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POLÍTICA

Governador e senadores do PSL rechaçam desfiliação para seguir Bolsonaro

Fonte/Foto: Globo / O presidente Jair Bolsonaro durante reunião comdeputados Foto: Carolina Antunes/PR

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O PSL tem três senadores e três governadores eleitos, mas apenas Flávio Bolsonaro pediu sua desfiliação

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta terça-feira a deputados do PSL que vai deixar o partido. Mas, pelo menos por enquanto, não deve conseguir arrastar muitos quadros da legenda com ele. Além de Flávio Bolsonaro, que se desfiliou nesta tarde, nenhum senador ou governador afirmou que vai pedir sua desfiliação para acompanhar o presidente.

Governadores, senadores e o presidente da República podem sair de seus partidos sem perder o mandato, os chamados cargos majoritários. Nessa categoria eleitoral, com exceção dos prefeitos, o PSL tem entre seus quadros os governadores Carlos Moisés (SC), Marcos Rocha (RO) e Antonio Denarium (RR), e os senadores Flávio Bolsonaro (RJ), Major Olimpio (SP) e Soraya Thronicke (MS).

Já os governadores Rocha e Denarium não responderam se devem ou não sair. Denarium afirmou que vai se reunir com o presidente Bolsonaro nos próximos dias para definir a situação.

Além desses quadros, o PSL tem também cerca de 30 prefeitos. Entre eles, Éverton Sodário, prefeito de Mirandópolis (SP), e Delegado Araújo, de Pimenta Bueno (RO), por exemplo, disseram que vão seguir com Bolsonaro aonde ele for.

Apesar de não poderem ainda deixar o PSL, aliados de Bolsonaro na Câmara dos Deputados tentam forçar a saída de alguma forma. Um dos maiores desafetos do presidente do partido, Luciano Bivar, o deputado Bibo Nunes (RS) começou uma campanha própria nesta terça pedindo aos seus seguidores que se desfiliassem do partido.

— Bolsonaro deve anunciar hoje à tarde sua saída do PSL dinheirista e despótico, então estamos iniciando a campanha “Desfilie-se do PSL”. Para assinar apoio ao novo partido de Bolsonaro não pode estar filiado a partido algum — afirmou o parlamentar.

Cleber Teixeira, consultor político do PSL e um dos responsáveis pela campanha de filiação que deu ao partido 113 mil novos filiados, disse lamentar a atitude do parlamentar.

— Não há como negar a importância do nosso presidente para o crescimento do PSL, mas não podemos esquecer que foi o PSL que possibilitou a eleição do presidente também. Assim, mesmo com a eventual saída do principal filiado da legenda, é um erro o que fazem alguns deputados, atacando pedra na casa que lhe deu abrigo. Daí minha tristeza — disse Teixeira.

Bibo Nunes é um entre os 20 parlamentares que tiveram pedidos de expulsão protocolados pelo diretório nacional do PSL. Outros são Gil Diniz, Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro, Luiz Philippe de Orleans e Bragança, Carlos Jordy, Bia Kicis, entre outros. Se mandados embora pela legenda, poderão permenecer com o mandato e, assim, seguir com Bolsonaro para o novo partido que ele pretende criar.

Braço direito de Eduardo Bolsonaro em São Paulo, o deputado estadual Gil Diniz, líder do PSL na Assembleia Legislativa de São Paulo e vice-presidente do diretório paulista, recebeu a notificação de sua expulsão na segunda-feira. Júnior Bozzella, deputado federal que se tornou uma espécie de porta-voz informal de Bivar, afirmou que o partido vai pedir o mandato de Gil Diniz. Se isso ocorrer, quem deve assumir em seu lugar é o suplente, Coronel Badin.

O GLOBO revelou em outubro que aliados de Bolsonaro articulavam a criação de um novo partido como alternativa ao PSL. Nesta terça, o presidente anunciou que a nova agremiação vai se chamar Aliança Pelo Brasil. A expectativa é que em torno de 30 parlamentares acompanhem o presidente. A primeira reunião da futura legenda vai acontecer no próximo dia 21.

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