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Educação

Governador identifica irregularidades no almoxarifado da Seduc

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Mais de 2 mil extintores de incêndio, que foram adquiridos em 2015, foram encontrados estocados e já vencidos desde o primeiro trimestre de 2016. Foto: Marco Santos / Agência Pará

O governador do Pará, Helder Barbalho, encontrou várias irregularidades no almoxarifado e depósito da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), em Belém, durante visita na manhã desta quinta-feira (10). Dentre as principais irregularidades, mais de dois mil extintores de incêndio, que foram adquiridos em 2015, foram encontrados estocados e já vencidos desde o primeiro trimestre de 2016. Helder encontrou ainda, centenas de cadeiras armazenadas de forma irregular e estão entre os bens públicos subaproveitados pela gestão anterior. Participaram da visita o vice-governador, Lúcio Vale, a deputada estadual  Nilse Pinheiro, o deputado estadual Nilton Neves e a titular da Seduc, Leila Freire.

Após a vistoria, técnicos da Seduc informaram ainda, que durante três anos mais 100 toneladas de feijão ficaram armazenados e estragaram.

Na ocasião, o governador Helder e a comitiva que o acompanhou, encontraram também, mais de 7 mil livros, incluindo material didático novos, referentes ao ano de 2004, Após a vistoria, técnicos da Seduc informaram ainda, que durante três anos mais 100 toneladas de feijão ficaram armazenados e estragaram.

“Isto tudo é lamentável, demonstra claramente o descaso e faz com que possamos ter clareza dos motivos da educação pública no Pará ter chegado na realidade que chegou. Hoje somos o segundo pior IDEB do Brasil. Isso é fruto da incapacidade de gerenciar e ter uma estratégia pedagógica e valorizar a educação”, disse.

Helder encontrou ainda, a existência de centenas de cadeiras sem condições de uso, que estavam abandonadas em uma das áreas externas do prédio. O Governador solicitou que a Seduc entrasse em contato com a escola Salesiana do Trabalho e com o Emaús, para averiguar a possibilidade de serem recuperadas. Os outros materiais encontrados também terão destino, como o material didático, que por meio de chamamento público, poderão chegar a comunidades ou até mesmo serem aproveitados pela rede estadual ou municipal de ensino.

Helder encontrou ainda centenas de cadeiras armazenadas de forma irregular e estão entre os bens públicos subaproveitados pela gestão anterior

A secretária de estado de Educação, Leila Freire, afirmou que há um plano para os primeiros 100 dias de trabalho, quando será feito um levantamento situacional das escolas. “Isso para que a gente tenha certeza de onde devemos iniciar, quais são as prioridades. A partir daí, teremos um plano a médio e longo prazo, sempre trabalhando a partir desse laudo e colocando aquelas que são as prioridades, que são as emergências”, afirmou.

Leila diz que é necessária uma unidade para atender serviços essenciais, como transporte e alimentação escolar. “Em alguns municípios o transporte é feito de forma unificada, partilhada com os municípios”, e completa afirmando que o objetivo é melhorar a capacidade de diálogo com os municípios, para que sejam tomadas algumas iniciativas em comum. “Município e Estado caminhando juntos, fazendo valer o preceito constitucional de cooperação entre os entes federados”, finalizou.

Prédio da Seduc tem 32 anos 

 A sede da Seduc ocupa uma área de 20.708 metros quadrados. Localizado na avenida Augusto Montenegro, em Belém, o prédio tem 32 anos de inauguração e, por isso, também está entre os prioritários para receber reforma e ampliação. O projeto inclui, um auditório para 400 lugares, um restaurante e área de descanso para os 1.370 servidores que atuam na sede da instituição. O estacionamento será ampliado, para abrigar 252 veículos.

A construção do prédio atual foi iniciada em 1981, com inauguração em maio de 1985, quando o governador era Alacid da Silva Nunes. Ao longo de quase quatro décadas, o edifício teve apenas uma pequena reforma e adaptações internas.

