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BELÉM

Funpapa capacita equipe técnica que atende migrantes venezuelanos

Foto: Divulgação / Fonte: Agencia Belém

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A Prefeitura de Belém, por meio da Fundação Papa João XXIII (Funpapa), em parceria com o Fundo das Nações Unidas (Unicef), promoveu nesta quarta-feira, 29, no auditório do Centro de Convivência da 3º Idade Zóe Gueiros, uma programação especial voltada para a capacitação de técnicos que atuam diretamente no abrigo que acolhe os refugiados e migrantes venezuelanos em Belém.  

De acordo com a assistente social do Núcleo de Atendimento ao Migrante Refugiado (NAMR) Mylena Santana, as palestras ajudam os servidores a lidar da forma mais adequada com os indígenas. “Nas reuniões de articulação e formação conjunta desse projeto, tivemos a idéia de montar espaços de formação e capacitação com os próprios servidores para poder qualificá-los nessa perspectiva de política e assistência. Com isso, temos por objetivo alcançar todos os servidores do espaço de acolhimento, que atualmente são cerca de 60 técnicos, e procuramos mostrar a todos a necessidade de trabalhar da melhor forma possível para conseguir superar junto com esses indígenas essa condição de vulnerabilidade”.

“A importância dessa capacitação que abrange todos os profissionais que trabalham no abrigo, está no conhecimento da importância de diversos pontos primordiais, nos aproxima dos indígenas, e mostra a forma certa de como lidar com eles, respeitando os seus direitos”, disse Carla Santos, assistente social do abrigo.

Para Kássia Fernandes, consultora para Reposta Humanitária da Unicef, a capacitação oferece informações necessárias para que os técnicos possam auxiliar nesse processo de fortalecimento das famílias, crianças e dos adolescentes a conhecerem seus direitos. “Trouxemos conteúdos sobre saúde, educação, saneamento, proteção e nutrição que são temáticas que vão deixá-los mais fortalecidos para que na sua atuação, contribuam com o direito daquela família. Todos que atuam dentro do abrigo devem saber os pontos mais importantes que precisam ser trabalhadas no fortalecimento da população refugiada. A capacitação se faz necessária dentro do contexto do grupo de trabalho de proteção que envolve a Funpapa, Unicef, Acnur, Ministério Público e Defensória Pública”, destacou.  

Abrigo – O abrigo funciona no bairro do Tapanã, de maneira institucionalizada.  No local é garantido o acompanhamento diário das famílias com assistentes sociais, psicólogos, antropólogos, monitores e equipe de copa e cozinha. Além destes, são disponibilizados dez profissionais da educação para desenvolver atividades pedagógicas com as crianças, e avaliação de saúde com os profissionais do Consultório na Rua. 

A partir dessa estrutura de pessoal, é garantido um acompanhamento tanto das condições de saúde, educação, acesso à garantia de direitos, questão de documentação e um atendimento social qualificado com outros elementos que não tinham anteriormente.

Por Lais Sampaio

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