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FUTURO DO PARÁ ESTÁ EM JOGO

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Helder Barbalho (MDB), Márcio Miranda (DEM), Paulo Rocha (PT), Cláudio Rabelo e Fernando Carneiro (PSOLl) garantiram nas convenções de seus respectivos partidos o direito de disputar o privilégio de governar o Pará,  segundo maior Estado brasileiro em extensão territorial e um dos mais ricos em recursos naturais. Porém, o Pará tem  um povo pobre, sem segurança, sem atendimento hospitalar e ambulatorial satisfatórios e com escolas públicas muito mal conservadas.  Precisa de um governo com vontade de resolver esses problemas.

Os cinco  candidatos, entretanto, parecem ter consciência da herança que receberão do atual governador, Simão Jatene (PSDB), que também enfrentou severa crise política no país, com reflexos na área econômica.

O candidato  Helder  Barbalho já foi vereador e prefeito de Ananindeua, deputado estadual e, na área federal,  ministro por três vezes – duas no governo de Dilma Rousseff e uma no período que está sendo cumprido por Michel Temer; Márcio Miranda cumpre seu quarto mandato como deputado estadual e preside a Assembleia Legislativa atualmente. Mineiro há muitos anos radicado em Castanhal, é médico e capitão da reserva da Polícia Militar do Pará.

Por sua vez, Paulo Rocha, filho de Terra Alta, no nordeste paraense, é ex-sindicalista, Senador da República, cujo mandato ainda está na metade, depois de ter sido deputado federal por quatro mandatos consecutivo, tendo construído uma sólida carreira política.

Fernando Carneiro foi militante do PT, mas acabou indo para o PSOL, juntamente com o deputado Edmilson Rodrigues, ex-prefeito de Belém, e outras lideranças, como José Neri, que tornou senador quando Ana Júlia Carepa conquistou o governo em 2010. Ele era seu suplente e assumiu a vaga mesmo já estando no PSOL. Ana Júlia hoje pertence ao PCdoB, partido onde se iniciou na militância política.

As candidatura de Helder e Márcio Miranda foram homologadas em convenções  realizadas, sábado e domingo passados, no ginásio Gabriel Hermes (SESI), na Bandeira Branca. A do MDB foi no sábado (4) e a do DEM/PSDB no domingo (5). O PT lançou, no domingo pela manhã, na quadra do Quem São Eles, tradicional escola de samba de Belém, o nome Paulo Rocha. E o PSOL já homologara o vereador Fernando Carneiro, no Hotel Sagres, no dia 1º à noite.

HELDER BARBALHO OUTRA VEZ

Aos 39 anos e filho do maior líder político   que o Pará já teve desde a redemocratização do país, o senador Jader Barbalho, e da deputada Elcione Zaluth Barbalho, Helder. Helder é administrador de empresas, e candidato ao governo pela segunda vez. Em 2014, foi derrotado de virada pelo candidato do PSDB, Simão Jatene, que obteve 1.858.869 votos, correspondentes a 51,92% dos votos válidos no segundo turno. Helder, que havia vencido o primeiro turno, obteve que teve 1.721.479 votos, que equivale a 48,08% dos votos válidos.

Na convenção do PDM, o senador Jader Barbalho, lançado à reeleição, aconselhou o filho a escolher, caso vença as eleições, auxiliares competentes, para poder realizar todas as suas promessas de campanha. “Teu compromisso deve ser, em primeiro lugar, com o povo do Pará, não com gente que se acercar de ti com interesse em tirar vantagem pessoal”.

PV APÓIA HELDER

O Partido Verde (PV)vai dar  dará “apoio informal” a Helder Barbalho (MDB) ao governo do Pará. A decisão foi anunciada  na convenção do partido, dia 4 passado, no clube Monte Líbano, na av. Almirante Barroso em Belém.

O PV explicou que não tem coligação com o MDB, mas, por maioria de votos, partido irá apoiar informalmente Helder.

Ao Senado o PV lançou a candidatura do advogado Jarbas Vasconcelos. Ele é especializado em direito trabalhista e tem mestrado; foi presidente da OAB- Pará e é conselheiro federal da entidade.

O PV tem 22 candidatos a deputado estadual e 4 a deputado federal.

 

O candidato do DEM ao governo do Pará é o atual presidente da Assembleia Legislativa desde 20213,  Márcio Desidério Teixeira Miranda (Pavão (MG) a 19 de agosto de 1957) é um médico e político . Seus pais são o pecuarista Manoel Clementino Teixeira, conhecido como Dio Teixeira, e de Mercina Miranda.

Médico graduado pela Universidade Federal do Pará, com atuação em Cirurgia Geral, além de capitão reformado da Polícia Militar do Estado do Pará, reside e atua na área médica desde 1982 na cidade de Castanhal, município da Região Metropolitana de Belém, onde mantém sua base eleitoral.