Com informações do  Governo do Estado do Pará

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Educação

Evangélica anunciada como número 2 do MEC é demitida antes de assumir

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Blog Renata Cafardo/Estadão

A educadora evangélica Iolene Lima, que

havia sido anunciada como a nova número 2 do Ministério da Educação (MEC) na semana passada, foi demitida nesta sexta-feira. Ela foi comunicada pelo ministro Ricardo Vélez Rodríguez de que não fazia mais parte da equipe. Iolene, antes de ser chamada para o cargo de secretária executiva, era diretora de formação da pasta. Ela também não voltará para essa função.

 O nome dela não teria agradado o governo, que não permitiu sequer que ela fosse nomeada, mesmo depois de anunciada pelo ministro. Segundo fontes, o Planalto estaria buscando um nome forte para número 2 do MEC para tentar manter Vélez no cargo. Há mais de uma semana fala-se numa provável demissão do ministro, muito enfraquecido depois de disputas internas e medidas polêmicas.

Apesar de evangélica, Iolene não tinha o apoio da bancada evangélica no Congresso. Ela foi indicada para o MEC por Luiz Antonio Tozi, ex-secretário executivo, também demitido. Os dois são da mesma cidade. Antes dela, Vélez chegou a anunciar para o cargo Rubens Barreto da Silva, que também não assumiu.

Em mensagem aos amigos nesta sexta-feira de madrugada ela afirmou que depois “de cinco anos à frente da direção do colégio que ajudei a fundar, deixei meu emprego a fim de aceitar um convite para, junto com outros profissionais, servir ao meu país, colaborando para um ideal que acredito: um Brasil melhor por meio da educação.”

Em seguida, Iolene diz que mesmo com “um quadro bastante confuso na pasta”, aceitou a nova função dentro do ministério. “No entanto, hoje, após uma semana de espera, recebi a informação que não faço mais parte do grupo do MEC. Não sei o que dizer, mas confio que Deus me guardará e guiará!”

Ela completa a mensagem desejando “o melhor” para “o governo do nosso Presidente Bolsonaro e ao Ministro Ricardo Vélez” E finaliza: “Que Deus abençoe nossa nação!”

Em um vídeo de 2013, durante entrevista a um canal de TV evangélico, Iolene diz que o “primeiro matématico e geógrafo foi Deus” e que “as crianças começam a ter contato com essas matérias no primeiro livro da Bíblia Sagrada, o Gênesis”. Ela também defendeu organizar o currículo escolar “a partir das escrituras”.

Iolene dirigia o Colégio Inspire, em São José dos Campos, mantido pela Igreja da Cidade. Em seu site diz que “apresenta todos os conteúdos curriculares dentro da cosmovisão bíblica”. É uma escola batista evangélica que tem entre os objetivos a “formação integral do ser humano”  para cumprir “os propósitos de Deus no mundo”.

 

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Educação

MPF pede explicações sobre grupo que decidirá itens de provas do Enem

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Mariana Tokarnia/ Agência Brasil  

Brasília – A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, do Ministério Público Federal (MPF), pediu explicações ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) sobre a criação de grupo que decidirá quais questões entrarão ou não no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019. A autarquia terá o prazo de cinco dias para prestar as informações solicitadas pela procuradoria.

A procuradora federal dos Direitos do Cidadão Deborah Duprat encaminhou o ofício ao presidente do Inep, Marcus Vinícius Rodrigues, solicitando explicações sobre quais foram as avaliações realizadas em relação ao Enem 2018 que levaram à conclusão da necessidade de adoção da etapa técnica de revisão do Banco Nacional de Itens, assim como quais profissionais especialistas em avaliação educacional e quais instituições de educação superior participaram dessa avaliação.

A procuradora pede, ainda, que a autarquia esclareça quais os critérios sugeridos nessa avaliação para análise da pertinência das questões e a qualificação técnica e profissional dos membros da comissão instituída pelo órgão.

“O entendimento é de que o Estado não pode, no desempenho de suas atribuições, dar causa à instauração de situações normativas que comprometam e afetem os fins que regem a prática da função de legislar”, diz em nota o MPF.

