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Internacional

Ex-militar armado mata 12 em bar country da Califórnia

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Testemunha conversa com uma agente do FBI MARK J. TERRILL AP

O agressor,  de 28 anos, que também morreu, invadiu uma festa universitária e atirou indiscriminadamente

 
PABLO XIMÉNEZ DE SANDOVAL/ EL PAÍS

O novo cenário do horror das armas de fogo nos Estados Unidos é um bar de música country nos subúrbios de Los Angeles, cheio de universitários numa quarta-feira à noite. Aqui, um homem de 28 anos, segundo os primeiros dados fornecidos pela polícia, alto e vestido completamente de preto, descarregou a sangue frio pelo menos três carregadores de uma pistola sobre uma centena de pessoas. Não foi uma briga, nem um assalto. Ele simplesmente entrou no bar, lançou uma bomba de fumaça e começou a atirar.

O fato ocorreu por volta de 23h20 desta quarta-feira (hora local; 5h20 de quinta em Brasília). O estabelecimento, chamado Borderline Bar&Grill, fica na localidade de Thousand Oaks, um povoado dos subúrbios prósperos a noroeste de Los Angeles. O escritório do xerife do condado de Ventura informou logo depois que havia 12 mortos, incluindo o primeiro policial que chegou ao local. A 13ª vítima fatal é o assassino, abatido em confronto com a polícia.

Por volta das 7h (hora local), a polícia identificou o assassino como David Ian Long, de 28 anos. Era um ex-marine, veterano de guerra, que sofria de estresse pós-traumático. Sua motivação ainda não foi esclarecida.

O policial morto integrava a primeira patrulha que chegou ao local e “tentou neutralizar a ameaça”, nas palavras do chefe da polícia do condado de Ventura, Garo Kuredjian.

Antes de morrer, Long disparou indiscriminadamente 30 vezes. Às televisões locais, várias testemunhas descreveram o assassino como um homem, com o rosto coberto segundo algumas versões, perfeitamente decidido e metódico na execução maciça de inocentes. Utilizou apenas uma pistola calibre 45, segundo a polícia. Os primeiros disparos foram ouvidos junto à porta. Uma testemunha descreveu ao canal local da ABC que o viu se irritar com a jovem recepcionista.

A partir daí, os relatos das testemunhas descrevem o caos. Uma delas saiu ao pátio traseiro gritando para que todos fugissem. Ao sair, viu o sargento Ron Helus lavrando uma multa e lhe contou o que estava ocorrendo. Helus entrou no bar para enfrentar o suspeito e morreu baleado. Tinha 29 anos e deixa esposa e um filho. Outra testemunha se referia assim ao agressor: “Eu o vi entrar (…) e começou a disparar”, relatou Mitchell Hunter, de 19 anos, que descreveu o atirador como um homem de pele clara e cabelo escuro.

Outro cliente do bar, chamado Matt, contou ao mesmo canal que as pessoas se esconderam sob as mesas de bilhar. Quando as 12 balas do primeiro carregador acabaram, dezenas de pessoas conseguiram escapar nos segundos que o assassino levou até substituí-lo. Matt lançou uma banqueta do bar contra a janela que dá para a rua, e cerca de 30 pessoas saíram por lá, segundo relatou. Depois, uma segunda rodada de execuções, e de novo alguns poucos segundos para escapar. Quando estava no terceiro carregador, contaram as testemunhas, a polícia já havia chegado. Eram 23h26. Os agentes assumiram o controle da situação e entraram no bar, onde “encontraram a pessoas escondidas em banheiros, em mezaninos”, segundo o xerife Dean. “É uma cena horrível. Há sangue por todos os lados.”

O Borderline Bar&Grill é um lugar popular entre os alunos de pelo menos três campi universitários da região, a universidade de Malibu, a universidade de Pepperdine e a Cal Lutheran. Os estudantes compunham a maioria do público desta quarta-feira à noite. A Universidade Luterana da Califórnia suspendeu as aulas, segundo uma mensagem em seu site, no qual convida a população a se reunir em sua capela.

A matança de Thousand Oaks é a mais grave no sul da Califórnia desde o ataque jihadista de dezembro de 2015 em San Bernardino, onde 14 pessoas morreram baleadas. É também o segundo tiroteio maciço das últimas duas semanas nos Estados Unidos, depois que um radical matou 11 pessoas numa sinagoga de Pittsburgh (Pensilvânia) enquanto rezavam, em 27 de outubro, no que foi o maior crime antissemita individual já perpetrado no país norte-americano, segundo os dados citados pela imprensa dos EUA. Antes do episódio de Thousand Oaks, os sete massacres a tiros mais graves registrados nos Estados Unidos em 2018 somavam 53 vítimas fatais.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, referiu-se em sua conta no Twitter ao “terrível” massacre, elogiou a coragem da polícia na Califórnia e lamentou as mortes. “Grande coragem mostrada pela polícia. A Patrulha Rodoviária da Califórnia estava no local dos fatos em três minutos, e o primeiro agente a entrar disparou várias vezes. Esse sargento do xerife morreu no hospital. Deus abençoe todas as vítimas e familiares das vítimas”, disse o presidente em sua conta do Twitter.

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Internacional

Presidente da França se esforça para manter acordo nuclear de pé

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Omer Messinger/EFE/direitos reservados

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que vai realizar conversações, em breve, com seus colegas Donald Trump, dos Estados Unidos, Hassan Rouhani, do Irã, e Vladimir Putin, da Rússia, em uma tentativa de manter de pé o acordo nuclear firmado com Teerã.

