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Internacional

Falta um mês para legislativas no EUA, um referendo sobre Trump

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Trump durante comício de campanha no Tennessee, em 1º de outubro de 2018 - AFP/Arquivos

Quase dois anos depois da chegada de Donald Trump ao poder, os americanos são esperados nas urnas para votar, no que será um referendo sobre seu presidente, em eleições legislativas que determinarão se o Partido Republicano continua tendo o controle do Congresso.

A questão é se os americanos estão cansados o suficiente das manobras de Trump para punir os republicanos na Câmara de Representantes e no Senado. É a resposta para esta pergunta que sairá das urnas em 6 de novembro.

Os democratas apostam na “onda azul” que vai varrer o mapa eleitoral e recuperar o controle do Congresso das mãos dos republicanos.

Apesar de Trump, um dos presidentes mais polêmicos dos Estados Unidos, não estar nas cédulas, sua sombra se projeta sobre todo o processo, classificado por ele mesmo como “a eleição legislativa mais importante desses tempos”.

Em função disso, Trump tem participado regularmente de comícios em diferentes estados para tentar mobilizar sua base, atacando os democratas, os quais chama de “obstrucionistas”, e promovendo sua gestão da economia e as mudanças em temas migratórios.

“Eu não estou na cédula”, disse ele a seus seguidores no Mississippi na terça-feira.

“Mas, sim, estou na cédula, porque também se trata de um referendo sobre mim”, acrescentou.

Alguns republicanos preferem manter uma distância prudente de Trump, que tem uma frágil popularidade nas pesquisas. Muitos candidatos sabem, porém, que seu destino está unido ao do presidente.

Alguns republicanos preferem manter uma distância prudente de Trump, que tem uma frágil popularidade nas pesquisas. Muitos candidatos sabem, porém, que seu destino está unido ao do presidente.

– ‘Ventos de mudança’ –

Os democratas se sentem estimulados com as volumosas campanhas de arrecadação de fundos, com as quais esperam tomar cadeiras em estados tradicionalmente republicanos.

A oposição aspira a ganhar vagas como Tennessee, Geórgia, Kansas e Texas, para voltar a controlar o Congresso, composto por uma Câmara de Representantes de 435 membros e um Senado de 100 membros.

“As pessoas sentem os ventos da mudança aqui”, disse à AFP na localidade de Austin, no Texas, Tariq Thowfeek, o diretor de Comunicação do Partido Democrata neste estado tradicional do sul.

Como exemplo, apontou o candidato saído das bases Beto O’Rourke, uma ousada aposta dos democratas frente ao consagrado senador republicano Ted Cruz. Se O’Rourke for bem-sucedido, será um indício de uma mudança muito mais forte em todo país.

Em sua campanha, O’Rourke reitera constantemente que se trata de “um momento definidor” e pôs sobre a mesa temas como o sistema de saúde, crucial para os eleitores democratas.

Tampouco se esqueceu de assuntos como emprego, educação, reforma do sistema judiciário, um ajuste das políticas migratórias, assim como o delicado tema da legislação sobre as armas.

Sem deixar de lado os temas locais, a sombra de Trump é clara.

“Para os democratas, o principal assunto é, de longe, Donald Trump”, disse o diretor do Centro de Política da Universidade da Virgínia, Larry Sabato.

“Ele é a razão, pela qual estão se mobilizando a votar e, de uma forma quase unânime, estão votando contra ele”, frisou.

– ‘Um grito de guerra’ –

Nas primeiras eleições desde o eclosão do movimento #MeToo, sobre os escândalos de abuso sexual, o voto das mulheres pode ser chave.

Ainda mais porque a campanha começou com o escândalo que cerca a indicação do candidato de Trump para a Suprema Corte, Brett Kavanaugh, acusado de agressão sexual.

Ainda não está claro como esta disputa pode afetar o resultado.

Até o momento, Trump diz acreditar em que seu candidato estimulará a participação da base, diante da perspectiva de se inclinar o Supremo ainda mais à direita.

Kavanaugh “é como um grito de guerra para os republicanos”, disse Trump à imprensa nesta terça.

Os democratas têm de ganhar mais 23 cadeiras para reconquistarem a Câmara.

Dave Wasserman, do centro de estudos Cook Political Report, prevê que os democratas conseguirão avançar entre 25 e 40 cadeiras.

Uma pesquisa recente da Quinnipiac University dá um pouco de esperança aos conservadores, porém, mostrando que conseguiram reduzir a vantagem dos democratas na Câmara de 14% para 7%.

No Senado, os republicanos têm, atualmente, uma maioria de 51 a 49.

E, das 35 cadeiras em disputa no Senado, os democratas saem para defender 26. Destas, dez se encontram em estados nos quais Trump se impôs. Os republicanos buscam conservar nove representantes que já têm.

