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Tecnologia

Google transforma celulares Android em chaves de segurança físicas para contas

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Foto: Reprodução /Fonte: Olhar Digital

Durante o Next 19, o Google revelou uma série de novidades e uma aposta renovada em segurança, voltada especialmente para o setor corporativo, onde a companhia enfrenta uma acirrada disputa com outras gigantes como Amazon e Microsoft. Uma das principais novidades tem a ver justamente com celulares Android, e a capacidade de usá-los como chave de segurança.

O Olhar Digital já falou no passado sobre chaves físicas: são dispositivos USB que funcionam como uma segunda camada de autenticação e que, por serem completamente offlines e isolados, são virtualmente à prova de ataques de todos os tipos. Como não há sequer um código gerado, não há nem mesmo a possibilidade de um cibercriminoso enganar alguém para obter sua senha temporária.

O Google já havia anunciado a chave Titan, que faz esta função, mas a partir de agora, essa tarefa poderá ser cumprida por celulares Android, desde que rodem a versão 7.0 ou superior do sistema operacional. O recurso ainda está em fase beta, mas poderá ser usado tanto para contas pessoais do Google quanto para contas corporativas do Google Cloud.

A vantagem de usar o smartphone no lugar de uma chave USB é simples: é cada vez mais difícil sair de casa sem celular nos dias de hoje, então não é necessário carregar um segundo dispositivo de autenticação. O Google recomenda, no entanto, que o usuário adote uma chave backup porque, infelizmente, celulares ainda podem ser roubados ou perdidos.

Interessados podem ativar o recurso agora mesmo nas configurações de segurança de sua conta do Google por meio deste link. Basta selecionar a opção “Adicionar uma chave de segurança” e escolher o seu celular.

Aposta em Inteligência Artificial

Inteligência artificial é uma das “buzzwords”do momento no mundo da tecnologia, e o Google não poderia ficar de fora dessa tendência, anunciando uma série de projetos relacionados à IA, tanto para seus próprios produtos quanto para agilizar a vida dos clientes de sua plataforma em nuvem que tenham interesse em adotar a tecnologia em suas aplicações.

O G Suite, que são as versões corporativas de aplicativos como Gmail, Hangouts e Google Docs, foi o maior beneficiado com as funções de IA. Com isso, o Google Assistente passa a estar integrada ao pacote, mais especificamente com o app de calendário, permitindo conferir compromissos com comandos de voz em qualquer lugar que o assistente virtual do Google estiver disponível.

Talvez mais interessante, no entanto, é a aplicação de tecnologia de reconhecimento de voz integrada ao Hangouts Meet, a ferramenta de videoconferência do Google. Com ela, é possível criar legendas em tempo real para conversas mantidas por meio da plataforma, o que pode ajudar quem está em um lugar barulhento e não consegue ouvir a transmissão adequadamente, quem estiver participando da conferência que não falam o idioma nativamente ou até mesmo as pessoas surdas. A função começa a chegar ao Meet a partir desta quarta-feira, 10.

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Tecnologia

Bolsonaro decide, finalmente, usar celulares criptografados da Abin

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Foto: Reprodução / Via: O Globo

No início do ano, foi amplamente divulgado que o presidente da República, Jair Bolsonaro, usava seu celular privado para trocar mensagens com os membros do governo via WhatsApp. Falou-se muito sobre a polêmica, mas pouco se fez. Agora, depois dos supostos vazamentos dos diálogos do então Ministro da Justiça, Sérgio Moro, e do possível hacking de outros membros do Legislativo brasileiro, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e seus celulares criptografados entrarão em ação… finalmente.

Uma das funções da equipe da Abin é desenvolver mecanismos de proteção e criptografia com o objetivo de proteger as comunicações do presidente e de ministros de Estado. Logo, se o ministro Moro estivesse usando um dos aparelhos da Abin desde o início do seu mandato, talvez, este suposto vazamento não teria acontecido. Digo suposto, pois, em nenhum momento o canal que vazou os diálogos, o The Intercept Brasil, afirmou que as informações tenham sido fruto de um hackeamento, isso nas palavras do editor-chefe, Glenn Greenwald.

