o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF), desenvolvendo e implementando secretamente um sistema de mísseis proibidos que representam uma ameaça direta aos nossos aliados e tropas no exterior”, afirmou Trump.

O presidente americano disse que seu país começará a desenvolver “opções de resposta militar” e trabalhará com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para adaptar-se à nova situação causada pela suspensão da participação no acordo.

“Desenvolveremos nossas próprias opções de resposta militar e trabalharemos com a Otan e com nossos aliados e sócios para negar para a Rússia qualquer vantagem militar derivada de sua conduta ilegal”, completou Trump.

O chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, garantiu, no entanto, que Washington está pronto para continuar as conversas com Moscou “sobre a questão do desarmamento”.

O tratado negociado pelo então presidente dos EUA Ronald Regan e pelo líder soviético Mikhail Gorbachev em 1987, estabeleceu a eliminação de mísseis nucleares e convencionais de alcances curto e intermediário por ambos os países.

EUA e Rússia se acusam mutuamente de violar o tratado, que proíbe os dois países signatários de fabricar, desenvolver ou testar mísseis de curto alcance (500 km a 1.000 km) e de médio alcance (1.000 km a 5.000 km).

Desde que Trump ameaçou em outubro suspender o pacto, os EUA mantiveram várias negociações com a Rússia para tentar chegar a um acordo. A última rodada terminou sem êxito na quinta-feira, 31.

O vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, Serguei Riabkov, alertou que a suspensão do tratado “significa, de fato, que os EUA se libera de qualquer tipo de restrição” e que “no pior dos cenários, agora mesmo podem aparecer em terra 24 mísseis de cruzeiro Tomahawk com cargas nucelares”.

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Internacional

Trump diz que pode começar “grande deportação” em duas semanas

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje (23), em postagem no Twitter, que congressistas do Partido Democrata têm até duas semanas para negociar mudanças nas regras sobre asilo e “vazios” legais, antes que ele inicie o que chamou de “grande deportação” de imigrantes ilegais.

“Eu quero dar aos democratas a última chance de negociar rapidamente mudanças simples em asilo e lacunas legais. Isso vai consertar a Fronteira Sul, junto com a ajuda que o México está nos dando agora. Provavelmente não vai acontecer, mas vale a pena tentar. Duas semanas e a grande deportação começa!”, tuitou.

O governo planeja realizar batidas maciças em grandes cidades norte-americanas para deter imigrantes ilegais, que poderão ser expulsos do país. O processo, no entanto, foi suspenso ontem  por Trump para que, segundo ele, parlamentares dos dois principais partidos do país: democratas(oposição) e republicanos (situação) encontrem uma “solução” para os problemas de asilo na fronteira sul.

O anúncio de Trump foi feito logo após a presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, democrata, ter dito que o terror será injetado no país.

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Internacional

Tailândia: Caso dos “meninos da caverna” completa 1 ano

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Meninos resgatados da caverna na Tailândia Foto: EFE/Pongmanat Tasiri

De excursões internacionais a filme na Netflix. Assim pode ser resumido o último ano dos 12 meninos e do técnico de futebol que ficaram presos em uma caverna no norte da Tailândia, de onde foram resgatados duas semanas depois em uma comovente operação.

Atualmente, os meninos continuam os estudos e o treinador abriu a própria escolinha de futebol em uma tentativa de voltar à normalidade, mas a fama faz com que eles sejam reconhecidos em todo lugar e suas redes sociais atraem milhares ou dezenas de milhares de seguidores.

Neste domingo (23), faz um ano desde aquele 23 de junho quando os garotos – com idades entre 11 e 16 anos na época – e o professor, de 25, do time Javalis Selvagens entraram em uma gruta na província de Chiang Rai e ficaram presos nela por causa de uma inundação provocada por uma tempestade.

Depois de dias sem notícias do grupo, o medo de que não estivessem vivos tomou conta de todos que acompanhavam o caso, mas mais de duas semanas depois eles foram resgatados por uma equipe internacional de mergulhadores, em uma operação que foi acompanhada pela imprensa do mundo todo.

Por conta dos compromissos comerciais, os jogadores e o treinador quase não conseguem falar com a imprensa, enquanto a empresa criada pelos responsáveis dos meninos, a 13 Tham Luang (referência ao número de pessoas presas e ao nome da caverna), se encarrega de zelar por seu direito de imagem.

