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CIDADE

FESTA Carimbó é a marca do ritmo musical de Belém

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“Ele deixou um legado de alegria, musicalidade e de festa. No domingo eu e boa parte da família estaremos lá, fazendo parte desse arrastão para festejar esse dia tão importante”, garantiu dona Cenira Silva, de 63 anos, viúva de Verequete.

 

Por Karla Pereira

Mistura de ritmo, cores, balanço e alegria. Com essas marcas que o carimbó é reconhecido por paraenses e belenenses e expressa, por meio de suas canções e batidas, a identidade cultural da região, fato que contribuiu para que o carimbó fosse reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Mesma data do nascimento de Mestre Verequete, músico que ficou conhecido como o Rei do Carimbó, neste domingo (26), foi celebrado o Dia Municipal do Carimbó. Se estivesse vivo, Verequete, ícone da cultura popular paraense, completaria  102 anos de idade.

Dona Cenira Silva, 63 anos, é viúva do mestre, e fala com orgulho de tocar o legado que ele deixou. “Eu fiquei como a administradora do grupo Uirapuru, então ainda vivo e respiro o que ele deixou para a nossa cultura”, afirmou. “Tenho que manter viva a história dele, que foi um homem que elevou o carimbó. E nosso objetivo é ainda conseguir fazer o acervo dele”, revelou.

Verequete fundou o grupo Uirapuru em 1971 e daí em diante seguiram divulgando o carimbó de pau e corda.

Valorização da cultura – Fomentar a cultura local tem sido uma das prioridades da Prefeitura de Belém, através da Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel), que idealiza e promove ações em espaços públicos para dar visibilidade não só aos tipos de danças e músicas, mas também aos grupos folclóricos. “O objetivo da Prefeitura com as ações nos espaços públicos é o de difundir estas atividades culturais, e manter a cultura viva deste Estado”, enfatizou o presidente da Fumbel, Fabio Atanasio.

A praça da República é um exemplo destas ações. Desde que foi reinaugurada, completamente reformada e devolvida à população de Belém, ela passou a ter, todos os meses, apresentações de grupos de carimbó. Outros eventos organizados pela Prefeitura de Belém, como exemplo mais recente o Belém na Copa, projeto executado durante a Copa do Mundo de 2018 e que teve repercussão nacional, teve a participação efetiva de grupos folclóricos na abertura e encerramento do evento e, ainda, durante os intervalos dos jogos.

“É esse tipo de exposição ao público que os grupos precisam ter, porque isso nos ajuda a conquistar cada vez mais espaço em programações distintas. O engajamento de uma gestão que quer difundir a cultura local resulta na visibilidade dos grupos, das músicas e danças. Então isso pra gente tem sido fundamental”, avaliou o produtor Cultural do Grupo Mistura Regional, Cleber Raiol, 44 anos.

Outra iniciativa lançada recentemente pela PMB foi o edital de número 004/2018, que visa a promoção de parcerias para fomentar a cultura, por meio do Termo de Colaboração ou Termo de Cooperação Financeira, com pessoas físicas, grupos culturais sem constituição jurídica e pessoas jurídicas sem fins lucrativos, para realização de projetos culturais em Belém. Para isto, a Prefeitura de Belém dispõe de um orçamento de R$ 3 milhões para o edital. “Esta é mais uma forma de fazer com que a cultura ganhe o destaque merecido na nossa capital”, ressaltou Atanasio.

Cortejo – Ainda neste domingo, 26, ainda como forma de manter a tradição pela comemoração do Dia do Carimbó, as ruas de Belém vão ganhar sons e cores especiais. O Instituto Filhos da Terra, com o apoio da Prefeitura de Belém promove o 2º Cortejo do Cordão de Bichos, que sairá da escadinha da Estação das Docas até a Praça da República.

E, segundo dona Cenira, a família já está pronta para a festa. “Ele deixou um legado de alegria, musicalidade e de festa. No domingo eu e boa parte da família estaremos lá, fazendo parte desse arrastão para festejar esse dia tão importante para a nossa história”, garantiu.

 

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