O Inep disse, em nota, que recebeu o ofício da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão e o responderá “tempestivamente, dentro do prazo estipulado de cinco dias”. A autarquia disse ainda que os critérios da análise a ser realizada pelo grupo especial misto para leitura transversal dos itens que irão compor o Enem 2019 estão estipulados em portaria publicada nesta quarta-feira (20) e detalhados em nota técnica.

Comissão

O grupo que decidirá quais questões entrarão ou não no Enem 2019 foi criado ontem (20) e, segundo o Inep, deu início hoje (21) à análise das questões. A comissão é composta pelo secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, Marco Antônio Barroso, pelo diretor de Estudos Educacionais do Inep, Antonio Maurício das Neves, e por Gilberto Callado de Oliveira, representante da sociedade civil.

Os integrantes do grupo serão responsável pela chamada leitura transversal dos itens que poderão compor o Enem e deverão recomendar a não utilização de itens na montagem das provas, mediante justificativa. A análise passará depois pelo diretor de Avaliação da Educação Básica, Paulo Cesar Teixeira, que deverá emitir um contra parecer para cada um desses itens. A decisão final da utilização ou não caberá ao presidente do Inep, Marcus Vinícius Rodrigues.

A portaria estipula o prazo de dez dias para que isso seja feito. A comissão terá acesso ao ambiente de segurança onde é elaborado o exame.

Elaboração dos itens

Todos os anos, as provas do Enem são montadas a partir do Banco Nacional de Itens, que reúne questões elaboradas por especialistas selecionados por meio de chamada pública. Na elaboração, os especialistas devem seguir as matrizes de referência, guia de elaboração e revisão de itens estabelecidos pelo Inep. Após elaborados, os itens passam, então, por revisores e depois por especialistas do Inep.

Finalmente, as questões são pré-testadas em aplicações feitas em escolas. O processo é sigiloso e os estudantes não sabem que estão respondendo a possíveis questões do Enem. Com a aplicação, avalia-se a dificuldade, o grau de discriminação e a probabilidade de acerto ao acaso da questão. Os itens aprovados passam a compor o banco e ficam disponíveis para aplicações futuras do Enem.

De acordo com a nota técnica do Inep, a comissão realizará a leitura transversal dos itens que compõem o Banco Nacional de Itens. Isso pode acontecer previamente à montagem do exame, “com vistas a diminuir os riscos de se promover alterações na prova após o término de sua montagem”.

Segundo a autarquia, como a elaboração de um item é um processo longo e oneroso, nenhum item será descartado. Eles poderão ser posteriormente adequados. Pelo caráter sigiloso do Banco Nacional de Itens, não será publicado relatório de trabalho sobre o processo. Tampouco os membros da comissão estão autorizados a se pronunciar sobre o trabalho.

Enem 2019

Este ano, o Enem será aplicado nos dias 3 e 10 de novembro. As inscrições estarão abertas de 6 a 17 de maio. Entre 1º e 10 de abril, os estudantes poderão pedir isenção da taxa de inscrição. Nesse mesmo período, o Inep vai receber as justificativas dos que faltaram às provas em 2018.

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Educação

Dois alunos de escola em Suzano permanecem internados em São Paulo

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Flávia Albuquerque/ Agência Brasil  

São Paulo- Dois alunos feridos no atentado ocorrido na Escola Estadual Professor Raul Brasil, no município de Suzano, no último dia 13, continuam internados na enfermaria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-USP), ambos com estado de saúde estável.

No último dia 13, dois ex-alunos da escola, de 17 e 25 anos, entraram no colégio armados, fizeram um ataque que resultou na morte de oito pessoas, sendo cinco estudantes, duas funcionárias e um empresário. Além dessas, os atiradores também morreram na ação.

A escola foi reaberta aos alunos, mas as aulas não foram retomadas. Na manhã de ontem foi celebrado um culto ecumênico no pátio do colégio em homenagem às vítimas do atentado.

 

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