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Falha no WhatsApp: pesquisadores dizem conseguir alterar conteúdo de mensagens

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Foto: Amelia Holowaty Krales/The Ver
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Uma falha encontrada no WhatsApp permite que o conteúdo de uma mensagem seja alterado, assim como a identidade do remetente. Pesquisadores de segurança temem que a vulnerabilidade seja usada para espalhar desinformação, enquanto o WhatsApp diz que não há nada de errado.

A falha foi relatada por pesquisadores da empresa Check Point Software Technologies. Ela se aproveita de uma vulnerabilidade no recurso de citação de mensagens: com uma versão modificada do aplicativo, hackers podem alterar tanto o conteúdo de uma mensagem, quanto a identidade de quem enviou inicialmente.

Em resumo, os hackers conseguem alterar as citações do WhatsApp. O recurso é bastante usado em grupos quando alguém quer responder a uma mensagem específica em meio às diferentes conversas realizadas por seus participantes. A vulnerabilidade permite que uma pessoa seja citada como tendo dito algo que nunca disse, ou então que o que ela disse seja modificado.

O WhatsApp reconhece que, de fato, é possível fazer isso, mas nega que seja uma falha. Ao jornal The New York Times, um representante do aplicativo disse que o sistema funciona da maneira como foi feito para funcionar, e que uma correção para essa vulnerabilidade poderia criar um risco imenso de privacidade para os usuários. O WhatsApp também diz que constantemente busca e remove usuários que acessam o serviço através de versões falsas ou modificadas do aplicativo.

Riscos da desinformação

Apesar da vulnerabilidade ainda não ter sido explorada por hackers e só existir no campo teórico das pesquisas de segurança, os cientistas por trás da descoberta temem que ela seja usada para disseminar desinformação pelo WhatsApp.

O Facebook vem sendo bastante criticado pelo constante uso da plataforma para publicação de informações falsas, mas o problema vai bem além da rede social, e o WhatsApp também é uma ferramenta que vem sendo usada com o mesmo fim.

Segundo Oded Vanunu, chefe de pesquisas de vulnerabilidade na Check Point, a possibilidade de alterar mensagens permite que hackers e pessoas com más intenções ganhem uma ferramenta poderosa para espalhar desinformação como se ela saísse de fontes confiáveis. “O WhatsApp precisa se ajusar para evitar essa simples manipulação”, disse.

O WhatsApp defende mais uma vez que o problema não é tão grave quanto a Check Point faz parecer. Segundo representantes do aplicativo, 90% das mensagens no serviço são mandadas em conversas individuais, e a maioria dos grupos conta com até seis pessoas – assim, os usuários na maioria das vezes sabem exatamente com quem estão conversando, e assim fica mais difícil que uma pessoa má intencionada se infiltre em um grupo para espalhar desinformação.

Fonte: Olhar Digital

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Bolsonaro quer mudar recurso do WhatsApp criado para combater fake news

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O candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) afirmou numa transmissão ao vivo feita pelo Facebook na última semana que vai “lutar” para mudar uma regra do aplicativo de mensagens do WhatsApp criada para limitar a propagação de notícias falsas pela internet.

Em julho, o WhatsApp passou a implementar um limite no encaminhamento de mensagens. Antes, era possível repassar um mesmo texto, áudio, vídeo ou foto para até 250 chats de uma vez só. Agora, só é possível encaminhar mensagens para até 20. A mudança veio depois de uma onda de linchamentos na Índia motivados por fake news espalhadas pelo app.

“Quem não ficou chateado quando o WhatsApp, dizendo que era para combater crime de ódio, em vez de [permitir] você passar mensagens para 200 e poucas pessoas passou para 20? Nós vamos lutar para que volte ao que era antes”, disse Bolsonaro numa transmissão ao vivo feita pelo Facebook na última sexta-feira, 12.

A declaração foi dada enquanto Bolsonaro criticava o plano de governo do seu opositor, Fernando Haddad (PT), que propõe criar um “novo marco regulatório da comunicação social eletrônica”, para “impedir que beneficiários das concessões públicas e controladores das novas mídias restrinjam o pluralismo e a diversidade”.

Segundo Bolsonaro, Haddad quer colocar limites “na imprensa e na internet”. Confira a declaração do candidato abaixo, que começa nos últimos 50 segundos do vídeo:

Procurada pelo Olhar Digital, a assessoria de imprensa do WhatsApp diz que a empresa não vai comentar o assunto. Quando a mudança foi implementada, a companhia declarou apenas que o limite ajudaria “a manter o WhatsApp dentro do princípio em que foi desenvolvido: um aplicativo de mensagens privadas”, sem citar as notícias falsas.

Bolsonaro não explicou em detalhes como faria, se eleito ou não, para mudar as regras de compartilhamento no WhatsApp, um aplicativo que pertence à corporação norte-americana Facebook, que, por sua vez, é uma empresa privada com representação no Brasil. Seu plano de governo declarado o Tribunal Superior Eleitoral não chega a citar o app.

