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MEIO AMBIENTE

Fumaça se espalha do Norte ao Sul da América do Sul

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Foto: Clima tempo / Fonte: Clima Tempo

Nessa época do ano, é comum o predomínio de massas de ar seco sobre o interior dos países da América do Sul, principalmente o Brasil, Bolívia, Paraguai e norte da Argentina. A baixa umidade do ar, a temperatura elevada, a vegetação ressecada e ventos quentes favorecem o surgimento de focos de queimadas pelo interior do continente.

Em determinadas situações, por conta de condições meteorológicas, a fumaça oriunda de regiões do interior do continente pode ser transportada pelos ventos em baixos (cerca de 1,5 a 2km de altura) e médios níveis da atmosfera (aproximadamente a 5km de altitude).

Nesta terça-feira (10/09), a fumaça proveniente de queimadas principalmente no sul do estado do Amazonas, em Rondônia, no Mato Grosso, no Mato Grosso do Sul e na Bolívia e Paraguai, foi transportada pela circulação dos ventos em baixos níveis para a faixa oeste da região Sul do Brasil. Na imagem abaixo é possível notar a diferença entre a ontem (imagem da esquerda – 09/09) e hoje (imagem da direita – 10/09). A extensão da pluma de fumaça que foi transportada do centro-norte do interior da América do Sul no dia de hoje não estava presente na última segunda-feira (09/09).

Os aeroportos de Corumbá (MS) e Cuiabá (MT) registram a presença de fumaça nos arredores de maneira ininterrupta desde o período da manhã. Além da fumaça a umidade atinge níveis críticos e a temperatura segue elevada. Em Cuiabá (MT), a temperatura chegou a 40ºC às 15h00, e atualmente a umidade está em 9%, considerado como nível de emergência.

Na Bolívia, também há fumaça registrada nos arredores dos aerorportos de Trinidad, San Ignacio de Velas, Santa Ana de Yacuma, Riberalta, Robore, Puerto Suarez, San Joaquin e San Jose de Chiquitos.

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MEIO AMBIENTE

Pescadores do Nordeste relatam crise após chegada de óleo ao litoral

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Foto: Reprodução / Fonte: Agência Senado

Um quadro de colapso em todo um setor econômico, agravado com riscos para a saúde dos trabalhadores e até fome. Este foi o cenário levado por representantes do segmento pesqueiro nordestino à comissão temporária externa para acompanhar as ações de enfrentamento às manchas de óleo no litoral do Nordeste, que já atingiu outras regiões do país. Maria Eliene, representante de pescadores da região do Fortim (CE), foi enfática: esta é a maior crise que já enfrentaram.

— Estamos passando por necessidade. Jamais sofremos um colapso geral como o que estamos passando agora, nas nossas comunidades. E a crise não é só no Fortim, é em todo o litoral leste do Ceará. Todas as comunidades foram afetadas. E a MP 908 não contempla a maioria dos pescadores artesanais, que são os de maior número. Desde que o óleo invadiu as praias, milhares de famílias estão passando fome, porque não conseguiram vender o pescado. E devido à fome, muita gente acaba comendo estes peixes e mariscos, arriscando a saúde — relatou Eliene na reunião desta quinta-feira (5).

Medida provisória

Para socorrer os pescadores prejudicados com a poluição de óleo, o governo editou na semana passada a Medida Provisória (MP) 908/2019. A MP, porém, foi criticada na audiência com o argumento de que não abrange plenamente o setor afetado. Pela MP 908, os trabalhadores dos locais afetados pelo óleo e identificados no Registro Geral de Pescadores (RGP) farão jus a duas parcelas no valor de um salário mínimo (R$ 998,00) como auxílio. Ormezita Barbosa, da Pastoral dos Pescadores (ligada à Igreja Católica) também criticou a MP e falou da profunda crise que abala o setor.

— Muitas áreas que foram atingidas não estão sendo contempladas na MP. É preciso que o governo esclareça em que critérios se baseou. Além disso, os pescadores estão sendo submetidos à exposição contínua, devido ao contato com a água. E como não estão comercializando os peixes, porque ninguém está comprando, eles estão comendo os peixes, mariscos e camarões da região. Porque suas famílias estão passando fome! Os componentes químicos do petróleo podem comprometer a saúde a médio e longo prazo, isso é muito grave! Mais de 70 casos de contaminação, problemas de pele e respiratórios já foram encontrados, por exemplo, em voluntários que ajudaram a retirar o óleo — relatou Ormezita.

Ela pediu aos senadores que atuem para retirar da MP 908 a exigência do cadastro do RGP para o pagamento do auxílio emergencial. Para a Pastoral dos Pescadores, o RGP está desatualizado e sofreu fraudes nos últimos anos. Além disso, Ormezita considera o valor de dois salários mínimos muito baixo, pois a crise se prolonga desde agosto, quando as primeiras manchas de óleo foram encontradas.

Impacto

A senadora Zenaide Maia (Pros-RN) também lamentou o quadro de fome em diversas comunidades, além do impacto negativo sobre o turismo.