– Os meninos estão bem, felizes e vão à escola normalmente. Dizem que aprenderam muito depois de ficarem presos na caverna. Depois de receber o apoio de tantas pessoas, eu acho que serão bons para sempre – disse à Agência Efe Weerachon Sukhontapatipak, porta-voz do Escritório do primeiro-ministro e que também está à frente do comitê do governo criado para proteger os interesses do grupo.

Uma das novidades na vida deles foi a proposta da produtora SK Global de fazer um filme sobre a impressionante história. De acordo com o porta-voz, o longa ainda está em fase de pré-produção, mas já se sabe que será exibido pela Netflix. A direção será do americano Jon M. Chu e do tailandês Nattawut Poonpiriya.

O treinador, Ekapol Chanthawong, montou sua própria equipe em Mae Sai, a humilde cidade onde vive perto da caverna de Tham Luang, e tem mais de 183 mil seguidores no Facebook.

Um dos jovens, Phonchai Khamluang, que completou 17 anos, tem 12.179 seguidores no Facebook e algumas fotos postadas, como uma com os amigos dos Javalis no Old Trafford – estádio do Manchester United -, ou outra em uma plantação de chá na Tailândia, ganharam mais de 3 mil curtidas.

O resgate, que manteve o mundo apreensivo, já virou história para dois livros e gerou uma onda de generosidade.

Eles foram achados por dois mergulhadores britânicos no dia 2 de julho em uma gruta escura, onde sobreviveram sem comida e bebendo a água que minava das paredes. A meditação também foi importante para manter a calma em um ambiente frio e úmido.

Entre 8 e 10 de julho, os meninos e o treinador, que não sabiam nadar, foram sedados e retirados da caverna ao longo de quatro quilômetros. Os mergulhadores precisaram de três horas em média para tirar cada um deles, já que o lugar estava parcialmente inundado.

Dois meses depois, o treinador e três garotos, que eram apátridas, receberam a cidadania tailandesa.

Depois da odisseia, o grupo já viajou para o Reino Unido, assistiu aos Jogos Olímpicos da Juventude em Buenos Aires e foi entrevistado pela popular apresentadora americana Ellen DeGeneres, entre outros eventos internacionais.

Neste domingo, acontece uma corrida para comemorar o dia do resgate da caverna, onde agora existe um museu dedicado à história, com uma estátua de bronze do mergulhador tailandês Saman Kunan, que morreu na operação.

*Com informações da Agência EFE

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Internacional

Israel homenageia Trump com assentamento judaico

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Foto: Reprodução / *Com informações da Agência EFE

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou neste domingo (16) a construção de um assentamento judaico chamado Colina Trump no território sírio ocupado das Colinas de Golã, em homenagem ao presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. A Colina Trump só será estabelecida quando for formado o novo governo após as eleições de setembro.

Em reunião de gabinete feita de maneira extraordinária nas Colinas de Golã ocupadas na Guerra dos Seis Dias de 1967, o governo interino israelense aprovou o estabelecimento de uma colônia que terá o nome do presidente americano, que em março reconheceu a soberania israelense sobre o Golã, um território ocupado segundo as resoluções da ONU e anexado unilateralmente por Israel em 1981.

– Estamos vivendo um dia histórico – expressou Netanyahu, que enfatizou a importância de “construir uma nova comunidade nas Colinas Golã, algo que não era feito há muitos anos”.

O premiê acrescentou que a criação da nova colônia é um ato sionista. Ele descreveu Trump como “grande amigo do Estado de Israel” e agradeceu novamente por ter reconhecido a soberania israelense sobre esse território.

Netanyahu mencionou também que este ato tem uma grande carga simbólica e representa a continuação do controle das Colinas de Golã, onde disse que Israel continuará fazendo construções e se desenvolvendo para todos os seus cidadãos.

A cerimônia, realizada no território onde será criado o assentamento e no qual foi inaugurado um grande cartaz com o nome Colina Trump, contou com a presença do embaixador dos EUA em Israel, David Friedman, que expressou gratidão pela decisão, agradeceu pela reunião governamental e classificou a criação do assentamento como um gesto “merecido e, antes de tudo, muito estimado” que representa a força da aliança entre ambos os países.

Israel controla desde a Guerra dos Seis Dias de 1967 dois terços das Colinas de Golã. Alguns países não reconhecem sua soberania nesse território.

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