Com a adesão dos celulares da Abin, tanto o presidente da república quanto integrantes do Executivo passarão a tratar assuntos sigilosos apenas através de aparelhos criptografados, ou seja com uma tecnologia que protege os dados destes dispositivos.

Contudo, como informado ao jornal O Globo, os telefones desenvolvidos pela Abin não permitem a instalação de WhatsApp, Telegram e redes sociais. Logo, quem não vai ficar muito contente com isso é o presidente Bolsonaro, que utiliza este tipo de aplicativo para se comunicar com a população.

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Tecnologia

Telegram tem fama de seguro, mas é o mais vulnerável

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Foto: Reprodução / Fonte: Portal Terra

Usado pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, e os procuradores do Ministério Público Federal da Operação Lava Jato, segundo o site The Intercept Brasil, o aplicativo de mensagens Telegram tem fama de ser mais seguro que rivais como o WhatsApp, mas é mais vulnerável que eles.

Ao contrário do concorrente, o Telegram não utiliza criptografia de ponta a ponta por padrão. Isso permite que mensagens enviadas pelo app possam ser interpretadas corretamente ao serem interceptadas quando circulam pela infraestrutura da internet. O aplicativo russo até tem uma função que aplica o uso de criptografia, o Chat Secreto, mas esta deve ser ativada pelos participantes da conversa para ser utilizada.

Quando a criptografia de ponta a ponta está ativada, como acontece no WhatsApp, apenas o emissor e o receptor da mensagem têm acesso ao seu conteúdo. Isso porque só as duas pontas da comunicação (daí o nome da tecnologia) têm acesso a uma chave que decifra as informações, que trafegam “embaralhadas” pela internet. Assim, mesmo se forem interceptadas, as mensagens não podem ser decodificadas por hackers.

É um recurso que nem sempre esteve disponível no WhatsApp – o app só implementou essa função em 2016, bem na época em que sofreu diversos bloqueios judiciais aqui no Brasil. A tecnologia é uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo em que resguarda o sigilo das conversas dos usuários, também explica por que é difícil identificar quem espalha notícias falsas pelo aplicativo.

Foi também nessa época que o Telegram se tornou conhecido no Brasil – em dias de bloqueios ao WhatsApp, chegou a ganhar milhões de usuários no País. Hoje, o serviço russo tem 200 milhões de usuários no mundo – muitos deles, seduzidos pela imagem de um serviço mais seguro que o rival. Isso fazia sentido lá atrás, mas não hoje.

O Telegram tem ainda diversas funções que sacrificam a segurança do usuário em troca de conveniência – como a que permite que seus usuários façam proveito do app em qualquer plataforma, sem depender de ter seu telefone celular por perto. Para isso, o Telegram armazena um histórico de mensagens na internet – e não no aparelho do usuário. Uma hipótese provável, considerando isso, é a de que o hacker teve acesso a uma das contas envolvidas na conversa e baixou o histórico de mensagens.

Além disso, o Telegram só apaga mensagens se a conta não for acessada pelo usuário por pelo menos seis meses.

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Tecnologia

WhatsApp vai levar à Justiça casos de mensagens em massa

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Foto: Reprodução / *Folhapress

O WhatsApp informou que vai levar à Justiça casos de violação dos termos de serviços da plataforma com práticas abusivas, como envio de mensagens em massa ou automatizadas. A informação foi publicada em um comunicado na página da empresa.

Segundo a nota, o texto serve como aviso de que a empresa passará a tomar as medidas legais a partir do dia 7 de dezembro de 2019 contra as ocorrências, mesmo que as informações obtidas sobra as violações vierem de fora da plataforma, como anúncios de empresa que dizem ter a habilidade de fazer os disparos.

Se as atividades forem detectadas pela tecnologia da plataforma, a empresa diz que as medidas podem ser tomadas antes dessa data.

– Este é um desafio que requer uma abordagem holística. O WhatsApp está comprometido a utilizar todos os recursos à disposição dele, incluindo processar, se necessário for, para evitar abusos contra nossos termos de serviço, como o envio de mensagens em massa ou utilização comercial – diz um trecho do comunicado.

 

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