Também exerceu os cargos de Presidente da Feira Agropecuária de Castanhal entre 1994 e 1997, Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Castanhal também entre 1994 e 1997, além de Presidente da Associação Paraense dos Profissionais em Controle de Infecção Hospitalar e diretor da Comissão de Controle Hospitalar do Hospital Francisco Magalhães, em Castanhal. Entre estas atividades, Miranda ainda foi presidente do Instituto Tancredo Neves no Estado do Pará, instituição ligada ao antigo PFL, hoje DEM, onde desenvolveu atividades de cunho político-educacional. Em 2004, fundou o Instituto de Capacitação Profissional e Valorização Humana Mercina Miranda (IMM), instituição que leva o nome de sua mãe e atua na esfera de cursos de capacitação.

Márcio Miranda disputou sua primeira eleição em 1998, sendo candidato a uma vaga na ALEPA pelo PSDB, recebendo 14.226 votos, conseguindo apenas uma suplência.  Em 2002, novamente candidato a uma vaga na ALEPA, desta vez pelo PDT, foi eleito com 23.996 votos. No ano seguinte, se filiou ao PFL. Em 2006, foi novamente candidato a deputado estadual, recebendo 60.390 votos, sendo o terceiro candidato mais votado do Estado e o mais votado no interior.  Já em 2010, foi eleito pela terceira vez consecutiva, sendo o segundo candidato mais votado do pleito, recebendo 67.530 votos.

Em 2011 ocupou a função de Líder do Governo Jatene no Poder Legislativo Estadual. No ano seguinte, disputou a Prefeitura de Castanhal, recebendo o apoio do então mandatário Hélio Leite, hoje Deputado Federal, e do Governador do Estado Simão Jatene; contudo, acabou sendo derrotado pelo ex-prefeito do município Paulo Titan, do PMDB.

Em 2013 foi eleito Presidente da Alepa ,com 26 votos dos 41 deputados, derrotando o candidato opositor Martinho Carmona, do PMDB, que recebeu 15 votos. Em 2014, foi eleito para seu quarto mandato, sendo o mais votado do estado, recebendo 82.738 votos.

Em 2015, foi reeleito presidente da ALEPA com 40 votos, sendo o voto remanescente dado em branco, posto que somente seu nome fora inscrito para a disputa.  Já em 2017, foi novamente eleito para presidir a Assembleia Legislativa, ocupando o cargo pela terceira vez consecutiva com 32 votos. Assim como ocorrera em 2015, sua candidatura foi a única a ser inscrita para o pleito.

PAULO ROCHA

Partido dos Trabalhadores (PT) lançou confirmou o senador  Paulo Rocha como candidato a governador do Pará e Sandra Batista como candidata a vice-governadora. Ao Senado, o partido oficializou a candidatura de Zé Geraldo.O partido estiveram presentes na convenção, que lançou ainda 7 candidatos a deputado federal e 23 a estadual.

Eleito senador pelo Pará em 2014, Rocha tem entre as suas prioridades a defesa do desenvolvimento sustentável para a Amazônia, que passa pelo investimento em ciência, tecnologia e inovação capaz de gerar conhecimento, a partir da biodiversidade regional.

Durante cinco mandatos exercidos na Câmara dos Deputados, ele foi líder da bancada do PT e presidente das comissões do Trabalho e da Amazônia. Foi autor de dez propostas que posteriormente se tornaram leis.

Filho de pai lavrador e mãe professora primária, começou a trabalhar desde cedo. Aos 65 anos, o sindicalista nascido no município de Terra Alta, no nordeste paraense, tem formação em artes gráficas pela Escola Salesiana do Trabalho.

Rocha foi ainda líder do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Gráficas e ajudou a fundar o PT e Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Pará, sendo o primeiro presidente da entidade no estado.

FERNANDO CARNEIRO

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) confirmou Fernando Carneiro  e Tati Picanço, historiadora do oeste do Pará, como candidata a vice-governadora. Também foi oficializada a candidatura da jornalista Úrsula Vidal ao Senado.

Fernando Carneiro, que é vereador de Belém, destaca que o Pará é um estado rico com o povo pobre e prega o combate a desigualdade social e promete enfrentar a violência, a precariedade na educação e na saúde.  “O Pará hoje é o 11º maior PIB do Brasil, mas o 22º Estado em desigualdade social. A gente precisa inverter essa situação”, disse.

Ele também advoga a participação popular nas decisões de governo a serem tomadas. “O governador não é dono do recurso do estado. Não podemos gastar o dinheiro sem ouvir a população. A democracia e a participação popular serão pontos fortes do nosso governo”, frisou.

Fernando Carneiro é um militante socialista com longa trajetória nos movimentos sociais. É historiador, formado pela Universidade de São Paulo, com licenciatura Plena pela Faculdade de Educação (USP) e pós-graduação em Políticas Sociais pela Unama. Na adolescência, participou ativamente do processo de reorganização do movimento estudantil paraense no início dos anos 80.

CLÁUDIO REBELO (PSTU)

 O PSTU  anunciou Cláudio Rabelo.  Seu Alex como candidato a vice-governador. O evento de anúncio oficial ocorreu na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belém, no bairro de São Brás.

Ele tem 45 anos, é operário há 20 anos, membro da central sindical e popular de lutas e diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil. Sua história está diretamente ligada à luta por direitos de entidades de classe que cobram melhores condições de trabalho. Defende a reestatização da Rede Celpa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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