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Final da Libertadores entre River Plate e Boca Juniors é novamente adiada pela Conmebol

Empregados da Conmebol retiram púlpito do gramado após a confirmação do adiamento da final entre River e Boca. Foto: Matias Napoli/EFE

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Alejandro Domínguez afirma a jornalistas que se reunirá com presidentes de Boca Juniors e River Plate para definir nova data

O presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, anunciou o adiamento da final da Copa Libertadores entre River Plate e Boca Juniors, que seria realizada no Monumental de Nuñez. O dirigente indicou que vai se reunir com os presidentes dos dois clubes na manhã desta terça-feira (27) na sede da entidade, em Assunção, para definir uma nova data para a decisão. A reunião será às 10h locais (11h de Brasília).

 A partida decisiva estava marcada para sábado, mas precisou ser adiada após o ônibus que transportava os jogadores do Boca Juniors ser atacado por torcedores do River Plate. Após alguns adiamentos, a Conmebol havia marcado a partida para este domingo, às 18 horas (de Brasília), mas optou por um novo adiamento, sem uma data determinada.

“O que aconteceu é uma vergonha, não é futebol”, afirmou Domínguez, em entrevista ao Fox Sports, acrescentando que a partida não pode ser realizada neste momento pela inexistência de igualdade esportiva, diante das lesões sofridas por alguns jogadores do Boca Juniors.

Nos próximos dias, o presidente da Conmebol vai se encontrar com membros de River Plate e Boca Juniors para determinar quando será disputada a segunda partida da final da Libertadores. “O jogo está sendo postergado e eu vou me encontrar com os dois presidentes para decidir a nova data. Não há igualdade esportiva para jogar a final”, acrescentou.

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El Presidente y el Consejo de la CONMEBOL decidieron en la mañana de este domingo la postergación del partido de vuelta de la final de CONMEBOL Libertadores 2018 con el objetivo de la preservar la igualdad deportiva.

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La nueva fecha de la final será analizada y decidida en una reunión en Asunción el martes 27 a las 10 de la mañana con los presidentes de los clubes finalistas, Boca Juniors y River Plate.

Dominguez defendeu que a entidade sul-americana não tem responsabilidade pelos problemas ocorridos no sábado ao declarar que “a culpa não é da Conmebol”. “As condições de jogo não são adequadas. Queremos que o jogo seja em igualdade de condições. Ele vai ser adiado. Vamos procurar uma nova data”, acrescentou.

O dirigente ainda apontou que o momento deve ser para reflexão sobre comportamento no mundo do futebol. “Quero aproveitar o momento para convidar as pessoas a refletirem. Isso não é certo. No futebol não cabe a intolerância. Tem que ser feita a autocrítica. Futebol é alegria, é família. As pessoas têm que refletir sobre o sentido próprio do futebol”, comentou.

Momentos antes do anúncio do presidente da Conmebol, o Boca havia solicitado o adiamento da partida alegando ausência de “condições de igualdade”, exatamente o argumento utilizado por Domínguez para suspender a partida. Mas no momento do anúncio, torcedores do River Plate chegavam ao Monumental para acompanhar o jogo.

O Boca considera que chega para a partida em condição inferior à do adversário. Não bastasse o trauma sofrido pelos ataques de sábado, o time viu seu volante e capitão Pablo Pérez sofrer uma lesão no olho por causa do apedrejamento. O reserva Gonzalo Lamardo também se machucou durante a ação.

Além disso, outros atletas foram vítimas dos efeitos de um artefato com gás de pimenta arremessado por um torcedor do River, como Tévez, Fernando Gago, Julio Buffarini, que foram vistos passando mal nas dependências do vestiário.

O primeiro jogo da decisão da Libertadores, no estádio de La Bombonera, terminou empatado em 2 a 2. O campeão continental será o time que vencer o segundo duelo, ainda sem uma data determinada.

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