Durante sua visita à Sérvia, ontem (15), Macron declarou a repórteres que, neste momento, o importante é salvaguardar o acordo nuclear e criar um ambiente propício à realização de conversações significativas com o lado iraniano.

Recentemente, o Irã elevou seu nível de enriquecimento de urânio além do limite estabelecido pelo acordo de 2015. Teerã diz que não está obtendo os benefícios econômicos prometidos após os Estados Unidos terem se retirado do pacto e reinstituído sanções.

Emmanuel Macron afirmou que dará continuidade ao seu trabalho de mediação e negociação. Ele planeja se reunir separadamente com Trump, Rouhani e Putin, visando retomar o diálogo entre as partes concernentes ao acordo.

Segundo observadores, a retomada do diálogo pode ser difícil, já que o governo de Donald Trump continua a exercer pressão sobre o Irã, ao passo que este não mostra sinais de que vai desistir.

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Internacional

Bolsonaro diz que quer acordos do Mercosul com mais países

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Foto: Reprodução / Fonte: Estadão Conteúdo

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que vai discutir com o presidente da Argentina Maurício Macri novos acordos do Mercosul com outros blocos e países. Na lista, disse o presidente, estão Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos. A entrevista foi concedida em Brasília, ao jornal ‘Clarín’, antes da viagem à cidade argentina de Santa Fé para a cúpula do Mercosul, nesta semana.

Na quarta-feira, o Brasil assumirá a presidência rotativa do Mercosul durante a reunião dos chefes de Estado do bloco, que atualmente está sob o comando argentino. A participação de Bolsonaro no encontro será precedida de uma série de reuniões entre funcionários de governos e diplomatas, que vão discutir medidas para simplificar e desburocratizar as relações comerciais e institucionais entre os países do bloco e outras nações.

“Será uma reunião fantástica, com a certeza de que nossos conselheiros do Itamaraty nos orientarão sobre como podemos fazer acordos semelhantes aos da União Europeia com outros países ou outros blocos”, disse o presidente.

Na entrevista ao Clarín, Bolsonaro criticou a chapa formada por Alberto Fernández com a ex-presidente Cristina Kirchner como vice, que aparece empatada em várias pesquisas com Macri. Ele reafirmou seu apoio à reeleição de Mauricio Macri para que a Argentina “não siga a linha da Venezuela”.

O presidente brasileiro criticou também o fato de Fernández ter dito que pretende revisar o acordo entre o Mercosul e a União Europeia. “Isso traz problemas econômicos para Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai”, disse. “Estamos concentrados na economia. Um governo com a economia frágil não se sustenta.”

Visita

Bolsonaro ainda ressaltou que não quer ver Cristina “de volta ao poder”, embora também tenha dito que não pretende “interferir politicamente em outro país”. Para ele, o fato de “o candidato de Cristina”, Alberto Fernández, ter visitado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na prisão em Curitiba “demonstra um completo desconhecimento do que acontece no Brasil”.

Ele afirmou que o Partido dos Trabalhadores (PT) tinha um “projeto de poder” e “assaltou as empresas estatais”, levando a Petrobrás “quase à destruição” e deixando “os fundos de pensão também quebrados”.

Bolsonaro disse ainda que, quando era deputado, fazia oposição ao Mercosul, “mas por sua tendência ideológica”. Ele relatou ter conversado anteriormente com Macri e que ambos decidiram que “essa tendência ideológica tem de deixar de existir”. “Temos de ir ao livre mercado e fazer acordos com a maior quantidade de blocos ou países do mundo”.

Bolsonaro também falou da economia interna e sobre as medidas que o governo tem tomado para reativar o crescimento. Segundo ele, a aprovação da reforma da Previdência é o maior objetivo no momento, mas que há outras agendas em andamento para desbloquear e estimular a economia.

“A Medida Provisória da Liberdade Econômica, que nos próximos dias será transformada em lei efetiva, facilitará a vida dos empreendedores no Brasil”, disse. “Existem dezenas e dezenas de medidas de desburocratização que facilitarão a vida da população.”

Segundo ele, a economia voltará a crescer já neste ano, com a aprovação da reforma da Previdência. “Haverá um salto. No governo anterior, de Michel Temer, reformulamos as leis trabalhistas. Se não tivéssemos feito isso, a situação econômica no Brasil seria pior.”

Bolsonaro também afirmou que pediu ao ministro da Economia, Paulo Guedes, para lançar o programa “Minha primeira empresa”. “Estamos facilitando a vida daqueles que querem abrir sua empresa, para que possam fazê-lo em poucos dias. No passado, levou meses.”

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Terremoto de 7,3 graus atinge ilha da Indonésia e assusta

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Foto: Reprodução / *Com informações da Agência EFE

Neste domingo (14), um terremoto de 7,3 graus de magnitude atingiu o norte das ilhas Molucas, na Indonésia. O tremor forte provocou pânico nos moradores.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o epicentro foi a dez quilômetros debaixo da terra e o alarme de tsunami não foi ativado.

Mesmo assim, moradores de Hamlahera foram evacuados da ilha.

– As pessoas estão fora de suas casas. Se refugiaram em centros de culto, escolas e edifícios oficiais – afirmou o porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres da Indonésia.

Por enquanto, as autoridades não informaram sobre danos materiais ou feridos.

A atividade sísmica na região foi intensa nas últimas semanas e em 24 de junho, um terremoto da mesma magnitude sacudiu o Mar de Banda, situado no centro-leste do arquipélago indonésio.

 

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