Fonte: AFP

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Internacional

Morre aos 95 anos o marinheiro da icônica foto do beijo em NY

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 Greta Zimmer Friedman, a mulher da foto, morreu em 2016 aos 92 anos de idade(foto: Reprodução)

George Mendonsa sofreu um derrame no domingo depois de cair no asilo onde vivia em Middleton

Agência France-Presse

Washington, Estados Unidos – O marinheiro que beija uma enfermeira na Times Square enquanto as pessoas comemoravam o fim da Segunda Guerra Mundial nas ruas de Nova York, protagonista de uma foto icônica da época, morreu aos 95 anos, informou sua filha ao Providence Journal.
George Mendonsa sofreu um derrame no domingo depois de cair no asilo onde vivia em Middleton, Rhode Island, informou sua filha Sharon Molleur.
Na famosa imagem, uma das quatro de Alfred Eisenstadt para a revista Life, Mendonsa é visto curvando-se sobre a mulher para beijá-la.
Mendonsa, que esteve mobilizado no Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial, estava de férias quando a fotografia foi tirada.
Durante muito tempo, ele garantiu que era o marinheiro da foto, mas isso só foi confirmado recentemente com o uso da tecnologia de reconhecimento facial.
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Greta Zimmer Friedman, a mulher da foto, morreu em 2016 aos 92 anos de idade.
Eisenstadt não pediu os nomes dos dois estranhos que capturou com sua câmera enquanto se beijavam.
Mais tarde, descreveu que  viu como o marinheiro correu pela rua e tomou nos braços a primeira jovem com quem cruzou.
“Corri na frente dele com a minha Leica olhando por cima do meu ombro, mas nenhuma das fotos possíveis me satisfazia”, escreveu em “Eisenstadt on Eisenstadt”.
“De repente, vi alguém agarrando algo branco. Me virei e cliquei no momento em que o marinheiro beijou a enfermeira. Se ela estivesse vestida de preto, nunca teria tirado a foto.”

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Internacional

Fim do Estado Islâmico está próximo, afirma coalizão

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Os extremistas estão agora cercados em um reduto de meio quilômetro quadrado na cidade de Baghuz, no leste da Síria

 AF Agência France-Presse

A vitória sobre o grupo Estado Islâmico (EI) na Síria será anunciada “em alguns dias”, afirmou neste sábado (16) um comandante da aliança curdo-árabe que luta contra os extremistas entrincheirados no último reduto de seu “califado”.

“Em um prazo muito curto, não mais do que alguns dias, anunciaremos oficialmente o fim da existência do EI”, declarou o comandante da força curdo-árabe, Yia Furat, em entrevista coletiva na base de Al-Omar.
Segundo este comandante das Forças Democráticas Sírias (FDS), os extremistas estão entrincheirados em “um bairro (cuja superfície) está estimada em 700 metros de comprimento e 700 metros de largura”, ou seja, meio quilômetro quadrado, na localidade de Baghuz, no leste do país.
O EI conquistou em 2014 amplas zonas e grandes cidades de Síria e Iraque, de uma superfície comparável a um país como o Reino Unido. Mas o seu autoproclamado “califado” ficou reduzido agora a algumas centenas de extremistas, cercados em seu último reduto da província de Deir Ezzor.
As FDS e a coalizão antiextremista liderada pelos Estados Unidos que as apoia reconheceram neste sábado que a presença de “muitos civis” freia o seu avanço.

‘Escudos humanos’

Há “muitos civis dentro” do reduto defendido pelos extremistas, havia indicado pouco antes à AFP um porta-voz das FDS, Adnan Afrin.
“Nos surpreendemos ao ver muitos civis emergindo dos túneis” cavados pelo EI, acrescentou.
“Não contávamos com tantos (…) por isso (a operação) vai mais devagar”, disse.
“Centenas de civis continuam fugindo e os que conseguiram escapar explicam que o EI os usa como escudos humanos”, explicou à AFP o coronel Sean Ryan, porta-voz da coalizão antiextremista, liderada por Washington. Os bombardeios foram “reduzidos para ajudar na proteção desses civis”, acrescentou.
Desde o lançamento, em dezembro, da ofensiva das FDS para eliminar o último reduto do “califado”, 40.000 pessoas fugiram da zona de combates.
Entre elas estão muitos membros das famílias dos extremistas, alguns deles franceses, alemães, russos, ucranianos e muitos iraquianos, constataram jornalistas da AFP.

Combatentes em túneis

“Há uma cisão entre os combatentes extremistas locais e estrangeiros no terreno. Os extremistas locais querem abandonar, enquanto os estrangeiros impedem qualquer rendição”, indicou Afrin à AFP.
“Iraquianos, turcos e europeus”, assim como egípcios e líbios, ainda estão presentes no setor, de acordo com este porta-voz das FDS.
Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), as FDS seguem rastreando os campos nos arredores de Baghuz “buscando combatentes do EI escondidos em túneis”.
As FDS têm que “desminar e se manter atentas aos combatentes do EI que poderiam se explodir ou atacar suas posições com carros ou motos cheios de explosivos”, segundo o coronel Ryan.
Cerca de 440 extremistas se renderam nestes dois últimos dias, de acordo com o OSDH, mas este número não pôde ser confirmado com as FDS.
Paralelamente a este anúncio, o vice-presidente americano, Mike Pence, prometeu que os Estados Unidos continuarão trabalhando contra “os remanescentes do EI” em longo prazo, apesar da retirada anunciada de 2.000 soldados americanos da Síria.
“Os Estados Unidos manterão uma forte presença na região” e “continuarão trabalhando com todos os seus aliados para perseguir os remanescentes do EI onde quer que estejam”, disse Pence na Conferência de Segurança de Munique.

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Airbus anuncia fim da produção do superjumbo A380

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