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Chrome e outros navegadores vão abandonar protocolo usado há quase 20 anos

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As empresas por trás dos principais navegadores do mercado anunciaram nesta segunda-feira, 15, que abandonarão uma tecnologia de segurança lançada há quase duas décadas. Trata-se do Transporte Layer Security (TLS) 1.0 e 1.1, que é usada para garantir a segurança da comunicação entre navegadores e servidores. Programadores que ainda usam o recurso terão até janeiro de 2020 para atualizar seus sites.

O anúncio do abandono das primeiras versões do TLS foi feito de forma conjunta pelo Google, Microsoft, Mozilla e Apple. Lançada em janeiro de 1999, este protocolo de criptografia é usado para garantir a segurança das conexões seguras da internet, ou seja, aquelas que começam com “https://”. De acordo com a publicação do Venture Beat, a versão mais recente do TLS é a 1.3 e a mais utilizada é a 1.2.

A desativação dos protocolos será gradual e seguirá um cronograma próprio em cada navegador. O TLS 1.0 e 1.1 será abandonado pelo Chrome 81 em janeiro de 2020, seguido pelo Firefox e Safari a partir de março do mesmo ano. Já o Microsoft Edge e o Internet Explorer 11 deixarão de oferecer suporte na primeira metade daquele ano.

De qualquer forma, o impacto da mudança não promete ser muito grande. Segundo a Microsoft, menos de um 1% das conexões diárias no Microsoft Edge utiliza o TLS 1.0 ou 1.1, mesmo com o Safari da Apple. As duas gigantes anunciaram também que vão adicionar suporte ao TLS 1.3 em futuras atualizações dos seus browsers, sendo que o padrão já funciona no Chrome e no Firefox.

Fonte: Olhar Digital

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Paul Allen, um dos fundadores da Microsoft, morre aos 65 anos

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Faleceu nesta segunda-feira (15/10), na cidade de Seattle, Paul Allen, um dos co-fundadores da Microsoft, juntamente com Bill Gates. O executivo tinha 65 anos e combatia um linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer que se origina nos gânglios.

A notícia foi divulgada pelo canal norte-americano CNBC. No início do mês, Allen revelou que havia iniciado o tratamento contra o linfoma não-Hodgkin, o mesmo tipo de câncer que ele havia superado nove anos atrás. Inclusive, ele havia deixado a direção da Microsoft quando foi diagnosticado com a doença pela primeira vez, para se dedicar à recuperação.

Depois de deixar a Microsoft, Allen se dedicou a filantropia, às artes e também aos esportes. Ele era um dos proprietários do Portland Trail Blazers, time de basquete da NBA (liga profissional norte-americana), do Seattle Seahawks (NFL – a liga profissional de futebol americano) e também do Seattle Sounders, time que disputa a MLS, liga profissional de futebol dos EUA.

Além disso, ele era considerado uma das pessoas mais ricas do mundo, ocupando a 44º posição na lista de bilionários da revista Forbes, com uma fortuna estimada em US$ 21.7 bilhões.

Microsoft

Bill Gates e Paul Allen fundaram a Microsoft em 1975, na cidade de Albuquerque no Novo México. Juntos, desenvolveram um interpretador da linguagem BASIC. Em 1980, depois de se comprometerem a desenvolver um DOS para a IBM, Allen fechou então um contrato para comprar o QDOS da Seattle Computer Products. Feito isso, a plataforma foi alterada para a criação do MS-DOS e do PC-DOS, que foram desenvolvidos pelo programador Tim Paterson.

Com isso, a Microsoft conseguiu cumprir o acordo de fornecer o DOS para os computadores da IBM, o que se tornou um breaking point na história da empresa, que passou a crescer exponencialmente , gerando a fortuna de Gates e Allen.

Após ser diagnósticado com o linfoma de Não-Hodgkin, Allen acabou curado, ao mesmo tempo que passou a se distanciar do dia a dia da Microsoft. Em novembro de 2000, ele renunciou a sua cadeira no conselho de administração da empresa e vendeu quase toda sua participação societária na companhia – reduzindo de 28% para 2% das ações.

Artes, filantropia, aviões e combate ao ebola 

Depois de se afastar da Microsoft, Allen fundou e dirigiu a Vulcan Inc., entidade que administra seus diversos negócios e projetos filantrópicos. A partir dela, ele gerenciou um portfólio bilionário de investimentos o que inclui, além das equipes esportivas já citadas, companhias de tecnologia, imobiliárias e participações em startups e empresas de mídia.

Além disso, trabalhou ativamente para evolução da ciência e tecnologia, fundando as instituições Allen Institute for Brain Science, Allen Institute for Artificial Intelligence e o Allen for Institute for Cell Science.

Allen também destinou parte da sua fortuna às artes, doando mais de US$ 100 milhões à museus e outras instituições, além de emprestar sua coleção privada à quase 50 localidades, entre eles o EMP Museum, o o STARTUP Gallery e o Living Computer Museum. Por fim, fã de aviação, ele criou o Flying Heritage & Combat Armor Museum, um instituto que reuniu e restaurou 26 aeronaves e 25 veículos de guerra.

Além da filantropia e artes, Allen também doou US$ 100 milhões para o combate ao surto de Ebola que ocorreu na África Ocidental em 2014. Além disso, ele criou o site Tackle Ebola, cujo objetivo é difundir os conhecimentos sobre a doença e ajudar em seu controle e isolamento.

Fonte: Olhar Digital

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