— Os balneários de Alagoas estão vazios, e algumas cidades do litoral baiano registram queda de 90% no número de visitantes, nos últimos meses. Já no que tange ao pescado, a rejeição do consumidor ainda é muito grande. Nas feiras do Rio Grande do Norte, só se compra a produção de cativeiro. Só os mais carentes estão comendo o pescado de litoral — relatou.

A crise do setor de pesca também preocupa o senador Humberto Costa (PT-PE), que avalia que o consumidor precisa, agora, ser melhor esclarecido.

— A redução da demanda para os pescadores e marisqueiros foi brutal. Alguns estados contrataram laboratórios certificados para avaliarem o pescado e os camarões, e os resultados foram bons. Os governos, inclusive o federal, precisam agora esclarecer a população, ou elas não vão voltar a consumir — pediu.

O chefe do Laboratório de Estudos Marinhos e Ambientais (LabMAM) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de janeiro (PUC-Rio), Renato Carreira, que atua em parceria com o governo de Pernambuco, afirmou que o pescado coletado nesse estado não está contaminado.

Recadastramento

A reunião foi conduzida pelo relator da comissão temporária, senador Jean Paul Prates (PT-RN), que prometeu atuar junto com seu partido para alterar a MP 908. Ele ainda pediu ao secretário-adjunto da Secretaria da Pesca no Ministério da Agricultura, João Crescêncio, presente à audiência, ações urgentes para atender os pescadores.

— Não tem jeito, a secretaria precisa dar urgência urgentíssima para minorar o estrago que as manchas causaram. Três ações são para agora: a renovação do cadastro, a inclusão de quem está fora e, claro, priorizando os que atuam no Nordeste — afirmou.

Crescêncio concordou com o senador.

— Esta reclamação, de que o número de pescadores que vai receber o auxílio-emergencial é pequeno, é porque muitos estão cadastrados como pescadores de água doce, na parte continental, e não na parte marinha. Mas reconhecemos que o trabalho precisa ser refeito, e com urgência. Já iniciamos um novo cadastramento, incluindo um recadastramento, que é um SOS pra nós. Contamos inclusive com a parceria das associações de pescadores — afirmou.

O representante do Ministério do Turismo na audiência, Luciano Puchalski, anunciou que o governo federal iniciará uma massiva campanha publicitária este mês, nos meios de comunicação, estimulando o turismo no Nordeste. Com base no slogan “Se tá limpo, tá lindo!”, disse Puchalski, a publicidade se baseará em dados oficiais para mostrar que a maior parte da região já não sofre as consequências negativas das manchas de óleo.

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MEIO AMBIENTE

MP designa 5 promotores para atuar em conjunto no inquérito das prisões de brigadistas

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Foto: Reprodução / Fonte: O Estado Net

A Procuradoria Geral de Justiça do Estado do Pará emitiu portaria de designação para atuação conjunta no Processo 0011104-05.2019.8.14.0051, referente ao incêndio e prisão de quatro brigadistas de Alter do Chão.  

A designação atendeu a pedido das promotorias de Justiça de Santarém, e atuarão conjuntamente:  Promotores de Justiça Dully Sanae, Evelyn Staevie, Adleer Sirotheau, Renata Fonseca e Tulio Novaes.

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MEIO AMBIENTE

Governo libera privatização de Iguaçu, Jericoacoara e Lençóis

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Foto: Reprodução / Fonte: Notícias ao Minuto

Um decreto do presidente Jair Bolsonaro publicado nesta terça-feira, 3, no Diário Oficial da União (DOU), libera a privatização de três unidades de conservação federal. Foram incluídos no Programa Nacional de Desestatização (PND) o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, no Maranhão; o Parque Nacional de Jericoacoara, no Ceará; e o Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná.

O repasse dos parques para a iniciativa privada foi antecipado pelo jornal O Estado de S. Paulo em maio.

Segundo o decreto, as unidades ficam incluídas no PND, para fins de concessão da prestação de serviços públicos de apoio à visitação, com previsão do custeio de ações de apoio à conservação, à proteção e à gestão.

No caso do Parque Nacional do Iguaçu, que abriga as Cataratas do Iguaçu, a visitação atualmente já é administrada por uma empresa privada, mas ela atua de forma subordinada ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que tem o controle da gestão.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômicos e Social (BNDES) poderá ser contratado para elaborar os estudos necessários às concessões e para apoiar as atividades de supervisão dos serviços técnicos e de revisão de produtos contratados.

Destinação econômica para unidades de conservação

Em maio, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, explicou que o objetivo das concessões é dar uma destinação econômica para as unidades de conservação.

“Você pode fazer o discurso mais bonito do mundo sobre o meio ambiente, mas, se não dermos uma mais-valia econômica para as unidades de conservação, estaremos sempre a reboque do orçamento federal”, disse Salles, na ocasião.

Questionado sobre o modelo de concessão, o ministro disse que a ordem é repassar às empresas tudo o que for possível, mantendo o mínimo sob a alçada do governo.

O plano do governo era também incluir o Parque Aparados da Serra, no Rio Grande do Sul, na lista de concessões. Neste caso, porém, a ideia é fazer “oferta em bloco”, reunindo em um mesmo pacote as unidades de Serra Geral, São Francisco de Paula e Canela.

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